<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064</id><updated>2012-02-10T13:56:41.884-02:00</updated><category term='Luis Martins da Silva'/><category term='Charles Bukowski'/><category term='Televisão'/><category term='Conto'/><category term='A Volta ao Mundo de Willy Fog'/><category term='André Diniz'/><category term='Jane Auten'/><category term='Victor Hugo'/><category term='Rua de Mim'/><category term='Memórias Póstumas de Brás Cubas'/><category term='Barfly'/><category term='Poesia'/><category term='Subversivos'/><category term='A Boy Named Charlie Brown'/><category term='Árido Movie'/><category term='Irmãos Coen'/><category term='Davi e Golias'/><category term='Desenho'/><category term='Novela'/><category term='Kafka'/><category term='Lilian Mitsunaga'/><category term='Miller&apos;s Crossing'/><category term='Stan Lee'/><category term='Contos de Enganar a Morte'/><category term='George Burns'/><category term='José Saramago'/><category term='Letais tentativas de Bancar o Herói'/><category term='Katsuya Terada'/><category term='Imagem'/><category term='Samurai Jack'/><category term='Mia Couto'/><category term='O Selvagem da Motocicleta'/><category term='Francis Ford Coppola'/><category term='Rilke'/><category term='Ilustração'/><category term='A Revolução dos Bichos'/><category term='Samuel'/><category term='José Alberto Brandão Pires'/><category term='A Quase Morte de Zé Malandro'/><category term='Guerras Secretas II'/><category term='Lima Barreto'/><category term='Guerra e Paz'/><category term='Futurama'/><category term='Ricardo Azevedo'/><category term='Presente Imóvel'/><category term='George Orwell'/><category term='Bill Meléndez'/><category term='Machado de Assis'/><category term='Entrevista'/><category term='O Rei Macaco'/><category term='Tolstoi'/><category term='Filme'/><category term='Música'/><category term='Romance'/><category term='Carta'/><category term='O Homem que Sabia Javanês'/><category term='O Evangelho Segundo Jesus Cristo'/><category term='Manda Manda'/><category term='HQ'/><category term='Alguém lá em Cima Gosta de Mim'/><category term='Charles M. Schulz'/><category term='Lenor'/><category term='Bravo Mark'/><category term='Jorge Amado'/><category term='Os Miseráveis'/><category term='Pintura'/><category term='Norman Rockwell'/><category term='Orgulho e Preconceito'/><category term='Bem-vindo à Tranquilidade'/><title type='text'>ALCALÓIDE LITERÁRIO</title><subtitle type='html'>DANDO UNS TIROS NO ESCURO.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>38</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-3725310281886206016</id><published>2012-02-10T13:54:00.001-02:00</published><updated>2012-02-10T13:56:41.898-02:00</updated><title type='text'>Uma Simples Questão de Interpretação - Renan Dias Gonçalves</title><content type='html'>Numa de minhas frequentes viagens a uma cidade vizinha, eu estava acom-panhado por uma figura interessante que sentara ao meu lado.&lt;br /&gt;Entre palavras, notava-se que era um homem inteligente, com uma baga-gem muito acima da média de leitura; um cara mais velho, com um pouco mais de experiência que eu.&lt;br /&gt;Eu, por outro lado, estava longe de estar no meu melhor dia, havia “traí-do” minha namorada, e minha consci-ência pesava, porque até então não ti-nha feito isso; e eu também estava com um pouco de medo, por não sabe o que aconteceria após essa atitude minha.&lt;br /&gt;Enfim, notei que esse homem que me acompanhava poderia me ajudar, resolvi desabafar. Expliquei a ele meus problemas, minhas tristezas, meus me-dos e perguntei:&lt;br /&gt;- Meu, você já traiu alguma mulher sua?&lt;br /&gt;E ele respondeu que sim. Então tor-nei a perguntar:&lt;br /&gt;- E como você se sentiu?&lt;br /&gt;E ele respondeu que tinha se sentido a pior pessoa do mundo.&lt;br /&gt;Pensei, esse cara está me entenden-do, talvez ele possa aliviar minha dor. Perguntei:&lt;br /&gt;- E o que você fez para melhorar? Para esquecer que tinha feito isso? Pa-ra se sentir bem ao lado dela?&lt;br /&gt;- Bifãu, continuei trainu até mi acostumá.&lt;br /&gt;Sim! Minha reação foi exatamente essa: silêncio... Um momento de refle-xão e um sorriso.&lt;br /&gt;Não julgo pelo fato de respeito, pois cada um sabe o que faz com sua vida. Não julgo por nada, na verdade. Mas foi o ensinamento, o modo de viver a vida de uma maneira que até então eu desconhecia; foi ver que a ideia que ninguém teria era a mais simples de to-das, de viver em paz de verdade, de não se prender e muito menos se pre-ocupar; foi ver que uma frase pode mudar uma vida completamente; foi ver que aquele sorriso que eu dei, e que nunca poderia ter dado, não saiu mais de meu rosto; foi entender, na-quele exato momento, que certo e er-rado são apenas ponto de vista; foi ver que pra viver bem você depende ape-nas de você.&lt;br /&gt;Penso que, se não fosse por essa frase, hoje eu não sonharia, nem de longe, ser a pessoa que eu sou; viver o que vivi e passar pelo que passei.&lt;br /&gt;Eu o agradeci algumas vezes e, num gesto engraçado da parte dele, fingiu muito bem que não entendia porque eu o agradecia tanto. Era um dos raros, e ainda bem que estava ao meu lado. Nos despedimos; no momento em que eu descia do ônibus, e ele entendeu bem o que havia feito comigo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-3725310281886206016?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/3725310281886206016/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=3725310281886206016&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/3725310281886206016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/3725310281886206016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2012/02/uma-simples-questao-de-interpretacao.html' title='Uma Simples Questão de Interpretação - Renan Dias Gonçalves'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-7889239297792224167</id><published>2012-02-06T19:36:00.001-02:00</published><updated>2012-02-06T19:36:49.055-02:00</updated><title type='text'>PCN - Português</title><content type='html'>15&lt;br /&gt;APRESENTAÇÃO&lt;br /&gt;O domínio da língua, oral e escrita, é fundamental para a participação social efetiva, pois é&lt;br /&gt;por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de&lt;br /&gt;vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. Por isso, ao ensiná-la, a escola&lt;br /&gt;tem a responsabilidade de garantir a todos os seus alunos o acesso aos saberes lingüísticos,&lt;br /&gt;necessários para o exercício da cidadania, direito inalienável de todos.&lt;br /&gt;É com essa perspectiva que o documento de Língua Portuguesa está organizado, de modo a&lt;br /&gt;servir de referência, de fonte de consulta e de objeto para reflexão e debate.&lt;br /&gt;A primeira parte faz uma breve apresentação da área e define as linhas gerais da proposta.&lt;br /&gt;Aborda questões relativas à natureza e às características da área, suas implicações para a aprendizagem&lt;br /&gt;e seus desdobramentos no ensino. Apresenta os objetivos gerais de Língua Portuguesa, a&lt;br /&gt;partir dos quais são apontados os conteúdos relacionados à Língua oral, Língua escrita e Análise e&lt;br /&gt;reflexão sobre a língua. O último tópico dessa parte apresenta e fundamenta os critérios de avaliação&lt;br /&gt;para o ensino fundamental.&lt;br /&gt;A segunda parte detalha a proposta, para as quatro primeiras séries do ensino fundamental,&lt;br /&gt;em objetivos, conteúdos e critérios de avaliação, de forma a apresentá-los com a articulação&lt;br /&gt;necessária para a sua coerência.&lt;br /&gt;O documento não trata separadamente as orientações didáticas. A opção na área de Língua&lt;br /&gt;Portuguesa, pelas suas especificidades, foi abordá-las ao longo da apresentação dos conteúdos.&lt;br /&gt;Buscou-se, com isso, tornar mais claras as relações entre a seleção dos conteúdos e o tratamento&lt;br /&gt;didático proposto.&lt;br /&gt;Secretaria de Educação Fundamental&lt;br /&gt;1ª PARTE&lt;br /&gt;LÍNGUA PORTUGUESA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19&lt;br /&gt;CARACTERIZAÇÃO DA ÁREA DE&lt;br /&gt;LÍNGUA PORTUGUESA&lt;br /&gt;Introdução&lt;br /&gt;Desde o início da década de 80, o ensino de Língua Portuguesa na escola tem sido o centro&lt;br /&gt;da discussão acerca da necessidade de melhorar a qualidade da educação no País. No ensino fundamental,&lt;br /&gt;o eixo da discussão, no que se refere ao fracasso escolar, tem sido a questão da leitura e&lt;br /&gt;da escrita. Sabe-se que os índices brasileiros de repetência nas séries iniciais — inaceitáveis mesmo&lt;br /&gt;em países muito mais pobres — estão diretamente ligados à dificuldade que a escola tem de&lt;br /&gt;ensinar a ler e a escrever. Essa dificuldade expressa-se com clareza nos dois gargalos em que se&lt;br /&gt;concentra a maior parte da repetência: no fim da primeira série (ou mesmo das duas primeiras) e na&lt;br /&gt;quinta série. No primeiro, por dificuldade em alfabetizar; no segundo, por não conseguir garantir o&lt;br /&gt;uso eficaz da linguagem, condição para que os alunos possam continuar a progredir até, pelo menos,&lt;br /&gt;o fim da oitava série.&lt;br /&gt;Por outro lado, a dificuldade dos alunos universitários em compreender os textos propostos&lt;br /&gt;para leitura e organizar idéias por escrito de forma legível levou universidades a trocar os testes de&lt;br /&gt;múltipla escolha dos exames vestibulares por questões dissertativas e a não só aumentar o peso da&lt;br /&gt;prova de redação na nota final como também a dar-lhe um tratamento praticamente eliminatório.&lt;br /&gt;Essas evidências de fracasso escolar apontam a necessidade da reestruturação do ensino de&lt;br /&gt;Língua Portuguesa, com o objetivo de encontrar formas de garantir, de fato, a aprendizagem da&lt;br /&gt;leitura e da escrita.&lt;br /&gt;Nos últimos dez anos, a quase-totalidade das redes de educação pública desenvolveu, sob a&lt;br /&gt;forma de reorientação curricular ou de projetos de formação de professores em serviço (em geral&lt;br /&gt;os dois), um grande esforço de revisão das práticas tradicionais de alfabetização inicial e de ensino&lt;br /&gt;da Língua Portuguesa. Seja porque a demanda quantitativa já estava praticamente satisfeita — e&lt;br /&gt;isso abria espaço para a questão da qualidade da educação —, seja porque a produção científica na&lt;br /&gt;área tornou possível repensar sobre as questões envolvidas no ensino e na aprendizagem da língua,&lt;br /&gt;o fato é que a discussão da qualidade do ensino avançou bastante. Daí estes Parâmetros Curriculares&lt;br /&gt;Nacionais soarem como uma espécie de síntese do que foi possível aprender e avançar nesta&lt;br /&gt;década, em que a democratização das oportunidades educacionais começa a ser levada em&lt;br /&gt;consideração, em sua dimensão política, também no que diz respeito aos aspectos intra-escolares.&lt;br /&gt;Sem a pretensão de historiar a área, é possível descrever em linhas gerais o processo de&lt;br /&gt;transformação das idéias que, nas últimas três décadas, têm circulado na escola e funcionado como&lt;br /&gt;referência para a prática dos professores das séries iniciais.&lt;br /&gt;O conhecimento disponível nos anos 60 levava a buscar no aluno a causa do fracasso escolar&lt;br /&gt;— o que tinha sua lógica, visto que para uma parte dos alunos o ensino parecia funcionar. Uma boa&lt;br /&gt;ilustração dessa abordagem são os exercícios de — prontidão —. Pensava-se que aos alunos que&lt;br /&gt;fracassavam devia faltar algo, sendo, então, necessário compensar esse déficit para que pudessem&lt;br /&gt;aprender1.&lt;br /&gt;1. No Brasil, essa visão assumiu a forma didática de um conjunto de atividades mimeografadas que deveriam ser realizadas antes de&lt;br /&gt;iniciar-se a alfabetização. Essas atividades, conhecidas como “prontidão para alfabetização”, costumavam ocupar o primeiro bimestre&lt;br /&gt;da primeira série. A hipótese subjacente era de que o treino de um conjunto de habilidades psicomotoras produziria as condições&lt;br /&gt;necessárias para aprender a ler e a escrever.&lt;br /&gt;20&lt;br /&gt;No início dos anos 80, começaram a circular, entre educadores, livros e artigos que davam&lt;br /&gt;conta de uma mudança na forma de compreender o processo de alfabetização; deslocavam a ênfase&lt;br /&gt;habitualmente posta em como se ensina” e buscavam descrever — como se aprende —. Tiveram&lt;br /&gt;grande impacto os trabalhos que relatavam resultados de investigações, em especial a psicogênese&lt;br /&gt;da língua escrita2.&lt;br /&gt;Esses trabalhos ajudaram a compreender aspectos importantes do processo de aprendizagem&lt;br /&gt;da leitura e da escrita. Permitiram, por exemplo, que se começasse a desvelar as razões pelas quais&lt;br /&gt;as crianças que vinham de famílias mais favorecidas pareciam ter muito mais desenvoltura para&lt;br /&gt;lidar com as demandas escolares que as de famílias menos favorecidas. Com o deslocamento do&lt;br /&gt;eixo da investigação das questões do ensino para as questões da aprendizagem, foi possível&lt;br /&gt;compreender que as crianças sabiam muito mais do que se poderia supor até então, que elas não&lt;br /&gt;entravam na escola completamente desinformadas, que possuíam um conhecimento prévio. Mas,&lt;br /&gt;as de famílias mais favorecidas tinham maiores oportunidades de participação em atividades sociais&lt;br /&gt;mediadas pela escrita, possuíam muito mais experiências significativas com a escrita do que as&lt;br /&gt;crianças das classes menos favorecidas, e essa diferença, que se expressava no desempenho, marcou&lt;br /&gt;a vida escolar dessas crianças desde o seu início.&lt;br /&gt;Os resultados dessas investigações também permitiram compreender que a alfabetização&lt;br /&gt;não é um processo baseado em perceber e memorizar3 , e, para aprender a ler e a escrever, o aluno&lt;br /&gt;precisa construir um conhecimento de natureza conceitual: ele precisa compreender não só o que&lt;br /&gt;a escrita representa, mas também de que forma ela representa graficamente a linguagem.&lt;br /&gt;A divulgação desses resultados de pesquisas por várias secretarias de educação desencadeou&lt;br /&gt;em uma parcela pequena (mas ativa e comprometida) de alfabetizadores e técnicos um esforço de&lt;br /&gt;revisão das práticas de alfabetização. A primeira prática questionada foi a dos exercícios de prontidão.&lt;br /&gt;Também o silabário da cartilha — confundido muitas vezes com a própria idéia de alfabetização —&lt;br /&gt;tem sido substituído por uma grande variedade de textos. A divulgação dessas novas propostas&lt;br /&gt;didáticas tem produzido bons resultados, mas também, infelizmente, bastante desinformação: as&lt;br /&gt;mudanças em pedagogia são difíceis, pois não passam pela substituição de um discurso por outro,&lt;br /&gt;mas por uma real transformação da compreensão e da ação.&lt;br /&gt;As condições atuais permitem repensar sobre o ensino da leitura e da escrita considerando&lt;br /&gt;não só o conhecimento didático acumulado, mas também as contribuições de outras áreas, como a&lt;br /&gt;psicologia da aprendizagem, a psicologia cultural e as ciências da linguagem. O avanço dessas&lt;br /&gt;ciências possibilita receber contribuições tanto da psicolingüística quanto da sociolingüística; tanto&lt;br /&gt;da pragmática, da gramática textual, da teoria da comunicação, quanto da semiótica, da análise do&lt;br /&gt;discurso.&lt;br /&gt;No que se refere à linguagem oral, algo similar acontece: o avanço no conhecimento das&lt;br /&gt;áreas afins torna possível a compreensão do papel da escola no desenvolvimento de uma&lt;br /&gt;aprendizagem que tem lugar fora dela. Não se trata de ensinar a falar ou a fala “correta”, mas sim&lt;br /&gt;as falas adequadas ao contexto de uso.&lt;br /&gt;Os esforços pioneiros de transformação da alfabetização escolar consolidaram-se, ao longo&lt;br /&gt;de uma década, em práticas de ensino que têm como ponto tanto de partida quanto de chegada o&lt;br /&gt;2. Trata-se, sobretudo, da pesquisa sobre quais idéias (ou hipóteses) as crianças constroem sobre a língua escrita ao tentar compreendêla.&lt;br /&gt;Os resultados dessa pesquisa encontram-se publicados, no Brasil, no livro A psicogênese da língua escrita, que consta da bibliografia&lt;br /&gt;deste documento.&lt;br /&gt;3. Isso não significa que não haja lugar para a percepção e a memória, mas que elas não são o centro do processo.&lt;br /&gt;21&lt;br /&gt;uso da linguagem. Práticas que partem do uso possível aos alunos e pretendem provê-los de&lt;br /&gt;oportunidades de conquistarem o uso desejável e eficaz4 . Em que a razão de ser das propostas de&lt;br /&gt;leitura e escuta é a compreensão ativa e não a decodificação e o silêncio. Em que a razão de ser&lt;br /&gt;das propostas de uso da fala e da escrita é a expressão e a comunicação por meio de textos e não&lt;br /&gt;a avaliação da correção do produto. Em que as situações didáticas têm como objetivo levar os&lt;br /&gt;alunos a pensarem sobre a linguagem para poderem compreendê-la e utilizá-la adequadamente.&lt;br /&gt;A futurologia dos anos 60 gostava de afirmar categoricamente que o mundo da escrita daria&lt;br /&gt;lugar ao mundo da imagem; que a mídia eletrônica destruiria o mundo cultural criado pelo livro&lt;br /&gt;impresso que propiciou a História, a Ciência e a Literatura. Mas o que se viu nestes trinta anos&lt;br /&gt;aponta em outra direção. Ser um usuário competente da escrita é, cada vez mais, condição para a&lt;br /&gt;efetiva participação social.&lt;br /&gt;Mas não são os avanços do conhecimento científico por si mesmos que produzem as mudanças&lt;br /&gt;no ensino. As transformações educacionais realmente significativas — que acontecem raramente —&lt;br /&gt;têm suas fontes, em primeiro lugar, na mudança das finalidades da educação, isto é, acontecem&lt;br /&gt;quando a escola precisa responder a novas exigências da sociedade. E, em segundo lugar, na&lt;br /&gt;transformação do perfil social e cultural do alunado: a significativa ampliação da presença, na escola,&lt;br /&gt;dos filhos do analfabetismo — que hoje têm a garantia de acesso mas não de sucesso — deflagrou&lt;br /&gt;uma forte demanda por um ensino mais eficaz. Estes Parâmetros Curriculares Nacionais pretendem&lt;br /&gt;contribuir nesse sentido.&lt;br /&gt;Linguagem e participação social&lt;br /&gt;O domínio da língua tem estreita relação com a possibilidade de plena participação social,&lt;br /&gt;pois é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende&lt;br /&gt;pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo, produz conhecimento. Assim, um projeto&lt;br /&gt;educativo comprometido com a democratização social e cultural atribui à escola a função e a&lt;br /&gt;responsabilidade de garantir a todos os seus alunos o acesso aos saberes lingüísticos necessários&lt;br /&gt;para o exercício da cidadania, direito inalienável de todos.&lt;br /&gt;Essa responsabilidade é tanto maior quanto menor for o grau de letramento5 das comunidades&lt;br /&gt;em que vivem os alunos. Considerando os diferentes níveis de conhecimento prévio, cabe à escola&lt;br /&gt;promover a sua ampliação de forma que, progressivamente, durante os oito anos do ensino&lt;br /&gt;fundamental, cada aluno se torne capaz de interpretar diferentes textos que circulam socialmente,&lt;br /&gt;de assumir a palavra e, como cidadão, de produzir textos eficazes nas mais variadas situações.&lt;br /&gt;Linguagem, atividade discursiva e textualidade&lt;br /&gt;5. Letramento, aqui, é entendido como produto da participação em práticas sociais que usam a escrita como sistema simbólico e&lt;br /&gt;tecnologia. São práticas discursivas que precisam da escrita para torná-las significativas, ainda que às vezes não envolvam as&lt;br /&gt;atividades específicas de ler ou escrever. Dessa concepção decorre o entendimento de que, nas sociedades urbanas modernas, não&lt;br /&gt;existe grau zero de letramento, pois nelas é impossível não participar, de alguma forma, de algumas dessas práticas.&lt;br /&gt;4. Eficácia, no uso da linguagem, refere-se aos efeitos alcançados em relação ao que se pretende. Por exemplo: convencer o&lt;br /&gt;interlocutor por meio de um texto argumentativo, oral ou escrito; fazer rir por meio de uma piada; etc.&lt;br /&gt;22&lt;br /&gt;A linguagem é uma forma de ação interindividual orientada por uma finalidade específica; um&lt;br /&gt;processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes nos diferentes grupos de&lt;br /&gt;uma sociedade, nos distintos momentos da sua história. Dessa forma, se produz linguagem tanto&lt;br /&gt;numa conversa de bar, entre amigos, quanto ao escrever uma lista de compras, ou ao redigir uma&lt;br /&gt;carta — diferentes práticas sociais das quais se pode participar. Por outro lado, a conversa de bar na&lt;br /&gt;época atual diferencia-se da que ocorria há um século, por exemplo, tanto em relação ao assunto&lt;br /&gt;quanto à forma de dizer, propriamente — características específicas do momento histórico. Além&lt;br /&gt;disso, uma conversa de bar entre economistas pode diferenciar-se daquela que ocorre entre&lt;br /&gt;professores ou operários de uma construção, tanto em função do registro6 e do conhecimento&lt;br /&gt;lingüístico quanto em relação ao assunto em pauta.&lt;br /&gt;Dessa perspectiva, a língua é um sistema de signos histórico e social que possibilita ao homem&lt;br /&gt;significar o mundo e a realidade. Assim, aprendê-la é aprender não só as palavras, mas também os&lt;br /&gt;seus significados culturais e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio social entendem&lt;br /&gt;e interpretam a realidade e a si mesmas.&lt;br /&gt;A linguagem verbal possibilita ao homem representar a realidade física e social e, desde o&lt;br /&gt;momento em que é aprendida, conserva um vínculo muito estreito com o pensamento. Possibilita&lt;br /&gt;não só a representação e a regulação do pensamento e da ação, próprios e alheios, mas, também,&lt;br /&gt;comunicar idéias, pensamentos e intenções de diversas naturezas e, desse modo, influenciar o&lt;br /&gt;outro e estabelecer relações interpessoais anteriormente inexistentes.&lt;br /&gt;Essas diferentes dimensões da linguagem não se excluem: não é possível dizer algo a alguém&lt;br /&gt;sem ter o que dizer. E ter o que dizer, por sua vez, só é possível a partir das representações&lt;br /&gt;construídas sobre o mundo. Também a comunicação com as pessoas permite a construção de novos&lt;br /&gt;modos de compreender o mundo, de novas representações sobre ele. A linguagem, por realizar-se&lt;br /&gt;na interação verbal7 dos interlocutores, não pode ser compreendida sem que se considere o seu&lt;br /&gt;vínculo com a situação concreta de produção. É no interior do funcionamento da linguagem que é&lt;br /&gt;possível compreender o modo desse funcionamento. Produzindo linguagem, aprende-se linguagem.&lt;br /&gt;Produzir linguagem significa produzir discursos. Significa dizer alguma coisa para alguém, de&lt;br /&gt;uma determinada forma, num determinado contexto histórico. Isso significa que as escolhas feitas&lt;br /&gt;ao dizer, ao produzir um discurso, não são aleatórias — ainda que possam ser inconscientes —, mas&lt;br /&gt;decorrentes das condições em que esse discurso é realizado. Quer dizer: quando se interage&lt;br /&gt;verbalmente com alguém, o discurso se organiza a partir dos conhecimentos que se acredita que o&lt;br /&gt;interlocutor possua sobre o assunto, do que se supõe serem suas opiniões e convicções, simpatias e&lt;br /&gt;antipatias, da relação de afinidade e do grau de familiaridade que se tem, da posição social e&lt;br /&gt;hierárquica que se ocupa em relação a ele e vice-versa. Isso tudo pode determinar as escolhas que&lt;br /&gt;serão feitas com relação ao gênero no qual o discurso se realizará, à seleção de procedimentos de&lt;br /&gt;estruturação e, também, à seleção de recursos lingüísticos. É evidente que, num processo de&lt;br /&gt;interlocução, isso nem sempre ocorre de forma deliberada ou de maneira a antecipar-se ao discurso&lt;br /&gt;propriamente. Em geral, é durante o processo de produção que essas escolhas são feitas, nem&lt;br /&gt;sempre (e nem todas) de maneira consciente.&lt;br /&gt;6. Registro refere-se, aqui, aos diferentes usos que se pode fazer da língua, dependendo da situação comunicativa. Assim, é&lt;br /&gt;possível que uma mesma pessoa ora utilize a gíria, ora um falar técnico (o “pedagoguês”, o “economês”), ora uma linguagem mais&lt;br /&gt;popular e coloquial, ora um jeito mais formal de dizer, dependendo do lugar social que ocupa e do grupo no qual a interação verbal&lt;br /&gt;ocorrer.&lt;br /&gt;7. Interação verbal, aqui, é entendida como toda e qualquer comunicação que se realiza pela linguagem, tanto as que acontecem&lt;br /&gt;na presença (física) como na ausência do interlocutor. É interação verbal tanto a conversação quanto uma conferência ou uma&lt;br /&gt;produção escrita, pois todas são dirigidas a alguém, ainda que esse alguém seja virtual.&lt;br /&gt;23&lt;br /&gt;O discurso, quando produzido, manifesta-se lingüisticamente por meio de textos. Assim,&lt;br /&gt;pode-se afirmar que texto é o produto da atividade discursiva oral ou escrita que forma um todo&lt;br /&gt;significativo e acabado, qualquer que seja sua extensão. É uma seqüência verbal constituída por&lt;br /&gt;um conjunto de relações que se estabelecem a partir da coesão8 e da coerência. Esse conjunto de&lt;br /&gt;relações tem sido chamado de textualidade. Dessa forma, um texto só é um texto quando pode&lt;br /&gt;ser compreendido como unidade significativa global, quando possui textualidade. Caso contrário,&lt;br /&gt;não passa de um amontoado aleatório de enunciados.&lt;br /&gt;O discurso possui um significado amplo: refere-se à atividade comunicativa que é realizada&lt;br /&gt;numa determinada situação, abrangendo tanto o conjunto de enunciados que lhe deu origem&lt;br /&gt;quanto as condições nas quais foi produzido.&lt;br /&gt;A produção de discursos não acontece no vazio. Ao contrário, todo discurso se relaciona,&lt;br /&gt;de alguma forma, com os que já foram produzidos. Nesse sentido, os textos, como resultantes da&lt;br /&gt;atividade discursiva, estão em constante e contínua relação uns com os outros. A esta relação&lt;br /&gt;entre o texto produzido e os outros textos é que se tem chamado intertextualidade.&lt;br /&gt;Todo texto se organiza dentro de um determinado gênero9 . Os vários gêneros existentes,&lt;br /&gt;por sua vez, constituem formas relativamente estáveis de enunciados, disponíveis na cultura,&lt;br /&gt;caracterizados por três elementos: conteúdo temático, estilo e construção composicional. Podese&lt;br /&gt;ainda afirmar que a noção de gêneros refere-se a “famílias” de textos que compartilham algumas&lt;br /&gt;características comuns, embora heterogêneas, como visão geral da ação à qual o texto se articula,&lt;br /&gt;tipo de suporte comunicativo, extensão, grau de literariedade, por exemplo, existindo em número&lt;br /&gt;quase ilimitado.&lt;br /&gt;Os gêneros são determinados historicamente. As intenções comunicativas, como parte das&lt;br /&gt;condições de produção dos discursos, geram usos sociais que determinam os gêneros que darão&lt;br /&gt;forma aos textos. É por isso que, quando um texto começa com “era uma vez”, ninguém duvida&lt;br /&gt;de que está diante de um conto, porque todos conhecem tal gênero. Diante da expressão “senhoras&lt;br /&gt;e senhores”, a expectativa é ouvir um pronunciamento público ou uma apresentação de espetáculo,&lt;br /&gt;pois sabe-se que nesses gêneros o texto, inequivocamente, tem essa fórmula inicial. Do mesmo&lt;br /&gt;modo, pode-se reconhecer outros gêneros como cartas, reportagens, anúncios, poemas, etc.&lt;br /&gt;9. O termo “gênero” é utilizado aqui como proposto por Bakthin e desenvolvido por Bronckart e Schneuwly.&lt;br /&gt;8. Coesão, neste documento, diz respeito ao conjunto de recursos por meio dos quais as sentenças se interligam, formando um texto.&lt;br /&gt;24&lt;br /&gt;25&lt;br /&gt;APRENDER E ENSINAR&lt;br /&gt;LÍNGUA PORTUGUESA NA ESCOLA&lt;br /&gt;Pode-se considerar o ensino e a aprendizagem de Língua Portuguesa na escola como&lt;br /&gt;resultantes da articulação de três variáveis: o aluno, a língua e o ensino.&lt;br /&gt;O primeiro elemento dessa tríade, o aluno, é o sujeito da ação de aprender, aquele que age&lt;br /&gt;sobre o objeto de conhecimento10. O segundo elemento, o objeto de conhecimento, é a Língua&lt;br /&gt;Portuguesa, tal como se fala e se escreve fora da escola, a língua que se fala em instâncias públicas&lt;br /&gt;e a que existe nos textos escritos que circulam socialmente. E o terceiro elemento da tríade, o&lt;br /&gt;ensino, é, neste enfoque teórico, concebido como a prática educacional que organiza a mediação&lt;br /&gt;entre sujeito e objeto do conhecimento11. Para que essa mediação aconteça, o professor deverá&lt;br /&gt;planejar, implementar e dirigir as atividades didáticas, com o objetivo de desencadear, apoiar e&lt;br /&gt;orientar o esforço de ação e reflexão do aluno.&lt;br /&gt;Tem-se observado que a afirmação de que o conhecimento é uma construção do aprendiz&lt;br /&gt;vem sendo interpretada de maneira espontaneísta, como se fosse possível que os alunos aprendessem&lt;br /&gt;os conteúdos escolares simplesmente por serem expostos a eles. Esse tipo de desinformação —&lt;br /&gt;que parece acompanhar a emergência de práticas pedagógicas inovadoras — tem assumido formas&lt;br /&gt;que acabam por esvaziar a função do professor12 .&lt;br /&gt;Diversidade de textos&lt;br /&gt;A importância e o valor dos usos da linguagem são determinados historicamente segundo as&lt;br /&gt;demandas sociais de cada momento. Atualmente exigem-se níveis de leitura e de escrita diferentes&lt;br /&gt;e muito superiores aos que satisfizeram as demandas sociais até bem pouco tempo atrás — e tudo&lt;br /&gt;indica que essa exigência tende a ser crescente. Para a escola, como espaço institucional de acesso&lt;br /&gt;ao conhecimento, a necessidade de atender a essa demanda, implica uma revisão substantiva das&lt;br /&gt;práticas de ensino que tratam a língua como algo sem vida e os textos como conjunto de regras a&lt;br /&gt;serem aprendidas, bem como a constituição de práticas que possibilitem ao aluno aprender linguagem&lt;br /&gt;a partir da diversidade de textos que circulam socialmente.&lt;br /&gt;Toda educação verdadeiramente comprometida com o exercício da cidadania precisa criar&lt;br /&gt;condições para o desenvolvimento da capacidade de uso eficaz da linguagem que satisfaça&lt;br /&gt;necessidades pessoais — que podem estar relacionadas às ações efetivas do cotidiano, à transmissão&lt;br /&gt;e busca de informação, ao exercício da reflexão. De modo geral, os textos são produzidos, lidos&lt;br /&gt;e ouvidos em razão de finalidades desse tipo. Sem negar a importância dos que respondem a&lt;br /&gt;10.Objeto de conhecimento é tudo o que, sendo observável pelo sujeito, torna-se foco de seu esforço de conhecer.&lt;br /&gt;11. A relação entre os elementos dessa tríade é tratada com maior profundidade no documento de Introdução aos Parâmetros&lt;br /&gt;Curriculares Nacionais.&lt;br /&gt;12.Uma delas é “agora não é mais para corrigir nada”. Isso não é verdade, a correção é bem-vinda sempre que for informativa. O&lt;br /&gt;problema é que, para decidir quando e qual correção é informativa, deve-se poder interpretar o erro — o que exige conhecimento&lt;br /&gt;nem sempre disponível.&lt;br /&gt;26&lt;br /&gt;exigências práticas da vida diária, são os textos que favorecem a reflexão crítica e imaginativa, o&lt;br /&gt;exercício de formas de pensamento mais elaboradas e abstratas, os mais vitais para a plena&lt;br /&gt;participação numa sociedade letrada.&lt;br /&gt;Cabe, portanto, à escola viabilizar o acesso do aluno ao universo dos textos que circulam&lt;br /&gt;socialmente, ensinar a produzi-los e a interpretá-los. Isso inclui os textos das diferentes disciplinas,&lt;br /&gt;com os quais o aluno se defronta sistematicamente no cotidiano escolar e, mesmo assim, não&lt;br /&gt;consegue manejar, pois não há um trabalho planejado com essa finalidade. Um exemplo: nas aulas&lt;br /&gt;de Língua Portuguesa, não se ensina a trabalhar com textos expositivos como os das áreas de&lt;br /&gt;História, Geografia e Ciências Naturais; e nessas aulas também não, pois considera-se que trabalhar&lt;br /&gt;com textos é uma atividade específica da área de Língua Portuguesa. Em conseqüência, o&lt;br /&gt;aluno não se torna capaz de utilizar textos cuja finalidade seja compreender um conceito, apresentar&lt;br /&gt;uma informação nova, descrever um problema, comparar diferentes pontos de vista, argumentar a&lt;br /&gt;favor ou contra uma determinada hipótese ou teoria. E essa capacidade, que permite o acesso à&lt;br /&gt;informação escrita com autonomia, é condição para o bom aprendizado, pois dela depende a possibilidade&lt;br /&gt;de aprender os diferentes conteúdos. Por isso, todas as disciplinas têm a responsabilidade&lt;br /&gt;de ensinar a utilizar os textos de que fazem uso, mas é a de Língua Portuguesa que deve tomar&lt;br /&gt;para si o papel de fazê-lo de modo mais sistemático.&lt;br /&gt;Que fala cabe à escola ensinar&lt;br /&gt;A Língua Portuguesa, no Brasil, possui muitas variedades dialetais13. Identificam-se geográfica&lt;br /&gt;e socialmente as pessoas pela forma como falam. Mas há muitos preconceitos decorrentes do valor&lt;br /&gt;social relativo que é atribuído aos diferentes modos de falar: é muito comum se considerarem as&lt;br /&gt;variedades lingüísticas de menor prestígio como inferiores ou erradas.&lt;br /&gt;O problema do preconceito disseminado na sociedade em relação às falas dialetais deve ser&lt;br /&gt;enfrentado, na escola, como parte do objetivo educacional mais amplo de educação para o respeito&lt;br /&gt;à diferença. Para isso, e também para poder ensinar Língua Portuguesa, a escola precisa livrar-se&lt;br /&gt;de alguns mitos: o de que existe uma única forma “certa” de falar — a que se parece com a escrita&lt;br /&gt;— e o de que a escrita é o espelho da fala — e, sendo assim, seria preciso “consertar” a fala do&lt;br /&gt;aluno para evitar que ele escreva errado. Essas duas crenças produziram uma prática de mutilação&lt;br /&gt;cultural que, além de desvalorizar a forma de falar do aluno, tratando sua comunidade como se&lt;br /&gt;fosse formada por incapazes, denota desconhecimento de que a escrita de uma língua não&lt;br /&gt;corresponde inteiramente a nenhum de seus dialetos, por mais prestígio que um deles tenha em&lt;br /&gt;um dado momento histórico.&lt;br /&gt;A questão não é falar certo ou errado, mas saber qual forma de fala utilizar, considerando as&lt;br /&gt;características do contexto de comunicação, ou seja, saber adequar o registro às diferentes situações&lt;br /&gt;comunicativas. É saber coordenar satisfatoriamente o que falar e como fazê-lo, considerando a&lt;br /&gt;quem e por que se diz determinada coisa. É saber, portanto, quais variedades e registros da língua&lt;br /&gt;oral são pertinentes em função da intenção comunicativa, do contexto e dos interlocutores a quem&lt;br /&gt;o texto se dirige. A questão não é de correção da forma, mas de sua adequação às circunstâncias de&lt;br /&gt;uso, ou seja, de utilização eficaz da linguagem: falar bem é falar adequadamente, é produzir o&lt;br /&gt;efeito pretendido.&lt;br /&gt;13. Variedades dialetais ou dialetos são compreendidos como os diferentes falares regionais presentes numa dada sociedade, num&lt;br /&gt;dado momento histórico.&lt;br /&gt;27&lt;br /&gt;As instituições sociais fazem diferentes usos da linguagem oral: um cientista, um político, um&lt;br /&gt;professor, um religioso, um feirante, um repórter, um radialista, enfim, todos aqueles que tomam a&lt;br /&gt;palavra para falar em voz alta, utilizam diferentes registros em razão das também diferentes instâncias&lt;br /&gt;nas quais essa prática se realiza. A própria condição de aluno exige o domínio de determinados&lt;br /&gt;usos da linguagem oral.&lt;br /&gt;Cabe à escola ensinar o aluno a utilizar a linguagem oral nas diversas situações comunicativas,&lt;br /&gt;especialmente nas mais formais: planejamento e realização de entrevistas, debates, seminários,&lt;br /&gt;diálogos com autoridades, dramatizações, etc. Trata-se de propor situações didáticas nas quais&lt;br /&gt;essas atividades façam sentido de fato14 , pois seria descabido “treinar” o uso mais formal da fala.&lt;br /&gt;A aprendizagem de procedimentos eficazes tanto de fala como de escuta, em contextos mais&lt;br /&gt;formais, dificilmente ocorrerá se a escola não tomar para si a tarefa de promovê-la.&lt;br /&gt;Que escrita cabe à escola ensinar&lt;br /&gt;ALFABETIZAÇÃO E ENSINO DA LÍNGUA&lt;br /&gt;É habitual pensar sobre a área de Língua Portuguesa como se ela fosse um foguete de dois&lt;br /&gt;estágios: o primeiro para se soltar da Terra e o segundo para navegar no espaço. O primeiro seria&lt;br /&gt;o que já se chamou de “primeiras letras”, hoje alfabetização, e o segundo, aí sim, o estudo da&lt;br /&gt;língua propriamente dita.&lt;br /&gt;Durante o primeiro estágio, previsto para durar em geral um ano, o professor deveria ensinar&lt;br /&gt;o sistema alfabético de escrita (a correspondência fonográfica) e algumas convenções ortográficas&lt;br /&gt;do português — o que garantiria ao aluno a possibilidade de ler e escrever por si mesmo, condição&lt;br /&gt;para poder disparar o segundo estágio do metafórico foguete. Esse segundo estágio se desenvolveria&lt;br /&gt;em duas linhas básicas: os exercícios de redação e os treinos ortográficos e gramaticais.&lt;br /&gt;O conhecimento atualmente disponível recomenda uma revisão dessa metodologia e aponta&lt;br /&gt;para a necessidade de repensar sobre teorias e práticas tão difundidas e estabelecidas, que, para a&lt;br /&gt;maioria dos professores, tendem a parecer as únicas possíveis.&lt;br /&gt;Por trás da prática em dois estágios, está a teoria que concebe a capacidade de produzir&lt;br /&gt;textos como dependente da capacidade de grafá-los de próprio punho. Na Antiguidade grega,&lt;br /&gt;berço de alguns dos mais importantes textos produzidos pela humanidade, o autor era quem compunha&lt;br /&gt;e ditava para ser escrito pelo escriba; a colaboração do escriba era transformar os enunciados&lt;br /&gt;em marcas gráficas que lhes davam a permanência, uma tarefa menor, e esses artífices pouco&lt;br /&gt;contribuíram para a grandeza da filosofia ou do teatro grego.&lt;br /&gt;A compreensão atual da relação entre a aquisição das capacidades de redigir e grafar rompe&lt;br /&gt;com a crença arraigada de que o domínio do bê-á-bá seja pré-requisito para o início do ensino de&lt;br /&gt;língua e nos mostra que esses dois processos de aprendizagem podem e devem ocorrer de forma&lt;br /&gt;simultânea. Um diz respeito à aprendizagem de um conhecimento de natureza notacional15 : a&lt;br /&gt;escrita alfabética16 ; o outro se refere à aprendizagem da linguagem que se usa para escrever.&lt;br /&gt;A conquista da escrita alfabética não garante ao aluno a possibilidade de compreender e&lt;br /&gt;produzir textos em linguagem escrita. Essa aprendizagem exige um trabalho pedagógico sistemático.&lt;br /&gt;14. Quando se usa aqui a expressão “de fato”, a intenção é marcar a existência sociocultural extra-escolar dessas atividades&lt;br /&gt;discursivas, sua existência no interior de práticas sociais comunicativas não-escolarizadas. Ao longo deste documento a expressão foi&lt;br /&gt;usada também referindo-se a textos, a usos da linguagem, a circunstâncias de enunciação, etc.&lt;br /&gt;15. Neste documento, entende-se por notacional o que se refere a sistemas de representação convencional, como o sistema de escrita&lt;br /&gt;alfabético, a escrita dos números, a escrita musical, etc.&lt;br /&gt;16. A escrita alfabética é um sistema de escrita regido pelo princípio da fonografia, em que o signo gráfico representa normalmente&lt;br /&gt;um ou mais fonemas do idioma.&lt;br /&gt;28&lt;br /&gt;Quando são lidas histórias ou notícias de jornal para crianças que ainda não sabem ler e escrever&lt;br /&gt;convencionalmente, ensina-se a elas como são organizados, na escrita, estes dois gêneros: desde&lt;br /&gt;o vocabulário adequado a cada um, até os recursos coesivos17 que lhes são característicos. Um&lt;br /&gt;aluno que produz um texto, ditando-o para que outro escreva, produz um texto escrito, isto é, um&lt;br /&gt;texto cuja forma é escrita ainda que a via seja oral. Como o autor grego, o produtor do texto é&lt;br /&gt;aquele que cria o discurso, independentemente de grafá-lo ou não. Essa diferenciação é que torna&lt;br /&gt;possível uma pedagogia de transmissão oral para ensinar a linguagem que se usa para escrever.&lt;br /&gt;Ensinar a escrever textos torna-se uma tarefa muito difícil fora do convívio com textos&lt;br /&gt;verdadeiros, com leitores e escritores verdadeiros e com situações de comunicação que os tornem&lt;br /&gt;necessários. Fora da escola escrevem-se textos dirigidos a interlocutores de fato. Todo texto&lt;br /&gt;pertence a um determinado gênero, com uma forma própria, que se pode aprender. Quando entram&lt;br /&gt;na escola, os textos que circulam socialmente cumprem um papel modelizador18 , servindo como&lt;br /&gt;fonte de referência, repertório textual, suporte da atividade intertextual19 . A diversidade textual&lt;br /&gt;que existe fora da escola pode e deve estar a serviço da expansão do conhecimento letrado do&lt;br /&gt;aluno20.&lt;br /&gt;Mas a ênfase que se está dando ao conhecimento sobre as características discursivas da&lt;br /&gt;linguagem — que hoje sabe-se essencial para a participação no mundo letrado — não significa que&lt;br /&gt;a aquisição da escrita alfabética deixe de ser importante. A capacidade de decifrar o escrito é não&lt;br /&gt;só condição para a leitura independente como — verdadeiro rito de passagem — um saber de&lt;br /&gt;grande valor social.&lt;br /&gt;É preciso ter claro também que as propostas didáticas difundidas a partir de 1985, ao enfatizar&lt;br /&gt;o papel da ação e reflexão do aluno no processo de alfabetização, não sugerem (como parece ter&lt;br /&gt;sido entendido por alguns) uma abordagem espontaneísta da alfabetização escolar; ao contrário, o&lt;br /&gt;conhecimento dos caminhos percorridos pelo aluno favorece a intervenção pedagógica e não a&lt;br /&gt;omissão, pois permite ao professor ajustar a informação oferecida às condições de interpretação&lt;br /&gt;em cada momento do processo. Permite também considerar os erros cometidos pelo aluno como&lt;br /&gt;pistas para guiar sua prática, para torná-la menos genérica e mais eficaz.&lt;br /&gt;A alfabetização, considerada em seu sentido restrito de aquisição da escrita alfabética, ocorre&lt;br /&gt;dentro de um processo mais amplo de aprendizagem da Língua Portuguesa. Esse enfoque coloca&lt;br /&gt;necessariamente um novo papel para o professor das séries iniciais: o de professor de Língua&lt;br /&gt;Portuguesa.&lt;br /&gt;O TEXTO COMO UNIDADE DE ENSINO&lt;br /&gt;O ensino da Língua Portuguesa tem sido marcado por uma seqüenciação de conteúdos que&lt;br /&gt;se poderia chamar de aditiva: ensina-se a juntar sílabas (ou letras) para formar palavras, a juntar&lt;br /&gt;palavras para formar frases e a juntar frases para formar textos.&lt;br /&gt;17. Recursos coesivos são os elementos lingüísticos da superfície de um texto que indicam as relações existentes entre as palavras&lt;br /&gt;e os enunciados que o compõem.&lt;br /&gt;18. Isto é, funcionam como modelos a partir dos quais os alunos vão se familiarizando com as características discursivas dos&lt;br /&gt;diferentes gêneros.&lt;br /&gt;19. A intertextualidade é constitutiva do processo de produção e compreensão de textos. Implica as diferentes maneiras pelas quais&lt;br /&gt;um texto, oral ou escrito, é dependente do conhecimento de outros textos previamente existentes para poder ser produzido e&lt;br /&gt;compreendido.&lt;br /&gt;20. Conhecimento letrado é aquele construído nas práticas sociais de letramento, tal como especificado na nota 5.&lt;br /&gt;29&lt;br /&gt;Essa abordagem aditiva levou a escola a trabalhar com “textos” que só servem para ensinar&lt;br /&gt;a ler. “Textos” que não existem fora da escola e, como os escritos das cartilhas, em geral, nem&lt;br /&gt;sequer podem ser considerados textos, pois não passam de simples agregados de frases.&lt;br /&gt;Se o objetivo é que o aluno aprenda a produzir e a interpretar textos, não é possível tomar&lt;br /&gt;como unidade básica de ensino nem a letra, nem a sílaba, nem a palavra, nem a frase que,&lt;br /&gt;descontextualizadas, pouco têm a ver com a competência discursiva21 , que é questão central.&lt;br /&gt;Dentro desse marco, a unidade básica de ensino só pode ser o texto, mas isso não significa que não&lt;br /&gt;se enfoquem palavras ou frases nas situações didáticas específicas que o exijam.&lt;br /&gt;Um texto não se define por sua extensão. O nome que assina um desenho, a lista do que&lt;br /&gt;deve ser comprado, um conto ou um romance, todos são textos. A palavra “pare”, pintada no&lt;br /&gt;asfalto em um cruzamento, é um texto cuja extensão é a de uma palavra. O mesmo “pare”, numa&lt;br /&gt;lista de palavras começadas com “p”, proposta pelo professor, não é nem um texto nem parte de&lt;br /&gt;um texto, pois não se insere em nenhuma situação comunicativa de fato.&lt;br /&gt;Analisando os textos que costumam ser considerados adequados para os leitores iniciantes,&lt;br /&gt;novamente aparece a confusão entre a capacidade de interpretar e produzir discurso e a capacidade&lt;br /&gt;de ler sozinho e escrever de próprio punho. Ao aluno são oferecidos textos curtos, de poucas&lt;br /&gt;frases, simplificados, às vezes, até o limite da indigência.&lt;br /&gt;Essa visão do que seja um texto adequado ao leitor iniciante transbordou os limites da escola&lt;br /&gt;e influiu até na produção editorial: livros com uma ou duas frases por página e a preocupação de&lt;br /&gt;evitar as chamadas “sílabas complexas”. A possibilidade de se divertir, de se comover, de fruir&lt;br /&gt;esteticamente num texto desse tipo é, no mínimo, remota. Por trás da boa intenção de promover&lt;br /&gt;a aproximação entre crianças e textos há um equívoco de origem: tenta-se aproximar os textos das&lt;br /&gt;crianças — simplificando-os —, no lugar de aproximar as crianças dos textos de qualidade.&lt;br /&gt;Não se formam bons leitores oferecendo materiais de leitura empobrecidos, justamente no&lt;br /&gt;momento em que as crianças são iniciadas no mundo da escrita. As pessoas aprendem a gostar de&lt;br /&gt;ler quando, de alguma forma, a qualidade de suas vidas melhora com a leitura.&lt;br /&gt;A ESPECIFICIDADE DO TEXTO LITERÁRIO&lt;br /&gt;É importante que o trabalho com o texto literário esteja incorporado às práticas cotidianas&lt;br /&gt;da sala de aula, visto tratar-se de uma forma específica de conhecimento. Essa variável de&lt;br /&gt;constituição da experiência humana possui propriedades compositivas que devem ser mostradas,&lt;br /&gt;discutidas e consideradas quando se trata de ler as diferentes manifestações colocadas sob a rubrica&lt;br /&gt;geral de texto literário.&lt;br /&gt;A literatura não é cópia do real, nem puro exercício de linguagem, tampouco mera fantasia&lt;br /&gt;que se asilou dos sentidos do mundo e da história dos homens. Se tomada como uma maneira&lt;br /&gt;particular de compor o conhecimento, é necessário reconhecer que sua relação com o real é indireta22.&lt;br /&gt;Ou seja, o plano da realidade pode ser apropriado e transgredido pelo plano do imaginário&lt;br /&gt;como uma instância concretamente formulada pela mediação dos signos verbais (ou mesmo nãoverbais&lt;br /&gt;conforme algumas manifestações da poesia contemporânea).&lt;br /&gt;21. Competência discursiva, neste documento, está sendo compreendida como a capacidade de se produzir discursos — orais ou&lt;br /&gt;escritos — adequados às situações enunciativas em questão, considerando todos os aspectos e decisões envolvidos nesse processo.&lt;br /&gt;22. Conforme Northrop Frye, essa relação não é direta nem negativa, mas potencial, tratando-se de um corpo de criações hipotéticas&lt;br /&gt;que não se envolve necessariamente com os mundos da verdade e do fato, nem se afasta necessariamente deles, mas pode entrar em&lt;br /&gt;todo tipo de relações com ele, indo do mais ao menos explícito.&lt;br /&gt;30&lt;br /&gt;Pensar sobre a literatura a partir dessa autonomia relativa ante o real implica dizer que se&lt;br /&gt;está diante de um inusitado tipo de diálogo regido por jogos de aproximações e afastamentos, em&lt;br /&gt;que as invenções de linguagem, a expressão das subjetividades, o trânsito das sensações, os&lt;br /&gt;mecanismos ficcionais podem estar misturados a procedimentos racionalizantes, referências indiciais,&lt;br /&gt;citações do cotidiano do mundo dos homens.&lt;br /&gt;A questão do ensino da literatura ou da leitura literária envolve, portanto,&lt;br /&gt;esse exercício de reconhecimento das singularidades e das propriedades compositivas que matizam&lt;br /&gt;um tipo particular de escrita. Com isso, é possível afastar uma série de equívocos que&lt;br /&gt;costumam estar presentes na escola em relação aos textos literários, ou seja, tratá-los como&lt;br /&gt;expedientes para servir ao ensino das boas maneiras, dos hábitos de higiene, dos deveres do cidadão,&lt;br /&gt;dos tópicos gramaticais, das receitas desgastadas do “prazer do texto”, etc. Postos de forma&lt;br /&gt;descontextualizada, tais procedimentos pouco ou nada contribuem para a formação de leitores&lt;br /&gt;capazes de reconhecer as sutilezas, as particularidades, os sentidos, a extensão e a profundidade&lt;br /&gt;das construções literárias.&lt;br /&gt;A prática de reflexão sobre a língua&lt;br /&gt;Quando se pensa e se fala sobre a linguagem mesma, realiza-se uma atividade de natureza&lt;br /&gt;reflexiva, uma atividade de análise lingüística. Essa reflexão é fundamental para a expansão da&lt;br /&gt;capacidade de produzir e interpretar textos. É uma entre as muitas ações que alguém considerado&lt;br /&gt;letrado é capaz de realizar com a língua.&lt;br /&gt;A análise lingüística refere-se a atividades que se pode classificar em epilingüísticas e&lt;br /&gt;metalingüísticas. Ambas são atividades de reflexão sobre a língua, mas se diferenciam nos seus&lt;br /&gt;fins.&lt;br /&gt;Nas atividades epilingüísticas a reflexão está voltada para o uso, no próprio interior da atividade&lt;br /&gt;lingüística em que se realiza. Um exemplo disso é quando, no meio de uma conversa um dos&lt;br /&gt;interlocutores pergunta ao outro “O que você quis dizer com isso?”, ou “Acho que essa palavra&lt;br /&gt;não é a mais adequada para dizer isso. Que tal...?”, ou ainda “Na falta de uma palavra melhor,&lt;br /&gt;então vai essa mesma”. Em se tratando do ensino de língua, à diferença das situações de interlocução&lt;br /&gt;naturais, faz-se necessário o planejamento de situações didáticas que possibilitem a reflexão sobre&lt;br /&gt;os recursos expressivos utilizados pelo produtor/autor do texto — quer esses recursos se refiram a&lt;br /&gt;aspectos gramaticais, quer a aspectos envolvidos na estruturação dos discursos —, sem que a&lt;br /&gt;preocupação seja a categorização, a classificação ou o levantamento de regularidades sobre essas&lt;br /&gt;questões.&lt;br /&gt;Já as atividades metalingüísticas estão relacionadas a um tipo de análise voltada para a&lt;br /&gt;descrição, por meio da categorização e sistematização dos elementos lingüísticos23. Essas atividades,&lt;br /&gt;portanto, não estão propriamente vinculadas ao processo discursivo; trata-se da utilização (ou da&lt;br /&gt;construção) de uma metalinguagem que possibilite falar sobre a língua. Quando parte integrante&lt;br /&gt;de uma situação didática, a atividade metalingüística desenvolve-se no sentido de possibilitar ao&lt;br /&gt;aluno o levantamento de regularidades de aspectos da língua, a sistematização e a classificação de&lt;br /&gt;suas características específicas. Assim, para que se possa discutir a acentuação gráfica, por exemplo,&lt;br /&gt;é necessário que alguns aspectos da língua — tais como a tonicidade, a forma pela qual é marcada&lt;br /&gt;23. Os termos “análise lingüística”, “atividade epilingüística” e “atividade metalingüística” são utilizados aqui como propostos por João&lt;br /&gt;Wanderley Geraldi, no livro Portos de passagem.&lt;br /&gt;31&lt;br /&gt;nas palavras impressas, a classificação das palavras quanto a esse aspecto e ao número de sílabas, a&lt;br /&gt;conceituação de ditongo e hiato, entre outros — sejam sistematizados na forma de uma&lt;br /&gt;metalinguagem específica que favoreça o levantamento de regularidades e a elaboração de regras&lt;br /&gt;de acentuação.&lt;br /&gt;O ensino de Língua Portuguesa, pelo que se pode observar em suas práticas habituais, tende&lt;br /&gt;a tratar essa fala da e sobre a linguagem como se fosse um conteúdo em si, não como um meio para&lt;br /&gt;melhorar a qualidade da produção lingüística. É o caso, por exemplo, da gramática que, ensinada&lt;br /&gt;de forma descontextualizada, tornou-se emblemática de um conteúdo estritamente escolar, do&lt;br /&gt;tipo que só serve para ir bem na prova e passar de ano — uma prática pedagógica que vai da&lt;br /&gt;metalíngua para a língua por meio de exemplificação, exercícios de reconhecimento e memorização&lt;br /&gt;de nomenclatura. Em função disso, tem-se discutido se há ou não necessidade de ensinar gramática.&lt;br /&gt;Mas essa é uma falsa questão: a questão verdadeira é para que e como ensiná-la.&lt;br /&gt;Se o objetivo principal do trabalho de análise e reflexão sobre a língua é imprimir maior&lt;br /&gt;qualidade ao uso da linguagem, as situações didáticas devem, principalmente nos primeiros ciclos,&lt;br /&gt;centrar-se na atividade epilingüística, na reflexão sobre a língua em situações de produção e&lt;br /&gt;interpretação, como caminho para tomar consciência e aprimorar o controle sobre a própria produção&lt;br /&gt;lingüística. E, a partir daí, introduzir progressivamente os elementos para uma análise de natureza&lt;br /&gt;metalingüística. O lugar natural, na sala de aula, para esse tipo de prática parece ser a reflexão&lt;br /&gt;compartilhada sobre textos reais.&lt;br /&gt;32&lt;br /&gt;33&lt;br /&gt;OBJETIVOS GERAIS DE LÍNGUA PORTUGUESA PARA O ENSINO&lt;br /&gt;FUNDAMENTAL&lt;br /&gt;Ao longo dos oito anos do ensino fundamental, espera-se que os alunos adquiram&lt;br /&gt;progressivamente uma competência em relação à linguagem que lhes possibilite resolver problemas&lt;br /&gt;da vida cotidiana, ter acesso aos bens culturais e alcançar a participação plena no mundo letrado.&lt;br /&gt;Para que essa expectativa se concretize, o ensino de Língua Portuguesa deverá organizar-se de&lt;br /&gt;modo que os alunos sejam capazes de:&lt;br /&gt;• expandir o uso da linguagem em instâncias privadas e utilizá-la com&lt;br /&gt;eficácia em instâncias públicas, sabendo assumir a palavra e produzir&lt;br /&gt;textos — tanto orais como escritos — coerentes, coesos, adequados a&lt;br /&gt;seus destinatários, aos objetivos a que se propõem e aos assuntos tratados;&lt;br /&gt;• utilizar diferentes registros, inclusive os mais formais da variedade&lt;br /&gt;lingüística valorizada socialmente, sabendo adequá-los às circunstâncias&lt;br /&gt;da situação comunicativa de que participam;&lt;br /&gt;• conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas do português&lt;br /&gt;falado;&lt;br /&gt;• compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam em&lt;br /&gt;diferentes situações de participação social, interpretando-os corretamente&lt;br /&gt;e inferindo as intenções de quem os produz;&lt;br /&gt;• valorizar a leitura como fonte de informação, via de acesso aos mundos&lt;br /&gt;criados pela literatura e possibilidade de fruição estética, sendo capazes&lt;br /&gt;de recorrer aos materiais escritos em função de diferentes objetivos;&lt;br /&gt;• utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem, sabendo como&lt;br /&gt;proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações&lt;br /&gt;contidas nos textos: identificar aspectos relevantes; organizar notas; elaborar&lt;br /&gt;roteiros; compor textos coerentes a partir de trechos oriundos de&lt;br /&gt;diferentes fontes; fazer resumos, índices, esquemas, etc.;&lt;br /&gt;• valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações&lt;br /&gt;pessoais, sendo capazes de expressar seus sentimentos, experiências,&lt;br /&gt;idéias e opiniões, bem como de acolher, interpretar e considerar os dos&lt;br /&gt;outros, contrapondo-os quando necessário;&lt;br /&gt;• usar os conhecimentos adquiridos por meio da prática de reflexão sobre&lt;br /&gt;a língua para expandirem as possibilidades de uso da linguagem e a&lt;br /&gt;capacidade de análise crítica;&lt;br /&gt;• conhecer e analisar criticamente os usos da língua como veículo de&lt;br /&gt;valores e preconceitos de classe, credo, gênero ou etnia.&lt;br /&gt;34&lt;br /&gt;35&lt;br /&gt;OS CONTEÚDOS DE LÍNGUA PORTUGUESA&lt;br /&gt;NO ENSINO FUNDAMENTAL&lt;br /&gt;Caracterização geral e eixos organizadores&lt;br /&gt;O estabelecimento de eixos organizadores dos conteúdos de Língua Portuguesa no ensino&lt;br /&gt;fundamental parte do pressuposto que a língua se realiza no uso, nas práticas sociais; que os indivíduos&lt;br /&gt;se apropriam dos conteúdos, transformando-os em conhecimento próprio, por meio da ação sobre&lt;br /&gt;eles; que é importante que o indivíduo possa expandir sua capacidade de uso da língua e adquirir&lt;br /&gt;outras que não possui em situações lingüisticamente significativas, situações de uso de fato.&lt;br /&gt;A linguagem verbal, atividade discursiva que é, tem como resultado textos orais ou escritos.&lt;br /&gt;Textos que são produzidos para serem compreendidos. Os processos de produção e compreensão,&lt;br /&gt;por sua vez, se desdobram respectivamente em atividades de fala e escrita, leitura e escuta. Quando&lt;br /&gt;se afirma, portanto, que a finalidade do ensino de Língua Portuguesa é a expansão das possibilidades&lt;br /&gt;do uso da linguagem, assume-se que as capacidades a serem desenvolvidas estão relacionadas às&lt;br /&gt;quatro habilidades lingüísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever.&lt;br /&gt;Disso decorre que os conteúdos de Língua Portuguesa no ensino fundamental devam ser&lt;br /&gt;selecionados em função do desenvolvimento dessas habilidades e organizados em torno de dois&lt;br /&gt;eixos básicos: o uso da língua oral e escrita e a análise e reflexão sobre a língua, conforme demonstra&lt;br /&gt;o quadro dos blocos de conteúdo:&lt;br /&gt;Língua oral: Língua escrita:&lt;br /&gt;usos e formas usos e formas&lt;br /&gt;Análise e reflexão sobre a língua&lt;br /&gt;O bloco de conteúdos “Língua escrita: usos e formas” subdivide-se em “Prática de leitura”&lt;br /&gt;e “Prática de produção de texto”, que, por sua vez, se desdobra em “Aspectos discursivos” e&lt;br /&gt;“Aspectos notacionais”24.&lt;br /&gt;A maioria dos guias curriculares em vigor já não organiza os conteúdos de Língua Portuguesa&lt;br /&gt;em alfabetização, ortografia, pontuação, leitura em voz alta, interpretação de texto, redação e&lt;br /&gt;gramática, mas, na prática da sala de aula, essa estruturação é a que ainda prevalece. Esses conteúdos&lt;br /&gt;também são propostos neste documento, mas estão organizados em função do eixo USO è&lt;br /&gt;REFLEXÃO è USO25. Aparecem, portanto, como “Prática de leitura”, “Prática de produção de&lt;br /&gt;texto” e “Análise e reflexão sobre a língua”.&lt;br /&gt;24. Os aspectos notacionais referem-se às características da representação gráfica da linguagem e os aspectos discursivos referemse&lt;br /&gt;às características da linguagem em uso.&lt;br /&gt;25. De maneira mais específica, considerar a organização dos conteúdos no eixo USO è REFLEXÃO è USO significa compreender&lt;br /&gt;que tanto o ponto de partida como a finalidade do ensino da língua é a produção/compreensão de discursos. Quer dizer: as situações&lt;br /&gt;didáticas são organizadas em função da análise que se faz dos produtos obtidos nesse processo e do próprio processo. Essa análise&lt;br /&gt;permite ao professor levantar necessidades, dificuldades e facilidades dos alunos e priorizar aspectos a serem abordados/discutidos.&lt;br /&gt;Isso favorece uma revisão dos procedimentos e dos recursos lingüísticos utilizados na produção, o conhecimento e a aprendizagem&lt;br /&gt;de novos procedimentos/recursos a serem utilizados em produções futuras. Assim, os conteúdos são organizados em sub-blocos que&lt;br /&gt;remetem a práticas de uso da linguagem — de produção de textos, de leitura, de análise e reflexão sobre a língua. Também a sua&lt;br /&gt;seleção é realizada — ainda que respeitados os critérios de seqüenciação — a partir da contribuição que possam oferecer para que&lt;br /&gt;36&lt;br /&gt;Seqüência e organização dos conteúdos&lt;br /&gt;A organização dos conteúdos de Língua Portuguesa em função do eixo USO è REFLEXÃO&lt;br /&gt;è USO pressupõe um tratamento cíclico, pois, de modo geral, os mesmos conteúdos aparecem ao&lt;br /&gt;longo de toda a escolaridade, variando apenas o grau de aprofundamento e sistematização. Para&lt;br /&gt;garantir esse tratamento cíclico é preciso seqüenciar os conteúdos segundo critérios que possibilitem&lt;br /&gt;a continuidade das aprendizagens. São eles:&lt;br /&gt;• considerar os conhecimentos anteriores dos alunos em relação ao que&lt;br /&gt;se pretende ensinar, identificando até que ponto os conteúdos ensinados&lt;br /&gt;foram realmente aprendidos;&lt;br /&gt;• considerar o nível de complexidade dos diferentes conteúdos como&lt;br /&gt;definidor do grau de autonomia possível aos alunos, na realização das&lt;br /&gt;atividades, nos diferentes ciclos;&lt;br /&gt;• considerar o nível de aprofundamento possível de cada conteúdo, em&lt;br /&gt;função das possibilidades de compreensão dos alunos nos diferentes&lt;br /&gt;momentos do seu processo de aprendizagem.&lt;br /&gt;É fundamental que esses critérios sejam utilizados de maneira articulada, de tal forma que,&lt;br /&gt;em cada escola, se possa organizar uma seqüência de conteúdos que favoreça a aprendizagem da&lt;br /&gt;melhor maneira possível. Portanto, este documento indica critérios, mas a seqüenciação dos&lt;br /&gt;conteúdos de ensino dentro de cada ciclo é responsabilidade da escola.&lt;br /&gt;Os conteúdos de Língua Portuguesa&lt;br /&gt;e os Temas Transversais&lt;br /&gt;A transversalidade em Língua Portuguesa pode ser abordada a partir de duas questões&lt;br /&gt;nucleares: o fato de a língua ser um veículo de representações, concepções e valores socioculturais&lt;br /&gt;e o seu caráter de instrumento de intervenção social.&lt;br /&gt;Os temas transversais (Ética, Pluralidade Cultural, Meio Ambiente, Saúde e Orientação&lt;br /&gt;Sexual), por tratarem de questões sociais, pertencem à dimensão do espaço público e, portanto,&lt;br /&gt;necessitam de participação efetiva e responsável dos cidadãos na sua gestão, manutenção e&lt;br /&gt;transformação. Todos eles demandam tanto a capacidade de análise crítica e reflexão sobre valores&lt;br /&gt;e concepções quanto a capacidade de participação. Não cabe a este documento indicar quais devam&lt;br /&gt;ser os projetos de estudo ou os textos a serem trabalhados na sala de aula; o que aqui se faz são&lt;br /&gt;sugestões e referências para que as equipes das escolas possam planejar suas propostas. Recomendase&lt;br /&gt;que não se deixe de incluí-los, sob nenhum pretexto, nos critérios de eleição de princípios&lt;br /&gt;metodológicos, de projetos de estudo e de textos a serem oferecidos aos alunos.&lt;br /&gt;Há conteúdos que podem ser trabalhados em situações de reflexão sobre a língua, com o&lt;br /&gt;objetivo de conhecer e analisar criticamente os usos da língua como veículo de valores e preconceitos&lt;br /&gt;de classe, credo, gênero e etnia, explicitando, por exemplo, a forma tendenciosa com que certos&lt;br /&gt;textos tratam questões sociais e étnicas, as discriminações veiculadas por meio de campanhas de&lt;br /&gt;saúde, os valores e as concepções difundidos pela publicidade, etc. Nesse sentido, a área de Língua&lt;br /&gt;Portuguesa oferece inúmeras possibilidades de trabalho com os temas transversais, uma vez que&lt;br /&gt;37&lt;br /&gt;está presente em todas as situações de ensino e aprendizagem e serve de instrumento de produção&lt;br /&gt;de conhecimentos em todas as áreas e temas.&lt;br /&gt;Os objetivos de Língua Portuguesa salientam também a necessidade de os cidadãos&lt;br /&gt;desenvolverem sua capacidade de compreender textos orais e escritos, de assumir a palavra e&lt;br /&gt;produzir textos, em situações de participação social. Ao propor que se ensine aos alunos o uso das&lt;br /&gt;diferentes formas de linguagem verbal (oral e escrita), busca-se o desenvolvimento da capacidade&lt;br /&gt;de atuação construtiva e transformadora. O domínio do diálogo na explicitação, discussão,&lt;br /&gt;contraposição e argumentação de idéias é fundamental na aprendizagem da cooperação e no desenvolvimento&lt;br /&gt;de atitude de autoconfiança, de capacidade para interagir e de respeito ao outro. A&lt;br /&gt;aprendizagem precisa então estar inserida em ações reais de intervenção, a começar pelo âmbito&lt;br /&gt;da própria escola.&lt;br /&gt;Os conteúdos dos temas transversais, assim como as práticas pedagógicas organizadas em&lt;br /&gt;função da sua aprendizagem, podem contextualizar significativamente a aprendizagem da língua,&lt;br /&gt;fazendo com que o trabalho dos alunos reverta em produções de interesse do convívio escolar e da&lt;br /&gt;comunidade. Há inúmeras situações possíveis: produção e distribuição de livros, jornais ou quadrinhos,&lt;br /&gt;veiculando informações sobre os temas estudados; murais, seminários, palestras e panfletos de&lt;br /&gt;orientação como parte de companhas para o uso racional dos recursos naturais e para a prevenção&lt;br /&gt;de doenças que afetam a comunidade; folhetos instrucionais sobre primeiros socorros; cartazes&lt;br /&gt;com os direitos humanos, da criança, do consumidor, etc.&lt;br /&gt;Os blocos de conteúdos e o&lt;br /&gt;tratamento didático&lt;br /&gt;CONSIDERAÇÕES A RESPEITO DO TRATAMENTO DIDÁTICO DOS&lt;br /&gt;CONTEÚDOS&lt;br /&gt;A seguir são apresentados alguns princípios e orientações para o trabalho didático com os&lt;br /&gt;conteúdos, visando o alcance dos objetivos propostos para a área.&lt;br /&gt;Parte-se da concepção de que determinados objetivos só podem ser conquistados se os&lt;br /&gt;conteúdos tiverem um tratamento didático específico, ou seja, há uma estreita relação entre o que&lt;br /&gt;e como ensinar. Mais do que isso: parte-se do pressuposto de que a própria definição dos conteúdos&lt;br /&gt;é uma questão didática que tem direta relação com os objetivos colocados.&lt;br /&gt;Um exemplo: se o objetivo é que os alunos tenham uma atitude crítica em relação à sua&lt;br /&gt;própria produção de textos, o conteúdo a ser ensinado deverá ser procedimentos de revisão dos&lt;br /&gt;textos que produzem. A seleção desse tipo de conteúdo já traz, em si, um componente didático,&lt;br /&gt;pois ensinar a revisar é completamente diferente de ensinar a passar a limpo um texto corrigido&lt;br /&gt;pelo professor. No entanto, mesmo assim, ensinar a revisar é algo que depende de se saber articular&lt;br /&gt;o necessário (em função do que se pretende) e o possível (em função do que os alunos realmente&lt;br /&gt;conseguem aprender num dado momento). Considerar o conhecimento prévio do aluno é um princípio&lt;br /&gt;didático para todo professor que pretende ensinar procedimentos de revisão quando o objetivo é&lt;br /&gt;— muito mais do que a qualidade da produção — a atitude crítica diante do próprio texto.&lt;br /&gt;Assim, o critério de organização dos conteúdos de Língua Portuguesa em termos de USO è&lt;br /&gt;REFLEXÃO è USO, de certa forma, define também o eixo didático, a linha geral de tratamento&lt;br /&gt;dos conteúdos. Caracteriza um movimento metodológico de AÇÃO è REFLEXÃO è AÇÃO,&lt;br /&gt;38&lt;br /&gt;em que se pretende que, progressivamente, a reflexão se incorpore às atividades lingüísticas do&lt;br /&gt;aluno de tal forma que ele tenha capacidade de monitorá-las com eficácia.&lt;br /&gt;Quando se pretende que o aluno construa conhecimento, a questão não é apenas&lt;br /&gt;qual informação deve ser oferecida, mas, principalmente, que tipo de tratamento&lt;br /&gt;deve ser dado à informação que se oferece. A questão é então de natureza&lt;br /&gt;didática. Nesse sentido, a intervenção pedagógica do professor tem valor decisivo&lt;br /&gt;no processo de aprendizagem e, por isso, é preciso avaliar sistematicamente se&lt;br /&gt;ela está adequada, se está contribuindo para as aprendizagens que se espera&lt;br /&gt;a l c a n ç a r .&lt;br /&gt;Em se tratando da área de Língua Portuguesa, o professor também terá outro&lt;br /&gt;papel fundamental: o de modelo. Além de ser aquele que ensina os conteúdos, é&lt;br /&gt;alguém que pode ensinar o valor que a língua tem, demonstrando o valor que tem&lt;br /&gt;para si. Se é um usuário da escrita de fato, se tem boa e prazerosa relação com&lt;br /&gt;a leitura, se gosta verdadeiramente de escrever, funcionará como um excelente&lt;br /&gt;modelo para seus alunos. Isso é especialmente importante quando eles provêm de comunidades&lt;br /&gt;pouco letradas, onde não participam de atos de leitura e escrita junto com adultos experientes.&lt;br /&gt;Nesse caso, muito provavelmente, o professor será a única referência.&lt;br /&gt;LÍNGUA ORAL: USOS E FORMAS&lt;br /&gt;Não é papel da escola ensinar o aluno a falar: isso é algo que a criança aprende muito antes da&lt;br /&gt;idade escolar. Talvez por isso, a escola não tenha tomado para si a tarefa de ensinar quaisquer usos&lt;br /&gt;e formas da língua oral. Quando o fez, foi de maneira inadequada: tentou corrigir a fala “errada” dos&lt;br /&gt;alunos — por não ser coincidente com a variedade lingüística de prestígio social —, com a esperança&lt;br /&gt;de evitar que escrevessem errado. Reforçou assim o preconceito contra aqueles que falam diferente&lt;br /&gt;da variedade prestigiada.&lt;br /&gt;Expressar-se oralmente é algo que requer confiança em si mesmo. Isso se conquista em&lt;br /&gt;ambientes favoráveis à manifestação do que se pensa, do que se sente, do que se é. Assim, o&lt;br /&gt;desenvolvimento da capacidade de expressão oral do aluno depende consideravelmente de a escola&lt;br /&gt;constituir-se num ambiente que respeite e acolha a vez e a voz, a diferença e a diversidade. Mas,&lt;br /&gt;sobretudo, depende de a escola ensinar-lhe os usos da língua adequados a diferentes situações&lt;br /&gt;comunicativas. De nada adianta aceitar o aluno como ele é mas não lhe oferecer instrumentos para&lt;br /&gt;enfrentar situações em que não será aceito se reproduzir as formas de expressão próprias de sua&lt;br /&gt;comunidade. É preciso, portanto, ensinar-lhe a utilizar adequadamente a linguagem em instâncias&lt;br /&gt;públicas, a fazer uso da língua oral de forma cada vez mais competente.&lt;br /&gt;As situações de comunicação diferenciam-se conforme o grau de formalidade que exigem. E&lt;br /&gt;isso é algo que depende do assunto tratado, da relação entre os interlocutores e da intenção&lt;br /&gt;comunicativa. A capacidade de uso da língua oral que as crianças possuem ao ingressar na escola foi&lt;br /&gt;adquirida no espaço privado: contextos comunicativos informais, coloquiais, familiares. Ainda que,&lt;br /&gt;de certa forma, boa parte dessas situações também tenha lugar no espaço escolar, não se trata de&lt;br /&gt;reproduzi-las para ensinar aos alunos o que já sabem. Considerar objeto de ensino escolar a língua&lt;br /&gt;que elas já falam requer, portanto, a explicitação do que se deve ensinar e de como fazê-lo.&lt;br /&gt;Eleger a língua oral como conteúdo escolar exige o planejamento da ação pedagógica de&lt;br /&gt;forma a garantir, na sala de aula, atividades sistemáticas de fala, escuta e reflexão sobre a língua.&lt;br /&gt;39&lt;br /&gt;São essas situações que podem se converter em boas situações de aprendizagem sobre os usos e as&lt;br /&gt;formas da língua oral: atividades de produção e interpretação de uma ampla variedade de textos&lt;br /&gt;orais, de observação de diferentes usos, de reflexão sobre os recursos que a língua oferece para&lt;br /&gt;alcançar diferentes finalidades comunicativas. Para isso, é necessário diversificar as situações&lt;br /&gt;propostas tanto em relação ao tipo de assunto como em relação aos aspectos formais e ao tipo de&lt;br /&gt;atividade que demandam — fala, escuta e/ou reflexão sobre a língua. Supõe também um profundo&lt;br /&gt;respeito pelas formas de expressão oral trazidas pelos alunos, de suas comunidades, e um grande&lt;br /&gt;empenho por ensinar-lhes o exercício da adequação aos contextos comunicativos, diante de&lt;br /&gt;diferentes interlocutores, a partir de intenções de natureza diversa. É fundamental que essa tarefa&lt;br /&gt;didática se organize de tal maneira que os alunos transitem das situações mais informais e coloquiais&lt;br /&gt;que já dominam ao entrar na escola a outras mais estruturadas e formais, para que possam conhecer&lt;br /&gt;seus modos de funcionamento e aprender a utilizá-las.&lt;br /&gt;Não basta deixar que as crianças falem; apenas o falar cotidiano e a exposição ao falar alheio&lt;br /&gt;não garantem a aprendizagem necessária. É preciso que as atividades de uso e as de reflexão sobre&lt;br /&gt;a língua oral estejam contextualizadas em projetos de estudo, quer sejam da área de Língua&lt;br /&gt;Portuguesa, quer sejam das demais áreas do conhecimento. A linguagem tem um importante papel&lt;br /&gt;no processo de ensino, pois atravessa todas as áreas do conhecimento, mas o contrário também&lt;br /&gt;vale: as atividades relacionadas às diferentes áreas são, por sua vez, fundamentais para a realização&lt;br /&gt;de aprendizagens de natureza lingüística.&lt;br /&gt;A produção oral pode acontecer nas mais diversas circunstâncias, dentro dos mais diversos&lt;br /&gt;projetos:&lt;br /&gt;• atividades em grupo que envolvam o planejamento e realização de&lt;br /&gt;pesquisas e requeiram a definição de temas, a tomada de decisões sobre&lt;br /&gt;encaminhamentos, a divisão de tarefas, a apresentação de resultados;&lt;br /&gt;• atividades de resolução de problemas que exijam estimativa de resultados&lt;br /&gt;possíveis, verbalização, comparação e confronto de procedimentos&lt;br /&gt;empregados;&lt;br /&gt;• atividades de produção oral de planejamento de um texto, de elaboração&lt;br /&gt;propriamente e de análise de sua qualidade;&lt;br /&gt;• atividades dos mais variados tipos, mas que tenham sempre sentido de&lt;br /&gt;comunicação de fato: exposição oral, sobre temas estudados apenas por&lt;br /&gt;quem expõe; descrição do funcionamento de aparelhos e equipamentos&lt;br /&gt;em situações onde isso se faça necessário; narração de acontecimentos&lt;br /&gt;e fatos conhecidos apenas por quem narra, etc. Esse tipo de&lt;br /&gt;tarefa requer preparação prévia, considerando o nível de conhecimento&lt;br /&gt;do interlocutor e, se feita em grupo, a coordenação da fala própria com&lt;br /&gt;a dos colegas — dois procedimentos complexos que raramente se&lt;br /&gt;aprendem sem ajuda.&lt;br /&gt;A exposição oral ocorre tradicionalmente a partir da quinta série, por meio das chamadas&lt;br /&gt;apresentações de trabalho, cuja finalidade é a exposição de temas estudados. Em geral o&lt;br /&gt;procedimento de expor oralmente em público não costuma ser ensinado. Possivelmente por se&lt;br /&gt;imaginar que a boa exposição oral decorra de outros procedimentos já dominados (como falar e&lt;br /&gt;estudar). No entanto, o texto expositivo — tanto oral como escrito — é um dos que maiores&lt;br /&gt;dificuldades apresenta, tanto ao produtor como ao destinatário. Assim, é importante que as situações&lt;br /&gt;de exposição oral freqüentem os projetos de estudo e sejam ensinadas desde as séries iniciais,&lt;br /&gt;intensificando-se posteriormente.&lt;br /&gt;40&lt;br /&gt;A preparação e a realização de atividades e projetos que incluam a exposição oral permitem&lt;br /&gt;a articulação de conteúdos de língua oral e escrita (escrever o roteiro da fala, falar a partir do&lt;br /&gt;roteiro, etc.). Além disso, esse tipo de atividade representa um espaço privilegiado de intersecção&lt;br /&gt;entre diferentes áreas do conhecimento, pois são os assuntos estudados nas demais áreas que&lt;br /&gt;darão sentido às atividades de exposição oral em seminários.&lt;br /&gt;O trabalho com linguagem oral deve acontecer no interior de atividades significativas:&lt;br /&gt;seminários, dramatização de textos teatrais, simulação de programas de rádio e televisão, de&lt;br /&gt;discursos políticos e de outros usos públicos da língua oral. Só em atividades desse tipo é possível&lt;br /&gt;dar sentido e função ao trabalho com aspectos como entonação, dicção, gesto e postura que, no&lt;br /&gt;caso da linguagem oral, têm papel complementar para conferir sentido aos textos.&lt;br /&gt;Além das atividades de produção é preciso organizar situações contextualizadas de escuta,&lt;br /&gt;em que ouvir atentamente faça sentido para alguma tarefa que se tenha que realizar ou simplesmente&lt;br /&gt;porque o conteúdo valha a pena. Propostas desse tipo requerem a explicação prévia dos seus&lt;br /&gt;objetivos, a antecipação de certas dificuldades que podem ocorrer, a apresentação de pistas que&lt;br /&gt;possam contribuir para a compreensão, a explicitação das atitudes esperadas pelo professor ao&lt;br /&gt;longo da atividade, do tempo aproximado de realização e de outros aspectos que se façam necessários.&lt;br /&gt;Mais do que isso, é preciso, às vezes, criar um ambiente que convide à escuta atenta e mobilize a&lt;br /&gt;expectativa: é o caso, por exemplo, dos momentos de contar histórias ou relatos (o professor ou os&lt;br /&gt;próprios alunos). A escuta e demais regras do intercâmbio comunicativo devem ser aprendidas em&lt;br /&gt;contextos significativos, nos quais ficar quieto, esperar a vez de falar e respeitar a fala do outro&lt;br /&gt;tenham função e sentido, e não sejam apenas solicitações ou exigências do professor.&lt;br /&gt;LÍNGUA ESCRITA: USOS E FORMAS&lt;br /&gt;Apesar de apresentadas como dois sub-blocos, é necessário que se compreenda que leitura e&lt;br /&gt;escrita são práticas complementares, fortemente relacionadas, que se modificam mutuamente no&lt;br /&gt;processo de letramento — a escrita transforma a fala (a constituição da “fala letrada”) e a fala&lt;br /&gt;influencia a escrita (o aparecimento de “traços da oralidade” nos textos escritos). São práticas que&lt;br /&gt;permitem ao aluno construir seu conhecimento sobre os diferentes gêneros, sobre os procedimentos&lt;br /&gt;mais adequados para lê-los e escrevê-los e sobre as circunstâncias de uso da escrita.&lt;br /&gt;A relação que se estabelece entre leitura e escrita, entre o papel de leitor e de escritor, no&lt;br /&gt;entanto, não é mecânica: alguém que lê muito não é, automaticamente, alguém que escreve bem.&lt;br /&gt;Pode-se dizer que existe uma grande possibilidade de que assim seja. É nesse contexto — considerando&lt;br /&gt;que o ensino deve ter como meta formar leitores que sejam também capazes de produzir&lt;br /&gt;textos coerentes, coesos, adequados e ortograficamente escritos — que a relação entre essas duas&lt;br /&gt;atividades deve ser compreendida.&lt;br /&gt;Prática de leitura&lt;br /&gt;O trabalho com leitura tem como finalidade a formação de leitores competentes e,&lt;br /&gt;conseqüentemente, a formação de escritores26, pois a possibilidade de produzir textos eficazes&lt;br /&gt;tem sua origem na prática de leitura, espaço de construção da intertextualidade e fonte de referências&lt;br /&gt;modelizadoras. A leitura, por um lado, nos fornece a matéria-prima para a escrita: o que escrever.&lt;br /&gt;Por outro, contribui para a constituição de modelos: como escrever.&lt;br /&gt;26. Não se trata, evidentemente, de formar escritores no sentido de profissionais da escrita e sim de pessoas capazes de escrever com&lt;br /&gt;eficácia.&lt;br /&gt;41&lt;br /&gt;A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado&lt;br /&gt;do texto, a partir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto, sobre o autor, de tudo&lt;br /&gt;o que sabe sobre a língua: características do gênero, do portador27 , do sistema de escrita, etc. Não&lt;br /&gt;se trata simplesmente de extrair informação da escrita, decodificando-a letra por letra, palavra por&lt;br /&gt;palavra. Trata-se de uma atividade que implica, necessariamente, compreensão na qual os sentidos&lt;br /&gt;começam a ser constituídos antes da leitura propriamente dita. Qualquer leitor experiente que&lt;br /&gt;conseguir analisar sua própria leitura constatará que a decodificação é apenas um dos procedimentos&lt;br /&gt;que utiliza quando lê: a leitura fluente envolve uma série de outras estratégias como seleção,&lt;br /&gt;antecipação, inferência e verificação, sem as quais não é possível rapidez e proficiência28 . É o uso&lt;br /&gt;desses procedimentos que permite controlar o que vai sendo lido, tomar decisões diante de&lt;br /&gt;dificuldades de compreensão, arriscar-se diante do desconhecido, buscar no texto a comprovação&lt;br /&gt;das suposições feitas, etc.&lt;br /&gt;Um leitor competente é alguém que, por iniciativa própria, é capaz de selecionar, dentre os&lt;br /&gt;trechos que circulam socialmente, aqueles que podem atender a uma necessidade sua. Que consegue&lt;br /&gt;utilizar estratégias de leitura adequada para abordá-los de forma a atender a essa necessidade.&lt;br /&gt;Formar um leitor competente supõe formar alguém que compreenda o que lê; que possa&lt;br /&gt;aprender a ler também o que não está escrito, identificando elementos implícitos; que estabeleça&lt;br /&gt;relações entre o texto que lê e outros textos já lidos; que saiba que vários sentidos podem ser&lt;br /&gt;atribuídos a um texto; que consiga justificar e validar a sua leitura a partir da localização de elementos&lt;br /&gt;discursivos.&lt;br /&gt;Um leitor competente só pode constituir-se mediante uma prática constante de leitura de&lt;br /&gt;textos de fato, a partir de um trabalho que deve se organizar em torno da diversidade de textos que&lt;br /&gt;circulam socialmente. Esse trabalho pode envolver todos os alunos, inclusive aqueles que ainda&lt;br /&gt;não sabem ler convencionalmente.&lt;br /&gt;TRATAMENTO DIDÁTICO&lt;br /&gt;A leitura na escola tem sido, fundamentalmente, um objeto de ensino. Para que possa constituir&lt;br /&gt;também objeto de aprendizagem, é necessário que faça sentido para o aluno, isto é, a atividade de&lt;br /&gt;leitura deve responder, do seu ponto de vista, a objetivos de realização imediata. Como se trata de&lt;br /&gt;uma prática social complexa, se a escola pretende converter a leitura em objeto de aprendizagem&lt;br /&gt;deve preservar sua natureza e sua complexidade, sem descaracterizá-la. Isso significa trabalhar&lt;br /&gt;com a diversidade de textos e de combinações entre eles. Significa trabalhar com a diversidade de&lt;br /&gt;objetivos e modalidades que caracterizam a leitura, ou seja, os diferentes “para quês” — resolver&lt;br /&gt;um problema prático, informar-se, divertir-se, estudar, escrever ou revisar o próprio texto — e com&lt;br /&gt;as diferentes formas de leitura em função de diferentes objetivos e gêneros: ler buscando as&lt;br /&gt;informações relevantes, ou o significado implícito nas entrelinhas, ou dados para a solução de um&lt;br /&gt;problema.&lt;br /&gt;Se o objetivo é formar cidadãos capazes de compreender os diferentes textos com os quais se&lt;br /&gt;defrontam, é preciso organizar o trabalho educativo para que experimentem e aprendam isso na&lt;br /&gt;27. O termo “portador” está sendo utilizado aqui para referir-se a livros, revistas, jornais e outros objetos que usualmente portam&lt;br /&gt;textos, isto é, os suportes em que os textos foram impressos originalmente.&lt;br /&gt;28. Uma estratégia de leitura é um amplo esquema para obter, avaliar e utilizar informação. As estratégias são um recurso para&lt;br /&gt;construir significado enquanto se lê. Estratégias de seleção possibilitam ao leitor se ater apenas aos índices úteis, desprezando os&lt;br /&gt;irrelevantes; de antecipação permitem supor o que ainda está por vir; de inferência permitem captar o que não está dito&lt;br /&gt;explicitamente no texto e de verificação tornam possível o “controle” sobre a eficácia ou não das demais estratégias. O uso dessas&lt;br /&gt;estratégias durante a leitura não ocorre de forma deliberada — a menos que, intencionalmente, se pretenda fazê-lo para efeito&lt;br /&gt;de análise do processo.&lt;br /&gt;42&lt;br /&gt;escola. Principalmente quando os alunos não têm contato sistemático com bons materiais de leitura&lt;br /&gt;e com adultos leitores, quando não participam de práticas onde ler é indispensável, a escola deve&lt;br /&gt;oferecer materiais de qualidade, modelos de leitores proficientes e práticas de leitura eficazes.&lt;br /&gt;Essa pode ser a única oportunidade de esses alunos interagirem significativamente com textos&lt;br /&gt;cuja finalidade não seja apenas a resolução de pequenos problemas do cotidiano. É preciso, portanto,&lt;br /&gt;oferecer-lhes os textos do mundo: não se formam bons leitores solicitando aos alunos que leiam&lt;br /&gt;apenas durante as atividades na sala de aula, apenas no livro didático, apenas porque o professor&lt;br /&gt;pede. Eis a primeira e talvez a mais importante estratégia didática para a prática de leitura: o&lt;br /&gt;trabalho com a diversidade textual. Sem ela pode-se até ensinar a ler, mas certamente não se&lt;br /&gt;formarão leitores competentes.&lt;br /&gt;APRENDIZADO INICIAL DA LEITURA&lt;br /&gt;É preciso superar algumas concepções sobre o aprendizado inicial da leitura. A principal&lt;br /&gt;delas é a de que ler é simplesmente decodificar, converter letras em sons, sendo a compreensão&lt;br /&gt;conseqüência natural dessa ação. Por conta desta concepção equivocada a escola vem produzindo&lt;br /&gt;grande quantidade de “leitores” capazes de decodificar qualquer texto, mas com enormes&lt;br /&gt;dificuldades para compreender o que tentam ler.&lt;br /&gt;O conhecimento atualmente disponível a respeito do processo de leitura indica que não se&lt;br /&gt;deve ensinar a ler por meio de práticas centradas na decodificação. Ao contrário, é preciso oferecer&lt;br /&gt;aos alunos inúmeras oportunidades de aprenderem a ler usando os procedimentos que os bons&lt;br /&gt;leitores utilizam. É preciso que antecipem, que façam inferências a partir do contexto ou do&lt;br /&gt;conhecimento prévio que possuem, que verifiquem suas suposições — tanto em relação à escrita,&lt;br /&gt;propriamente, quanto ao significado. É disso que se está falando quando se diz que é preciso&lt;br /&gt;“aprender a ler, lendo”: de adquirir o conhecimento da correspondência fonográfica, de compreender&lt;br /&gt;a natureza e o funcionamento do sistema alfabético, dentro de uma prática ampla de leitura. Para&lt;br /&gt;aprender a ler, é preciso que o aluno se defronte com os escritos que utilizaria se soubesse mesmo&lt;br /&gt;ler — com os textos de verdade, portanto. Os materiais feitos exclusivamente para ensinar a ler&lt;br /&gt;não são bons para aprender a ler: têm servido apenas para ensinar a decodificar, contribuindo para&lt;br /&gt;que o aluno construa uma visão empobrecida da leitura.&lt;br /&gt;De certa forma, é preciso agir como se o aluno já soubesse aquilo que deve aprender. Entre&lt;br /&gt;a condição de destinatário de textos escritos e a falta de habilidade temporária para ler&lt;br /&gt;autonomamente é que reside a possibilidade de, com a ajuda dos já leitores, aprender a ler pela&lt;br /&gt;prática da leitura. Trata-se de uma situação na qual é necessário que o aluno ponha em jogo tudo&lt;br /&gt;que sabe para descobrir o que não sabe, portanto, uma situação de aprendizagem. Essa circunstância&lt;br /&gt;requer do aluno uma atividade reflexiva que, por sua vez, favorece a evolução de suas estratégias&lt;br /&gt;de resolução das questões apresentadas pelos textos.&lt;br /&gt;Essa atividade só poderá ser realizada com a intervenção do professor, que deverá colocarse&lt;br /&gt;na situação de principal parceiro, agrupar seus alunos de forma a favorecer a circulação de&lt;br /&gt;informações entre eles, procurar garantir que a heterogeneidade do grupo seja um instrumento a&lt;br /&gt;serviço da troca, da colaboração e, conseqüentemente, da própria aprendizagem, sobretudo em&lt;br /&gt;classes numerosas nas quais não é possível atender a todos os alunos da mesma forma e ao mesmo&lt;br /&gt;tempo. A heterogeneidade do grupo, se pedagogicamente bem explorada, desempenha a função&lt;br /&gt;adicional de permitir que o professor não seja o único informante da turma.&lt;br /&gt;Para aprender a ler, portanto, é preciso interagir com a diversidade de textos escritos,&lt;br /&gt;testemunhar a utilização que os já leitores fazem deles e participar de atos de leitura de fato; é&lt;br /&gt;43&lt;br /&gt;preciso negociar o conhecimento que já se tem e o que é apresentado pelo texto, o que está atrás&lt;br /&gt;e diante dos olhos, recebendo incentivo e ajuda de leitores experientes.&lt;br /&gt;A leitura, como prática social, é sempre um meio, nunca um fim. Ler é resposta a um objetivo,&lt;br /&gt;a uma necessidade pessoal. Fora da escola, não se lê só para aprender a ler, não se lê de uma única&lt;br /&gt;forma, não se decodifica palavra por palavra, não se responde a perguntas de verificação do&lt;br /&gt;entendimento preenchendo fichas exaustivas, não se faz desenho sobre o que mais gostou e&lt;br /&gt;raramente se lê em voz alta. Isso não significa que na escola não se possa eventualmente responder&lt;br /&gt;a perguntas sobre a leitura, de vez em quando desenhar o que o texto lido sugere, ou ler em voz&lt;br /&gt;alta quando necessário. No entanto, uma prática constante de leitura não significa a repetição&lt;br /&gt;infindável dessas atividades escolares.&lt;br /&gt;Uma prática constante de leitura na escola pressupõe o trabalho com a diversidade de&lt;br /&gt;objetivos, modalidades e textos que caracterizam as práticas de leitura de fato. Diferentes objetivos&lt;br /&gt;exigem diferentes textos e, cada qual, por sua vez, exige uma modalidade de leitura. Há textos&lt;br /&gt;que podem ser lidos apenas por partes, buscando-se a informação necessária; outros precisam ser&lt;br /&gt;lidos exaustivamente e várias vezes. Há textos que se pode ler rapidamente, outros devem ser&lt;br /&gt;lidos devagar. Há leituras em que é necessário controlar atentamente a compreensão, voltando&lt;br /&gt;atrás para certificar-se do entendimento; outras em que se segue adiante sem dificuldade, entregue&lt;br /&gt;apenas ao prazer de ler. Há leituras que requerem um enorme esforço intelectual e, a despeito&lt;br /&gt;disso, se deseja ler sem parar; outras em que o esforço é mínimo e, mesmo assim, o desejo é deixálas&lt;br /&gt;para depois.&lt;br /&gt;Uma prática constante de leitura na escola deve admitir várias leituras, pois outra concepção&lt;br /&gt;que deve ser superada é a do mito da interpretação única, fruto do pressuposto de que o significado&lt;br /&gt;está dado no texto. O significado, no entanto, constrói-se pelo esforço de interpretação do leitor,&lt;br /&gt;a partir não só do que está escrito, mas do conhecimento que traz para o texto. É necessário que o&lt;br /&gt;professor tente compreender o que há por trás dos diferentes sentidos atribuídos pelos alunos aos&lt;br /&gt;textos: às vezes é porque o autor “jogou com as palavras” para provocar interpretações múltiplas;&lt;br /&gt;às vezes é porque o texto é difícil ou confuso; às vezes é porque o leitor tem pouco conhecimento&lt;br /&gt;sobre o assunto tratado e, a despeito do seu esforço, compreende mal. Há textos nos quais as&lt;br /&gt;diferentes interpretações fazem sentido e são mesmo necessárias: é o caso de bons textos literários.&lt;br /&gt;Há outros que não: textos instrucionais, enunciados de atividades e problemas matemáticos, por&lt;br /&gt;exemplo, só cumprem suas finalidades se houver compreensão do que deve ser feito.&lt;br /&gt;Para tornar os alunos bons leitores — para desenvolver, muito mais do que a capacidade de&lt;br /&gt;ler, o gosto e o compromisso com a leitura —, a escola terá de mobilizá-los internamente, pois&lt;br /&gt;aprender a ler (e também ler para aprender) requer esforço. Precisará fazê-los achar que a leitura&lt;br /&gt;é algo interessante e desafiador, algo que, conquistado plenamente, dará autonomia e&lt;br /&gt;independência. Precisará torná-los confiantes, condição para poderem se desafiar a “aprender&lt;br /&gt;fazendo”. Uma prática de leitura que não desperte e cultive o desejo de ler não é uma prática&lt;br /&gt;pedagógica eficiente.&lt;br /&gt;Formar leitores é algo que requer, portanto, condições favoráveis para a prática de leitura —&lt;br /&gt;que não se restringem apenas aos recursos materiais disponíveis, pois, na verdade, o uso que se faz&lt;br /&gt;dos livros e demais materiais impressos é o aspecto mais determinante para o desenvolvimento da&lt;br /&gt;prática e do gosto pela leitura. Algumas dessas condições:&lt;br /&gt;• dispor de uma boa biblioteca na escola;&lt;br /&gt;• dispor, nos ciclos iniciais, de um acervo de classe com livros e outros&lt;br /&gt;materiais de leitura;&lt;br /&gt;44&lt;br /&gt;• organizar momentos de leitura livre em que o professor também leia.&lt;br /&gt;Para os alunos não acostumados com a participação em atos de leitura,&lt;br /&gt;que não conhecem o valor que possui, é fundamental ver seu professor&lt;br /&gt;envolvido com a leitura e com o que conquista por meio dela. Ver&lt;br /&gt;alguém seduzido pelo que faz pode despertar o desejo de fazer também;&lt;br /&gt;• planejar as atividades diárias garantindo que as de leitura tenham a&lt;br /&gt;mesma importância que as demais;&lt;br /&gt;• possibilitar aos alunos a escolha de suas leituras. Fora da escola, o autor,&lt;br /&gt;a obra ou o gênero são decisões do leitor. Tanto quanto for possível, é&lt;br /&gt;necessário que isso se preserve na escola;&lt;br /&gt;• garantir que os alunos não sejam importunados durante os momentos&lt;br /&gt;de leitura com perguntas sobre o que estão achando, se estão entendendo&lt;br /&gt;e outras questões;&lt;br /&gt;• possibilitar aos alunos o empréstimo de livros na escola. Bons textos&lt;br /&gt;podem ter o poder de provocar momentos de leitura junto com outras&lt;br /&gt;pessoas da casa — principalmente quando se trata de histórias tradicionais&lt;br /&gt;já conhecidas;&lt;br /&gt;• quando houver oportunidade de sugerir títulos para serem adquiridos&lt;br /&gt;pelos alunos, optar sempre pela variedade: é infinitamente mais interessante&lt;br /&gt;que haja na classe, por exemplo, 35 diferentes livros — o que&lt;br /&gt;já compõe uma biblioteca de classe — do que 35 livros iguais. No&lt;br /&gt;primeiro caso, o aluno tem oportunidade de ler 35 títulos, no segundo&lt;br /&gt;apenas um;&lt;br /&gt;• construir na escola uma política de formação de leitores na qual todos&lt;br /&gt;possam contribuir com sugestões para desenvolver uma prática&lt;br /&gt;constante de leitura que envolva o conjunto da unidade escolar.&lt;br /&gt;Além das condições descritas, são necessárias propostas didáticas orientadas especificamente&lt;br /&gt;no sentido de formar leitores. A seguir são apresentadas algumas sugestões para o trabalho com os&lt;br /&gt;alunos, que podem servir de referência para a geração de outras propostas.&lt;br /&gt;Leitura diária&lt;br /&gt;O trabalho com leitura deve ser diário. Há inúmeras possibilidades para isso, pois a leitura&lt;br /&gt;pode ser realizada:&lt;br /&gt;• de forma silenciosa, individualmente;&lt;br /&gt;• em voz alta (individualmente ou em grupo) quando fizer sentido dentro&lt;br /&gt;da atividade; e&lt;br /&gt;• pela escuta de alguém que lê.&lt;br /&gt;45&lt;br /&gt;No entanto, alguns cuidados são necessários:&lt;br /&gt;• toda proposta de leitura em voz alta precisa fazer sentido dentro da&lt;br /&gt;atividade na qual se insere e o aluno deve sempre poder ler o texto&lt;br /&gt;silenciosamente, com antecedência — uma ou várias vezes;&lt;br /&gt;• nos casos em que há diferentes interpretações para um mesmo texto e&lt;br /&gt;faz-se necessário negociar o significado (validar interpretações), essa&lt;br /&gt;negociação precisa ser fruto da compreensão do grupo e produzir-se&lt;br /&gt;pela argumentação dos alunos. Ao professor cabe orientar a discussão,&lt;br /&gt;posicionando-se apenas quando necessário;&lt;br /&gt;• ao propor atividades de leitura convém sempre explicitar os objetivos e&lt;br /&gt;preparar os alunos. É interessante, por exemplo, dar conhecimento do&lt;br /&gt;assunto previamente, fazer com que os alunos levantem hipóteses sobre&lt;br /&gt;o tema a partir do título, oferecer informações que situem a leitura,&lt;br /&gt;criar um certo suspense quando for o caso, etc.;&lt;br /&gt;• é necessário refletir com os alunos sobre as diferentes modalidades de&lt;br /&gt;leitura e os procedimentos que elas requerem do leitor. São coisas muito&lt;br /&gt;diferentes ler para se divertir, ler para escrever, ler para estudar, ler&lt;br /&gt;para descobrir o que deve ser feito, ler buscando identificar a intenção&lt;br /&gt;do escritor, ler para revisar. É completamente diferente ler em busca&lt;br /&gt;de significado — a leitura, de um modo geral — e ler em busca de&lt;br /&gt;inadequações e erros — a leitura para revisar. Esse é um procedimento&lt;br /&gt;especializado que precisa ser ensinado em todas as séries, variando apenas&lt;br /&gt;o grau de aprofundamento em função da capacidade dos alunos.&lt;br /&gt;Leitura colaborativa&lt;br /&gt;A leitura colaborativa é uma atividade em que o professor lê um texto com a classe e, durante a&lt;br /&gt;leitura, questiona os alunos sobre as pistas lingüísticas que possibilitam a atribuição de determinados&lt;br /&gt;sentidos. Trata-se, portanto, de uma excelente estratégia didática para o trabalho de formação de&lt;br /&gt;leitores. É particularmente importante que os alunos envolvidos na atividade possam explicitar para os&lt;br /&gt;seus parceiros os procedimentos que utilizam para atribuir sentido ao texto: como e por quais pistas&lt;br /&gt;lingüísticas lhes foi possível realizar tais ou quais inferências, antecipar determinados acontecimentos,&lt;br /&gt;validar antecipações feitas, etc. A possibilidade de interrogar o texto, a diferenciação entre realidade&lt;br /&gt;e ficção, a identificação de elementos discriminatórios e recursos persuasivos, a interpretação de&lt;br /&gt;sentido figurado, a inferência sobre a intencionalidade do autor, são alguns dos aspectos dos conteúdos&lt;br /&gt;relacionados à compreensão de textos, para os quais a leitura colaborativa tem muito a contribuir. A&lt;br /&gt;compreensão crítica depende em grande medida desses procedimentos.&lt;br /&gt;Projetos de leitura&lt;br /&gt;A característica básica de um projeto é que ele tem um objetivo compartilhado por todos os&lt;br /&gt;envolvidos, que se expressa num produto final em função do qual todos trabalham. Além disso, os&lt;br /&gt;46&lt;br /&gt;projetos permitem dispor do tempo de uma forma flexível, pois o tempo tem o tamanho necessário&lt;br /&gt;para conquistar o objetivo: pode ser de alguns dias ou de alguns meses. Quando são de longa&lt;br /&gt;duração têm ainda a vantagem adicional de permitir o planejamento de suas etapas com os alunos.&lt;br /&gt;São ocasiões em que eles podem tomar decisões sobre muitas questões: controlar o tempo, dividir&lt;br /&gt;e redimensionar as tarefas, avaliar os resultados em função do plano inicial, etc.&lt;br /&gt;Os projetos são situações em que linguagem oral, linguagem escrita, leitura e produção de&lt;br /&gt;textos se inter-relacionam de forma contextualizada, pois quase sempre envolvem tarefas que&lt;br /&gt;articulam esses diferentes conteúdos. São situações lingüisticamente significativas, em que faz&lt;br /&gt;sentido, por exemplo, ler para escrever, escrever para ler, ler para decorar, escrever para não&lt;br /&gt;esquecer, ler em voz alta em tom adequado. Nos projetos em que é preciso expor ou ler oralmente&lt;br /&gt;para uma gravação que se destina a pessoas ausentes, por exemplo, uma circunstância interessante&lt;br /&gt;se apresenta: o fato de os interlocutores não estarem fisicamente presentes obriga a adequar a fala&lt;br /&gt;ou a leitura a fim de favorecer sua compreensão, analisando o tom de voz e a dicção, planejando as&lt;br /&gt;pausas, a entonação, etc. Os projetos de leitura são excelentes situações para contextualizar a&lt;br /&gt;necessidade de ler e, em determinados casos, a própria leitura oral e suas convenções.&lt;br /&gt;Alguns exemplos de projetos de leitura: produção de fita cassete de contos ou poemas lidos&lt;br /&gt;para a biblioteca escolar ou para enviar a outras instituições; produção de vídeos (ou fitas cassete)&lt;br /&gt;de curiosidades gerais sobre assuntos estudados ou de interesse; promoção de eventos de leitura&lt;br /&gt;numa feira cultural ou exposição de trabalhos.&lt;br /&gt;Atividades seqüenciadas de leitura&lt;br /&gt;São situações didáticas adequadas para promover o gosto de ler e privilegiadas para desenvolver&lt;br /&gt;o comportamento do leitor, ou seja, atitudes e procedimentos que os leitores assíduos desenvolvem&lt;br /&gt;a partir da prática de leitura: formação de critérios para selecionar o material a ser lido, constituição&lt;br /&gt;de padrões de gosto pessoal, rastreamento da obra de escritores preferidos, etc.&lt;br /&gt;Funcionam de forma parecida com os projetos — e podem integrá-los, inclusive —, mas não&lt;br /&gt;têm um produto final predeterminado: neste caso o objetivo explícito é a leitura em si. Nas atividades&lt;br /&gt;seqüenciadas de leitura pode-se, temporariamente, eleger um gênero específico, um determinado&lt;br /&gt;autor ou um tema de interesse.&lt;br /&gt;Atividades permanentes de leitura&lt;br /&gt;São situações didáticas propostas com regularidade e voltadas para a formação de atitude&lt;br /&gt;favorável à leitura. Um exemplo desse tipo de atividade é a “Hora de...” (histórias, curiosidades&lt;br /&gt;científicas, notícias, etc.). Os alunos escolhem o que desejam ler, levam o material para casa por&lt;br /&gt;um tempo e se revezam para fazer a leitura em voz alta, na classe. Dependendo da extensão dos&lt;br /&gt;textos e do que demandam em termos de preparo, a atividade pode se realizar semanalmente ou&lt;br /&gt;quinzenalmente, por um ou mais alunos a cada vez. Quando for pertinente, pode incluir também&lt;br /&gt;uma breve caracterização da obra do autor ou curiosidades sobre sua vida.&lt;br /&gt;Outro exemplo é o que se pode chamar “Roda de Leitores”: periodicamente os alunos&lt;br /&gt;tomam emprestado um livro (do acervo de classe ou da biblioteca da escola) para ler em casa. No&lt;br /&gt;dia combinado, uma parte deles relata suas impressões, comenta o que gostou ou não, o que pensou,&lt;br /&gt;47&lt;br /&gt;sugere outros títulos do mesmo autor ou conta uma pequena parte da história para “vender” o&lt;br /&gt;livro que o entusiasmou aos colegas.&lt;br /&gt;Leitura feita pelo professor&lt;br /&gt;Além das atividades de leitura realizadas pelos alunos e coordenadas pelo professor há as&lt;br /&gt;que podem ser realizadas basicamente pelo professor. É o caso da leitura compartilhada de livros&lt;br /&gt;em capítulos, que possibilita aos alunos o acesso a textos bastante longos (e às vezes difíceis) que,&lt;br /&gt;por sua qualidade e beleza, podem vir a encantá-los, ainda que nem sempre sejam capazes de lêlos&lt;br /&gt;sozinhos.&lt;br /&gt;A leitura em voz alta feita pelo professor não é uma prática muito comum na escola. E,&lt;br /&gt;quanto mais avançam as séries, mais incomum se torna, o que não deveria acontecer, pois, muitas&lt;br /&gt;vezes, são os alunos maiores que mais precisam de bons modelos de leitores.&lt;br /&gt;Na escola, uma prática de leitura intensa é necessária por muitas razões. Ela pode:&lt;br /&gt;• ampliar a visão de mundo e inserir o leitor na cultura letrada;&lt;br /&gt;• estimular o desejo de outras leituras;&lt;br /&gt;• possibilitar a vivência de emoções, o exercício da fantasia e da imaginação;&lt;br /&gt;• permitir a compreensão do funcionamento comunicativo da escrita: escrevese&lt;br /&gt;para ser lido;&lt;br /&gt;• expandir o conhecimento a respeito da própria leitura;&lt;br /&gt;• aproximar o leitor dos textos e os tornar familiares — condição para a leitura&lt;br /&gt;fluente e para a produção de textos;&lt;br /&gt;• possibilitar produções orais, escritas e em outras linguagens;&lt;br /&gt;• informar como escrever e sugerir sobre o que escrever;&lt;br /&gt;• ensinar a estudar;&lt;br /&gt;• possibilitar ao leitor compreender a relação que existe entre a fala e a escrita;&lt;br /&gt;• favorecer a aquisição de velocidade na leitura;&lt;br /&gt;• favorecer a estabilização de formas ortográficas.&lt;br /&gt;Uma prática intensa de leitura na escola é, sobretudo, necessária, porque ler ensina a ler e a&lt;br /&gt;escrever.&lt;br /&gt;Prática de produção de textos&lt;br /&gt;O trabalho com produção de textos tem como finalidade formar escritores competentes&lt;br /&gt;capazes de produzir textos coerentes, coesos e eficazes.&lt;br /&gt;Um escritor29 competente é alguém que, ao produzir um discurso, conhecendo possibilidades&lt;br /&gt;que estão postas culturalmente, sabe selecionar o gênero no qual seu discurso se realizará escolhendo&lt;br /&gt;aquele que for apropriado a seus objetivos e à circunstância enunciativa em questão. Por exemplo: se&lt;br /&gt;o que deseja é convencer o leitor, o escritor competente selecionará um gênero que lhe possibilite a&lt;br /&gt;29. Como já foi explicado anteriormente, o termo “escritor” está sendo utilizado aqui para referir-se não a escritores profissionais e&lt;br /&gt;sim a pessoas capazes de redigir.&lt;br /&gt;48&lt;br /&gt;produção de um texto predominantemente argumentativo; se é fazer uma solicitação a determinada&lt;br /&gt;autoridade, provavelmente redigirá um ofício; se é enviar notícias a familiares, escreverá uma carta.&lt;br /&gt;Um escritor competente é alguém que planeja o discurso e conseqüentemente o texto em função do&lt;br /&gt;seu objetivo e do leitor a que se destina, sem desconsiderar as características específicas do gênero.&lt;br /&gt;É alguém que sabe elaborar um resumo ou tomar notas durante uma expo-sição oral; que sabe&lt;br /&gt;esquematizar suas anotações para estudar um assunto; que sabe expressar por escrito seus sentimentos,&lt;br /&gt;experiências ou opiniões.&lt;br /&gt;Um escritor competente é, também, capaz de olhar para o próprio texto como um objeto e&lt;br /&gt;verificar se está confuso, ambíguo, redundante, obscuro ou incompleto. Ou seja: é capaz de revisálo&lt;br /&gt;e reescrevê-lo até considerá-lo satisfatório para o momento. É, ainda, um leitor competente,&lt;br /&gt;capaz de recorrer, com sucesso, a outros textos quando precisa utilizar fontes escritas para a sua&lt;br /&gt;própria produção.&lt;br /&gt;As pesquisas na área da aprendizagem da escrita, nos últimos vinte anos, têm provocado uma&lt;br /&gt;revolução na forma de compreender como esse conhecimento é construído. Hoje já se sabe que&lt;br /&gt;aprender a escrever envolve dois processos paralelos: compreender a natureza do sistema de escrita&lt;br /&gt;da língua — os aspectos notacionais — e o funcionamento da linguagem que se usa para escrever&lt;br /&gt;— os aspectos discursivos; que é possível saber produzir textos sem saber grafá-los e é possível&lt;br /&gt;grafar sem saber produzir; que o domínio da linguagem escrita se adquire muito mais pela leitura&lt;br /&gt;do que pela própria escrita; que não se aprende a ortografia antes de se compreender o sistema&lt;br /&gt;alfabético de escrita; e a escrita não é o espelho da fala.&lt;br /&gt;O conhecimento a respeito de questões dessa natureza tem implicações radicais na didática&lt;br /&gt;da alfabetização. A principal delas é que não se deve ensinar a escrever por meio de práticas&lt;br /&gt;centradas apenas na codificação de sons em letras. Ao contrário, é preciso oferecer aos alunos&lt;br /&gt;inúmeras oportunidades de aprenderem a escrever em condições semelhantes às que caracterizam&lt;br /&gt;a escrita fora da escola. É preciso que se coloquem as questões centrais da produção desde o início:&lt;br /&gt;como escrever, considerando, ao mesmo tempo, o que pretendem dizer e a quem o texto se destina&lt;br /&gt;— afinal, a eficácia da escrita se caracteriza pela aproximação máxima entre a intenção de dizer, o&lt;br /&gt;que efetivamente se escreve e a interpretação de quem lê. É preciso que aprendam os aspectos&lt;br /&gt;notacionais da escrita (o princípio alfabético e as restrições ortográficas) no interior de um processo&lt;br /&gt;de aprendizagem dos usos da linguagem escrita. É disso que se está falando quando se diz que é&lt;br /&gt;preciso “aprender a escrever, escrevendo”.&lt;br /&gt;Para aprender a escrever, é necessário ter acesso à diversidade de textos escritos, testemunhar&lt;br /&gt;a utilização que se faz da escrita em diferentes circunstâncias, defrontar-se com as reais questões&lt;br /&gt;que a escrita coloca a quem se propõe produzi-la, arriscar-se a fazer como consegue e receber&lt;br /&gt;ajuda de quem já sabe escrever. Sendo assim, o tratamento que se dá à escrita na escola não pode&lt;br /&gt;inibir os alunos ou afastá-los do que se pretende; ao contrário, é preciso aproximá-los, principalmente&lt;br /&gt;quando são iniciados “oficialmente” no mundo da escrita por meio da alfabetização. Afinal, esse é&lt;br /&gt;o início de um caminho que deverão trilhar para se transformarem em cidadãos da cultura escrita.&lt;br /&gt;Se o objetivo é formar cidadãos capazes de utilizar a escrita com eficácia, que tenham&lt;br /&gt;condições de assumir a palavra — também por escrito — para produzir textos adequados, é preciso&lt;br /&gt;organizar o trabalho educativo para que experimentem e aprendam isso na escola. É necessário,&lt;br /&gt;portanto, ensinar os alunos a lidar tanto com a escrita da linguagem — os aspectos notacionais&lt;br /&gt;relacionados ao sistema alfabético e às restricões ortográficas — como com a linguagem escrita —&lt;br /&gt;os aspectos discursivos relacionados à linguagem que se usa para escrever. Para tanto é preciso&lt;br /&gt;49&lt;br /&gt;que, tão logo o aluno chegue à escola, seja solicitado a produzir seus próprios textos, mesmo que&lt;br /&gt;não saiba grafá-los, a escrever como lhe for possível, mesmo que não o faça convencionalmente.&lt;br /&gt;Quando se analisam as principais dificuldades de redação nos diferentes níveis de escolaridade,&lt;br /&gt;freqüentemente se encontram narrações que “não contam histórias”, cartas que não parecem cartas,&lt;br /&gt;textos expositivos que não expõem idéias, textos argumentativos que não defendem nenhum&lt;br /&gt;ponto de vista. Além disso, e apesar de todas as correções feitas pelo professor, encontram-se&lt;br /&gt;também enormes dificuldades no que diz respeito à segmentação do texto em frases, ao agrupamento&lt;br /&gt;dessas em parágrafos e à correção ortográfica. Uma das prováveis razões dessas dificuldades para&lt;br /&gt;redigir pode ser o fato de a escola colocar a avaliação como objetivo da escrita.&lt;br /&gt;Compreendida como um complexo processo comunicativo e cognitivo, como atividade&lt;br /&gt;discursiva, a prática de produção de textos precisa realizar-se num espaço em que sejam consideradas&lt;br /&gt;as funções e o funcionamento da escrita, bem como as condições nas quais é produzida: para que,&lt;br /&gt;para quem, onde e como se escreve.&lt;br /&gt;Formar escritores competentes, supõe, portanto, uma prática continuada de produção de&lt;br /&gt;textos na sala de aula, situações de produção de uma grande variedade de textos de fato e uma&lt;br /&gt;aproximação das condições de produção às circunstâncias nas quais se produzem esses textos.&lt;br /&gt;Diferentes objetivos exigem diferentes gêneros e estes, por sua vez, têm suas formas caraterísticas&lt;br /&gt;que precisam ser aprendidas.&lt;br /&gt;TRATAMENTO DIDÁTICO&lt;br /&gt;Alguns procedimentos didáticos para implementar uma prática continuada de produção de&lt;br /&gt;textos na escola:&lt;br /&gt;• oferecer textos escritos impressos de boa qualidade, por meio da leitura&lt;br /&gt;(quando os alunos ainda não lêem com independência, isso se torna&lt;br /&gt;possível mediante leituras de textos realizadas pelo professor, o que&lt;br /&gt;precisa, também, ser uma prática continuada e freqüente). São esses&lt;br /&gt;textos que podem se converter em referências de escrita para os alunos;&lt;br /&gt;• solicitar aos alunos que produzam textos muito antes de saberem grafálos.&lt;br /&gt;Ditar para o professor, para um colega que já saiba escrever ou para&lt;br /&gt;ser gravado em fita cassete é uma forma de viabilizar isso. Quando ainda&lt;br /&gt;não se sabe escrever, ouvir alguém lendo o texto que produziu é uma&lt;br /&gt;experiência importante;&lt;br /&gt;• propor situações de produção de textos, em pequenos grupos, nas quais&lt;br /&gt;os alunos compartilhem as atividades, embora realizando diferentes&lt;br /&gt;tarefas: produzir propriamente, grafar e revisar. Essa é uma estratégia&lt;br /&gt;didática bastante produtiva porque permite que as dificuldades inerentes&lt;br /&gt;à exigência de coordenar muitos aspectos ao mesmo tempo sejam&lt;br /&gt;divididas entre os alunos. Eles podem, momentaneamente, dedicar-se&lt;br /&gt;a uma tarefa mais específica enquanto os outros cuidam das demais.&lt;br /&gt;São situações em que um aluno produz e dita a outro, que escreve,&lt;br /&gt;enquanto um terceiro revisa, por exemplo. Experimentando esses&lt;br /&gt;diferentes papéis enunciativos, envolvendo-se com cada um, a cada&lt;br /&gt;vez, numa atividade colaborativa, podem ir construindo sua competência&lt;br /&gt;para posteriormente realizarem sozinhos todos os procedimentos&lt;br /&gt;envolvidos numa produção de textos. Nessas situações, o professor tem&lt;br /&gt;50&lt;br /&gt;um papel decisivo tanto para definir os agrupamentos como para&lt;br /&gt;explicitar claramente qual a tarefa de cada aluno, além de oferecer a&lt;br /&gt;ajuda que se fizer necessária durante a atividade;&lt;br /&gt;• a conversa entre professor e alunos é, também, uma importante estratégia&lt;br /&gt;didática em se tratando da prática de produção de textos: ela permite, por&lt;br /&gt;exemplo, a explicitação das dificuldades e a discussão de certas fantasias&lt;br /&gt;criadas pelas aparências. Uma delas é a da facilidade que os bons escritores&lt;br /&gt;(de livros) teriam para redigir. Quando está acabado, o texto praticamente&lt;br /&gt;não deixa traços de sua produção. Este, muito mais que mostra, esconde&lt;br /&gt;o processo pelo qual foi produzido. Sendo assim, é fundamental que os&lt;br /&gt;alunos saibam que escrever, ainda que gratificante para muitos, não é&lt;br /&gt;fácil para ninguém.&lt;br /&gt;ALGUMAS SITUAÇÕES DIDÁTICAS FUNDAMENTAIS PARA A&lt;br /&gt;PRÁTICA DE PRODUÇÃO DE TEXTOS&lt;br /&gt;Projetos&lt;br /&gt;Os projetos30 são excelentes situações para que os alunos produzam textos de forma&lt;br /&gt;contextualizada — além do que, dependendo de como se organizam, exigem leitura, escuta de&lt;br /&gt;leituras, produção de textos orais, estudo, pesquisa ou outras atividades. Podem ser de curta ou&lt;br /&gt;média duração, envolver ou não outras áreas do conhecimento e resultar em diferentes produtos:&lt;br /&gt;uma coletânea de textos de um mesmo gênero (poemas, contos de assombração ou de fadas,&lt;br /&gt;lendas, etc.), um livro sobre um tema pesquisado, uma revista sobre vários temas estudados, um&lt;br /&gt;mural, uma cartilha sobre cuidados com a saúde, um jornal mensal, um folheto informativo, um&lt;br /&gt;panfleto, os cartazes de divulgação de uma festa na escola ou um único cartaz.&lt;br /&gt;Os projetos, além de oferecerem reais condições de produção de textos escritos, carregam&lt;br /&gt;exigências de grande valor pedagógico:&lt;br /&gt;• podem apontar a necessidade de ler e analisar uma grande variedade de&lt;br /&gt;textos e portadores do tipo que se vai produzir: como se organizam, que&lt;br /&gt;características possuem ou quais têm mais qualidade. Trata-se, nesse&lt;br /&gt;caso, de uma atividade de reflexão sobre aspectos próprios do gênero&lt;br /&gt;que será produzido. A tarefa de fazer um cartaz, por exemplo, poderá&lt;br /&gt;pôr em evidência o fato de que praticamente todos os cartazes são escritos&lt;br /&gt;com letras grandes — para permitir a leitura a distância — e com mensagens&lt;br /&gt;curtas — para que o leitor, mesmo caminhando, possa ler. Isso&lt;br /&gt;poderá alertar tanto alunos como professores sobre o fato de que cartazes&lt;br /&gt;produzidos com textos longos e letra manuscrita pequena (como algumas&lt;br /&gt;vezes se pode observar nos corredores das escolas) não são eficazes;&lt;br /&gt;• o exercício de o escritor ajustar o texto à imagem que faz do leitor&lt;br /&gt;fisicamente ausente permite que o aluno aprenda a produzir textos escritos&lt;br /&gt;mais completos, com características de textos escritos mesmo. Por&lt;br /&gt;exemplo, deve aprender que não poderá usar dêiticos (ele, ela, aqui, lá,&lt;br /&gt;etc.) sem que o referente já tenha aparecido anteriormente no texto&lt;br /&gt;(quem é ele, ela; onde é aqui, lá, etc.); que não se pode ser tão redundante&lt;br /&gt;a ponto de correr o risco de o leitor desistir de ler o texto; que a correta&lt;br /&gt;30. Conforme já especificado anteriormente, “a característica básica de um projeto é ter um objetivo compartilhado por todos os&lt;br /&gt;envolvidos, que se expressa num produto final em função do qual todos trabalham”.&lt;br /&gt;51&lt;br /&gt;ortografia pode ajudar na compreensão de quem lê; que, dificilmente, as&lt;br /&gt;pessoas suportam ler textos cuja letra é incompreensível;&lt;br /&gt;• quando há leitores de fato para a escrita dos alunos, a necessidade de&lt;br /&gt;revisão e de cuidado com o trabalho se impõe, pois a legibilidade passa&lt;br /&gt;a ser um objetivo deles também e não só do professor;&lt;br /&gt;• por intermédio dos projetos é possível uma intersecção entre conteúdos&lt;br /&gt;de diferentes áreas: por um lado, há os projetos da área de Língua Portuguesa&lt;br /&gt;que, em função do objetivo de trabalhar com textos informativos,&lt;br /&gt;privilegiam assuntos de outras áreas, dos temas transversais, por exemplo.&lt;br /&gt;Por outro lado, no ensino das outras áreas, é imprescindível que se faça&lt;br /&gt;uso do registro escrito como recurso de documentação e de estudo. Esse&lt;br /&gt;registro pode resultar na elaboração de portadores de textos específicos,&lt;br /&gt;ao final ou durante o trabalho. Por exemplo: fazer um diário de viagem&lt;br /&gt;(pelos lugares que estão sendo estudados); elaborar uma cartilha sobre o&lt;br /&gt;que é a coleta seletiva do lixo, sua importância e instruções para realização;&lt;br /&gt;escrever um livro sobre as grandes navegações; ou um panfleto&lt;br /&gt;com estatísticas a respeito de um assunto discutido;&lt;br /&gt;• os projetos favorecem o necessário compromisso do aluno com sua própria&lt;br /&gt;aprendizagem. O fato de o objetivo ser compartilhado, desde o início, e&lt;br /&gt;de haver um produto final em torno do qual o trabalho de todos se organiza,&lt;br /&gt;contribui muito mais para o engajamento do aluno nas tarefas como&lt;br /&gt;um todo, do que quando essas são definidas pelo professor; determinadas&lt;br /&gt;práticas habituais que não fazem qualquer sentido quando trabalhadas&lt;br /&gt;de forma descontextualizada podem ganhar significado no interior dos&lt;br /&gt;projetos: a cópia, o ditado, a produção coletiva de textos, a correção&lt;br /&gt;exaustiva do produto final, a exigência de uma ortografia impecável,&lt;br /&gt;etc.&lt;br /&gt;Textos provisórios&lt;br /&gt;A materialidade da escrita, que faz do seu produto um objeto ao qual se pode voltar, permite&lt;br /&gt;separar não só o escritor do destinatário da mensagem (comunicação a distância), como também&lt;br /&gt;permite romper a situação de produção do texto, separando produtor e produto. Essa possibilidade&lt;br /&gt;cria um efeito de distanciamento que permite trabalhar sobre o texto depois de uma primeira escrita.&lt;br /&gt;A maioria dos escritores iniciantes costuma contentar-se com uma única versão de seu texto e,&lt;br /&gt;muitas vezes, a própria escola sugere esse procedimento. Isso em nada contribui para o texto ser&lt;br /&gt;entendido como processo ou para desenvolver a habilidade de revisar. O trabalho com rascunhos31 é&lt;br /&gt;imprescindível. É uma excelente estratégia didática para que o aluno perceba a provisoriedade dos&lt;br /&gt;textos e analise seu próprio processo.&lt;br /&gt;Nesse sentido, a revisão do texto32 assume um papel fundamental na prática de produção. É&lt;br /&gt;preciso ser sistematicamente ensinada, de modo que, cada vez mais, assuma sua real função: monitorar&lt;br /&gt;todo o processo de produção textual desde o planejamento, de tal maneira que o escritor possa&lt;br /&gt;coordenar eficientemente os papéis de produtor, leitor e avaliador do seu próprio texto. Isso significa&lt;br /&gt;deslocar a ênfase da intervenção, no produto final, para o processo de produção, ou seja, revisar,&lt;br /&gt;desde o planejamento, ao longo de todo o processo: antes, durante e depois. A melhor qualidade do&lt;br /&gt;produto, nesse caso, depende de o escritor, progressivamente, tomar nas mãos o seu próprio processo&lt;br /&gt;de planejamento, escrita e revisão dos textos. Quando isso ocorre, pode assumir um papel mais&lt;br /&gt;intencional e ativo no desenvolvimento de seus procedimentos de produção.&lt;br /&gt;52&lt;br /&gt;Produção com apoio&lt;br /&gt;A constatação das dificuldades inerentes ao ato de escrever textos — dificuldades decorrentes&lt;br /&gt;da exigência de coordenar muitos aspectos ao mesmo tempo — requer a apresentação de propostas&lt;br /&gt;para os alunos iniciantes que, de certa forma, possam “eliminar” algumas delas, para que se&lt;br /&gt;concentrem em outras. É importante que essas situações sejam planejadas de tal forma que os&lt;br /&gt;alunos apenas se preocupem com as variáveis que o professor priorizou por se relacionarem com o&lt;br /&gt;desenvolvimento do conteúdo em questão. Por exemplo:&lt;br /&gt;• reescrever ou parafrasear bons textos já repertoriados mediante a leitura;&lt;br /&gt;• transformar um gênero em outro: escrever um conto de mistério a partir&lt;br /&gt;de uma notícia policial e vice-versa; transformar uma entrevista em&lt;br /&gt;reportagem e vice-versa, etc.;&lt;br /&gt;• produzir textos a partir de outros conhecidos: um bilhete ou carta que o&lt;br /&gt;personagem de um conto teria escrito a outro, um trecho do diário de&lt;br /&gt;um personagem, uma mensagem de alerta sobre os perigos de uma dada&lt;br /&gt;situação, uma notícia informando a respeito do desfecho de uma trama,&lt;br /&gt;uma crônica sobre acontecimentos curiosos, etc.;&lt;br /&gt;• dar o começo de um texto para os alunos continuarem (ou o fim, para&lt;br /&gt;que escrevam o início e o meio);&lt;br /&gt;• planejar coletivamente o texto (o enredo da história, por exemplo) para&lt;br /&gt;que depois cada aluno escreva a sua versão (ou que o façam em pares&lt;br /&gt;ou trios).&lt;br /&gt;Situações de criação&lt;br /&gt;Quando se pretende formar escritores competentes, é preciso também oferecer condições&lt;br /&gt;de os alunos criarem seus próprios textos e de avaliarem o percurso criador. Evidentemente, isso&lt;br /&gt;só se torna possível se tiverem constituído um amplo repertório de modelos, que lhes permita&lt;br /&gt;recriar, criar, recriar as próprias criações. É importante que nunca se perca de vista que não há&lt;br /&gt;como criar do nada: é preciso ter boas referências. Por isso, formar bons escritores depende não só&lt;br /&gt;de uma prática continuada de produção de textos, mas de uma prática constante de leitura.&lt;br /&gt;Uma forma de trabalhar a criação de textos são as oficinas ou ateliês de produção. Uma&lt;br /&gt;oficina é uma situação didática onde a proposta é que os alunos produzam textos tendo à disposição&lt;br /&gt;diferentes materiais de consulta, em função do que vão produzir: outros textos do mesmo gênero,&lt;br /&gt;dicionários, enciclopédias, atlas, jornais, revistas e todo tipo de fonte impressa eventualmente&lt;br /&gt;necessária (até mesmo um banco de personagens criados e caracterizados pelos próprios alunos&lt;br /&gt;para serem utilizados nas oficinas).&lt;br /&gt;A possibilidade de avaliar o percurso criador é importante para a tomada de consciência das&lt;br /&gt;questões envolvidas no processo de produção de textos. Isso é algo que depende de o professor&lt;br /&gt;chamar a atenção para certos aspectos, fazer com que os alunos exponham suas preferências,&lt;br /&gt;dificuldades ou as alternativas escolhidas e abandonadas — o percurso propriamente. Esse trabalho&lt;br /&gt;31. O termo “rascunho” está sendo usado aqui com o sentido de “esboço” e não com o sentido que lhe é habitual em muitas escolas&lt;br /&gt;de texto escrito com “letra feia” que precisa ser “passado a limpo”.&lt;br /&gt;32. Ver, adiante, o item “Revisão de texto”.&lt;br /&gt;53&lt;br /&gt;de explicitação permite que, com o tempo, os procedimentos de análise propostos pelo professor&lt;br /&gt;se incorporem à prática de reflexão do aluno, favorecendo um controle maior sobre seu processo&lt;br /&gt;criador. Uma contribuição importante é conhecer o processo criador de outros autores, seja por&lt;br /&gt;meio de um contato direto, seja por meio de textos por eles escritos sobre o tema ou de vídeos,&lt;br /&gt;entrevistas, etc.&lt;br /&gt;Finalmente, é importante destacar que nem todos os conteúdos são possíveis de serem&lt;br /&gt;trabalhados por meio de propostas que contextualizem a escrita de textos: às vezes, é preciso&lt;br /&gt;escrever unicamente para aprender. O importante, de qualquer forma, é dar sentido às atividades&lt;br /&gt;de escrita.&lt;br /&gt;Por outro lado, considerar o texto como unidade básica do ensino de Língua Portuguesa não&lt;br /&gt;significa que, eventualmente, não seja necessário analisar unidades como as palavras e até mesmo&lt;br /&gt;as sílabas, como se pode ver a seguir.&lt;br /&gt;ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA&lt;br /&gt;As atividades de análise lingüística são aquelas que tomam determinadas características da&lt;br /&gt;linguagem como objeto de reflexão. Essas atividades apóiam-se em dois fatores:&lt;br /&gt;• a capacidade humana de refletir, analisar, pensar sobre os fatos e os&lt;br /&gt;fenômenos da linguagem; e&lt;br /&gt;• a propriedade que a linguagem tem de poder referir-se a si mesma, de&lt;br /&gt;falar sobre a própria linguagem.&lt;br /&gt;Isso torna possível organizar um trabalho didático de análise lingüística, aqui denominado&lt;br /&gt;“Análise e reflexão sobre a língua”, cujo objetivo principal é melhorar a capacidade de compreensão&lt;br /&gt;e expressão dos alunos, em situações de comunicação tanto escrita como oral.&lt;br /&gt;As atividades de análise lingüística não são uma invenção escolar. Por exemplo, quando&lt;br /&gt;alguém, no meio de uma conversa, pergunta “O que você quis dizer com isso?”, está realizando&lt;br /&gt;uma atividade epilingüística33 . Quando planejadas didaticamente, situações desse tipo podem&lt;br /&gt;constituir uma importante fonte de questionamento, análise e organização de informações sobre a&lt;br /&gt;língua e, no processo de ensino, devem anteceder as práticas de reflexão metalingüística, para que&lt;br /&gt;essas possam ter algum significado para os alunos.&lt;br /&gt;Em relação à escrita de textos, a prática de análise e reflexão sobre a língua permite que se&lt;br /&gt;explicitem saberes implícitos dos alunos, abrindo espaço para sua reelaboração. Ela implica uma&lt;br /&gt;atividade permanente de formulação e verificação de hipóteses sobre o funcionamento da linguagem&lt;br /&gt;que se realiza por meio da comparação de expressões, da experimentação de novos modos de&lt;br /&gt;escrever, da atribuição de novos sentidos a formas lingüísticas já utilizadas, da observação de&lt;br /&gt;regularidades (no que se refere tanto ao sistema de escrita quanto aos aspectos ortográficos ou&lt;br /&gt;gramaticais) e da exploração de diferentes possibilidades de transformação dos textos (supressões,&lt;br /&gt;ampliações, substituições, alterações de ordem, etc.). No caso da produção oral, essa prática é&lt;br /&gt;prioritariamente de explicitação do que os alunos sabem utilizar — mas não têm consciência de&lt;br /&gt;que o fazem e por que —, ou seja, um trabalho focado sobre aspectos da linguagem que, se&lt;br /&gt;33. Conforme já visto anteriormente, a análise lingüística refere-se a atividades que se podem classificar em epilingüísticas e&lt;br /&gt;metalingüísticas. Ambas são atividades de reflexão sobre a língua, mas diferenciam-se nos seus fins. Nas atividades epilingüísticas a&lt;br /&gt;reflexão está voltada para o uso, no próprio interior da atividade lingüística em que se realiza. Já as atividades metalingüísticas estão&lt;br /&gt;relacionadas a um tipo de análise voltada para a descrição, por meio da categorização e sistematização dos elementos lingüísticos.&lt;br /&gt;54&lt;br /&gt;compreendidos, podem contribuir para o desenvolvimento da capacidade de produzir textos orais&lt;br /&gt;mais eficazes: a comparação, por exemplo, entre formas de falar utilizadas em variadas situações,&lt;br /&gt;com o objetivo de que o aluno se aproprie progressivamente dos diferentes registros. Em se tratando&lt;br /&gt;da língua oral, valer-se da diversidade lingüística é um recurso fundamental, pois aquilo que não é&lt;br /&gt;facilmente observável pode evidenciar-se pelo contraste.&lt;br /&gt;No que se refere às atividades de leitura, o trabalho de reflexão sobre a língua é importante&lt;br /&gt;por possibilitar a discussão sobre diferentes sentidos atribuídos aos textos e sobre os elementos&lt;br /&gt;discursivos que validam ou não essas atribuições de sentido. Propicia ainda a construção de um&lt;br /&gt;repertório de recursos lingüísticos a ser utilizado na produção de textos. Uma prática fundamental&lt;br /&gt;de análise e reflexão sobre a língua, que tem relação com a produção oral e com a prática de&lt;br /&gt;leitura, é a recepção ativa34 : prática que, cada vez mais, torna-se uma necessidade, especialmente&lt;br /&gt;no que diz respeito aos textos veiculados pelos meios de comunicação de massa. Nesse caso,&lt;br /&gt;possibilita o reconhecimento do tipo de linguagem característica, a interpretação crítica das&lt;br /&gt;mensagens ou a identificação do papel complementar de elementos não-lingüísticos, como a imagem&lt;br /&gt;e a trilha sonora, para conferir sentido às mensagens veiculadas. A compreensão crítica é algo que&lt;br /&gt;depende do exercício de recepção ativa: a capacidade de, mais do que ouvir/ler com atenção,&lt;br /&gt;trabalhar mentalmente com o que se ouve ou se lê. Trata-se de uma atividade de produção de&lt;br /&gt;sentido que pressupõe analisar e relacionar enunciados, fazer deduções e produzir sínteses: uma&lt;br /&gt;atividade privilegiada de reflexão sobre a língua. É possível estabelecer, por meio da recepção&lt;br /&gt;ativa, a relação de elementos não-lingüísticos com a fala, identificar aspectos possivelmente&lt;br /&gt;relevantes aos propósitos e intenções de quem produz o texto ou inferir a intencionalidade implícita.&lt;br /&gt;Um recurso didático particularmente interessante, no caso do texto oral, é a gravação em áudio ou&lt;br /&gt;vídeo — de uma exposição oral, ao vivo, como por meio do rádio ou da televisão, de um debate,&lt;br /&gt;um pronunciamento, uma entrevista, etc. —, pois permite observar com atenção coisas que não&lt;br /&gt;seriam possíveis apenas a partir da escuta direta e voltar sobre elas, seja da fala do outro ou da&lt;br /&gt;própria fala.&lt;br /&gt;O trabalho didático de análise lingüística a partir dessas considerações se organiza tendo&lt;br /&gt;como ponto de partida a exploração ativa e a observação de regularidades no funcionamento da&lt;br /&gt;linguagem. Isso é o contrário de partir da definição para chegar à análise (como tradicionalmente&lt;br /&gt;se costuma fazer). Trata-se de situações em que se busca a adequação da fala ou da escrita própria&lt;br /&gt;e alheia, a avaliação sobre a eficácia ou adequação de certas expressões no uso oral ou escrito, os&lt;br /&gt;comentários sobre formas de falar ou escrever, a análise da pertinência de certas substituições de&lt;br /&gt;enunciados, a imitação da linguagem utilizada por outras pessoas, o uso de citações, a identificação&lt;br /&gt;de marcas da oralidade na escrita e vice-versa, a comparação entre diferentes sentidos atribuídos a&lt;br /&gt;um mesmo texto, a intencionalidade implícita em textos lidos ou ouvidos, etc.&lt;br /&gt;Revisão de texto&lt;br /&gt;Um espaço privilegiado de articulação das práticas de leitura, produção escrita e reflexão&lt;br /&gt;sobre a língua (e mesmo de comparação entre linguagem oral e escrita) é o das atividades de&lt;br /&gt;revisão de texto. Chama-se revisão de texto o conjunto de procedimentos por meio dos quais um&lt;br /&gt;texto é trabalhado até o ponto em que se decide que está, para o momento, suficientemente bem&lt;br /&gt;escrito. Pressupõe a existência de rascunhos sobre os quais se trabalha, produzindo alterações que&lt;br /&gt;afetam tanto o conteúdo como a forma do texto.&lt;br /&gt;Durante a atividade de revisão, os alunos e o professor debruçam-se sobre o texto buscando&lt;br /&gt;34. Recepção ativa está sendo usada aqui como referência simultânea tanto à escuta ativa como à leitura.&lt;br /&gt;55&lt;br /&gt;melhorá-lo. Para tanto, precisam aprender a detectar os pontos onde o que está dito não é o que se&lt;br /&gt;pretendia, isto é, identificar os problemas do texto e aplicar os conhecimentos sobre a língua para&lt;br /&gt;resolvê-los: acrescentando, retirando, deslocando ou transformando porções do texto, com o objetivo&lt;br /&gt;de torná-lo mais legível para o leitor. O que pode significar tanto torná-lo mais claro e compreensível&lt;br /&gt;quanto mais bonito e agradável de ler. Esse procedimento — parte integrante do próprio ato de&lt;br /&gt;escrever — é aprendido por meio da participação do aluno em situações coletivas de revisão do&lt;br /&gt;texto escrito, bem como em atividades realizadas em parceria e sob a orientação do professor, que&lt;br /&gt;permitem e exigem uma reflexão sobre a organização das idéias, os procedimentos de coesão&lt;br /&gt;utilizados, a ortografia, a pontuação, etc. Essas situações, nas quais são trabalhadas as questões que&lt;br /&gt;surgem na produção, dão origem a um tipo de conhecimento que precisa ir se incorporando&lt;br /&gt;progressivamente à atividade de escrita, para melhorar sua qualidade. Dessa perspectiva, a revisão&lt;br /&gt;de texto seria uma espécie de controle de qualidade da produção, necessário desde o planejamento&lt;br /&gt;e ao longo do processo de redação e não somente após a finalização do produto.&lt;br /&gt;A revisão de texto, como situação didática, exige que o professor selecione em quais aspectos&lt;br /&gt;pretende que os alunos se concentrem de cada vez, pois não é possível tratar de todos ao mesmo&lt;br /&gt;tempo. Ou bem se foca a atenção na coerência da apresentação do conteúdo, nos aspectos coesivos&lt;br /&gt;e pontuação, ou na ortografia. E, quando se toma apenas um desses aspectos para revisar, é possível,&lt;br /&gt;ao fim da tarefa, sistematizar os resultados do trabalho coletivo e devolvê-lo organizadamente ao&lt;br /&gt;grupo de alunos.&lt;br /&gt;Para os escritores iniciantes, assim mesmo, esta pode ser uma tarefa complexa, pois requer&lt;br /&gt;distanciamento do próprio texto, procedimento difícil especialmente para crianças pequenas. Nesse&lt;br /&gt;caso, é interessante utilizar textos alheios para serem analisados coletivamente, ocasião em que o&lt;br /&gt;professor pode desempenhar um importante papel de modelo de revisor, colocando boas questões&lt;br /&gt;para serem analisadas e dirigindo o olhar dos alunos para os problemas a serem resolvidos.&lt;br /&gt;Quer seja com toda a classe, quer seja em pequenos grupos, a discussão sobre os textos&lt;br /&gt;alheios e próprios, além do objetivo imediato de buscar a eficácia e a correção da escrita, tem&lt;br /&gt;objetivos pedagógicos importantes: o desenvolvimento da atitude crítica em relação à própria produção&lt;br /&gt;e a aprendizagem de procedimentos eficientes para imprimir qualidade aos textos.&lt;br /&gt;Aprendendo com textos&lt;br /&gt;Um tipo especial de trabalho de análise lingüística — que quando bem realizado tem um&lt;br /&gt;grande impacto sobre a qualidade dos textos produzidos pelos alunos — é o de observar textos&lt;br /&gt;impressos de diferentes autores com a intenção de desvelar a forma pela qual eles resolvem questões&lt;br /&gt;da textualidade35 . De preferência, textos especialmente bem escritos, de autores reconhecidos,&lt;br /&gt;a fim de que, analisando os recursos que utilizam, possam aprender com eles. São situações em que&lt;br /&gt;o grupo de alunos busca encontrar no texto a forma pela qual o autor resolveu o problema da&lt;br /&gt;repetição por meio de substituições, ou observa as características da pontuação usada por um&lt;br /&gt;determinado autor que marca seu estilo particular, ou mesmo o rastreamento, em um conto, de&lt;br /&gt;todas as expressões que o autor usou para indicar mudança de lugar, de tempo ou do personagem&lt;br /&gt;em cena: é possível que, assim, se amplie o repertório em uso pelos alunos, que se avance no&lt;br /&gt;conhecimento de recursos coesivos e até que, desta última lista de expressões, saia uma de locuções&lt;br /&gt;adverbiais (se e quando for o caso).&lt;br /&gt;35. Ver capítulo “Linguagem, atividade discursiva e textualidade”.&lt;br /&gt;56&lt;br /&gt;Alfabetização&lt;br /&gt;Para aprender a ler e a escrever é preciso pensar sobre a escrita, pensar sobre o que a escrita&lt;br /&gt;representa e como ela representa graficamente a linguagem.&lt;br /&gt;Algumas situações didáticas favorecem especialmente a análise e a reflexão sobre o sistema&lt;br /&gt;alfabético de escrita e a correspondência fonográfica. São atividades que exigem uma atenção à&lt;br /&gt;análise — tanto quantitativa como qualitativa — da correspondência entre segmentos falados e&lt;br /&gt;escritos. São situações privilegiadas de atividade epilingüística, em que, basicamente, o aluno precisa:&lt;br /&gt;• ler, embora ainda não saiba ler; e&lt;br /&gt;• escrever, apesar de ainda não saber escrever.&lt;br /&gt;Em ambas é necessário que ele ponha em jogo tudo o que sabe sobre a escrita para poder&lt;br /&gt;realizá-las.&lt;br /&gt;Nas atividades de “leitura” o aluno precisa analisar todos os indicadores disponíveis para&lt;br /&gt;descobrir o significado do escrito e poder realizar a “leitura” de duas formas:&lt;br /&gt;— pelo ajuste da “leitura” do texto, que conhece de cor, aos segmentos escritos; e&lt;br /&gt;— pela combinação de estratégias de antecipação (a partir de informações obtidas no contexto,&lt;br /&gt;por meio de pistas) com índices providos pelo próprio texto, em especial os relacionados à&lt;br /&gt;correspondência fonográfica.&lt;br /&gt;Mas não é qualquer texto que, além de permitir este tipo de “leitura”, garante que o esforço&lt;br /&gt;de atribuir significado às partes escritas coloque problemas que ajudem o aluno a refletir e a aprender.&lt;br /&gt;No primeiro caso, os textos mais adequados são as quadrinhas, parlendas e canções que, em geral,&lt;br /&gt;se sabe de cor; e, no segundo, as embalagens comerciais, os anúncios, os folhetos de propaganda e&lt;br /&gt;demais portadores de texto que possibilitem suposições de sentido a partir do conteúdo, da imagem&lt;br /&gt;ou foto, do conhecimento da marca ou do logotipo, isto é, de qualquer elemento do texto ou do seu&lt;br /&gt;entorno que permita ao aluno imaginar o que poderia estar aí escrito.&lt;br /&gt;Estudos em diferentes línguas têm mostrado que, de uma correspondência inicial pouco&lt;br /&gt;diferenciada, o alfabetizando progride em direção a um procedimento de análise em que passa a&lt;br /&gt;fazer corresponder recortes do falado a recortes do escrito. Essa correspondência passa por um&lt;br /&gt;momento silábico — em que, ainda que nem sempre com consistência, atribui uma letra a uma&lt;br /&gt;sílaba — antes de chegar a compreender o que realmente cada letra representa.&lt;br /&gt;Nas atividades de escrita aqui referidas, o aluno que ainda não sabe escrever&lt;br /&gt;convencionalmente precisa esforçar-se para construir procedimentos de análise e encontrar formas&lt;br /&gt;de representar graficamente aquilo que se propõe escrever. É por isso que esta é uma boa atividade&lt;br /&gt;de alfabetização: havendo informação disponível e espaço para reflexão sobre o sistema de escrita,&lt;br /&gt;os alunos constroem os procedimentos de análise necessários para que a alfabetização se realize.&lt;br /&gt;As propostas de escrita mais produtivas são as que permitem aos alunos monitorarem sua&lt;br /&gt;própria produção, ao menos parcialmente. A escrita de listas36 ou quadrinhas que se sabe de cor&lt;br /&gt;permite, por exemplo, que a atividade seja realizada em grupo e que os alunos precisem se pôr de&lt;br /&gt;acordo sobre quantas e quais letras irão usar para escrever. Cabe ao professor que dirige a atividade&lt;br /&gt;36. Listas são textos formados por palavras ou pequenos enunciados dispostos um embaixo do outro que definem um campo semânico&lt;br /&gt;e têm uma função pragmática. Por exemplo, uma lista de compras, dos livros do acervo da classe, dos ingredientes para uma receita,&lt;br /&gt;etc.&lt;br /&gt;57&lt;br /&gt;escolher o texto a ser escrito e definir os parceiros em função do que sabe acerca do conhecimento&lt;br /&gt;que cada aluno tem sobre a escrita, bem como, orientar a busca de fontes de consulta, colocar&lt;br /&gt;questões que apóiem a análise e oferecer informação específica sempre que necessário.&lt;br /&gt;Ortografia&lt;br /&gt;De modo geral, o ensino da ortografia dá-se por meio da apresentação e repetição verbal de&lt;br /&gt;regras, com sentido de “fórmulas”, e da correção que o professor faz de redações e ditados, seguida&lt;br /&gt;de uma tarefa onde o aluno copia várias vezes as palavras que escreveu errado. E, apesar do&lt;br /&gt;grande investimento feito nesse tipo de atividade, os alunos — se bem que capazes de “recitar” as&lt;br /&gt;regras quando solicitados — continuam a escrever errado.&lt;br /&gt;Ainda que tenha um forte apelo à memória, a aprendizagem da ortografia não é um processo&lt;br /&gt;passivo: trata-se de uma construção individual, para a qual a intervenção pedagógica tem muito a&lt;br /&gt;contribuir.&lt;br /&gt;É importante que as estratégias didáticas para o ensino da ortografia se articulem em torno&lt;br /&gt;de dois eixos básicos:&lt;br /&gt;• o da distinção entre o que é “produtivo” e o que é “reprodutivo”37 na&lt;br /&gt;notação da ortografia da língua, permitindo no primeiro caso o descobrimento&lt;br /&gt;explícito de regras geradoras de notações corretas e, quando não,&lt;br /&gt;a consciência de que não há regras que justifiquem as formas corretas&lt;br /&gt;fixadas pela norma; e&lt;br /&gt;• a distinção entre palavras de uso freqüente e infreqüente na linguagem&lt;br /&gt;escrita impressa.&lt;br /&gt;Em função dessas especificidades, o ensino da ortografia deveria organizar-se de modo a&lt;br /&gt;favorecer:&lt;br /&gt;• a inferência dos princípios de geração da escrita convencional, a partir da&lt;br /&gt;explicitação das regularidades do sistema ortográfico (isso é possível&lt;br /&gt;utilizando como ponto de partida a exploração ativa e a observação dessas&lt;br /&gt;regularidades: é preciso fazer com que os alunos explicitem suas suposições&lt;br /&gt;de como se escrevem as palavras, reflitam sobre possíveis alternativas de&lt;br /&gt;grafia, comparem com a escrita convencional e tomem progressiva-mente&lt;br /&gt;consciência do funcionamento da ortografia);&lt;br /&gt;• a tomada de consciência de que existem palavras cuja ortografia não é&lt;br /&gt;definida por regras e exigem, portanto, a consulta a fontes autorizadas e&lt;br /&gt;o esforço de memorização.&lt;br /&gt;Os casos em que as regras existem podem ser descritos38 como produzidos por princípios&lt;br /&gt;geradores “biunívocos”, “contextuais” e “morfológicos”. O princípio gerador biunívoco é o próprio&lt;br /&gt;sistema alfabético nas correspondências em que a cada grafema corresponde apenas um fonema e&lt;br /&gt;vice-versa. As regras do tipo contextual (ex.: o uso de RR, QU, GU, NH, M/N antes de consoante,&lt;br /&gt;etc.) são aquelas em que, apesar de se encontrar no sistema alfabético mais de um grafema para&lt;br /&gt;notar o mesmo fonema, a norma restringe os usos daqueles grafemas formulando regras que se&lt;br /&gt;37. É produtivo, em ortografia, o que se pode gerar a partir de regras - o que permite a escrita de palavras nunca antes vistas por&lt;br /&gt;escrito - e reprodutivo o que não se pode gerar, obrigando uma escrita de memória.&lt;br /&gt;38. Utilizou-se aqui a descrição proposta por Artur Gomes de Morais e Ana Teberosky.&lt;br /&gt;58&lt;br /&gt;aplicam parcial ou universalmente aos contextos em que são usados. E, por fim, as regras do tipo&lt;br /&gt;morfológico são as que remetem aos aspectos morfológicos e à categoria gramatical da palavra para&lt;br /&gt;poder decidir sua forma ortográfica (ex.: ANDA(R), PENSA(R): verbos no infinitivo; FIZE(SS)E,&lt;br /&gt;OUVI(SS)E: imperfeito do subjuntivo; PORTUGUE(S)A, INGLE(S)A: adjetivos gentílicos&lt;br /&gt;terminados em /esa/; RIQUE(Z)A, POBRE(Z)A: substantivos terminados em /eza/, etc.). É&lt;br /&gt;importante observar que a realização desse tipo de trabalho não requer necessariamente a utilização&lt;br /&gt;de nomenclatura gramatical.&lt;br /&gt;A aprendizagem da ortografia das palavras irregulares — cuja escrita não se orienta por&lt;br /&gt;regularidades da norma — exige, em primeiro lugar, a tomada de consciência de que, nesses casos,&lt;br /&gt;não há regras que justifiquem as formas corretas fixadas pela norma e, em segundo lugar, um&lt;br /&gt;posicionamento do professor a respeito de quais dessas formas deverão receber um maior&lt;br /&gt;investimento no ensino.&lt;br /&gt;A posição que se defende é a de que, independentemente de serem regulares ou irregulares —&lt;br /&gt;definidas por regras ou não —, as formas ortográficas mais freqüentes na escrita devem ser aprendidas&lt;br /&gt;o quanto antes. Não se trata de definir rigidamente um conjunto de palavras a ensinar e desconsiderar&lt;br /&gt;todas as outras, mas de tratar diferentemente, por exemplo, a escrita inadequada de “quando” e de&lt;br /&gt;“questiúncula”, de “hoje” e de “homilia” — dada a enorme diferenciação da freqüência de uso de umas&lt;br /&gt;e outras. É preciso que se diferencie o que deve estar automatizado o mais cedo possível para liberar&lt;br /&gt;a atenção do aluno para outros aspectos da escrita e o que pode ser objeto de consulta ao dicionário.&lt;br /&gt;A consulta ao dicionário pressupõe conhecimento sobre as convenções da escrita e sobre as&lt;br /&gt;do próprio portador: além de saber que as palavras estão organizadas segundo a ordem alfabética&lt;br /&gt;(não só das letras iniciais mas também das seguintes), é preciso saber, por exemplo, que os verbos&lt;br /&gt;não aparecem flexionados, que o significado da palavra procurada é um critério para verificar se&lt;br /&gt;determinada escrita se refere realmente a ela, etc. Assim, o manejo do dicionário precisa ser orientado,&lt;br /&gt;pois requer a aprendizagem de procedimentos bastante complexos.&lt;br /&gt;O trabalho com a normatização ortográfica deve estar contextualizado, basicamente, em&lt;br /&gt;situações em que os alunos tenham razões para escrever corretamente, em que a legibilidade seja&lt;br /&gt;fundamental porque existem leitores de fato para a escrita que produzem. Deve estar voltado para&lt;br /&gt;o desenvolvimento de uma atitude crítica em relação à própria escrita, ou seja, de preocupação&lt;br /&gt;com a adequação e correção dos textos. No entanto, diferentemente de outros aspectos da notação&lt;br /&gt;escrita — como a pontuação —, as restrições da norma ortográfica estão definidas basicamente no&lt;br /&gt;nível da palavra. Isso faz com que o ensino da ortografia possa desenvolver-se por meio tanto de&lt;br /&gt;atividades que tenham o texto como fonte de reflexão como de atividades que tenham palavras&lt;br /&gt;não necessariamente vinculadas a um texto específico.&lt;br /&gt;Pontuação&lt;br /&gt;O ensino da pontuação tem-se confundido com o ensino dos sinais de pontuação. A uma&lt;br /&gt;apresentação do tipo “serve para” ou “é usado para” segue-se uma exemplificação cujo objetivo é&lt;br /&gt;servir de referência ao uso. Desse momento em diante costuma-se esperar que os alunos incorporem&lt;br /&gt;a pontuação a seus textos.&lt;br /&gt;A partir da compreensão de que o procedimento de pontuar é parte da atividade de&lt;br /&gt;textualização39 , essa abordagem se mostra inadequada e indica a necessidade de rever algumas&lt;br /&gt;idéias, nem sempre explícitas, sobre as quais esta didática se apóia. A primeira delas é que a pontuação&lt;br /&gt;serviria para indicar as pausas na leitura em voz alta e a segunda é que o que se pontuam são as&lt;br /&gt;frases.&lt;br /&gt;59&lt;br /&gt;A história da pontuação é tributária da história das práticas sociais de leitura. O costume de&lt;br /&gt;ler apenas com os olhos, que caracteriza a forma moderna de ler40, incorporou ao texto um aparato&lt;br /&gt;gráfico cuja função é indicar ao leitor unidades para o processamento da leitura41 . Na página impressa,&lt;br /&gt;a pontuação — aí considerados os brancos da escrita: espaços entre parágrafos e alíneas42 — organiza&lt;br /&gt;o texto para a leitura visual fragmentando-o em unidades separadas de tal forma que a leitura possa&lt;br /&gt;reencontrar, na articulação visual da página, as conexões intelectuais ou discursivas do raciocínio.&lt;br /&gt;Não se trata, portanto, de indicar pausas para respirar, pois, ainda que um locutor possa usar a&lt;br /&gt;pontuação para isso, não é essa sua função no texto escrito43 .&lt;br /&gt;O texto não é uma soma de frases, é um fluxo contínuo que precisa ser dividido em partesfrase&lt;br /&gt;que podem ou não conter partes também — os apostos, por exemplo. Frases que se agrupam&lt;br /&gt;tipograficamente em parágrafos44 . A pontuação aparece sempre em posições que indicam fronteiras&lt;br /&gt;sintático-semânticas. Aliás, é principalmente para isso que ela serve: para separar.&lt;br /&gt;Aprender a pontuar é aprender a partir e a reagrupar o fluxo do texto de forma a indicar ao&lt;br /&gt;leitor os sentidos propostos pelo autor, obtendo assim efeitos estilísticos. O escritor indica as&lt;br /&gt;separações (pontuando) e sua natureza (escolhendo o sinal) e com isso estabelece formas de articulação&lt;br /&gt;entre as partes que afetam diretamente as possibilidades de sentido.&lt;br /&gt;A única regra obrigatória da pontuação é a que diz onde não se pode pontuar: entre o sujeito&lt;br /&gt;e o verbo e entre o verbo e seu complemento. Tudo o mais são possibilidades. Por isso — ao&lt;br /&gt;contrário da ortografia — na pontuação a fronteira entre o certo e o errado nem sempre é bem&lt;br /&gt;definida. Há, quase sempre, mais de uma possibilidade de pontuar um texto, a ponto de alguns&lt;br /&gt;gramáticos45 apresentarem-na como “a arte de dividir, por meio de sinais gráficos, as partes do&lt;br /&gt;discurso que não têm entre si ligação íntima, e de mostrar do modo mais claro as relações que&lt;br /&gt;existem entre essas partes”.&lt;br /&gt;Aprender a pontuar não é, portanto, aprender um conjunto de regras a seguir e sim aprender&lt;br /&gt;um procedimento que incide diretamente sobre a textualidade. Um procedimento que só é possível&lt;br /&gt;aprender sob tutoria, isto é, fazendo juntamente com quem sabe:&lt;br /&gt;— conversando sobre as decisões que cada um tomou ao pontuar e por quê;&lt;br /&gt;— analisando alternativas tanto do ponto de vista do sentido desejado quanto dos aspectos&lt;br /&gt;estilísticos e escolhendo a que parece melhor entre as possíveis;&lt;br /&gt;— observando os usos característicos da pontuação nos diferentes gêneros e suas razões (a&lt;br /&gt;grande quantidade de vírgulas/aposições nas notícias jornalísticas como instrumento para condensar&lt;br /&gt;o texto, por exemplo);&lt;br /&gt;— analisando os efeitos estilísticos obtidos por meio da pontuação pelos bons autores.&lt;br /&gt;39. Ver capítulo “linguagem, atividade discursiva e textualidade”.&lt;br /&gt;40. A prática de leitura silenciosa disseminou-se a partir da produção de livros em escala industrial. Até então o ato de ler se&lt;br /&gt;confundia com o ato de recitar o texto em voz alta.&lt;br /&gt;41. O estudo de textos antigos mostra que quem pontuava o texto não era o escritor e sim o leitor . Ele lia, estabelecia a sua&lt;br /&gt;interpretação e preparava a leitura em voz alta marcando de próprio punho as pausas que considerava necessárias ao bom entendimento&lt;br /&gt;pelos ouvintes. Hoje, quandoo texto impresso é formado para ser lido diretamente pelo olho, sem precisar passar pela sonorização&lt;br /&gt;do que está escrito, esta função, de estreitar o campo das possibilidades de interpretação indicando graficamente as unidades de&lt;br /&gt;processamento e sua hierarquia interna, pertence ao escritor.&lt;br /&gt;42. Usou-se o termo “alínea” para designar o recurso da linha no início dos parágrafos.&lt;br /&gt;43. Convém lembrar que, se é verdade que sempre que há uma vírgula (no escritor) há uma pausa (no oral), o contrário não é&lt;br /&gt;verdadeiro. É comum, por exemplo, fazer uma pausa (no oral) entre o sujeito e o predicado de uma oração, o que seria inconcebível&lt;br /&gt;por escrito.&lt;br /&gt;44. O parágrafo, segundo Todorov (DUCROT e TODOROV, 1988), é uma unidade tipográfica de várias frases.&lt;br /&gt;45. Julio Ribeiro (ALMEIDA, 1994) e Napoleão Mendes de Almeida.&lt;br /&gt;60&lt;br /&gt;Aspectos gramaticais&lt;br /&gt;É no interior da situação de produção de texto, enquanto o escritor monitora a própria escrita&lt;br /&gt;para assegurar sua adequação, coerência, coesão e correção, que ganham utilidade os conhecimentos&lt;br /&gt;sobre os aspectos gramaticais.&lt;br /&gt;Saber o que é substantivo, adjetivo, verbo, artigo, preposição, sujeito, predicado, etc. não&lt;br /&gt;significa ser capaz de construir bons textos, empregando bem esses conhecimentos. Quando se&lt;br /&gt;enfatiza a importância das atividades de revisão é por esta razão: trata-se de uma oportunidade&lt;br /&gt;privilegiada de ensinar o aluno a utilizar os conhecimentos que possui, ao mesmo tempo que é&lt;br /&gt;fonte de conteúdos a serem trabalhados. Isso porque os aspectos gramaticais — e outros discursivos&lt;br /&gt;como a pontuação — devem ser selecionados a partir dos das produções escritas dos alunos. O&lt;br /&gt;critério de relevância dos aspectos identificados como problemáticos — que precisam, portanto,&lt;br /&gt;ser ensinados prioritariamente — deve ser composto pela combinação de dois fatores: por um lado,&lt;br /&gt;o que pode contribuir para maior adequação e legibilidade dos textos e, por outro, a capacidade dos&lt;br /&gt;alunos em cada momento.&lt;br /&gt;A propriedade que a linguagem tem de poder referir-se a si mesma é o que torna possível a&lt;br /&gt;análise da língua e o que define um vocabulário próprio, uma metalinguagem. Em relação a essa&lt;br /&gt;terminologia característica, é preciso considerar que, embora seja peculiar a situações de análise&lt;br /&gt;lingüística (em que inevitavelmente se fala sobre língua), não se deve sobrecarregar os alunos com&lt;br /&gt;um palavreado sem função, justificado exclusivamente pela tradição de ensiná-lo. O critério do&lt;br /&gt;que deve ser ou não ensinado é muito simples: apenas os termos que tenham utilidade para abordar&lt;br /&gt;os conteúdos e facilitar a comunicação nas atividades de reflexão sobre a língua excluindo-se tudo&lt;br /&gt;o que for desnecessário e costuma apenas confundir os alunos.&lt;br /&gt;Por exemplo, torna-se necessário saber, nas séries iniciais, o que é “proparoxítona”, no fim&lt;br /&gt;de um processo em que os alunos, sob orientação do professor, analisam e estabelecem regularidades&lt;br /&gt;na acentuação de palavras e chegam à regra de que são sempre acentuadas as palavras em que a&lt;br /&gt;sílaba tônica é a antepenúltima. Também é possível ensinar concordância sem necessariamente&lt;br /&gt;falar em sujeito ou em verbo.&lt;br /&gt;Isso não significa que não é para ensinar fonética, morfologia ou sintaxe, mas que elas devem&lt;br /&gt;ser oferecidas à medida que se tornarem necessárias para a reflexão sobre a língua.&lt;br /&gt;Finalmente, é preciso voltar a enfatizar o papel que o trabalho em grupo desempenha em&lt;br /&gt;atividades de análise e reflexão sobre a língua: é um espaço de discussão de estratégias para a&lt;br /&gt;resolução das questões que se colocam como problemas, de busca de alternativas, de verificação&lt;br /&gt;de diferentes hipóteses, de comparação de diferentes pontos de vista, de colaboração entre os&lt;br /&gt;alunos para a resolução de tarefas de aprendizagem. O princípio didático básico das atividades não&lt;br /&gt;apenas deste bloco, mas de todos os outros, é sempre o mesmo: partir do que os alunos já sabem&lt;br /&gt;sobre o que se pretende ensinar e focar o trabalho nas questões que representam dificuldades para&lt;br /&gt;que adquiram conhecimentos que possam melhorar sua capacidade de uso da linguagem. Nesse&lt;br /&gt;sentido, pretende-se que o aluno evolua não só como usuário mas que possa assumir, progressivamente,&lt;br /&gt;o monitoramento da própria atividade lingüística.&lt;br /&gt;Se o objetivo é que os alunos utilizem os conhecimentos adquiridos por meio da prática de&lt;br /&gt;reflexão sobre a língua para melhorar a capacidade de compreensão e expressão, tanto em situações&lt;br /&gt;de comunicação escrita quanto oral, é preciso organizar o trabalho educativo nessa perspectiva.&lt;br /&gt;Sendo assim, ainda que os conteúdos relacionados a esse tipo de prática estejam organizados num&lt;br /&gt;bloco separado, eles devem remeter-se diretamente às atividades de uso da linguagem. Mais do&lt;br /&gt;que isso, devem estar a seu serviço.&lt;br /&gt;61&lt;br /&gt;Os recursos didáticos e sua utilização&lt;br /&gt;Ao selecionar recursos didáticos para o trabalho pedagógico na área de Língua Portuguesa,&lt;br /&gt;deve-se levar em consideração os seguintes aspectos:&lt;br /&gt;• sua utilização nas diferentes situações de comunicação de fato; e&lt;br /&gt;• as necessidade colocadas pelas situações de ensino e aprendizagem.&lt;br /&gt;Entre os principais recursos que precisam estar disponíveis na escola para viabilizar a proposta&lt;br /&gt;didática da área, estão os textos autênticos. A utilização de textos autênticos pressupõe cuidado&lt;br /&gt;com a manutenção de suas características gráficas: formatação, paginação, diferentes elementos&lt;br /&gt;utilizados para atribuição de sentido — como fotografias, desenhos gráficos, ilustrações, etc. Da&lt;br /&gt;mesma forma, é importante que esses textos, sempre que possível, sejam trazidos para a sala de&lt;br /&gt;aula nos seus portadores de origem (ainda que em algumas situações possam ser agrupados segundo&lt;br /&gt;gênero ou tema, por exemplo, para atender a necessidades específicas dos projetos de estudo).&lt;br /&gt;As bibliotecas — escolar e de classe — são, nessa perspectiva, fundamentais para um trabalho&lt;br /&gt;como o proposto por este documento.&lt;br /&gt;Na biblioteca escolar é necessário que sejam colocados à disposição dos alunos textos dos&lt;br /&gt;mais variados gêneros, respeitados os seus portadores: livros de contos, romances, poesia,&lt;br /&gt;enciclopédias, dicionários, jornais, revistas (infantis, em quadrinhos, de palavras cruzadas e outros&lt;br /&gt;jogos), livros de consulta das diversas áreas do conhecimento, almanaques, revistas de literatura&lt;br /&gt;de cordel, textos gravados em áudio e em vídeo, entre outros. Além dos materiais impressos que&lt;br /&gt;se pode adquirir no mercado, também aqueles que são produzidos pelos alunos — produtos dos&lt;br /&gt;mais variados projetos de estudo — podem compor o acervo da biblioteca escolar: coletâneas de&lt;br /&gt;contos, trava-línguas, piadas, brincadeiras e jogos infantis, livros de narrativas ficcionais, dossiês&lt;br /&gt;sobre assuntos específicos, diários de viagens, revistas, jornais, etc.&lt;br /&gt;A biblioteca de classe não precisa ser excessivamente ampla no que se refere ao número de&lt;br /&gt;volumes disponíveis. Ao contrário, é preciso que a variedade de materiais e títulos esteja garantida,&lt;br /&gt;o que permite uma diversificação de leitura aos alunos. Também é possível que se tenha, em&lt;br /&gt;algumas situações, um volume para cada aluno de um único título: nesse caso, é preciso que se&lt;br /&gt;tenha propostas específicas de trabalho que justifiquem essa opção. Do acervo da classe também&lt;br /&gt;podem constar produções dos próprios alunos.&lt;br /&gt;O papel da escola (e principalmente do professor) é fundamental, tanto no que se refere à&lt;br /&gt;biblioteca escolar quanto à de classe, para a organização de critérios de seleção de material impresso&lt;br /&gt;de qualidade e para a orientação dos alunos, de forma a promover a leitura autônoma, a aprendizagem&lt;br /&gt;de procedimentos de utilização de bibliotecas (empréstimo, seleção de repertório, utilização de&lt;br /&gt;índices, consulta a diferentes fontes de informação, seleção de textos adequados às suas necessidades,&lt;br /&gt;etc.), e a constituição de atitudes de cuidado e conservação do material disponível para consulta.&lt;br /&gt;Além disso, a organização do espaço físico — iluminação, estantes e disposição dos livros,&lt;br /&gt;agrupamentos dos livros no espaço disponível, mobiliário, etc. — deve garantir que todos os alunos&lt;br /&gt;tenham acesso ao material disponível. Mais do que isso: deve possibilitar ao aluno o gosto por&lt;br /&gt;freqüentar aquele espaço e, dessa forma, o gosto pela leitura.&lt;br /&gt;O emprego de recursos audiovisuais pode ser de grande utilidade na realização de diversas&lt;br /&gt;atividades lingüísticas. Entre as diferentes possibilidades — slides, cartazes, fotografias,&lt;br /&gt;transparências de textos para serem utilizadas no retroprojetor, etc. —, o gravador e o vídeo&lt;br /&gt;merecem destaque: além de possibilitarem o acesso a textos que combinam sistemas verbais e&lt;br /&gt;não-verbais de comunicação (o que é importante do ponto de vista comunicativo), possuem&lt;br /&gt;aplicações didáticas interessantes para a organização de situações de aprendizagem da língua.&lt;br /&gt;O gravador é um recurso bastante útil nas atividades de revisão de textos orais produzidos&lt;br /&gt;pelos alunos. Ao serem gravadas leituras expressivas de textos, simulações de anúncios e programas&lt;br /&gt;62&lt;br /&gt;de rádio e entrevistas, por exemplo, é possível que os alunos revisem esses textos de maneira a&lt;br /&gt;centrar sua atenção sobre alguns aspectos específicos da produção oral: a entonação, o ritmo, a&lt;br /&gt;redundância no uso de certos termos e a organização do discurso.&lt;br /&gt;O vídeo também pode ser útil nas atividades de revisão de texto: permite que se volte sobre&lt;br /&gt;as produções orais dos alunos para analisar tanto aspectos lingüísticos como não-lingüísticos (gesto,&lt;br /&gt;postura corporal, expressão facial, etc.) da produção do discurso.&lt;br /&gt;Na alfabetização inicial, alguns materiais podem ser de grande utilidade ao professor:&lt;br /&gt;alfabetos, crachás ou cartazes com os nomes dos alunos, cadernos de textos conhecidos pela classe,&lt;br /&gt;pastas de determinados gêneros de textos, dicionários organizados pelos alunos com suas dificuldades&lt;br /&gt;ortográficas mais freqüentes, jogos didáticos que proponham exercícios lingüísticos, por&lt;br /&gt;exemplo.&lt;br /&gt;Finalmente, é necessário que se faça menção ao computador: alguns programas possibilitam&lt;br /&gt;a digitação e edição de textos produzidos pelos alunos para publicações internas da classe ou da&lt;br /&gt;escola; outros permitem a comunicação com alunos de outras escolas, estados, países; outros,&lt;br /&gt;ainda, possibilitam o trabalho com aprendizagens específicas, sobretudo a leitura.&lt;br /&gt;O mais importante, no entanto, é realizar uma boa seleção dos materiais que se incorporarão&lt;br /&gt;à aula, tendo como critério a qualidade tanto do ponto de vista lingüístico quanto gráfico. Além&lt;br /&gt;disso, é fundamental que sejam adequados à proposta didática a ser desenvolvida: há ocasiões em&lt;br /&gt;que é possível utilizar materiais do entorno próximo; em outras, haverá necessidade de se recorrer&lt;br /&gt;a materiais produzidos com finalidades especificamente didáticas.&lt;br /&gt;63&lt;br /&gt;CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO&lt;br /&gt;Os objetivos do ensino balizam a avaliação46 : são eles que permitem a elaboração de critérios&lt;br /&gt;para avaliar a aprendizagem dos conteúdos. Neste documento, foram definidos apenas os critérios&lt;br /&gt;de avaliação para os dois primeiros ciclos. Têm como referência os objetivos especificados para os&lt;br /&gt;respectivos ciclos e representam as aprendizagens imprescindíveis ao final desse período, possíveis&lt;br /&gt;à imensa maioria dos alunos submetidos a um ensino como o proposto. Não são, portanto,&lt;br /&gt;coincidentes com todas as expectativas de aprendizagem — essas estão expressas nos objetivos,&lt;br /&gt;cuja função é orientar o ensino. Os critérios de avaliação não podem, de forma alguma, ser tomados&lt;br /&gt;como objetivos, pois isso significaria um injustificável rebaixamento da oferta de ensino e, conseqüentemente,&lt;br /&gt;a não-garantia de conquista das aprendizagens consideradas essenciais.&lt;br /&gt;Outro alerta importante é que não tem sentido utilizar os critérios indicados neste documento&lt;br /&gt;para avaliar a aprendizagem de alunos submetidos a práticas educativas orientadas por outros&lt;br /&gt;objetivos (que não os aqui especificados). A adoção destes critérios pressupõe a adoção também&lt;br /&gt;dos objetivos propostos neste documento e às adaptações dos objetivos que cada equipe escolar&lt;br /&gt;julgar necessárias precisam corresponder adaptações também dos critérios.&lt;br /&gt;Para avaliar segundo os critérios estabelecidos é necessário considerar indicadores bastante&lt;br /&gt;precisos que sirvam para identificar de fato as aprendizagens realizadas. No entanto, é importante&lt;br /&gt;não perder de vista que um progresso relacionado a um critério específico pode manifestar-se de&lt;br /&gt;diferentes formas, em diferentes alunos. E uma mesma ação pode, para um aluno, indicar avanço&lt;br /&gt;em relação a um critério estabelecido, e, para outro, não. Por isso, além de necessitarem de&lt;br /&gt;indicadores precisos, os critérios de avaliação devem ser tomados em seu conjunto, considerados&lt;br /&gt;de forma contextual e, muito mais do que isso, analisados à luz dos objetivos que realmente&lt;br /&gt;orientaram o ensino oferecido aos alunos. E se o propósito é avaliar também o processo, além do&lt;br /&gt;produto, não há nenhum instrumento de avaliação da aprendizagem melhor do que buscar identificar&lt;br /&gt;por que o aluno teria dado as respostas que deu às situações que lhe foram propostas. A&lt;br /&gt;análise dos exemplos que se seguem pretende contribuir para a reflexão sobre esses aspectos.&lt;br /&gt;Diante de uma proposta de avaliação pautada pelo critério “Escrever textos considerando&lt;br /&gt;um leitor real, embora ausente...”, o fato de não estar precisamente definido e caracterizado o&lt;br /&gt;perfil do destinatário poderia ter como conseqüência resultados absolutamente diferentes. Para&lt;br /&gt;muitos alunos a proposta demandaria esforços de acréscimo de informações não previstas a priori,&lt;br /&gt;sofisticação do vocabulário, maior cuidado na escolha das palavras para ser mais preciso, nãoutilização&lt;br /&gt;de redundâncias e repetições de informações já oferecidas, uso de uma maior quantidade&lt;br /&gt;e diversidade de recursos de coesão, utilização de frases mais longas e períodos compostos, etc.&lt;br /&gt;O que, provavelmente, coincidiria com a expectativa do professor, visto que, teoricamente, a&lt;br /&gt;ausência do interlocutor pressupõe um cuidado maior de adequação do texto para garantir a compreensão&lt;br /&gt;do leitor. No entanto, a suposição de que os leitores de seu texto seriam crianças de&lt;br /&gt;primeira série poderia levar um aluno com excelente desempenho textual a realizar um enorme&lt;br /&gt;esforço de ajuste de sua produção ao destinatário e escrever um “texto” como os de cartilha por&lt;br /&gt;considerá-lo adequado a alunos dessa série. Nos dois casos teria havido excelente desempenho&lt;br /&gt;em relação ao critério de adequação do texto ao leitor a que se destina, embora, do ponto de vista&lt;br /&gt;da qualidade do texto resultante desse esforço, o desempenho fosse muito diferenciado (e, no&lt;br /&gt;caso do aluno com o texto de qualidade discursiva inferior, isso nem seria indicativo de sua&lt;br /&gt;competência).&lt;br /&gt;46. Ver item referente à Avaliação na Introdução aos Parâmetros Curriculares Nacionais.&lt;br /&gt;64&lt;br /&gt;Tomando-se um outro critério, como, por exemplo, a autonomia progressiva na produção de&lt;br /&gt;textos escritos ao longo da escolaridade, um aparente indicador de progresso seria conseguir escrever&lt;br /&gt;sem ajuda de terceiros, de maneira independente. Assim, se se considerar um aluno que solicitava&lt;br /&gt;constantemente a ajuda do professor para escrever e que deixa de fazê-lo, se concluiria que ele&lt;br /&gt;tornou-se mais autônomo. Mas, nesse aspecto, recorrer ou não ao professor constantemente não é&lt;br /&gt;um indicador de autonomia, pois a independência para realizar uma tarefa não tem relação direta&lt;br /&gt;com a capacidade de realizá-la com autonomia: diferentes razões podem levar um aluno a perguntar&lt;br /&gt;ou não enquanto produz. É necessário considerar para que e em quais situações os alunos solicitam&lt;br /&gt;ajuda: um mesmo aluno, que anteriormente recorria ao professor ou aos colegas sempre que deparava&lt;br /&gt;com um problema de ortografia, pode passar a fazê-lo apenas quando se defrontar com problemas&lt;br /&gt;de pontuação, por exemplo. Nesse caso, pode ter ocorrido a aprendizagem de um procedimento&lt;br /&gt;autônomo de consulta a materiais escritos para a resolução das dificuldades ortográficas, mas o&lt;br /&gt;mesmo pode ainda não ter ocorrido com relação à pontuação. Embora o procedimento geral de&lt;br /&gt;solicitação de ajuda não tenha mudado, houve avanço com relação ao critério em um domínio&lt;br /&gt;específico.&lt;br /&gt;É nesse contexto, portanto, que os critérios de avaliação devem ser compreendidos: por um&lt;br /&gt;lado, como aprendizagens indispensáveis ao final de um período; por outro, como referências que&lt;br /&gt;permitem — se comparados aos objetivos do ensino e ao conhecimento prévio com que o aluno&lt;br /&gt;iniciou a aprendizagem — a análise dos seus avanços ao longo do processo, considerando que as&lt;br /&gt;manifestações desses avanços não são lineares, nem idênticas.&lt;br /&gt;65&lt;br /&gt;2ª PARTE&lt;br /&gt;LLÍÍNGUA PPORTTUGUEESSA&lt;br /&gt;66&lt;br /&gt;67&lt;br /&gt;PRIMEIRO CICLO&lt;br /&gt;Ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa&lt;br /&gt;no primeiro ciclo&lt;br /&gt;Os conhecimentos lingüísticos construídos por uma criança que inicia o primeiro ciclo serão&lt;br /&gt;tanto mais aprofundados e amplos quanto o permitirem as práticas sociais mediadas pela linguagem&lt;br /&gt;das quais tenha participado até então. É pela mediação da linguagem que a criança aprende os&lt;br /&gt;sentidos atribuídos pela cultura às coisas, ao mundo e às pessoas; é usando a linguagem que constrói&lt;br /&gt;sentidos sobre a vida, sobre si mesma, sobre a própria linguagem. Essas são as principais razões&lt;br /&gt;para, da perspectiva didática, tomar como ponto de partida os usos que o aluno já faz da língua ao&lt;br /&gt;chegar à escola, para ensinar-lhe aqueles que ainda não conhece.&lt;br /&gt;É possível aprender, tanto sobre a linguagem verbal quanto sobre as práticas sociais nas&lt;br /&gt;quais ela se realiza, por meio da troca interpessoal. Por isso, as atividades de aprendizagem de&lt;br /&gt;Língua Portuguesa ganham muito quando se realizam num contexto de cooperação. No processo&lt;br /&gt;de aprendizagem, aquilo que num dado momento um aluno consegue realizar apenas com ajuda&lt;br /&gt;posteriormente poderá fazê-lo com autonomia. Daí a importância de uma prática educativa&lt;br /&gt;fundamentalmente apoiada na interação grupal, que, apesar de só se materializar no trabalho em&lt;br /&gt;grupo, não significa necessariamente a mesma coisa.&lt;br /&gt;O trabalho em grupo possibilita ricos intercâmbios comunicativos que, embora tenham enorme&lt;br /&gt;valor social e pedagógico, nem sempre implicam interação produtiva do ponto de vista dos conteúdos&lt;br /&gt;escolares. Para que a interação grupal cumpra seu papel didático é preciso que os alunos realmente&lt;br /&gt;realizem juntos uma determinada atividade, que o resultado seja, de fato, produto da ação do&lt;br /&gt;grupo — não coincidente, portanto, com o que nenhum aluno poderia realizar individualmente.&lt;br /&gt;Se, diante da proposta de recuperar de memória uma história conhecida, uma dupla de alunos tem&lt;br /&gt;como resultado basicamente o trabalho de um deles (ainda que com a concordância do outro), por&lt;br /&gt;mais interessantes que tenham sido os intercâmbios durante a atividade, não se pode afirmar que&lt;br /&gt;o produto final seja resultado da interação dos dois. Nesse sentido, o grande desafio é criar condições&lt;br /&gt;didáticas para que a interação verdadeiramente ocorra.&lt;br /&gt;Desde o início do primeiro ciclo é imprescindível que se ofereça aos alunos a possibilidade&lt;br /&gt;de perguntar sobre a linguagem (e sobre todas as coisas) e de obter respostas. Respostas que&lt;br /&gt;precisam ser adequadas e suficientes para que possam aprender com elas. Da mesma forma, é&lt;br /&gt;preciso que o professor investigue quais são as idéias que seus alunos possuem sobre a língua para&lt;br /&gt;poder organizar o trabalho pedagógico levando-as em consideração.&lt;br /&gt;Por outro lado, a observação criteriosa do comportamento dos alunos durante o&lt;br /&gt;desenvolvimento das atividades oferece informações valiosas para a organização dos agrupamentos&lt;br /&gt;na classe: quais alunos têm informações para trocar; quais constituem um grupo realmente produtivo&lt;br /&gt;ao trabalharem juntos; quem precisa trabalhar com quem para poder aprender algo. Mas, o&lt;br /&gt;critério de agrupamento não pode ter apenas como referência os aspectos cognitivos, pois há&lt;br /&gt;muitas outras variáveis importantes a serem consideradas. Assim, se ao propor uma tarefa o professor&lt;br /&gt;sabe que determinado aluno tem informações que poderia transmitir a outro, mas é alguém que&lt;br /&gt;não age cooperativamente no trabalho em parceria, terá então de decidir se vale a pena colocá-los&lt;br /&gt;juntos, se isso será realmente produtivo, ou se é o caso, por exemplo, de identificar um terceiro&lt;br /&gt;colega que poderia equilibrar o grupo.&lt;br /&gt;68&lt;br /&gt;Sem dúvida, durante toda a escolaridade, a aprendizagem dos alunos depende muito da&lt;br /&gt;intervenção pedagógica do professor. Entretanto, no primeiro ciclo ela assume uma característica&lt;br /&gt;específica, pois, além de todos os conteúdos escolares a serem aprendidos, há ainda um conjunto de&lt;br /&gt;aprendizados decorrentes de uma situação nova para a maioria dos alunos: a convivência no espaço&lt;br /&gt;público da escola. Ao professor do primeiro ciclo cabe contribuir para que o início desse processo&lt;br /&gt;seja a base de um convívio solidário e democrático. Se o trabalho em colaboração é condição para a&lt;br /&gt;interação grupal — e essa, por sua vez, é condição para uma prática educativa baseada nesses&lt;br /&gt;pressupostos —, é imprescindível que o professor tenha metas para a formação de relações produtivas&lt;br /&gt;entre os alunos, construa coletivamente as normas de convívio e funcione como modelo de parceiro&lt;br /&gt;experiente e solidário.&lt;br /&gt;É também no primeiro ciclo que se deve iniciar a constituição de algo que se poderia chamar&lt;br /&gt;de “papel de estudante”: a disponibilidade para aprender, a responsabilidade com os estudos e com&lt;br /&gt;o material escolar, a capacidade de trabalhar em parceria, o respeito a diferentes pontos de vista, o&lt;br /&gt;respeito às normas de convivência e aos “combinados” do grupo, à preservação do espaço público,&lt;br /&gt;entre outras atitudes.&lt;br /&gt;Objetivos de Língua Portuguesa&lt;br /&gt;para o primeiro ciclo&lt;br /&gt;As práticas educativas devem ser organizadas de modo a garantir, progressivamente, que os&lt;br /&gt;alunos sejam capazes de:&lt;br /&gt;• compreender o sentido nas mensagens orais e escritas de que é destinatário&lt;br /&gt;direto ou indireto: saber atribuir significado, começando a identificar&lt;br /&gt;elementos possivelmente relevantes segundo os propósitos e intenções&lt;br /&gt;do autor;&lt;br /&gt;• ler textos dos gêneros previstos para o ciclo, combinando estratégias de&lt;br /&gt;decifração com estratégias de seleção, antecipação, inferência e&lt;br /&gt;verificação;&lt;br /&gt;• utilizar a linguagem oral com eficácia, sabendo adequá-la a intenções e&lt;br /&gt;situações comunicativas que requeiram conversar num grupo, expressar&lt;br /&gt;sentimentos e opiniões, defender pontos de vista, relatar acontecimentos,&lt;br /&gt;expor sobre temas estudados;&lt;br /&gt;• participar de diferentes situações de comunicação oral, acolhendo e&lt;br /&gt;considerando as opiniões alheias e respeitando os diferentes modos de&lt;br /&gt;falar;&lt;br /&gt;• produzir textos escritos coesos e coerentes, considerando o leitor e o&lt;br /&gt;objeto da mensagem, começando a identificar o gênero e o suporte que&lt;br /&gt;melhor atendem à intenção comunicativa;&lt;br /&gt;• escrever textos dos gêneros previstos para o ciclo, utilizando a escrita&lt;br /&gt;alfabética e preocupando-se com a forma ortográfica;&lt;br /&gt;• considerar a necessidade das várias versões que a produção do texto&lt;br /&gt;escrito requer, empenhando-se em produzi-las com ajuda do professor.&lt;br /&gt;69&lt;br /&gt;Conteúdos de Língua Portuguesa&lt;br /&gt;para o primeiro ciclo&lt;br /&gt;TRATAMENTO DIDÁTICO&lt;br /&gt;No início da escolaridade, é preciso dedicar especial atenção ao trabalho de produção de&lt;br /&gt;texto em função da crença, ainda muito comum, de que produzir textos é algo possível apenas após&lt;br /&gt;a alfabetização inicial. E, no entanto, é possível produzir linguagem escrita oralmente: por exemplo,&lt;br /&gt;ditando uma história tal como aparece por escrito — portanto, em linguagem que se usa para&lt;br /&gt;escrever — para que alguém grafe. É por meio de atividades desse tipo que o conhecimento sobre&lt;br /&gt;a linguagem escrita pode ir sendo construído antes mesmo que se saiba escrever autonomamente.&lt;br /&gt;Dessa forma — porque é possível que se aprenda a produzir textos antes mesmo de saber&lt;br /&gt;escrevê-los —, os alunos do primeiro ciclo devem ser amplamente solicitados a participar de&lt;br /&gt;atividades de escuta da leitura de textos impressos (feita pelo professor ou por outros leitores) e de&lt;br /&gt;atividades nas quais se realizem tanto a leitura como a produção de textos, seja em colaboração&lt;br /&gt;com o professor, com pares mais avançados ou individualmente.&lt;br /&gt;No primeiro ciclo deve-se propor aos alunos que leiam e escrevam, ainda que não o façam&lt;br /&gt;convencionalmente. Mas o fato de as escritas não-convencionais serem aceitas não significa ausência&lt;br /&gt;de intervenção pedagógica para a construção da escrita convencional, muito pelo contrário. Por ser&lt;br /&gt;condição para a constituição da autonomia leitora, escritora e também intelectual, o conhecimento&lt;br /&gt;sobre a natureza e o funcionamento do sistema de escrita precisa ser construído pelos alunos o&lt;br /&gt;quanto antes. Isto é, quanto mais rapidamente os alunos chegarem à escrita alfabética, mais e&lt;br /&gt;melhor poderão avançar na aprendizagem dos conteúdos propostos nesse ciclo.&lt;br /&gt;É necessário, portanto, organizar situações de aprendizagem que possibilitem a discussão e&lt;br /&gt;reflexão sobre a escrita alfabética47 . Essas situações de aprendizagem devem acontecer de modo&lt;br /&gt;a possibilitar que o professor conheça as concepções que os alunos possuem sobre como escrever&lt;br /&gt;e assim possa intervir para ajudá-los a pensar sobre elas, a avançar para além delas. Para tanto, a&lt;br /&gt;escola precisa oferecer variados materiais impressos de leitura, que sirvam como referência e fonte&lt;br /&gt;de informação ao processo de aprendizagem da linguagem escrita.&lt;br /&gt;Se a produção de textos já merece bastante atenção no início da escolaridade, mais ainda a&lt;br /&gt;produção de textos por escrito. Isso porque, ao escrevê-los, os alunos se envolvem numa tarefa&lt;br /&gt;particularmente difícil para um aprendiz: a de coordenar decisões sobre o que dizer (organização&lt;br /&gt;das idéias ao longo do texto) com decisões sobre como dizer (léxico, recursos coesivos, etc.), com&lt;br /&gt;a tarefa, quase sempre mais lenta, de grafar. Ou seja, a produção de textos escritos envolve&lt;br /&gt;complexos procedimentos necessários tanto à produção de textos como à escrita. É uma tarefa que&lt;br /&gt;supõe que o escritor (ainda que iniciante) assuma diferentes papéis: o de quem planeja o texto, o&lt;br /&gt;de quem o lê para revisá-lo e o de quem o corrige propriamente.&lt;br /&gt;É importante que as atividades de produção de textos escritos se organizem, portanto, de&lt;br /&gt;forma que seja possível para os alunos a apropriação progressiva dos diferentes procedimentos&lt;br /&gt;necessários ao ato de escrever e a experimentação dos diferentes papéis envolvidos. Coordenar&lt;br /&gt;esses papéis também é uma tarefa especialmente difícil, que supõe um exercício constante e&lt;br /&gt;contínuo, e não esporádico. No primeiro ciclo, é imprescindível que os alunos produzam diferentes&lt;br /&gt;textos por escrito, ainda que, para tanto, necessitem da ajuda do professor ou dos colegas.&lt;br /&gt;47. Ver, no tópico sobre “Os conteúdos de Língua Portuguesa no ensino fundamental”, o item “Alfabetização”.&lt;br /&gt;70&lt;br /&gt;Em se tratando da leitura, ainda que o primeiro ciclo seja o momento da aprendizagem do&lt;br /&gt;sistema de notação escrita, as atividades precisam realizar-se num contexto em que o objetivo seja&lt;br /&gt;a busca e a construção do significado, e não simplesmente a decodificação. O leitor iniciante tem&lt;br /&gt;também uma tarefa não muito simples nas mãos: precisa aprender a coordenar estratégias de&lt;br /&gt;decifração com estratégias de seleção, antecipação, inferência e verificação. Inicialmente, essa&lt;br /&gt;aprendizagem se dá pela participação do aluno em situações onde se leia para atingir alguma finalidade&lt;br /&gt;específica, em colaboração com os colegas, sob a orientação e com a ajuda do professor.&lt;br /&gt;Desde o primeiro ciclo é preciso que os alunos leiam diferentes textos que circulam&lt;br /&gt;socialmente. A seleção do material de leitura deve ter como critérios: a variedade de gêneros, a&lt;br /&gt;possibilidade de o conteúdo interessar, o atendimento aos projetos de estudo e pesquisa das demais&lt;br /&gt;áreas, o subsídio aos projetos da própria área. Por exemplo, para o desenvolvimento de uma proposta&lt;br /&gt;de produção de um diário sobre uma viagem imaginária, é importante que se leiam diferentes&lt;br /&gt;materiais: textos informativos sobre como se pode chegar ao lugar escolhido, como é a fauna e a&lt;br /&gt;flora da região, qual a localização geográfica do continente, qual o clima, quais roupas são adequadas&lt;br /&gt;para o trajeto, qual o tempo de duração da viagem e o meio de transporte escolhido, etc. Também&lt;br /&gt;é importante que se leiam textos como os encontrados num diário, para aprender como são escritos,&lt;br /&gt;caso a classe tenha conhecimento insuficiente do gênero para produzi-lo.&lt;br /&gt;Por outro lado, se ao produzirem textos escritos os alunos utilizarem recursos inadequados&lt;br /&gt;para indicar a fala dos diferentes personagens, é desejável que o professor selecione, para leitura,&lt;br /&gt;textos nos quais seja possível identificar como diferentes autores resolveram essa questão. Esse&lt;br /&gt;trabalho — de análise lingüística — amplia o repertório, permitindo escolhas mais adequadas.&lt;br /&gt;No primeiro ciclo, é fundamental que os alunos comecem a aprender a utilizar a língua para&lt;br /&gt;aprender. Isso só será possível (sobretudo quando ainda não sabem escrever com autonomia) se&lt;br /&gt;receberem ajuda constante do professor para fazer anotações sobre os assuntos tratados na aula,&lt;br /&gt;organizando-as no caderno; utilizar as anotações posteriormente, quando necessário; consultar o&lt;br /&gt;dicionário ou outras fontes escritas para resolver problemas ortográficos; pesquisar em enciclopédias;&lt;br /&gt;preparar a fala para uma exposição oral; organizar argumentos para um debate; buscar, num texto,&lt;br /&gt;elementos que validem determinadas interpretações.&lt;br /&gt;Além disso, precisam de ajuda para desenvolver procedimentos e atitudes que contribuam&lt;br /&gt;para o convívio no espaço público: saber escutar ativamente o que o outro diz, respeitando tanto a&lt;br /&gt;sua forma de falar quanto a sua opinião; utilizar uma forma de falar que lhe permita discordar do&lt;br /&gt;outro sem ofendê-lo; saber selecionar argumentos coerentes para poder discordar; saber compreender&lt;br /&gt;o que ouve, podendo perceber a intenção de quem fala; ter flexibilidade para mudar de opinião&lt;br /&gt;quando necessário; compartilhar conhecimentos adquiridos em diferentes situações.&lt;br /&gt;O primeiro ciclo deve favorecer o aprofundamento e a ampliação dos conhecimentos que os&lt;br /&gt;alunos possuem sobre a linguagem e oferecer condições de desenvolverem cada vez mais sua&lt;br /&gt;autonomia. Isso não se consegue em todos os aspectos e ao mesmo tempo. Assim, se ao final desse&lt;br /&gt;ciclo é fundamental que o aluno seja autônomo no que se refere ao domínio da escrita alfabética,&lt;br /&gt;o mesmo não acontece com relação à ortografia: no primeiro ciclo, é necessário que tenha atenção&lt;br /&gt;à forma ortográfica, isto é, que a dúvida ortográfica e a preocupação com as regularidades da norma&lt;br /&gt;já estejam instaladas. Ao final desse ciclo espera-se que o aluno tenha introduzido a segmentação&lt;br /&gt;em frases nos seus textos, mas isso não significa que se espere que ele utilize com precisão os&lt;br /&gt;recursos do sistema de pontuação. No entanto, o fato de não se exigir um “conhecimento acabado”&lt;br /&gt;de determinado conteúdo ao final do primeiro ciclo não significa que não pode (ou não deve) ser&lt;br /&gt;ensinado. Da mesma forma, não significa que parte da classe não possa dominá-lo.&lt;br /&gt;71&lt;br /&gt;CONTEÚDOS&lt;br /&gt;Os conteúdos relacionados neste item — tanto em relação ao primeiro quanto ao segundo&lt;br /&gt;ciclo — referem-se, por um lado, aos considerados gerais do ciclo, os quais precisarão ser tratados&lt;br /&gt;em qualquer um dos blocos de conteúdos devido a sua estreita relação com todos eles. Estão&lt;br /&gt;relacionados em separado com a finalidade de se evitar repetições, dado que são recorrentes.&lt;br /&gt;Constituem-se em conteúdos de “Valores, normas e atitudes” e “Gêneros discursivos”, e sua&lt;br /&gt;aprendizagem não é possível a não ser em relação à aprendizagem dos demais.&lt;br /&gt;Por outro lado, serão relacionados os conteúdos específicos de cada um dos “Blocos de&lt;br /&gt;conteúdos” considerados imprescindíveis para a conquista dos objetivos propostos para o primeiro&lt;br /&gt;ciclo. Representam o que precisa ser ensinado e não o que deve ser exigido dos alunos ao término&lt;br /&gt;do ciclo48.&lt;br /&gt;Conteúdos gerais do ciclo&lt;br /&gt;A seguir estão arrolados primeiramente valores, normas e atitudes que se espera que os&lt;br /&gt;alunos adquiram ou desenvolvam. Implicam aprendizagens que dificilmente ocorrerão por instrução&lt;br /&gt;direta, mas que, por sua importância, precisam estar claramente configurados como conteúdos de&lt;br /&gt;ensino.&lt;br /&gt;Posteriormente, sob o título “Gêneros discursivos”, em coerência com o princípio didático&lt;br /&gt;que prevê a organização das situações de aprendizagem a partir da diversidade textual, estão&lt;br /&gt;especificados gêneros adequados para o trabalho com a linguagem oral e com a linguagem escrita.&lt;br /&gt;Embora não se tenha, neste documento, estabelecido exatamente quais gêneros seriam adequados&lt;br /&gt;para o trabalho específico com a leitura e com a produção de textos, isso não significa que devam&lt;br /&gt;ser utilizados indiscriminadamente. Alguns textos — como os de enciclopédia, previstos para o&lt;br /&gt;primeiro ciclo, ou os normativos, previstos para o segundo — são mais adequados em situações de&lt;br /&gt;leitura feita pelo professor. Outros podem integrar atividades tanto de leitura como de escrita: é o&lt;br /&gt;caso de cartas, parlendas, anúncios, contos, fábulas, entre outros. No entanto, o critério de seleção&lt;br /&gt;de quais textos podem ser abordados em quais situações didáticas cabe, em última instância, ao&lt;br /&gt;professor.&lt;br /&gt;VALORES, NORMAS E ATITUDES&lt;br /&gt;• Interesse por ouvir e manifestar sentimentos, experiências, idéias e&lt;br /&gt;opiniões.&lt;br /&gt;• Preocupação com a comunicação nos intercâmbios: fazer-se entender e&lt;br /&gt;procurar entender os outros.&lt;br /&gt;• Respeito diante de colocações de outras pessoas, tanto no que se refere&lt;br /&gt;às idéias quanto ao modo de falar.&lt;br /&gt;• Valorização da cooperação como forma de dar qualidade aos intercâmbios&lt;br /&gt;comunicativos.&lt;br /&gt;• Reconhecimento da necessidade da língua escrita (a partir de organização&lt;br /&gt;coletiva e com ajuda) para planejar e realizar tarefas concretas.&lt;br /&gt;48. Para maiores esclarecimentos a respeito, verificar a relação entre objetivos, conteúdos e critérios de avaliação tratada no tópico&lt;br /&gt;sobre “Critérios de Avaliação”.&lt;br /&gt;72&lt;br /&gt;• Valorização da leitura como fonte de fruição estética e entretenimento.&lt;br /&gt;• Interesse por ler ou ouvir a leitura especialmente de textos literários e&lt;br /&gt;informativos e por compartilhar opiniões, idéias e preferências (ainda&lt;br /&gt;que com ajuda).&lt;br /&gt;• Interesse em tomar emprestado livros do acervo da classe e da biblioteca&lt;br /&gt;escolar.&lt;br /&gt;• Cuidado com os livros e demais materiais escritos.&lt;br /&gt;• Atitude crítica diante de textos persuasivos dos quais é destinatário&lt;br /&gt;direto ou indireto (ainda que em atividades coletivas ou com a ajuda do&lt;br /&gt;professor).&lt;br /&gt;• Preocupação com a qualidade das produções escritas próprias, tanto no&lt;br /&gt;que se refere aos aspectos textuais como à apresentação gráfica.&lt;br /&gt;• Respeito aos diferentes modos de falar.&lt;br /&gt;GÊNEROS DISCURSIVOS&lt;br /&gt;Gêneros adequados para o trabalho com a linguagem oral:&lt;br /&gt;• contos (de fadas, de assombração, etc.), mitos e lendas populares;&lt;br /&gt;• poemas, canções, quadrinhas, parlendas, adivinhas, trava-línguas, piadas;&lt;br /&gt;• saudações, instruções, relatos;&lt;br /&gt;• entrevistas, notícias, anúncios (via rádio e televisão);&lt;br /&gt;• seminários, palestras.&lt;br /&gt;Gêneros adequados para o trabalho com a linguagem escrita:&lt;br /&gt;• receitas, instruções de uso, listas;&lt;br /&gt;• textos impressos em embalagens, rótulos, calendários;&lt;br /&gt;• cartas, bilhetes, postais, cartões (de aniversário, de Natal, etc.), convites,&lt;br /&gt;diários (pessoais, da classe, de viagem, etc.);&lt;br /&gt;• quadrinhos, textos de jornais, revistas e suplementos infantis: títulos,&lt;br /&gt;lides, notícias, classificados, etc.;&lt;br /&gt;• anúncios, slogans, cartazes, folhetos;&lt;br /&gt;• parlendas, canções, poemas, quadrinhas, adivinhas, trava-línguas, piadas;&lt;br /&gt;• contos (de fadas, de assombração, etc.), mitos e lendas populares,&lt;br /&gt;folhetos de cordel, fábulas;&lt;br /&gt;• textos teatrais;&lt;br /&gt;73&lt;br /&gt;• relatos históricos, textos de enciclopédia, verbetes de dicionário, textos&lt;br /&gt;expositivos de diferentes fontes (fascículos, revistas, livros de consulta,&lt;br /&gt;didáticos, etc.).&lt;br /&gt;Blocos de conteúdos&lt;br /&gt;Encontram-se relacionados neste item os conteúdos referentes a cada um dos blocos de&lt;br /&gt;conteúdos. São aqueles considerados imprescindíveis para que a conquista dos objetivos propostos&lt;br /&gt;seja possível ao aluno.&lt;br /&gt;LÍNGUA ORAL: USOS E FORMAS&lt;br /&gt;• Participação em situações de intercâmbio oral que requeiram: ouvir com&lt;br /&gt;atenção, intervir sem sair do assunto tratado, formular e responder&lt;br /&gt;perguntas, explicar e ouvir explicações, manifestar e acolher opiniões,&lt;br /&gt;adequar as colocações às intervenções precedentes, propor temas.&lt;br /&gt;• Manifestação de experiências, sentimentos, idéias e opiniões de forma&lt;br /&gt;clara e ordenada.&lt;br /&gt;• Narração de fatos considerando a temporalidade e a causalidade.&lt;br /&gt;• Narração de histórias conhecidas, buscando aproximação às características&lt;br /&gt;discursivas do texto-fonte.&lt;br /&gt;• Descrição (dentro de uma narração ou de uma exposição) de personagens,&lt;br /&gt;cenários e objetos.&lt;br /&gt;• Exposição oral com ajuda do professor, usando suporte escrito, quando&lt;br /&gt;for o caso.&lt;br /&gt;• Adequação do discurso ao nível de conhecimento prévio de quem ouve&lt;br /&gt;(com ajuda).&lt;br /&gt;• Adequação da linguagem às situações comunicativas mais formais que&lt;br /&gt;acontecem na escola (com ajuda).&lt;br /&gt;LÍNGUA ESCRITA: USOS E FORMAS&lt;br /&gt;Prática de leitura&lt;br /&gt;• Escuta de textos lidos pelo professor.&lt;br /&gt;• Atribuição de sentido, coordenando texto e contexto (com ajuda).&lt;br /&gt;74&lt;br /&gt;• Utilização de indicadores para fazer antecipações e inferências em relação&lt;br /&gt;ao conteúdo (sucessão de acontecimentos, paginação do texto,&lt;br /&gt;organização tipográfica, etc.).&lt;br /&gt;• Emprego dos dados obtidos por meio da leitura para confirmação ou&lt;br /&gt;retificação das suposições de sentido feitas anteriormente.&lt;br /&gt;• Utilização de recursos para resolver dúvidas na compreensão: consulta&lt;br /&gt;ao professor ou aos colegas, formulação de uma suposição a ser verificada&lt;br /&gt;adiante, etc.&lt;br /&gt;• Uso de acervos e bibliotecas:&lt;br /&gt;• busca de informações e consulta a fontes de diferentes tipos (jornais,&lt;br /&gt;revistas, enciclopédias, etc.), com ajuda;&lt;br /&gt;• manuseio e leitura de livros na classe, na biblioteca e, quando possível,&lt;br /&gt;empréstimo de materiais para leitura em casa (com supervisão do&lt;br /&gt;professor);&lt;br /&gt;• socialização das experiências de leitura.&lt;br /&gt;Prática de produção de texto&lt;br /&gt;• Produção de textos:&lt;br /&gt;• considerando o destinatário, a finalidade do texto e as características&lt;br /&gt;do gênero;&lt;br /&gt;• introduzindo progressivamente os seguintes aspectos notacionais:&lt;br /&gt;* o conhecimento sobre o sistema de escrita em português (correspondência&lt;br /&gt;fonográfica);&lt;br /&gt;* a separação entre palavras;&lt;br /&gt;* a divisão do texto em frases, utilizando recursos do sistema de pontuação:&lt;br /&gt;maiúscula inicial, ponto final, exclamação, interrogação e&lt;br /&gt;reticências;&lt;br /&gt;* a separação entre discurso direto e indireto e entre os turnos do&lt;br /&gt;diálogo, mediante a utilização de dois pontos e travessão ou aspas;&lt;br /&gt;* a indicação, por meio de vírgulas, das listas e enumerações;&lt;br /&gt;* o estabelecimento das regularidades ortográficas (inferência das&lt;br /&gt;regras) e a constatação de irregularidades (ausência de regras);&lt;br /&gt;75&lt;br /&gt;* a utilização, com ajuda, de dicionário e outras fontes escritas&lt;br /&gt;impressas para resolver dúvidas ortográficas;&lt;br /&gt;• introduzindo progressivamente os seguintes aspectos discursivos:&lt;br /&gt;* a organização das idéias de acordo com as características textuais&lt;br /&gt;de cada gênero;&lt;br /&gt;* a substituição do uso excessivo de “e”, “aí”, “daí”, “então”, etc.&lt;br /&gt;pelos recursos coesivos oferecidos pelo sistema de pontuação e&lt;br /&gt;pela introdução de conectivos mais adequados à lin- guagem escrita&lt;br /&gt;e expressões que marcam temporalidade, causalidade, etc.;&lt;br /&gt;• utilizando estratégias de escrita: planejar o texto, redigir rascunhos,&lt;br /&gt;revisar e cuidar da apresentação, com orientação.&lt;br /&gt;ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA&lt;br /&gt;• Análise da qualidade da produção oral, alheia e própria (com ajuda),&lt;br /&gt;considerando:&lt;br /&gt;• presença/ausência de elementos necessários à compreensão de quem&lt;br /&gt;ouve;&lt;br /&gt;• adequação da linguagem utilizada à situação comunicativa.&lt;br /&gt;• Escuta ativa de diferentes textos produzidos na comunicação direta ou&lt;br /&gt;mediada por telefone, rádio ou televisão, atribuindo significado e&lt;br /&gt;identificando (com ajuda) a intencionalidade explícita do produtor.&lt;br /&gt;• Identificação (com ajuda) de razões de mal-entendidos na comunicação&lt;br /&gt;oral e suas possíveis soluções.&lt;br /&gt;• Comparação (com ajuda) entre diferentes registros utilizados em&lt;br /&gt;diferentes situações comunicativas.&lt;br /&gt;• “Leitura” para os alunos que ainda não lêem de forma independente:&lt;br /&gt;• relação oral/escrito: estabelecimento de correspondência entre partes&lt;br /&gt;do oral e partes do escrito em situação onde o texto escrito é&lt;br /&gt;conhecido de cor, considerando indicadores como segmentos do&lt;br /&gt;texto, índices gráficos, etc.;&lt;br /&gt;• relação texto/contexto: interrogar o texto, buscando no contexto&lt;br /&gt;elementos para antecipar ou verificar o sentido atribuído.&lt;br /&gt;• Análise dos sentidos atribuídos a um texto nas diferentes leituras&lt;br /&gt;76&lt;br /&gt;individuais e identificação dos elementos do texto que validem ou não&lt;br /&gt;essas diferentes atribuições de sentido (com ajuda).&lt;br /&gt;• Análise — quantitativa e qualitativa — da correspondência entre&lt;br /&gt;segmentos falados e escritos, por meio do uso do conhecimento disponível&lt;br /&gt;sobre o sistema de escrita.&lt;br /&gt;• Revisão do próprio texto com ajuda:&lt;br /&gt;• durante o processo de redação, relendo cada parte escrita, verificando&lt;br /&gt;a articulação com o já escrito e planejando o que falta escrever;&lt;br /&gt;• depois de produzida uma primeira versão, trabalhando sobre o&lt;br /&gt;rascunho para aprimorá-lo, considerando as seguintes questões:&lt;br /&gt;adequação ao gênero, coerência e coesão textual, pontuação,&lt;br /&gt;paginação e ortografia.&lt;br /&gt;• Explicitação de regularidades ortográficas.&lt;br /&gt;• Exploração das possibilidades e recursos da linguagem que se usa para&lt;br /&gt;escrever a partir da observação e análise de textos impressos, utilizados&lt;br /&gt;como referência ou modelo.&lt;br /&gt;Critérios de avaliação de Língua Portuguesa&lt;br /&gt;para o primeiro ciclo&lt;br /&gt;• Narrar histórias conhecidas e relatos de acontecimentos, mantendo o encadeamento&lt;br /&gt;dos fatos e sua seqüência cronológica, ainda que com ajuda&lt;br /&gt;Espera-se que o aluno reconte oralmente histórias que já ouviu ou leu, e narre acontecimentos&lt;br /&gt;dos quais participou (ou cujo relato ouviu ou leu), procurando manter a ordem cronológica dos&lt;br /&gt;fatos e o tipo de relação existente entre eles. Ao recontar, deve tanto procurar manter as características&lt;br /&gt;lingüísticas do texto lido ou ouvido como esforçar-se para adequar a linguagem à situação&lt;br /&gt;de comunicação na qual está inserido o reconto ou a narração (é diferente recontar para os colegas&lt;br /&gt;de classe, numa situação de “Hora da História”, por exemplo, e recontar para gravar uma fita&lt;br /&gt;cassete que comporá o acervo da biblioteca, ou ainda numa reunião aberta a toda a comunidade&lt;br /&gt;escolar). Essas atividades poderão ser realizadas com ajuda e orientação do professor e de colegas.&lt;br /&gt;• Demonstrar compreensão do sentido global de textos lidos em voz alta&lt;br /&gt;Espera-se que o aluno, por meio de uma conversa, de um debate, de um reconto ou por&lt;br /&gt;escrito, demonstre ter compreendido o texto (lido por alguém ou por ele próprio) de maneira&lt;br /&gt;global e não fragmentada. Quer dizer: espera-se que ele saiba não apenas localizar informações&lt;br /&gt;específicas nos textos (por exemplo: para quem Chapeuzinho Vermelho foi levar os docinhos),&lt;br /&gt;como utilizá-las para construir a idéia geral do texto (por exemplo: é a história de uma menina que&lt;br /&gt;não obedeceu à mãe, seguiu pelo caminho que não devia e foi enganada pelo lobo. Mas foi salva&lt;br /&gt;pelo caçador, que salvou também a vovó e castigou o lobo).&lt;br /&gt;77&lt;br /&gt;• Ler de forma independente textos cujo conteúdo e forma são familiares&lt;br /&gt;Espera-se que o aluno leia textos cujo conteúdo (assunto) e forma (gênero) já conheça,&lt;br /&gt;conseguindo resgatar o seu significado e compreender a idéia global.&lt;br /&gt;• Escrever utilizando a escrita alfabética, demonstrando preocupação com a&lt;br /&gt;segmentação do texto em palavras e em frases e com a convenção ortográfica&lt;br /&gt;Espera-se que o aluno escreva textos alfabeticamente, preocupando-se com a ortografia,&lt;br /&gt;ainda que não saiba fazer uso adequado das convenções. Espera-se, também, que faça uso de seu&lt;br /&gt;conhecimento sobre a segmentação do texto em palavras ainda que possam ocorrer, por exemplo,&lt;br /&gt;escritas tanto sem segmentação, como em “derepente”, quanto com segmentação indevida, como&lt;br /&gt;em “de pois”. Ao final desse ciclo espera-se que o aluno tenha introduzido a segmentação em&lt;br /&gt;frases nos seus textos, mas isso não significa que se espere que ele utilize com precisão os recursos&lt;br /&gt;do sistema de pontuação. Escrever textos considerando o leitor, ainda que com ajuda de terceiros&lt;br /&gt;(professores, colegas ou outros adultos).&lt;br /&gt;Espera-se, também, que o aluno considere as restrições que se colocam para o escritor pelo&lt;br /&gt;fato de o leitor de seu texto não estar presente fisicamente no momento de sua produção, quer seja&lt;br /&gt;esse leitor determinado (uma pessoa em específico) ou genérico.&lt;br /&gt;78&lt;br /&gt;79&lt;br /&gt;SEGUNDO CICLO&lt;br /&gt;Ensino e aprendizagem de Língua Portuguesa&lt;br /&gt;no segundo ciclo&lt;br /&gt;No segundo ciclo, o trabalho com a linguagem oral e escrita precisa ser planejado de maneira&lt;br /&gt;a garantir a continuidade do que foi aprendido no ciclo anterior e a superação de dificuldades que&lt;br /&gt;eventualmente se tenham acumulado no período. Para tanto, é necessário que o professor investigue&lt;br /&gt;quais conhecimentos o aluno já construiu sobre a linguagem verbal para poder organizar a sua&lt;br /&gt;intervenção de maneira adequada. Esse procedimento precisa ser garantido não só no início dos&lt;br /&gt;ciclos, mas durante todo o processo de ensino e aprendizagem: não é, portanto, esporádico. Após a&lt;br /&gt;realização das atividades, é possível (e desejável) saber o que foi aprendido pelos alunos para&lt;br /&gt;poder identificar o que é necessário ser trabalhado a seguir, tendo em vista os objetivos propostos.&lt;br /&gt;No entanto, a análise daquilo que foi ou não aprendido precisa ser realizada num contexto em que&lt;br /&gt;se considere também o que foi de fato ensinado e a maneira pela qual isso foi feito. É a partir da&lt;br /&gt;relação estabelecida entre ensino e aprendizagem que se torna possível ao professor compreender&lt;br /&gt;melhor por que alguns aspectos dos conteúdos abordados foram mais bem aprendidos que outros&lt;br /&gt;(ou não). Isso pode fornecer informações mais precisas para modificar a sua intervenção — caso&lt;br /&gt;seja necessário —, dotando sua prática de maior qualidade.&lt;br /&gt;A interação grupal é, em toda a escolaridade, um importante recurso pedagógico: trabalhar&lt;br /&gt;verdadeiramente em colaboração possibilita maior produtividade na aprendizagem. A análise pelo&lt;br /&gt;professor de como os alunos procederam em relação à tarefa, de como se relacionaram durante sua&lt;br /&gt;realização, e dos resultados obtidos em relação aos objetivos propostos permite identificar melhores&lt;br /&gt;possibilidades de intercâmbio para atividades futuras.&lt;br /&gt;A progressiva autonomia que se espera no desempenho dos alunos depende tanto de suas&lt;br /&gt;possibilidades cognitivas como da complexidade dos conteúdos ensinados. Considerando que esses&lt;br /&gt;fatores se constituem critérios de seqüenciação que, por sua vez, definem o nível de aprofundamento&lt;br /&gt;dos conteúdos ensinados, a expectativa no segundo ciclo é de que os alunos tenham um desempenho&lt;br /&gt;mais autônomo em relação àqueles conteúdos que já vinham sendo trabalhados sistematicamente&lt;br /&gt;no ciclo anterior.&lt;br /&gt;Objetivos de Língua Portuguesa&lt;br /&gt;para o segundo ciclo&lt;br /&gt;As práticas educativas devem ser organizadas de maneira a garantir, progressivamente, que&lt;br /&gt;os alunos sejam capazes de:&lt;br /&gt;• compreender o sentido nas mensagens orais e escritas de que é&lt;br /&gt;destinatário direto ou indireto, desenvolvendo sensibilidade para reconhecer&lt;br /&gt;a intencionalidade implícita e conteúdos discriminatórios ou persuasivos,&lt;br /&gt;especialmente nas mensagens veiculadas pelos meios de comunicação;&lt;br /&gt;• ler autonomamente diferentes textos dos gêneros previstos para o ciclo,&lt;br /&gt;sabendo identificar aqueles que respondem às suas necessidades&lt;br /&gt;imediatas e selecionar estratégias adequadas para abordá-los;&lt;br /&gt;• utilizar a linguagem para expressar sentimentos, experiências e idéias,&lt;br /&gt;80&lt;br /&gt;acolhendo, interpretando e considerando os das outras pessoas e&lt;br /&gt;respeitando os diferentes modos de falar;&lt;br /&gt;• utilizar a linguagem oral com eficácia, começando a adequá-la a intenções&lt;br /&gt;e situações comunicativas que requeiram o domínio de registros formais,&lt;br /&gt;o planejamento prévio do discurso, a coerência na defesa de pontos de&lt;br /&gt;vista e na apresentação de argumentos e o uso de procedimentos de&lt;br /&gt;negociação de acordos necessários ou possíveis;&lt;br /&gt;• produzir textos escritos, coesos e coerentes, dentro dos gêneros&lt;br /&gt;previstos para o ciclo, ajustados a objetivos e leitores determinados;&lt;br /&gt;• escrever textos com domínio da separação em palavras, estabilidade de&lt;br /&gt;palavras de ortografia regular e de irregulares mais freqüentes na escrita&lt;br /&gt;e utilização de recursos do sistema de pontuação para dividir o texto em&lt;br /&gt;frases;&lt;br /&gt;• revisar seus próprios textos a partir de uma primeira versão e, com ajuda&lt;br /&gt;do professor, redigir as versões necessárias até considerá-lo suficientemente&lt;br /&gt;bem escrito para o momento.&lt;br /&gt;Desdobramento dos conteúdos de Língua&lt;br /&gt;Portuguesa para o segundo ciclo&lt;br /&gt;TRATAMENTO DIDÁTICO&lt;br /&gt;Nesse ciclo, espera-se que o aluno já tenha aprendido a escrever alfabeticamente e já realize&lt;br /&gt;atividades de leitura e de escrita com maior independência. Ter esse conhecimento construído&lt;br /&gt;possibilita que sua atenção se concentre mais em outras questões, do ponto de vista tanto notacional&lt;br /&gt;como discursivo. Espera-se que os alunos consigam utilizar autonomamente estratégias de leitura&lt;br /&gt;— decifrar, antecipar, inferir e verificar — e coordenar, mesmo que com ajuda, os diferentes&lt;br /&gt;papéis que precisam assumir ao produzir um texto: planejar, redigir rascunhos, revisar e cuidar da&lt;br /&gt;apresentação.&lt;br /&gt;No que se refere aos aspectos discursivos, amplia-se o trabalho realizado anteriormente e,&lt;br /&gt;pela inclusão de novos gêneros de textos, aprofunda-se o tratamento de conteúdos referentes à&lt;br /&gt;organização dos elementos específicos desses diferentes gêneros, do tipo de relação que se&lt;br /&gt;estabelece entre eles, dos recursos coesivos utilizados, léxico adequado, etc.&lt;br /&gt;As propostas de análise e reflexão sobre a língua já podem buscar, a partir desse ciclo, uma&lt;br /&gt;maior explicitação de regras de ortografia e acentuação e sistematização de conteúdos de natureza&lt;br /&gt;gramatical. É preciso ressaltar, porém, que os conteúdos desse bloco devem continuar sendo&lt;br /&gt;selecionados em função das necessidades apresentadas pelos alunos no processo de produção e&lt;br /&gt;compreensão de textos.&lt;br /&gt;De maneira geral, o segundo ciclo deve caracterizar-se por possibilitar ao aluno, de um lado,&lt;br /&gt;maior autonomia na realização de atividades que envolvam conteúdos desenvolvidos no ciclo&lt;br /&gt;anterior, e, de outro, por introduzir o trabalho com novos e diferentes aspectos relacionados aos&lt;br /&gt;usos e formas da língua. Nesse caso, o grau de autonomia na realização da atividade pode ainda ser&lt;br /&gt;pequeno, requerendo a colaboração de outros ou o monitoramento do professor.&lt;br /&gt;81&lt;br /&gt;CONTEÚDOS49&lt;br /&gt;Conteúdos gerais do ciclo&lt;br /&gt;VALORES, NORMAS E ATITUDES&lt;br /&gt;• Interesse por ouvir e manifestar sentimentos, experiências, idéias e&lt;br /&gt;opiniões.&lt;br /&gt;• Preocupação com a comunicação nos intercâmbios: fazer-se entender e&lt;br /&gt;procurar entender os outros.&lt;br /&gt;• Segurança na defesa de argumentos próprios e flexibilidade para modificálos,&lt;br /&gt;quando for o caso.&lt;br /&gt;• Respeito diante de colocações de outras pessoas, no que se refere tanto&lt;br /&gt;às idéias quanto ao modo de falar.&lt;br /&gt;• Valorização da cooperação como forma de dar qualidade aos intercâmbios&lt;br /&gt;comunicativos.&lt;br /&gt;• Reconhecimento do valor da língua escrita como meio de informação e&lt;br /&gt;transmissão da cultura.&lt;br /&gt;• Valorização da leitura como fonte de fruição estética e entretenimento.&lt;br /&gt;• Interesse, iniciativa e autonomia para ler, especialmente textos literários&lt;br /&gt;e informativos.&lt;br /&gt;• Interesse por compartilhar opiniões, idéias e preferências sobre leituras&lt;br /&gt;realizadas.&lt;br /&gt;• Interesse em tomar emprestado livros do acervo da classe e da biblioteca&lt;br /&gt;escolar.&lt;br /&gt;• Manuseio cuidadoso de livros e demais materiais escritos.&lt;br /&gt;• Interesse no uso e conhecimento das regras de utilização de bibliotecas,&lt;br /&gt;centros de documentação e redes de informação.&lt;br /&gt;• Sensibilidade para reconhecer e capacidade de questionar, com ajuda do&lt;br /&gt;professor, conteúdos discriminatórios, veiculados por intermédio da linguagem.&lt;br /&gt;• Atitude crítica diante de textos persuasivos dos quais é destinatário direto&lt;br /&gt;ou indireto.&lt;br /&gt;• Exigência de qualidade com relação às produções escritas próprias, no&lt;br /&gt;que se refere tanto aos aspectos textuais como à apresentação gráfica.&lt;br /&gt;• Interesse em explorar a dimensão estética da linguagem.&lt;br /&gt;• Respeito aos diferentes modos de falar.&lt;br /&gt;49. Ver observações realizadas no item Conteúdos, referente ao primeiro ciclo.&lt;br /&gt;82&lt;br /&gt;GÊNEROS DISCURSIVOS&lt;br /&gt;Gêneros adequados para o trabalho com a linguagem oral:&lt;br /&gt;• contos (de fadas, de assombração, etc.), mitos e lendas populares;&lt;br /&gt;• poemas, canções, quadrinhas, parlendas, adivinhas, trava-línguas,&lt;br /&gt;piadas, provérbios;&lt;br /&gt;• saudações, instruções, relatos;&lt;br /&gt;• entrevistas, debates, notícias, anúncios (via rádio e televisão);&lt;br /&gt;• seminários, palestras.&lt;br /&gt;Gêneros adequados para o trabalho com a linguagem escrita:&lt;br /&gt;• cartas (formais e informais), bilhetes, postais, cartões (de aniversário,&lt;br /&gt;de Natal, etc.), convites, diários (pessoais, da classe, de viagem,&lt;br /&gt;etc.); quadrinhos, textos de jornais, revistas e suplementos infantis:&lt;br /&gt;títulos, lides, notícias, resenhas, classificados, etc.;&lt;br /&gt;• anúncios, slogans, cartazes, folhetos;&lt;br /&gt;• parlendas, canções, poemas, quadrinhas, adivinhas, trava-línguas,&lt;br /&gt;piadas;&lt;br /&gt;• contos (de fadas, de assombração, etc.), mitos e lendas&lt;br /&gt;populares,folhetos de cordel, fábulas;&lt;br /&gt;• textos teatrais;&lt;br /&gt;• relatos históricos, textos de enciclopédia, verbetes de dicionário,&lt;br /&gt;textos expositivos de diferentes fontes (fascículos, revistas, livros&lt;br /&gt;de consulta, didáticos, etc.), textos expositivos de outras áreas e&lt;br /&gt;textos normativos, tais como estatutos, declarações de direitos, etc.&lt;br /&gt;Blocos de conteúdos&lt;br /&gt;Neste item encontram-se relacionados os conteúdos específicos de cada um dos blocos de&lt;br /&gt;conteúdos. São aqueles considerados fundamentais para que os alunos possam conquistar os&lt;br /&gt;objetivos propostos.&lt;br /&gt;LÍNGUA ORAL: USOS E FORMAS&lt;br /&gt;• Escuta ativa dos diferentes textos ouvidos em situações de comunicação&lt;br /&gt;direta ou mediada por telefone, rádio ou televisão: inferência sobre&lt;br /&gt;alguns elementos de intencionalidade implícita (sentido figurado, humor,&lt;br /&gt;83&lt;br /&gt;etc.), reconhecimento do significado contextual e do papel complementar&lt;br /&gt;de alguns elementos não-lingüísticos para conferir significação aos textos&lt;br /&gt;(gesto, postura corporal, expressão facial, tom de voz, entonação).&lt;br /&gt;• Utilização da linguagem oral em situações como as do primeiro&lt;br /&gt;ciclo, ampliando-as para outras que requeiram:&lt;br /&gt;• maior nível de formalidade no uso da linguagem;&lt;br /&gt;• preparação prévia;&lt;br /&gt;• manutenção de um ponto de vista ao longo da fala;&lt;br /&gt;• uso de procedimentos de negociação de acordos;&lt;br /&gt;• réplicas e tréplicas.&lt;br /&gt;• Utilizaçã de recursos eletrônicos (gravador e vídeo) para registrar&lt;br /&gt;situações de comunicação oral tanto para documentação como para análise.&lt;br /&gt;LÍNGUA ESCRITA: USOS E FORMAS&lt;br /&gt;Prática de leitura&lt;br /&gt;• Atribuição de sentido, coordenando texto e contexto.&lt;br /&gt;• Utilizaçã de indicadores para fazer antecipações e inferências em&lt;br /&gt;relação ao conteúdo (tipo de portador, características gráficas,&lt;br /&gt;conhecimento do gênero ou do estilo do autor, etc.) e à&lt;br /&gt;intencionalidade.&lt;br /&gt;• Emprego dos dados obtidos por intermédio da leitura para confirmação&lt;br /&gt;ou retificação das suposições de sentido feitas anteriormente.&lt;br /&gt;• Uso de recursos variados para resolver dúvidas na leitura: seguir lendo&lt;br /&gt;em busca de informação esclarecedora, deduzir do contexto, consultar&lt;br /&gt;dicionário, etc.&lt;br /&gt;• Utilização de diferentes modalidades de leitura adequadas a diferentes&lt;br /&gt;objetivos: ler para revisar, para obter informação rápida, etc.&lt;br /&gt;• Uso de acervos e bibliotecas:&lt;br /&gt;• busca de informações e consulta a fontes de diferentes tipos (jornais,&lt;br /&gt;revistas, enciclopédias, etc.), com orientação do professor;&lt;br /&gt;• leitura de livros na classe, na biblioteca e empréstimo de livros para&lt;br /&gt;leitura em casa;&lt;br /&gt;• socialização das experiências de leitura;&lt;br /&gt;• rastreamento da obra de escritores preferidos;&lt;br /&gt;• formação de critérios para selecionar leituras e desenvolvimento de&lt;br /&gt;padrões de gosto pessoal.&lt;br /&gt;84&lt;br /&gt;Prática de produção de texto&lt;br /&gt;• Produção de textos considerando o destinatário, a sua finalidade e as&lt;br /&gt;características do gênero.&lt;br /&gt;• Aspectos notacionais:&lt;br /&gt;• divisão do texto em frases por meio de recursos do sistema de&lt;br /&gt;pontuação: maiúscula inicial e ponto final (exclamação, interrogação&lt;br /&gt;e reticências); e reunião das frases em parágrafos;&lt;br /&gt;• separação, no texto, entre discurso direto e indireto e entre os turnos&lt;br /&gt;do diálogo, utilizando travessão e dois pontos, ou aspas;&lt;br /&gt;• indicação, por meio de vírgulas, das listas e enumerações no texto;&lt;br /&gt;• estabelecimento das regularidades ortográficas (inferência das regras,&lt;br /&gt;inclusive as da acentuação) e constatação de irregularidades (ausência&lt;br /&gt;de regras);&lt;br /&gt;• acentuação das palavras: regras gerais relacionadas à tonicidade.&lt;br /&gt;• Utilização de dicionário e outras fontes escritas para resolver dúvidas&lt;br /&gt;ortográficas.&lt;br /&gt;• Produção de textos utilizando estratégias de escrita: planejar o texto,&lt;br /&gt;redigir rascunhos, revisar e cuidar da apresentação.&lt;br /&gt;• Controle da legibilidade do escrito.&lt;br /&gt;• Aspectos discursivos:&lt;br /&gt;• organização das idéias de acordo com as características textuais de&lt;br /&gt;cada gênero;&lt;br /&gt;• utilização de recursos coesivos oferecidos pelo sistema de pontuação&lt;br /&gt;e pela introdução de conectivos mais adequados à linguagem escrita,&lt;br /&gt;expressões que marcam temporalidade e causalidade, substituições&lt;br /&gt;lexicais, manutenção do tempo verbal, etc.;&lt;br /&gt;• emprego de regência verbal e concordância verbal e nominal.&lt;br /&gt;• Utilização da escrita como recurso de estudo:&lt;br /&gt;• tomar notas a partir de exposição oral;&lt;br /&gt;• compor textos coerentes a partir de trechos oriundos de diferentes&lt;br /&gt;fontes;&lt;br /&gt;• fazer resumos.&lt;br /&gt;85&lt;br /&gt;ANÁLISE E REFLEXÃO SOBRE A LÍNGUA&lt;br /&gt;• Análise da qualidade da produção oral alheia e própria, reconhecendo&lt;br /&gt;progressivamente a relação entre as condições de produção e o texto&lt;br /&gt;decorrente (no que diz respeito tanto à linguagem como à organização&lt;br /&gt;do conteúdo).&lt;br /&gt;• Comparação entre diferentes registros utilizados em diferentes situações&lt;br /&gt;comunicativas.&lt;br /&gt;• Análise dos sentidos atribuídos a um texto nas diferentes leituras&lt;br /&gt;individuais e discussão dos elementos do texto que validem ou não essas&lt;br /&gt;diferentes atribuições de sentido.&lt;br /&gt;• Revisão do próprio texto:&lt;br /&gt;• durante o processo de redação, relendo cada parte escrita, verificando&lt;br /&gt;a articulação com o já escrito e planejando o que falta escrever;&lt;br /&gt;• depois de produzida uma primeira versão, trabalhando sobre o rascunho&lt;br /&gt;para aprimorá-lo, considerando as seguintes questões: adequação ao&lt;br /&gt;gênero, coerência e coesão textual, pontuação, paginação e ortografia.&lt;br /&gt;• Exploração das possibilidades e recursos da linguagem que&lt;br /&gt;se usa para escrever, a partir da observação e análise de&lt;br /&gt;textos especialmente bem escritos.&lt;br /&gt;• Análise de regularidades da escrita:&lt;br /&gt;• derivação de regras ortográficas;&lt;br /&gt;• concordância verbal e nominal (e outros aspectos que se mostrem&lt;br /&gt;necessários a partir das dificuldades de redação);&lt;br /&gt;• relações entre acentuação e tonicidade: regras de acentuação.&lt;br /&gt;Critérios de avaliação de&lt;br /&gt;Língua Portuguesa para o segundo ciclo&lt;br /&gt;• Narrar histórias conhecidas e relatos de acontecimentos, mantendo o encadeamento&lt;br /&gt;dos fatos e sua seqüência cronológica, de maneira autônoma&lt;br /&gt;Espera-se que o aluno reconte oralmente histórias que já ouviu ou leu, bem como&lt;br /&gt;acontecimentos dos quais participou, ou cujo relato ouviu ou leu, procurando manter a ordem&lt;br /&gt;temporal dos fatos e o tipo de relação existente entre eles. Ao recontar, deve demonstrar esforços&lt;br /&gt;de adequação do registro utilizado à situação de comunicação na qual está inserido o reconto, bem&lt;br /&gt;como realizar essa atividade de maneira autônoma.&lt;br /&gt;• Demonstrar compreensão de textos ouvidos por meio de resumo das idéias&lt;br /&gt;Espera-se que o aluno realize, oralmente ou por escrito, resumos de textos ouvidos, de&lt;br /&gt;forma que sejam preservadas as idéias principais.&lt;br /&gt;86&lt;br /&gt;• Coordenar estratégias de decodificação com as de antecipação, inferência e&lt;br /&gt;verificação, utilizando procedimentos simples para resolver dúvidas na compreensão&lt;br /&gt;Espera-se que o aluno, ao realizar uma leitura, não se limite à decodificação: que utilize&lt;br /&gt;coordenadamente procedimentos necessários para a compreensão do texto. Assim, se ele antecipou&lt;br /&gt;ou inferiu uma informação, é necessário que busque no texto, pela decodificação, por exemplo,&lt;br /&gt;pistas que confirmem ou não a antecipação ou a inferência realizada.&lt;br /&gt;• Utilizar a leitura para alcançar diferentes objetivos: ler para estudar, ler para revisar,&lt;br /&gt;ler para escrever&lt;br /&gt;Espera-se que o aluno seja capaz de ajustar sua leitura a diferentes objetivos utilizando os&lt;br /&gt;procedimentos adequados a cada situação.&lt;br /&gt;• Escrever textos com pontuação e ortografia convencional, ainda que com falhas,&lt;br /&gt;utilizando alguns recursos do sistema de pontuação&lt;br /&gt;Espera-se que o aluno já demonstre conhecimento de regularidades ortográficas e saiba&lt;br /&gt;utilizar o dicionário e outras fontes impressas para resolver as dúvidas relacionadas às irregularidades.&lt;br /&gt;Espera-se também que demonstre conhecimento sobre o sistema de pontuação, segmentando o&lt;br /&gt;texto em frases, pontuando diálogos, etc.&lt;br /&gt;• Produzir textos escritos, considerando características do gênero, utilizando recursos&lt;br /&gt;coesivos básicos&lt;br /&gt;Espera-se que o aluno produza textos respeitando as características próprias de cada gênero,&lt;br /&gt;no que se refere tanto aos aspectos discursivos quanto às características gráfico-espaciais (paginação),&lt;br /&gt;utilizando os recursos coesivos básicos (nexos e pontuação) e apropriados.&lt;br /&gt;• Revisar os próprios textos com o objetivo de aprimorá-los&lt;br /&gt;Espera-se que o aluno, tanto enquanto produz textos quanto após terminar a sua escrita,&lt;br /&gt;volte a eles, procurando aprimorá-los e dar-lhes uma melhor qualidade.&lt;br /&gt;• Escrever textos considerando o leitor&lt;br /&gt;Espera-se que o aluno desenvolva procedimentos que levem em conta as restrições que se&lt;br /&gt;colocam para o escritor pelo fato de o leitor de seu texto não estar presente fisicamente no momento&lt;br /&gt;de sua produção, quer seja esse leitor determinado (uma pessoa em específico) ou não.&lt;br /&gt;87&lt;br /&gt;BIBLIOGRAFIA&lt;br /&gt;ALMEIDA, N. M. Gramática metódica da língua portuguesa. 39. ed. São Paulo: Saraiva, 1994.&lt;br /&gt;BAKHTIN, M. Marxismo e filosofia da linguagem. São Paulo: Hucitec, 1990.&lt;br /&gt;__________. Estética da criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992.&lt;br /&gt;BRONCKART, J.-P. Le fonctionnement des discours: un modèle psychologique et une méthode d’analyse.&lt;br /&gt;Neuchatel-Paris: Delachaux &amp;amp; Niestlé, 1985.&lt;br /&gt;CAGLIARI, L. C. Alfabetização e lingüística. São Paulo: Scipione, 1990.&lt;br /&gt;CÂMARA Jr., J. M. Manual de expressão oral e escrita. Petrópolis: Vozes, 1983.&lt;br /&gt;CHARTIER, A. M. e HEBRARD, J. Lire, écrire, entrer dans le monde de l’écrit. Paris: Hartier, 1991.&lt;br /&gt;CHIAPPINI, L. e CITELLI, A. (coord.). Aprender e ensinar com textos não escolares. São Paulo:&lt;br /&gt;Marca d’Água, 1995.&lt;br /&gt;CHIAPPINI, L. (coord. geral) e GERALDI, J. W. (coord.). Aprender e ensinar com textos dos alunos.&lt;br /&gt;São Paulo: Marca d’Água, 1995.&lt;br /&gt;CHIAPPINI, L., NAGAMINE, H. e MICHELETTI, G. (coords.). Aprender e ensinar com textos&lt;br /&gt;didáticos e paradidáticos. São Paulo: Marca d’Água, 1995.&lt;br /&gt;COLL, C. Aprendizagem escolar e construção do conhecimento. Porto Alegre: Artes Médicas, 1994.&lt;br /&gt;COOK-GUMPERSZ, J. (org.). A construção social da alfabetização. Porto Alegre: Artes Médicas,&lt;br /&gt;1991.&lt;br /&gt;DANIELS, H. Vygotsky em foco: pressupostos e desdobramentos. São Paulo: Papirus, 1994.&lt;br /&gt;DUBOIS, J. et alii. Dicionário de lingüística. São Paulo: Cultrix, 1973.&lt;br /&gt;DUCROT, O. e TODOROV, T. Dicionário enciclopédico das ciências da linguagem. São Paulo:&lt;br /&gt;Perspectiva, 1988.&lt;br /&gt;FARACO, C. A. Escrita e alfabetização. São Paulo: Contexto, 1994.&lt;br /&gt;FERREIRO, E. e TEBEROSKY, A. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas,&lt;br /&gt;1985.&lt;br /&gt;__________. Reflexões sobre alfabetização. São Paulo: Cortez, 1985.&lt;br /&gt;__________ (org.). Os filhos do analfabetismo. Porto Alegre: Artes Médicas, 1990.&lt;br /&gt;FERREIRO, E., TEBEROSKY, A. e PALÁCIO, M. G. Os processos de leitura e escrita: novas&lt;br /&gt;perspectivas. Porto Alegre: Artes Médicas, 1987.&lt;br /&gt;FOUCAMBERT, J. Por uma política de leiturização... De 2 a 12 anos. L’école liberatrice, 1992.&lt;br /&gt;FREIRE, P. A pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1978.&lt;br /&gt;FRYE, N. Anatomia da crítica. São Paulo: Cultrix, 1973.&lt;br /&gt;GALLART, I. S. El placer de leer. Revista Latino-Americana de Lectura. Lectura y vida, Buenos&lt;br /&gt;Aires (Argentina), v. 16, n. 3, set. 1995.&lt;br /&gt;GALVES, C., ORLANDI, E. e OTONI, P. (orgs.). O texto: escrita e leitura. Campinas: Pontes,&lt;br /&gt;1988.&lt;br /&gt;GERALDI, J. W. (org.). O texto na sala de aula: leitura e produção. 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A coerência textual. Sentido e compreensão do texto. Fatores de coerência textual. Tipologia&lt;br /&gt;de textos: 2o grau e vestibular. São Paulo: Contexto, 1991.&lt;br /&gt;__________. Lingüística textual: introdução. São Paulo: Cortez, 1994.&lt;br /&gt;KOCH, I. V. e TRAVAGLIA, L. C. Texto e coerência. São Paulo: Cortez, 1989.&lt;br /&gt;LAJOLO, M. e ZILBERMAN, R. Literatura infantil brasileira: história &amp;amp; histórias. 4. ed. São&lt;br /&gt;Paulo: Ática, 1988.&lt;br /&gt;LEMLE, M. Guia teórico do alfabetizador. 3. ed. São Paulo: Ática, 1988.&lt;br /&gt;LEMOS, C. T. G. Redações no vestibular: algumas estratégias. Cadernos de Pesquisa, Fundação&lt;br /&gt;Carlos Chagas. São Paulo, v. 23, pp. 61-71, dez. 1977.&lt;br /&gt;LERNER, D. ¿Es posible leer en la escuela? Paper da conferência proferida no 2o Congresso Nacional&lt;br /&gt;de Leitura, Bogotá, maio de 1995.&lt;br /&gt;LERNER, D. e PIZANI, A. P. El aprendizage de la lengua escrita en la escuela. 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A. e MARQUES, M. L.&lt;br /&gt;Alfabetização hoje. São Paulo: Cortez, 1994.&lt;br /&gt;__________. Adultos não alfabetizados. O avesso do avesso. Campinas: Pontes, 1988.&lt;br /&gt;TOLCHINSKY, L. Lo práctico, lo científico y lo literario: tres componentes de la noción de&lt;br /&gt;“alfabetismo”. Comunicación, Lenguaje y Educación, v. 6, pp. 53-62, 1990.&lt;br /&gt;TOLCHINSKY, L. e TEBEROSKY, A. (eds.). Más allá de la alfabetización. Infancia y Aprendizaje,&lt;br /&gt;Madri, 1992 (no extraordinário).&lt;br /&gt;WEISZ, T. Por trás das letras. São Paulo: FDE, 1992 (4 vídeos didáticos e um livro).&lt;br /&gt;__________. As contribuições da psicogênese da língua escrita e algumas reflexões sobre a prática&lt;br /&gt;educativa de alfabetização. In: SÃO PAULO (Estado), Secretaria da Educação, CENP. Ciclo&lt;br /&gt;básico em jornada única: uma nova concepção de trabalho pedagógico. São Paulo: FDE, 1988.&lt;br /&gt;WELLS, G. Condiciones para una alfabetización total. Cuadernos de Pedagogía, 1991.&lt;br /&gt;ZUMTHOR, P. A letra e a voz. São Paulo: Companhia das Letras, 1993.&lt;br /&gt;90&lt;br /&gt;91&lt;br /&gt;FICHA TÉCNICA&lt;br /&gt;Coordenação&lt;br /&gt;Ana Rosa Abreu, Maria Cristina Ribeiro Pereira, Maria Tereza Perez Soares, Neide Nogueira.&lt;br /&gt;Elaboração&lt;br /&gt;Aloma Fernandes Carvalho, Ana Amélia Inoue, Ana Rosa Abreu, Antonia Terra, Célia M. Carolino&lt;br /&gt;Pires, Circe Bittencourt, Cláudia R. Aratangy, Flávia I. Schilling, Karen Muller, Kátia L. Bräkling,&lt;br /&gt;Marcelo Barros da Silva, Maria Amábile Mansutti, Maria Cecília Condeixa, Maria Cristina Ribeiro&lt;br /&gt;Pereira, Maria F. R. Fusari, Maria Heloisa C.T. Ferraz, Maria Isabel I. Soncini, Maria Tereza&lt;br /&gt;Perez Soares, Marina Valadão, Neide Nogueira, Paulo Eduardo Dias de Melo, Regina Machado,&lt;br /&gt;Ricardo Breim, Rosaura A. Soligo, Rosa Iavelberg, Rosely Fischmann, Silvia M. Pompéia, Sueli A.&lt;br /&gt;Furlan, Telma Weisz, Thereza C. H. Cury, Yara Sayão, Yves de La Taille.&lt;br /&gt;Consultoria&lt;br /&gt;César Coll&lt;br /&gt;Délia Lerner de Zunino&lt;br /&gt;Assessoria&lt;br /&gt;Adilson O. Citelli, Alice Pierson, Ana M. Espinosa, Ana Teberosky, Artur Gomes de Morais,&lt;br /&gt;Guaraciaba Micheletti, Helena H. Nagamine Brandão, Hermelino M. Neder, Iveta M. B. Ávila&lt;br /&gt;Fernandes, Jean Hébrard, João Batista Freire, João C. Palma, José Carlos Libâneo, Ligia Chiappini,&lt;br /&gt;Lino de Macedo, Lúcia L. Browne Rego, Luis Carlos Menezes, Osvaldo Luiz Ferraz, Yves de La&lt;br /&gt;Taille e os 700 pareceristas - professores de universidades e especialistas de todo o País, que&lt;br /&gt;contribuíram com críticas e sugestões valiosas para o enriquecimento dos PCN.&lt;br /&gt;Projeto gráfico&lt;br /&gt;Vitor Nozek&lt;br /&gt;Revisão e Copydesk&lt;br /&gt;Cecilia Shizue Fujita dos Reis e Lilian Jenkino.&lt;br /&gt;92&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-7889239297792224167?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/7889239297792224167/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=7889239297792224167&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/7889239297792224167'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/7889239297792224167'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2012/02/pcn-portugues.html' title='PCN - Português'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-420020232415244824</id><published>2012-02-05T10:41:00.001-02:00</published><updated>2012-02-05T10:43:31.887-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Letais tentativas de Bancar o Herói'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Alberto Brandão Pires'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Letais Tentativas de Bancar o Herói</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.clubedeautores.com.br/book/118903--LETAIS_TENTATIVAS_DE_BANCAR_O_HEROI"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 356px; height: 524px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-JRfeutG1sLY/TyiaNsaKdaI/AAAAAAAABBQ/xYHbedYJHbo/s400/LETAIS%2BFRENBTE.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703978488114607522" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Capa: Gustave Doré, O Interesse em Luta com o Amor.&lt;br /&gt;Composto em 12 de fevereiro de 2010.&lt;br /&gt;1ª edição - Selo Colina - Santa Mariana - PR - 2012.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;- Por que você acha que ninguém tentou ser um super-herói antes?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;- Oh, eu sei lá. Porque isso é impossível?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;- Colocar uma máscara e ajudar as pessoas não é impossível.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;- Não, mas é loucura. Alguns caras só iriam te ferrar todo. Você não pode fazer coisas assim na vida real.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;-  Mas você pensaria que com todos esses caras falando sobre isso on-line  todos os dias, pelo menos um iria tentar. Não é todo mundo que chega a  ser uma estrela do rock, mas isso não impede das pessoas comprarem  guitarras.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;- Estrelas do rock ganham milhões de dólares. Super-heróis não ganham nada, espertão.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;- Tudo tem de ser sobre dinheiro? Cristo, cara. Por que as pessoas querem ser Paris Hilton e ninguém quer ser o Homem-Aranha?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Mas eu estava certo e o mundo real pareceu incrivelmente sem sentido.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Por  que treinar para um trabalho o qual você reclama todos os dias? Isso  faz mais sentido do que seguir os seus sonhos e talvez fazer um pouco o  bem ao mesmo tempo?&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Eu não queria ser um advogado ou gerente de banco ou uma droga de fritador de hambúrgueres.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Nós só conseguimos uma vida e eu queria que a minha fosse excitante...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;A  primeira vez que eu me olhei no espelho do quarto, eu percebi quão  profunda a marca das revistas em quadrinhos tinha sido. Não é preciso  ter um trauma para te fazer usar máscara.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Não  é preciso que seus pais sejam assassinados... Ou raios cósmicos ou  anéis de poder... Só precisa da perfeita combinação de solidão e  desespero.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mark Millar – Kick Ass&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Observação &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou  sentado aqui no século XXI, e quando vi a menina, lá na casinha do  outro lado da rua, girando aquele negócio para torrar o café, pensei que  ela estava antes do século XX, pensei que era mais pobre e meditativa,  ou mais rica que eu, pelos mesmos motivos.&lt;br /&gt;Mas ela tem contas a pagar  este neste século, por isso se descuida pouco de tudo, é responsável e  calada. Todos de sua casinha falam pouco. Eu acho.&lt;br /&gt;Mas ela sentadinha  daquele jeito, presa a sua falta de beleza e de qualquer atrativo  feminino, não me parece uma forma contemporânea, salvo pelas roupas,  parece uma conformada forma pré-feminismo, escravizada a falta de um que  fazer mais produtivo para si e para o mundo, além de seu trabalho  naquela empresa quente e insensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Verão de 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Sumário&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/Voar"&gt;Voar&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/Super%20For%C3%A7a%20Super%20Velocidade"&gt;Super Força, Super Velocidade&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/Controlar%20o%20Clima%20Viajar%20no%20Tempo%20Ler%20a%20Mente"&gt;Controlar o Clima, Viajar no Tempo, Ler a Mente&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/Imortalidade"&gt;Imortalidade&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.clubedeautores.com.br/book/118903--LETAIS_TENTATIVAS_DE_BANCAR_O_HEROI"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 229px; height: 337px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-rQX_t4Rj_h4/TyibBZAqzKI/AAAAAAAABBY/6JEtR1Kg1Ew/s400/LETAIS%2BFRENBTE.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5703979376260598946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-420020232415244824?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/420020232415244824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=420020232415244824&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/420020232415244824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/420020232415244824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2012/02/letais-tentativas-de-bancar-o-heroi.html' title='Letais Tentativas de Bancar o Herói'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-JRfeutG1sLY/TyiaNsaKdaI/AAAAAAAABBQ/xYHbedYJHbo/s72-c/LETAIS%2BFRENBTE.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-5630805022030881654</id><published>2012-02-05T10:39:00.002-02:00</published><updated>2012-02-05T10:45:02.904-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Alberto Brandão Pires'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Manda Manda'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>MANDA MANDA</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://www.clubedeautores.com.br/book/117909--MANDA_MANDA"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 287px; height: 406px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ECPaLZBvazY/TxU2IsZ_KtI/AAAAAAAABAg/z1tiWzc2yCM/s400/Manda%2BManda%2B-%2BEst%25C3%25B3rias%2Bque%2Bterminam%2Bay%2Bayay%2Bayay.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698520426494241490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Inspiração pras menininhas: Ellen Cristina.&lt;br /&gt;Inspiração pra todo o resto: Antonio Vitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... à minha mãe, ao meu pai e a você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;“-  Sim, “terias sido” - anuiu Liêvin, tristemente. - É um desses homens de  quem se pode dizer que não foram feitos para este mundo.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br style="font-style: italic;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;- Ainda temos muitos dias diante de nós. Vamos dormir - disse Kitty, depois de consultar o minúsculo relógio.”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tolstói - Ana Karênina&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;Sumário&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/Chupa%20Chupan%C3%A7a"&gt;Chupa Chupança&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/A%20Vaca%20o%20Gato%20e%20a%20Galinha"&gt;A Vaca, o Gato e a Galinha&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/O%20Drag%C3%A3o%20o%20Homem%20e%20a%20Menininha"&gt;O Dragão, o Homem e a Menininha&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/O%20Cachorro%20e%20a%20Menininha"&gt;O Cachorro e a Menininha&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/Manda%20Manda"&gt;Manda Manda&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/O%20Ladr%C3%A3o"&gt;O Ladrão&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/A%20M%C3%A3e%20e%20a%20Maria"&gt;A Mãe e a Maria&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/Os%20Tr%C3%AAs%20o%20Pai%20a%20M%C3%A3e%20e%20o%20Filho"&gt;Os Três: o Pai, a Mãe e o Filho&lt;/a&gt;;&lt;br /&gt;- &lt;a href="http://antologiajabp.blogspot.com/search/label/M%C3%A3ozinha"&gt;Mãozinha&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-5630805022030881654?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/5630805022030881654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=5630805022030881654&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/5630805022030881654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/5630805022030881654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2012/02/manda-manda.html' title='MANDA MANDA'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ECPaLZBvazY/TxU2IsZ_KtI/AAAAAAAABAg/z1tiWzc2yCM/s72-c/Manda%2BManda%2B-%2BEst%25C3%25B3rias%2Bque%2Bterminam%2Bay%2Bayay%2Bayay.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-7210440411648144441</id><published>2012-01-17T14:56:00.003-02:00</published><updated>2012-01-17T16:15:24.283-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Samuel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Davi e Golias'/><title type='text'>O CRISTIANISMO TENTOU CRIAR UM DAVI FRANZINO, MAS ELE NÃO ERA UM FRACO APOCALÍPTICO</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;I Samuel 17, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;34 &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;"Mas David insistiu: Quando  estou a tomar conta das ovelhas do meu pai, se me aparece um leão ou um  urso para me roubar um animal do rebanho, corro atrás dele com uma  tranca e tiro-lhe o cordeiro da boca. Se ele se volta contra mim,  agarro-o pelas mandíbulas e despedaço-o, até morrer. Fiz isto já, tanto  com ursos como com leões; certamente que poderei fazer o mesmo em  relação a esse pagão filisteu que teve a ousadia de desafiar os  exércitos do Deus vivo! O Senhor, que me salvou dos dentes das feras,  salvar-me-á também deste filisteu!Saul por fim consentiu: Está bem, vai  lá então, e que o Senhor seja contigo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-g1OIBoXvkJc/TxWog741lAI/AAAAAAAABA4/IhidJlQ5UuA/s1600/davi%2Be%2Bgolias%2Bticiano.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 397px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-g1OIBoXvkJc/TxWog741lAI/AAAAAAAABA4/IhidJlQ5UuA/s400/davi%2Be%2Bgolias%2Bticiano.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5698646187292595202" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt;Meu, o piá detonava leão pela juba e acabava com urso na unha! Imagina uma pedrada de um caboco desse! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt;  Agora, se ele era assim, e se todos tavam descrentes, imagina o tamanho  de todos os outros, que não eram pastores, mas guerreiros! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt; Agora... pra todo mundo estar com tanto medo assim do Golias, é que ele deveria ser meio gigantesco mesmo! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt;  Essas coisas acontecem! É o acaso. Por acaso ele, um gigante, nasceu  num ambiente belicoso, e conseguiu se sobressair, provavelmente matando.  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt; Em outro contexto seria simplesmente um freak.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt; Isso me  lembra o que o meu professor de Educação Física lá de Jataizinho, o  Romualdo, sempre dizia, que depois que inventaram o revólver acabou o  negócio de homem forte, homem rápido. A bala bate, chateia e mata; sejam  Davizões ou Goliazinhos, levou bala no meio da cara, já era.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span jsid="text" class="commentBody"&gt;  Acho que a pedrada do futuro Rei Davi eram mais fortes que estilingadas.  Sinto dó do Golias porque me lembro do episódio em que Dom Quixote leva  umas pedradas pra cara e perde os dentes. Episódio que lhe facultou o  epiteto, O Cavaleiro da Triste Figura (coisa do Sancho); pelo menos ele  morreu e não amargou as lambadas da derrota.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-7210440411648144441?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/7210440411648144441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=7210440411648144441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/7210440411648144441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/7210440411648144441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2012/01/o-cristianismo-tentou-criar-um-davi.html' title='O CRISTIANISMO TENTOU CRIAR UM DAVI FRANZINO, MAS ELE NÃO ERA UM FRACO APOCALÍPTICO'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-g1OIBoXvkJc/TxWog741lAI/AAAAAAAABA4/IhidJlQ5UuA/s72-c/davi%2Be%2Bgolias%2Bticiano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-8997884480895624225</id><published>2012-01-08T03:59:00.009-02:00</published><updated>2012-02-05T10:47:54.168-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Samurai Jack'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desenho'/><title type='text'>Samurai Jack - Dublado - 3GP</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ofereço o Samurai Jack em 3GP, pra turma poder assistir nos celulares, o texto abaixo mais a lista são da Wikipédia. Minha intenção é completar essa lista com links pra quem quiser ter, conforme eu for mandando pra nuvem, eu vou registrando e repostando esta publicação. Ah! Tava me esquecendo, é tudo dublado, porque no celular é foda legenda! Quem puder ler QR, baixe direto no celular.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-2bYl79CJ4rg/Twk13BBbrFI/AAAAAAAAA94/mrjqwxt7OnI/s1600/Samurai_Jack_by_Dd4RrI3n.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 346px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2bYl79CJ4rg/Twk13BBbrFI/AAAAAAAAA94/mrjqwxt7OnI/s400/Samurai_Jack_by_Dd4RrI3n.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5695142423070223442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Samurai Jack é uma série de desenho animado estadunidense que foi criada por Genndy Tartakovsky (criador de O Laboratório de Dexter) e exibida pelo Cartoon Network do ano 2001 até 2004.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-8997884480895624225?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/8997884480895624225/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=8997884480895624225&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/8997884480895624225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/8997884480895624225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2012/01/samurai-jack-dublado-3gp.html' title='Samurai Jack - Dublado - 3GP'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2bYl79CJ4rg/Twk13BBbrFI/AAAAAAAAA94/mrjqwxt7OnI/s72-c/Samurai_Jack_by_Dd4RrI3n.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-1360584628822772260</id><published>2011-12-10T19:00:00.012-02:00</published><updated>2012-02-05T10:48:56.343-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Árido Movie'/><title type='text'>Árido Movie</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-FVXZHQt433Q/TuPJuLJfymI/AAAAAAAAA8Y/RDxK2Al277A/s1600/%25C3%2581rido%2BMovie%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 230px; height: 230px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-FVXZHQt433Q/TuPJuLJfymI/AAAAAAAAA8Y/RDxK2Al277A/s400/%25C3%2581rido%2BMovie%2B2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684608949775485538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Texto:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Wikipédia&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Imagens:&lt;/span&gt; Google&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Vídeo:&lt;/span&gt; Já sabe, né!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;   O roteiro do filme foi reescrito seis vezes até chegar à sua versão final.&lt;/span&gt;   &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;As locações do filme aconteceram em Pernambuco.&lt;br /&gt;Árido Movie foi o segundo filme dirigido por Lírio Ferreira; o primeiro foi Baile Perfumado, de 1997.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Grande Prêmio Cinema Brasil: Recebeu doze indicações, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Ator (José Dumont), Melhor Ator Coadjuvante (Selton Mello e Aramis Trindade), Melhor Atriz Coadjuvante (Mariana Lima), Melhor Roteiro Original, Melhor Figurino, Melhor Trilha Sonora, Melhor Direção de Arte, Melhor Fotografia e Melhor Som.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ZC1W7CmfezI/TuPJoGOHs1I/AAAAAAAAA8M/ZXEsarr4piI/s1600/%25C3%2581rido%2BMovie%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 399px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ZC1W7CmfezI/TuPJoGOHs1I/AAAAAAAAA8M/ZXEsarr4piI/s400/%25C3%2581rido%2BMovie%2B2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684608845373485906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/RNzH8hxGBaQ?rel=0" allowfullscreen="" frameborder="0" height="360" width="480"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-MDzh4OP8Akg/TuPJfj_MQAI/AAAAAAAAA8A/Up4J-gGkzOI/s1600/%25C3%2581rido%2BMovie%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-MDzh4OP8Akg/TuPJfj_MQAI/AAAAAAAAA8A/Up4J-gGkzOI/s400/%25C3%2581rido%2BMovie%2B2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684608698745110530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;Cine PE - Festival de Pernambuco: Ganhou seis prêmios, nas categorias de Melhor Filme, Melhor Diretor,  Melhor Ator Coadjuvante (Selton Mello), Melhor Fotografia, Melhor Edição  e Prêmio da Crítica.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ueEgnmA33xU/TuPJZX9moHI/AAAAAAAAA70/lSFDr1Klu5U/s1600/%25C3%2581rido%2BMovie%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 259px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ueEgnmA33xU/TuPJZX9moHI/AAAAAAAAA70/lSFDr1Klu5U/s400/%25C3%2581rido%2BMovie%2B2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684608592438009970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Festival de Cinema Brasileiro de Miami: Ganhou o prêmio Lente de Cristal na categoria de Melhor Diretor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-nSIaIKuTGe8/TuPJPNP_chI/AAAAAAAAA7o/uKmkDcryz78/s1600/%25C3%2581rido%2BMovie%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 191px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-nSIaIKuTGe8/TuPJPNP_chI/AAAAAAAAA7o/uKmkDcryz78/s400/%25C3%2581rido%2BMovie%2B2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5684608417763652114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; color: rgb(204, 204, 204);"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eles estão numa roça de maconha, entre pézinhos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-1360584628822772260?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/1360584628822772260/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=1360584628822772260&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/1360584628822772260'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/1360584628822772260'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/12/arido-movie.html' title='Árido Movie'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-FVXZHQt433Q/TuPJuLJfymI/AAAAAAAAA8Y/RDxK2Al277A/s72-c/%25C3%2581rido%2BMovie%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-1107419908169922279</id><published>2011-11-15T12:07:00.004-02:00</published><updated>2011-11-22T02:57:34.815-02:00</updated><title type='text'>Aliya</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-ezWmZ7ffFfw/TsJztytR-qI/AAAAAAAAA7U/FcadNAIRquM/s1600/african%2Belephant%2Bfemale%2Bali%25C3%25A1%2Baliya.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-ezWmZ7ffFfw/TsJztytR-qI/AAAAAAAAA7U/FcadNAIRquM/s400/african%2Belephant%2Bfemale%2Bali%25C3%25A1%2Baliya.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5675225710983248546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;aliá&lt;/span&gt; &lt;span style="color: rgb(255, 0, 0);font-size:85%;" &gt;s.f.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1609 cf. Dalg)&lt;/span&gt; &lt;span style="font-style: italic;"&gt;ÁS&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Sri Lanka&lt;/span&gt;) fêmea do elefante; aleá. ETIM Dalg. refere-se que em cing. há diversos nomes para 'elefante' e que, em Sri Lanka, nenhuma fêmea tem presa e raro são os machos que os apresentam: "Os port., que já conheciam na Índia o animal com dentes e lhe davam o nome europeu com o seu gênero próprio, ouvindo que os indígenas (no Ceilão) chamavam comumente &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aliya&lt;/span&gt; ao seu paquiderme, entenderam que tal era a denominação específica de 'todo o (sic) elefante sem dente, quer seja macho quer fêmea'...; var. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aleá&lt;/span&gt;. HOM &lt;span style="font-style: italic;"&gt;aliás&lt;/span&gt; (pl.). PAR &lt;span style="font-style: italic;"&gt;alia&lt;/span&gt; (fl.aliar) e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;álea&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Antônio Houaiss&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa&lt;/span&gt;, 1ª edição, Objetiva, RJ, 2001.)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-1107419908169922279?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/1107419908169922279/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=1107419908169922279&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/1107419908169922279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/1107419908169922279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/11/aliya.html' title='Aliya'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-ezWmZ7ffFfw/TsJztytR-qI/AAAAAAAAA7U/FcadNAIRquM/s72-c/african%2Belephant%2Bfemale%2Bali%25C3%25A1%2Baliya.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-8704191001394056433</id><published>2011-11-03T18:53:00.038-02:00</published><updated>2011-11-11T01:47:33.941-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Música'/><title type='text'>Música</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pois é! Percebi, só agora, essa lacuna, não havia nada que pudesse ser marcado como música.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;E... posto que o rock and roll seja a minha perdição, e não... enfim. Não vou fazer apologia ao rock and roll... por enquanto...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou sugerir, se é que é possível que alguém ainda não conheça, o site &lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/"&gt;P.Q.P. Bach&lt;/a&gt;. Ali tem muito acerca de música erudita, mas não como esses blogs de merda não! É um lugar de gente que manja de verdade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 500px; height: 71px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-a7drX3ihKTc/TrPYj6RHdVI/AAAAAAAAA7I/Q8gSbRsEFVI/s400/pqp%2Bbach.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5671114467237655890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O Pensador Selvagem escrevem verdadeiras crônicas onde normalmente consta uma resenhazinha desafinada e copiada de algum lugar como a Wikipédia. Eles são, além de cultos, criativos e originais.&lt;br /&gt;Além disso, e melhor que tudo, eles disponibilizam este acervo (perdão pelo exagero da coluna, mas é preciso provar, pros argumentos terem valor, senão vão pensar que é apenas um bloguinho de merda, desses que ficam apenas sugerindo outras casas):&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Adam (2)&lt;br /&gt;Adams (3)&lt;br /&gt;Adès (1)&lt;br /&gt;África (1)&lt;br /&gt;Agostinho (2)&lt;br /&gt;Ahle (1)&lt;br /&gt;Airas de Santiago (1)&lt;br /&gt;Aires Fernandez (2)&lt;br /&gt;Akpabot (1)&lt;br /&gt;Albéniz (7)&lt;br /&gt;Albinoni (6)&lt;br /&gt;Albrechtsberger (1)&lt;br /&gt;Albrici (1)&lt;br /&gt;Alfonso I (1)&lt;br /&gt;Alfonso X (El Sabio) (2)&lt;br /&gt;Alfvén (1)&lt;br /&gt;Ali-Zadeh (1)&lt;br /&gt;Almeida Prado (9)&lt;br /&gt;Alonso Lobo (3)&lt;br /&gt;Alonso Torices (1)&lt;br /&gt;Alves (1)&lt;br /&gt;Amaral Vieira (11)&lt;br /&gt;Anacleto de Medeiros (1)&lt;br /&gt;André da Silva Gomes (9)&lt;br /&gt;Andrew Lloyd Weber (2)&lt;br /&gt;Antheil (1)&lt;br /&gt;Antill (1)&lt;br /&gt;António Carreira (2)&lt;br /&gt;Antonio da Silva Leite (2)&lt;br /&gt;Antonio dos Santos Cunha (2)&lt;br /&gt;Antonio Durán dela Motta (1)&lt;br /&gt;Antonio José da Silva (1)&lt;br /&gt;Antônio José de Almeida (1)&lt;br /&gt;Antonio José do Rego (1)&lt;br /&gt;Antônio José Madureira (1)&lt;br /&gt;Antonio Leal Moreira (3)&lt;br /&gt;Antonio Lopez (1)&lt;br /&gt;António Teixeira (2)&lt;br /&gt;Antunes (2)&lt;br /&gt;Araia (1)&lt;br /&gt;Arbeau (1)&lt;br /&gt;Archilei (1)&lt;br /&gt;Arensky (3)&lt;br /&gt;Ariosti (1)&lt;br /&gt;Arne (3)&lt;br /&gt;Arnold (2)&lt;br /&gt;Attaignant (1)&lt;br /&gt;Auber (2)&lt;br /&gt;Auric (1)&lt;br /&gt;Avison (1)&lt;br /&gt;Azzaiolo (1)&lt;br /&gt;Bacarisse (2)&lt;br /&gt;Bach, C. P. E. (19)&lt;br /&gt;Bach, G. C. (1)&lt;br /&gt;Bach, H. (1)&lt;br /&gt;Bach, J. C. (4)&lt;br /&gt;Bach, J. C. F. (1)&lt;br /&gt;Bach, J. M. (2)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/bach-j-s/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 289px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-krzNSg4MQjI/TrMGL2X1_oI/AAAAAAAAA2M/S29dhKz27E4/s400/j%2Bsebastian%2Bbach.jpeg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670883156433436290" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;  Bach, J. S. (252)&lt;br /&gt;Bach, W. F. (9)&lt;br /&gt;Bacheler (1)&lt;br /&gt;Baden Powell (1)&lt;br /&gt;Balaio de gatos (19)&lt;br /&gt;Balbastre (1)&lt;br /&gt;Baltzar (1)&lt;br /&gt;Banchieri (3)&lt;br /&gt;Banda/trilha sonora (4)&lt;br /&gt;Barber (9)&lt;br /&gt;Bardet - René (1)&lt;br /&gt;Bardi (1)&lt;br /&gt;Barnabé (1)&lt;br /&gt;Bartók (51)&lt;br /&gt;Bartolomeo Trosylho (1)&lt;br /&gt;Bassano (2)&lt;br /&gt;Bauer (2)&lt;br /&gt;Beck (1)&lt;br /&gt;Becker (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/beethoven/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 272px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-6FYLQWEiz2Y/TrMGwgC4dgI/AAAAAAAAA2Y/S8klaRUFuTg/s400/beethoven-06.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670883786095097346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; Beethoven (126)&lt;br /&gt;Beghetto (1)&lt;br /&gt;Bellini (2)&lt;br /&gt;Benda (1)&lt;br /&gt;Bento Pereira (1)&lt;br /&gt;Bentoiu (1)&lt;br /&gt;Berg (7)&lt;br /&gt;Bergmann (1)&lt;br /&gt;Berio (2)&lt;br /&gt;Berlioz (5)&lt;br /&gt;Bernard (1)&lt;br /&gt;Bernardo José de Sousa Queiroz (2)&lt;br /&gt;Bernart Sicart Marjevols (1)&lt;br /&gt;Bernstein (13)&lt;br /&gt;Berwald (2)&lt;br /&gt;Biato (1)&lt;br /&gt;Biber (3)&lt;br /&gt;Bingen (1)&lt;br /&gt;Bizet (6)&lt;br /&gt;Bjørnstad (1)&lt;br /&gt;Bloch (1)&lt;br /&gt;Blow (1)&lt;br /&gt;Boccherini (8)&lt;br /&gt;Bocchino, Alceo (1)&lt;br /&gt;Boehm (2)&lt;br /&gt;Boesset (1)&lt;br /&gt;Boguslaw Schaeffer (1)&lt;br /&gt;Boieldieu (1)&lt;br /&gt;Borges (1)&lt;br /&gt;Borodin (3)&lt;br /&gt;Boulanger (1)&lt;br /&gt;Boulez (3)&lt;br /&gt;Bovicelli (1)&lt;br /&gt;Braga Santos (2)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/brahms/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-SvOwI5_TVpo/TrMHfXyF6-I/AAAAAAAAA2k/amFr9xmIFvk/s400/Johannes-Brahms-Seated-In-001.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670884591331044322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Brahms (93)&lt;br /&gt;Brasílio Itiberê (1)&lt;br /&gt;Brasílio Itiberê II (1)&lt;br /&gt;Britten (6)&lt;br /&gt;Broughton (1)&lt;br /&gt;Brouwer (1)&lt;br /&gt;Bruch (5)&lt;br /&gt;Bruckner (32)&lt;br /&gt;Bruna (1)&lt;br /&gt;Bryars (3)&lt;br /&gt;Bull (1)&lt;br /&gt;Busoni (2)&lt;br /&gt;Büsser (1)&lt;br /&gt;Buxtehude (10)&lt;br /&gt;Byrd (3)&lt;br /&gt;C. G. de Moura (1)&lt;br /&gt;Cabaniles (1)&lt;br /&gt;Cabezon (2)&lt;br /&gt;Caccini (4)&lt;br /&gt;Cadeu de Oliveira (1)&lt;br /&gt;Cage (5)&lt;br /&gt;Caldara (4)&lt;br /&gt;Calimerio Soares (1)&lt;br /&gt;Camargo Guarnieri (14)&lt;br /&gt;Cambrai (1)&lt;br /&gt;Campra (3)&lt;br /&gt;Cândido Ignácio da Silva (2)&lt;br /&gt;Candinho (1)&lt;br /&gt;Canhoto da Paraíba (1)&lt;br /&gt;Capiba (1)&lt;br /&gt;Carbonelli (1)&lt;br /&gt;Cardoso (1)&lt;br /&gt;Carissimi (2)&lt;br /&gt;Carlos Alberto Pinto Fonseca (1)&lt;br /&gt;Carlos Coelho (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/gomes/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 311px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-hUYBP5NTFU8/TrMIJOalhMI/AAAAAAAAA2w/TTvUjcpKCMU/s400/AntonioCarlosGomes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670885310371038402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Carlos Gomes (9)&lt;br /&gt;Caroubel (1)&lt;br /&gt;Carreño (1)&lt;br /&gt;Carter (2)&lt;br /&gt;Castellanos (1)&lt;br /&gt;Castelnuovo-Tedesco (1)&lt;br /&gt;Cato (1)&lt;br /&gt;Cavalieri (1)&lt;br /&gt;Cavalli (2)&lt;br /&gt;Cebrián (1)&lt;br /&gt;Celso Vitta (1)&lt;br /&gt;Cervo (1)&lt;br /&gt;Cesti (2)&lt;br /&gt;Chabrier (3)&lt;br /&gt;Chambonnières (1)&lt;br /&gt;Charpentier (4)&lt;br /&gt;Chausson (2)&lt;br /&gt;Chávez (1)&lt;br /&gt;Cherubini (1)&lt;br /&gt;Chevalier de Meude-Mompass (1)&lt;br /&gt;Chevalier de Saint-George - Joseph Bologne (4)&lt;br /&gt;Chopin (43)&lt;br /&gt;Cicchelli (1)&lt;br /&gt;Cima (1)&lt;br /&gt;Clementi (1)&lt;br /&gt;Clint Mansell (1)&lt;br /&gt;Clóvis Pereira (4)&lt;br /&gt;Coelho de Souza (1)&lt;br /&gt;Coleção Grandes Compositores (15)&lt;br /&gt;Coleridge-Taylor (1)&lt;br /&gt;Concertos (4)&lt;br /&gt;Confrey (1)&lt;br /&gt;Copland (8)&lt;br /&gt;Coprario (2)&lt;br /&gt;Corea (2)&lt;br /&gt;Corelli (7)&lt;br /&gt;Corghi (1)&lt;br /&gt;Corigliano (1)&lt;br /&gt;Corradini (1)&lt;br /&gt;Corrêa de Oliveira, Willy (1)&lt;br /&gt;Corrette (2)&lt;br /&gt;Costeley (1)&lt;br /&gt;Couperin (8)&lt;br /&gt;Cramer (1)&lt;br /&gt;Crecquillon (1)&lt;br /&gt;Crossover (2)&lt;br /&gt;Crowl (7)&lt;br /&gt;Cruce (1)&lt;br /&gt;Crumb (2)&lt;br /&gt;Cussy de Almeida (4)&lt;br /&gt;d'Amiens (1)&lt;br /&gt;d'Arras (1)&lt;br /&gt;D'Astorga (1)&lt;br /&gt;d'India (1)&lt;br /&gt;D. Pedro I (3)&lt;br /&gt;da Rore (1)&lt;br /&gt;Dall'Abaco (1)&lt;br /&gt;Danilo Guanais (1)&lt;br /&gt;Datas (1)&lt;br /&gt;Daugherty (1)&lt;br /&gt;David Perez (1)&lt;br /&gt;de Falla (10)&lt;br /&gt;de la Halle (1)&lt;br /&gt;de Lalande (1)&lt;br /&gt;de Portugal (1)&lt;br /&gt;de Vitry (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/debussy/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 254px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-IiiUzGemzNo/TrMIq2TwIlI/AAAAAAAAA28/3qHuu5pJz4k/s400/Debussy_at_piano.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670885888015475282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Debussy (22)&lt;br /&gt;Deddos (1)&lt;br /&gt;Delibes (3)&lt;br /&gt;Demantius (1)&lt;br /&gt;des Près, Josquin (2)&lt;br /&gt;Despond (1)&lt;br /&gt;Desprez (3)&lt;br /&gt;di Roma (1)&lt;br /&gt;Diego José de Salazar (2)&lt;br /&gt;Dirié (1)&lt;br /&gt;Doina Rotaru (2)&lt;br /&gt;Dom Dinis (1)&lt;br /&gt;Dom Pedro de Cristo (2)&lt;br /&gt;Domingos Caldas Barbosa (4)&lt;br /&gt;Donizetti (1)&lt;br /&gt;Dowland (4)&lt;br /&gt;Duarte Lobo (5)&lt;br /&gt;Dufay (3)&lt;br /&gt;Dukas (1)&lt;br /&gt;Duphly (2)&lt;br /&gt;Durante (3)&lt;br /&gt;Durón (1)&lt;br /&gt;Dutillieux (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/dvorak/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 254px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-gIzeQ1YVnfA/TrMJI-l6UkI/AAAAAAAAA3I/g2QB2HrPpZ8/s400/Anton%25C3%25ADn-Dvor%25C3%25A1k-1882.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670886405635199554" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dvorak (27)&lt;br /&gt;Dwyer (1)&lt;br /&gt;D`Anglebert (2)&lt;br /&gt;Egberto Gismonti (1)&lt;br /&gt;Eleutério Feliciano de Sena (1)&lt;br /&gt;Elgar (9)&lt;br /&gt;Eli-Eri Moura (5)&lt;br /&gt;Elias Álvares Lobo (1)&lt;br /&gt;Emílio Soares de Gouveia Horta Jr (2)&lt;br /&gt;En passant (1)&lt;br /&gt;Encina (3)&lt;br /&gt;Enescu (4)&lt;br /&gt;Entrevistas (4)&lt;br /&gt;Ernani Aguiar (3)&lt;br /&gt;Estéban Salas (1)&lt;br /&gt;Estêvão de Brito (1)&lt;br /&gt;Estévez (1)&lt;br /&gt;F. Sor (1)&lt;br /&gt;Falcão (1)&lt;br /&gt;Família Bach (4)&lt;br /&gt;Fantini (1)&lt;br /&gt;Farnaby (1)&lt;br /&gt;Fasch (8)&lt;br /&gt;Fauré (7)&lt;br /&gt;Feldman (1)&lt;br /&gt;Fernandes de Santiago (1)&lt;br /&gt;Ferreira Coutinho (1)&lt;br /&gt;Fetler (1)&lt;br /&gt;Filipe de Magalhães (3)&lt;br /&gt;Filmes (1)&lt;br /&gt;Fischer (2)&lt;br /&gt;Flausino Vale (1)&lt;br /&gt;Flecha (1)&lt;br /&gt;Florêncio José Ferreira Coutinho (1)&lt;br /&gt;Fontana (2)&lt;br /&gt;Françaix (2)&lt;br /&gt;Francisco António de Almeida (2)&lt;br /&gt;Francisco Braga (1)&lt;br /&gt;Francisco da Luz Pinto (1)&lt;br /&gt;Francisco de Melo Rodrigues (1)&lt;br /&gt;Francisco de Paula Ferreira (1)&lt;br /&gt;Francisco de Paula Miranda (1)&lt;br /&gt;Francisco Gomes da Rocha (6)&lt;br /&gt;Francisco Guerrero (2)&lt;br /&gt;Francisco Hernández (1)&lt;br /&gt;Francisco Lópes Capillas (1)&lt;br /&gt;Francisco Manuel da Silva (4)&lt;br /&gt;Francisco Martins (atrib.) (1)&lt;br /&gt;Francisco Xavier Bachixa (1)&lt;br /&gt;Francisco Xavier Baptista (1)&lt;br /&gt;Franck, César (11)&lt;br /&gt;Franck, Melchior (1)&lt;br /&gt;Frank, Renée Devrainne (1)&lt;br /&gt;Fray Esteban Ponce de León (1)&lt;br /&gt;Fray Geronimo Gonzalez (1)&lt;br /&gt;Fray Vicente Ortíz de Zarate (1)&lt;br /&gt;Frei Jesuino do Monte Carmelo (3)&lt;br /&gt;Frei Manuel Cardoso (6)&lt;br /&gt;Freitas Branco (1)&lt;br /&gt;Frescobaldi (4)&lt;br /&gt;Froberger (1)&lt;br /&gt;Frutuoso de Matos Couto (1)&lt;br /&gt;Fux (2)&lt;br /&gt;G. Verdi (2)&lt;br /&gt;Gabriel Fernandes da Trindade (2)&lt;br /&gt;Gabrieli (2)&lt;br /&gt;Galuppi (1)&lt;br /&gt;García (1)&lt;br /&gt;Gaspar Fernandes (5)&lt;br /&gt;Gaultier (1)&lt;br /&gt;Geminiani (1)&lt;br /&gt;Genzmer (1)&lt;br /&gt;Gershwin (9)&lt;br /&gt;Gervaise (1)&lt;br /&gt;Gesualdo (1)&lt;br /&gt;Giacomelli (1)&lt;br /&gt;Gibbons (3)&lt;br /&gt;Gilberto Gil (1)&lt;br /&gt;Ginastera (5)&lt;br /&gt;Giordani (3)&lt;br /&gt;Giuliani (1)&lt;br /&gt;Glass (5)&lt;br /&gt;Glauco Velásquez (1)&lt;br /&gt;Glazunov (9)&lt;br /&gt;Glière (1)&lt;br /&gt;Glinka (5)&lt;br /&gt;Gluck (4)&lt;br /&gt;Gnattali (5)&lt;br /&gt;Górecki (3)&lt;br /&gt;Gottschalk (3)&lt;br /&gt;Gould (1)&lt;br /&gt;Granados (2)&lt;br /&gt;Graun (3)&lt;br /&gt;Gregório Resende (1)&lt;br /&gt;Grieg (7)&lt;br /&gt;Grigny (1)&lt;br /&gt;Grofé (1)&lt;br /&gt;Gubaidulina (2)&lt;br /&gt;Guerra-Peixe (3)&lt;br /&gt;Guerreiro (1)&lt;br /&gt;Guigue (1)&lt;br /&gt;Guilhade (1)&lt;br /&gt;Guilhelm Figueira (1)&lt;br /&gt;Gurdjieff (1)&lt;br /&gt;Gutierre Fernández Hidalgo (1)&lt;br /&gt;Halévy (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/handel/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 339px; height: 400px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-cWz-hlpkMRw/TrMJmgEPDlI/AAAAAAAAA3U/_pFGndIyatU/s400/Georg_Friedrich_H%25C3%25A4ndel.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670886912836963922" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Handel (61)&lt;br /&gt;Harden (1)&lt;br /&gt;Harmonia Mundi - 50 anos (22)&lt;br /&gt;Harmonia Mundi - Sacred Music (30)&lt;br /&gt;Hasse (3)&lt;br /&gt;Hassler (2)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/haydn-f-j/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 225px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-jqMm8aQP9Os/TrMJ_ZSQF4I/AAAAAAAAA3k/rwsc1aVX0Ag/s400/joseph_Haydn_-_Fan_Art.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670887340513433474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Haydn, F. J. (52)&lt;br /&gt;Heinichen (2)&lt;br /&gt;Heliodoro de Paiva (1)&lt;br /&gt;Helma Haller (1)&lt;br /&gt;Hely (1)&lt;br /&gt;Henrique Alves de Mesquita (2)&lt;br /&gt;Henrique de Curitiba (4)&lt;br /&gt;Henrique Oswald (3)&lt;br /&gt;Henry VIII (1)&lt;br /&gt;Henze (1)&lt;br /&gt;Heredia (1)&lt;br /&gt;Hermeto Pascoal (1)&lt;br /&gt;Hernando Franco (2)&lt;br /&gt;Herold (1)&lt;br /&gt;Hildegard (1)&lt;br /&gt;Hindemith (6)&lt;br /&gt;Holborne (2)&lt;br /&gt;Holst (2)&lt;br /&gt;Homilius (1)&lt;br /&gt;Hong (1)&lt;br /&gt;Hummel (2)&lt;br /&gt;Ibert (2)&lt;br /&gt;Ignacio Parreiras Neves (7)&lt;br /&gt;Ioachimescu (1)&lt;br /&gt;Isaac (1)&lt;br /&gt;Isidoro Assumpção (1)&lt;br /&gt;Ives (4)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/janacek/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 217px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-qzXuAKyGPgQ/TrMM0-IZlHI/AAAAAAAAA3w/3sxnDEEodxc/s400/janacek.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670890459960546418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Janáček (13)&lt;br /&gt;Janequin (2)&lt;br /&gt;Jannequin (1)&lt;br /&gt;Jarbas Maciel (1)&lt;br /&gt;Jazz (170)&lt;br /&gt;Jenkins (2)&lt;br /&gt;Jerônimo de Souza (1)&lt;br /&gt;Jerônimo de Souza Lobo (2)&lt;br /&gt;Jerônimo de Souza Queiróz (2)&lt;br /&gt;Joachim (1)&lt;br /&gt;João de Araújo Silva (1)&lt;br /&gt;João de Sousa Carvalho (6)&lt;br /&gt;João Domingos Bomtempo (1)&lt;br /&gt;João Lourenço Rebelo (1)&lt;br /&gt;João Rodrigues Esteves (3)&lt;br /&gt;Joaquim de Paula Sousa "Bonsucesso" (3)&lt;br /&gt;Joaquim Manoel (1)&lt;br /&gt;Joaquim Manuel Gago da Camara (3)&lt;br /&gt;Johann Strauss I (1)&lt;br /&gt;Johann Strauss II (1)&lt;br /&gt;John Williams (1)&lt;br /&gt;Johnson (2)&lt;br /&gt;Jones (1)&lt;br /&gt;Joplin (2)&lt;br /&gt;Jorge Armando (1)&lt;br /&gt;José Alves Portugal (4)&lt;br /&gt;José António Carlos de Seixas (4)&lt;br /&gt;José Cascante (3)&lt;br /&gt;José de Orejón y Aparicio (1)&lt;br /&gt;José Francisco Velásquez (1)&lt;br /&gt;José Gomes Veloso (1)&lt;br /&gt;José Joaquim da Paixão (1)&lt;br /&gt;José Joaquim de Souza Negrão (3)&lt;br /&gt;José Joaquim dos Santos (2)&lt;br /&gt;José R. D. de Meirelez (2)&lt;br /&gt;José Totti (1)&lt;br /&gt;Joze de Mesquita (1)&lt;br /&gt;Juan de Araujo (6)&lt;br /&gt;Juan de Herrera (2)&lt;br /&gt;Juan de la Vega Bastón (1)&lt;br /&gt;Juan de Lienas (1)&lt;br /&gt;Juan del Encina (1)&lt;br /&gt;Juan García de Zéspedes (2)&lt;br /&gt;Juan Gutiérrez de Padilla (2)&lt;br /&gt;Juan Mathías de los Reyes (1)&lt;br /&gt;Juan Pérez de Bocanegra (2)&lt;br /&gt;Kachaturian (7)&lt;br /&gt;Kagel (1)&lt;br /&gt;Kalinnikov (1)&lt;br /&gt;Kaplan (1)&lt;br /&gt;Karaindrou (2)&lt;br /&gt;Keiser (1)&lt;br /&gt;Kempis (2)&lt;br /&gt;Ketèlbey (1)&lt;br /&gt;Khumalo (1)&lt;br /&gt;Kilar (2)&lt;br /&gt;Kirchoff (1)&lt;br /&gt;Kitsch (1)&lt;br /&gt;Kodály (4)&lt;br /&gt;Koechlin (1)&lt;br /&gt;Krieger, Edino (7)&lt;br /&gt;Krieger, Johann Philipp (1)&lt;br /&gt;Kuhnau (2)&lt;br /&gt;Lalo (1)&lt;br /&gt;Lalo Schifrin (1)&lt;br /&gt;Lambert (1)&lt;br /&gt;Larsson (1)&lt;br /&gt;Lassus (3)&lt;br /&gt;Lawes (1)&lt;br /&gt;Le Roux (2)&lt;br /&gt;Leal Moreira (1)&lt;br /&gt;Léhar (1)&lt;br /&gt;Leitores (1)&lt;br /&gt;Leo (2)&lt;br /&gt;Leonin (1)&lt;br /&gt;Leopoldo I (1)&lt;br /&gt;Lerescu (2)&lt;br /&gt;Liadov (1)&lt;br /&gt;Lieberson (1)&lt;br /&gt;Ligeti (8)&lt;br /&gt;Lindberg (1)&lt;br /&gt;Linley (1)&lt;br /&gt;Liszt (21)&lt;br /&gt;Lloyd (1)&lt;br /&gt;Lobo (1)&lt;br /&gt;Lobo de Mesquita, José Joaquim Emerico (25)&lt;br /&gt;Locatelli (3)&lt;br /&gt;Locke (1)&lt;br /&gt;Lópes-Graça (1)&lt;br /&gt;Lorenzo Fernandez (1)&lt;br /&gt;Lotti (2)&lt;br /&gt;Luetkeman (1)&lt;br /&gt;Luis Álvares Pinto (8)&lt;br /&gt;Luiz Gonzaga (1)&lt;br /&gt;Luiz Inácio Pereira (1)&lt;br /&gt;Lully (6)&lt;br /&gt;Lupo (1)&lt;br /&gt;Lutoslawski (6)&lt;br /&gt;Macedo Ribeiro (1)&lt;br /&gt;Machault (3)&lt;br /&gt;Mahle, Ernst (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/mahler/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 351px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-oDddVOliWBE/TrMNQX7wg6I/AAAAAAAAA38/AL5SPd1W1ic/s400/Gustav_Mahler_1909.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670890930743313314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mahler (51)&lt;br /&gt;Malmsteen (1)&lt;br /&gt;Malvezzi (1)&lt;br /&gt;Mangione (1)&lt;br /&gt;Mangoré (1)&lt;br /&gt;Manoel Dias de Oliveira (17)&lt;br /&gt;Manoel Joaquim Moreira (1)&lt;br /&gt;Manoel Julião da Silva Ramos (1)&lt;br /&gt;Mansurian (1)&lt;br /&gt;Manuel A. de Medeiros Senra (1)&lt;br /&gt;Manuel da Fonseca (1)&lt;br /&gt;Manuel de Sumaya (2)&lt;br /&gt;Manuel José Gomes (1)&lt;br /&gt;Marais (3)&lt;br /&gt;Marbé (1)&lt;br /&gt;Marcello (5)&lt;br /&gt;Marchand (1)&lt;br /&gt;Marcílio de Oliveira Filho (1)&lt;br /&gt;Marco Antônio Guimarães (1)&lt;br /&gt;Marcos Coelho Neto (3)&lt;br /&gt;Marcos dos Passos (1)&lt;br /&gt;Marcos Portugal (8)&lt;br /&gt;Marenzio (2)&lt;br /&gt;Marini (2)&lt;br /&gt;Marlui Miranda (2)&lt;br /&gt;Márquez (3)&lt;br /&gt;Marta (1)&lt;br /&gt;Martiniano Ribeiro Bastos (1)&lt;br /&gt;Martinu (4)&lt;br /&gt;Massenet (1)&lt;br /&gt;Mastropiero (3)&lt;br /&gt;Matías Durango de los Arcos (1)&lt;br /&gt;Mayr (1)&lt;br /&gt;McCartney (3)&lt;br /&gt;Meder (1)&lt;br /&gt;Medtner (1)&lt;br /&gt;Méhul (2)&lt;br /&gt;Melchior (1)&lt;br /&gt;Melo (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/mendelssohn/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 250px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Ba6kEo41K34/TrMNoGinVBI/AAAAAAAAA4I/7JBmE-woVNQ/s400/felix-mendelssohn_1214744c.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670891338391311378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mendelssohn (28)&lt;br /&gt;Mendes, Gilberto (3)&lt;br /&gt;Merula (2)&lt;br /&gt;Messiaen (6)&lt;br /&gt;Mignone (3)&lt;br /&gt;Miguel Teodoro Ferreira (2)&lt;br /&gt;Mikheyeva (1)&lt;br /&gt;Milano (1)&lt;br /&gt;Milhaud (6)&lt;br /&gt;Mitterer (1)&lt;br /&gt;Moderne (1)&lt;br /&gt;Molter (1)&lt;br /&gt;Moncayo (1)&lt;br /&gt;Mondonville (1)&lt;br /&gt;Monn (1)&lt;br /&gt;Monteverdi (6)&lt;br /&gt;Monti (1)&lt;br /&gt;Morales (1)&lt;br /&gt;Morley (2)&lt;br /&gt;Morricone (1)&lt;br /&gt;Mossurunga, Bento (1)&lt;br /&gt;Mouret (1)&lt;br /&gt;Mozart, Franz Xaver (2)&lt;br /&gt;Mozart, Leopold (3)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/mozart-wolfgang-amadeus/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 300px; height: 230px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-3SuP_JBG_BY/TrMOFx00EEI/AAAAAAAAA4U/mpwovDXHnf0/s400/mozart.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670891848226574402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mozart, Wolfgang Amadeus (95)&lt;br /&gt;Mozetich (1)&lt;br /&gt;Muffat (4)&lt;br /&gt;Muro das Lamentações (1)&lt;br /&gt;Música armorial (9)&lt;br /&gt;Música Cipriota (1)&lt;br /&gt;Música Colonial da América Hispânica (16)&lt;br /&gt;Música Colonial e Imperial Brasileira (98)&lt;br /&gt;Música Contemporânea (16)&lt;br /&gt;Música do Renascimento (5)&lt;br /&gt;Música do séc. XVIII - Portugal (12)&lt;br /&gt;Música Medieval (2)&lt;br /&gt;Música Polifônica Ibérica (12)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/mussorgsky/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 262px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Hbbo6MEREL4/TrMOcFppWRI/AAAAAAAAA4g/YgSTKJ3sVc8/s400/Mussorgsky.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670892231505565970" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mussorgsky (15)&lt;br /&gt;Myslivecek (1)&lt;br /&gt;Nancarrow (1)&lt;br /&gt;Narvaez (1)&lt;br /&gt;Narvez (1)&lt;br /&gt;Nazareth (3)&lt;br /&gt;Nemescu (1)&lt;br /&gt;Nepomuceno (5)&lt;br /&gt;Neruda; Krtitel Jiri (1)&lt;br /&gt;Neto (1)&lt;br /&gt;Neukomm, Sigismund (7)&lt;br /&gt;Nicola Fargo (1)&lt;br /&gt;Niculescu (3)&lt;br /&gt;Nielsen (6)&lt;br /&gt;Nobre (8)&lt;br /&gt;Nono (2)&lt;br /&gt;Nyman (2)&lt;br /&gt;O'Leary (1)&lt;br /&gt;Obituário (4)&lt;br /&gt;Obrecht (1)&lt;br /&gt;Ohana (1)&lt;br /&gt;Olafur (1)&lt;br /&gt;Olga Neuwirth (1)&lt;br /&gt;Onofre (2)&lt;br /&gt;Orff (2)&lt;br /&gt;Ortiz (1)&lt;br /&gt;Pachelbel (5)&lt;br /&gt;Pacini (1)&lt;br /&gt;Padilha (1)&lt;br /&gt;Padre Caetano de Melo Jesus (atrib.) (2)&lt;br /&gt;Padre João de Deus de Castro Lobo (10)&lt;br /&gt;Padre José Maria Xavier (4)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/padre-jose-mauricio-nunes-garcia/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 289px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Xc_UZ3UKXzM/TrMO-nNkOuI/AAAAAAAAA4s/HCc4cBbZJ_o/s400/Jos%25C3%25A9MNunesGarcia.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670892824630147810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Padre José Maurício Nunes Garcia (46)&lt;br /&gt;Padre Manuel Rodrigues Coelho (3)&lt;br /&gt;Padre Theodoro Cyro de Souza (1)&lt;br /&gt;Paganini (6)&lt;br /&gt;Paisiello (2)&lt;br /&gt;Palestras (1)&lt;br /&gt;Palestrina (2)&lt;br /&gt;Parabosco (1)&lt;br /&gt;Parisotti (2)&lt;br /&gt;Pärt (3)&lt;br /&gt;Partituras (5)&lt;br /&gt;Pasquini (1)&lt;br /&gt;Paul Patterson (1)&lt;br /&gt;Paulinyi (1)&lt;br /&gt;Paumann (1)&lt;br /&gt;Pauxy Gentil Nunes (1)&lt;br /&gt;Pedro de Araujo (1)&lt;br /&gt;Pedro de Escobar (1)&lt;br /&gt;Pedro de San Lorenzo (1)&lt;br /&gt;Pedro Teixeira de Seixas (1)&lt;br /&gt;Pèire Bremon Ricas Novas (1)&lt;br /&gt;Pèire Cardenal (1)&lt;br /&gt;Penalva, José (Padre) (2)&lt;br /&gt;Penderecki (8)&lt;br /&gt;Pepping (1)&lt;br /&gt;Pergolesi (7)&lt;br /&gt;Peri (1)&lt;br /&gt;Perotin (3)&lt;br /&gt;Perrichon (1)&lt;br /&gt;Persiani (2)&lt;br /&gt;Peterson-Berger (1)&lt;br /&gt;Pezel (1)&lt;br /&gt;Phalèse (2)&lt;br /&gt;Philidor (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/piazzolla/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 281px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-klk8AHWz5oQ/TrMPdmg-kJI/AAAAAAAAA44/tL0b_C50vhU/s400/Astor_Piazzolla.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670893357019074706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Piazzolla (15)&lt;br /&gt;Picchi (1)&lt;br /&gt;Piccinini (1)&lt;br /&gt;Pietro Terziani (1)&lt;br /&gt;Pipó (1)&lt;br /&gt;Pisendel (3)&lt;br /&gt;Pitombeira (2)&lt;br /&gt;Pixinguinha (1)&lt;br /&gt;Poglietti (1)&lt;br /&gt;Pokorný (1)&lt;br /&gt;Ponce (2)&lt;br /&gt;Ponchielli (1)&lt;br /&gt;Porpora (1)&lt;br /&gt;Poulenc (12)&lt;br /&gt;Praetorius (2)&lt;br /&gt;Preisner (2)&lt;br /&gt;Prêmios e Sorteios (9)&lt;br /&gt;Presciliano Silva (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/prokofiev/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 383px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-dlprcVvi2-E/TrMP0EQPU3I/AAAAAAAAA5E/ZbfRG8K35Uc/s400/Sergei_Prokofiev_03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670893742959055730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Prokofiev (29)&lt;br /&gt;Promoções (8)&lt;br /&gt;Puccini (3)&lt;br /&gt;Punto; Giovanni (1)&lt;br /&gt;Purcell (13)&lt;br /&gt;Quantz (3)&lt;br /&gt;Quiz rápido (1)&lt;br /&gt;Rachmaninov (16)&lt;br /&gt;Rafael Antonio Castellanos (1)&lt;br /&gt;Rameau (9)&lt;br /&gt;Ramirez (2)&lt;br /&gt;Rautavaara (2)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/ravel/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 285px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-40sy3nCZ6gI/TrMQMd5nLUI/AAAAAAAAA5Q/mF7yFZWYJWU/s400/Maurice_Ravel2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670894162160332098" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ravel (25)&lt;br /&gt;Ré (1)&lt;br /&gt;Rebel (1)&lt;br /&gt;Reed (2)&lt;br /&gt;Rei D. João IV (1)&lt;br /&gt;Reich (4)&lt;br /&gt;Reincken (1)&lt;br /&gt;Respighi (2)&lt;br /&gt;Revueltas (2)&lt;br /&gt;Rezende (2)&lt;br /&gt;Rheinberger (1)&lt;br /&gt;Ribbas (1)&lt;br /&gt;Ribela (1)&lt;br /&gt;Riccio (1)&lt;br /&gt;Rihm (2)&lt;br /&gt;Riley (1)&lt;br /&gt;Rimsky-Korsakov (10)&lt;br /&gt;Ripper (1)&lt;br /&gt;Rita Lee (1)&lt;br /&gt;Rocha (1)&lt;br /&gt;Rodrigo (4)&lt;br /&gt;Romero (2)&lt;br /&gt;Ronaldo Miranda (2)&lt;br /&gt;Roque Ceruti (3)&lt;br /&gt;Rosenmuller (2)&lt;br /&gt;Rosetti (1)&lt;br /&gt;Rossi (1)&lt;br /&gt;Rossini (8)&lt;br /&gt;Rota (1)&lt;br /&gt;Rouse (1)&lt;br /&gt;Roussel (2)&lt;br /&gt;Royer (2)&lt;br /&gt;Rubbra (1)&lt;br /&gt;Rugeles (1)&lt;br /&gt;Saariaho (1)&lt;br /&gt;SaGrama (1)&lt;br /&gt;Saint-Saëns (11)&lt;br /&gt;Salieri (4)&lt;br /&gt;Salmanov (1)&lt;br /&gt;Sammartini (2)&lt;br /&gt;Santoro (1)&lt;br /&gt;Sanz. G. (1)&lt;br /&gt;Sarasate (2)&lt;br /&gt;Satie (7)&lt;br /&gt;Saverio Mercadante (1)&lt;br /&gt;Scarlatti, Alessandro (5)&lt;br /&gt;Scarlatti, Domenico (7)&lt;br /&gt;Schaia, Wolf (1)&lt;br /&gt;Scheidemann (1)&lt;br /&gt;Scheidt (1)&lt;br /&gt;Schein (3)&lt;br /&gt;Schmelzer (1)&lt;br /&gt;Schnittke (9)&lt;br /&gt;Schobert (1)&lt;br /&gt;Schoenberg (16)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/schubert/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 278px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-VOj_7Qba5EU/TrMQoGFXnzI/AAAAAAAAA5c/fJcGCG769G0/s400/Schubert.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670894636803530546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Schubert (47)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/schumann/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 300px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-UqWakHFsklA/TrMRSVJE_DI/AAAAAAAAA5o/pagQJ4ocPlQ/s400/220px-Schumann-photo1850.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670895362400123954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Schumann (27)&lt;br /&gt;Schumann Clara Wieck (1)&lt;br /&gt;Schütz (6)&lt;br /&gt;Scriabin (5)&lt;br /&gt;Sebastián Durón (1)&lt;br /&gt;Selma y Salaverde (1)&lt;br /&gt;Sem categoria (7)&lt;br /&gt;Senfl (1)&lt;br /&gt;Shankar (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/shostakovich/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 311px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ROAVmpRcTOo/TrMRkWU5K8I/AAAAAAAAA50/6GPuMsomjLw/s400/Shostakovich-Dmitri-102.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670895671955762114" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Shostakovich (77)&lt;br /&gt;Sibelius (22)&lt;br /&gt;Silverman (1)&lt;br /&gt;Silvestrov (3)&lt;br /&gt;Simpson (1)&lt;br /&gt;Sivuca (2)&lt;br /&gt;Smetana (3)&lt;br /&gt;Sola (1)&lt;br /&gt;Soler (1)&lt;br /&gt;Souza Carvalho (2)&lt;br /&gt;Souza Lobo (1)&lt;br /&gt;Spohr (1)&lt;br /&gt;Stamitz; Carl (1)&lt;br /&gt;Stamitz; Johann (1)&lt;br /&gt;Steinberg (1)&lt;br /&gt;Stockhausen (4)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yOHuq98qhKU/TrMV__gxJfI/AAAAAAAAA68/K8y3NQRSSAw/s1600/richard-strauss.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 316px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-yOHuq98qhKU/TrMV__gxJfI/AAAAAAAAA68/K8y3NQRSSAw/s400/richard-strauss.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670900544914400754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Strauss, Richard (10)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/stravinsky/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 215px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-gbIMnvipfks/TrMR4eyRKPI/AAAAAAAAA6A/zYOl2svVzt4/s400/IgorStravinsky.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670896017823836402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Stravinsky (33)&lt;br /&gt;Stresser, Augusto (1)&lt;br /&gt;Strozzi (1)&lt;br /&gt;Surianu (1)&lt;br /&gt;Susato (2)&lt;br /&gt;Svendsen (1)&lt;br /&gt;Sweelinck (2)&lt;br /&gt;Szymanowski (4)&lt;br /&gt;Tallis (1)&lt;br /&gt;Tango (3)&lt;br /&gt;Tão chato ser gostoso (9)&lt;br /&gt;Taranu (1)&lt;br /&gt;Tárrega (3)&lt;br /&gt;Tartini (2)&lt;br /&gt;Taylor (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/tchaikovski/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 305px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-pgBrgGuFfLo/TrMSMqERYJI/AAAAAAAAA6M/2QuHfVrLr1Q/s400/tchaikovsky2.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670896364449521810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Tchaikovski (40)&lt;br /&gt;Telemann (25)&lt;br /&gt;Terzi (1)&lt;br /&gt;Tessier (1)&lt;br /&gt;Thiago de Mello (1)&lt;br /&gt;Thomaz Antonio Gonzaga (2)&lt;br /&gt;Thomson (1)&lt;br /&gt;Tisdale (1)&lt;br /&gt;Tom Zé (1)&lt;br /&gt;Tomás de Torrejón y Velasco (2)&lt;br /&gt;Tomás Luis de Victoria (3)&lt;br /&gt;Tomier et Palazi (1)&lt;br /&gt;Tomkins (1)&lt;br /&gt;Torelli; Giuseppe (1)&lt;br /&gt;Torroba (1)&lt;br /&gt;Toumani Diabaté (1)&lt;br /&gt;Troilo (1)&lt;br /&gt;Trovadores Medievais (2)&lt;br /&gt;Tsabropoulos (1)&lt;br /&gt;Tulve (1)&lt;br /&gt;Tunder (1)&lt;br /&gt;Turina (2)&lt;br /&gt;Turini (1)&lt;br /&gt;Tuur (1)&lt;br /&gt;Uccellini (1)&lt;br /&gt;Ustvolskaya (2)&lt;br /&gt;Vaillant (1)&lt;br /&gt;Valderrabano (1)&lt;br /&gt;Valentini - Orlando (1)&lt;br /&gt;Van Dijk (1)&lt;br /&gt;Varèse (2)&lt;br /&gt;Varzim (1)&lt;br /&gt;Vaughan Williams (3)&lt;br /&gt;Vecchi (2)&lt;br /&gt;Veracini (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/verdi/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 245px; height: 400px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-CaSXANHCSp4/TrMSjhBBTjI/AAAAAAAAA6Y/EoOfu7sWRt4/s400/Verdi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670896757156957746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Verdi (6)&lt;br /&gt;Viadana (1)&lt;br /&gt;Viardot (1)&lt;br /&gt;Vicent d'Indy (1)&lt;br /&gt;Vierdanck (1)&lt;br /&gt;Vieru (1)&lt;br /&gt;Villa-Lobos (2)&lt;br /&gt;Villani-Côrtes, Edmundo (2)&lt;br /&gt;Vinci (1)&lt;br /&gt;Vinicio Nogueira (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/vivaldi/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 220px; height: 263px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-7tJHlk82nMQ/TrMSz6RRcfI/AAAAAAAAA6k/RHVB6mfveOI/s400/Vivaldi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670897038813917682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Vivaldi (62)&lt;br /&gt;Vivier (1)&lt;br /&gt;Vollenweider - Andreas (1)&lt;br /&gt;W. Schuman (1)&lt;br /&gt;Wagenseil (1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://pqpbach.opensadorselvagem.org/category/wagner/"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 327px; height: 341px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-AySDcmWAai4/TrMTGltxKzI/AAAAAAAAA6w/Gapp3uz95sw/s400/wagner2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670897359713807154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Wagner (27)&lt;br /&gt;Walther (2)&lt;br /&gt;Walton (1)&lt;br /&gt;Waxman (1)&lt;br /&gt;Weber (3)&lt;br /&gt;Webern (9)&lt;br /&gt;Weill (6)&lt;br /&gt;Weiss (1)&lt;br /&gt;White Joseph (1)&lt;br /&gt;Whitlock (1)&lt;br /&gt;Wienawski (1)&lt;br /&gt;Willaert (1)&lt;br /&gt;Wipacher (1)&lt;br /&gt;Wolff (2)&lt;br /&gt;Xenakis (3)&lt;br /&gt;Xisto Bahia (1)&lt;br /&gt;Yepes (1)&lt;br /&gt;Ysaÿe (3)&lt;br /&gt;Zamboni (1)&lt;br /&gt;Zamfir (1)&lt;br /&gt;Zani (1)&lt;br /&gt;Zappa (3)&lt;br /&gt;Zelenka (8)&lt;br /&gt;Zenamon (2)&lt;br /&gt;Zhivotov (1)&lt;br /&gt;Zimmermann (1)&lt;br /&gt;Zipoli (8)&lt;br /&gt;Zorn (1)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-8704191001394056433?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/8704191001394056433/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=8704191001394056433&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/8704191001394056433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/8704191001394056433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/11/musica.html' title='Música'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-a7drX3ihKTc/TrPYj6RHdVI/AAAAAAAAA7I/Q8gSbRsEFVI/s72-c/pqp%2Bbach.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-5375329991949495442</id><published>2011-11-03T02:16:00.013-02:00</published><updated>2012-02-05T10:49:29.452-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Televisão'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Volta ao Mundo de Willy Fog'/><title type='text'>A Volta ao Mundo de Willy Fog</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-vl2mDo8F1Uo/TrIZNywtX-I/AAAAAAAAA2A/ZSdYwDO5XoQ/s1600/willyfog.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 170px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-vl2mDo8F1Uo/TrIZNywtX-I/AAAAAAAAA2A/ZSdYwDO5XoQ/s400/willyfog.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670622605567942626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;Wikipédia:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Volta ao Mundo de Willy Fog&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;(&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ca&lt;/span&gt;: La volta al món de Willy Fog; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;cs&lt;/span&gt;: Willy Fog na cestě kolem světa; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de&lt;/span&gt;: Um die Welt mit Willy Fog; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;en&lt;/span&gt;: Around the World with Willy Fog; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;es&lt;/span&gt;: La vuelta al mundo de Willy Fog; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fi&lt;/span&gt;: Matka maailman ympäri 80 päivässä (piirrossarja); &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;fr&lt;/span&gt;: Le Tour du monde en quatre-vingts jours; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;hu&lt;/span&gt;: 80 nap alatt a Föld körül Willy Foggal; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;it&lt;/span&gt;: Il giro del mondo di Willy Fog; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ro&lt;/span&gt;: Înconjurul lumii în 80 de zile cu Willy Fog; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ru&lt;/span&gt;: Вокруг света с Вилли Фогом; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;sv&lt;/span&gt;: Willy världsvan)&lt;/span&gt; é uma série de animação baseada no livro de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%83%C2%BAlio_Verne"&gt;Júlio Verne&lt;/a&gt;: &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Le_tour_du_monde_en_quatre-vingts_jours"&gt;A Volta ao Mundo em Oitenta Dias&lt;/a&gt;, e usa animais como personagens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história conta que o Sr. Sullivan desafia o cavalheiro do Clube da Reforma Londrina chamado Willy Fog a dar a volta ao mundo só em 80 dias.&lt;br /&gt;Willy Fog conta com a ajuda de seus amigos Rigadon, Tico e da princesa Romy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Visitando Londres, Suez, Bombaim, Havaí, Tijuana, Hong Kong e Singapura de elefante, de barco, de trem ou de balão.&lt;br /&gt;Os 4 heróis também enfrentam obstáculos preparados pelos vilões do Sr. Sullivan.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desenho foi produzido pela &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/BRB_Internacional_S.A."&gt;BRB Internacional S.A.&lt;/a&gt; e realizado pela Nippon &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nippon_Animation"&gt;Animation&lt;/a&gt;; a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ssim como o desenho Dartacão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;A série estreou no Brasil em 1987 pela &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rede_Bandeirantes"&gt;Rede Bandeirantes&lt;/a&gt;. A série estreou em Portugal em Outubro de 1984, dobrada em português com direção do ator e encenador João Lourenço. A série voltou a repetir a mais tarde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vzV4ITqBBoU/TrIYrwOLOZI/AAAAAAAAA1o/3GhfcXyNNFM/s1600/image.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 250px; height: 280px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-vzV4ITqBBoU/TrIYrwOLOZI/AAAAAAAAA1o/3GhfcXyNNFM/s400/image.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670622020770675090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Wikipédia:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Criação: Claudio Biern Boyd&lt;br /&gt;Direção: Luis Ballester, Fumio Kurokawa, Eiji Okabe, Hiromitsu Morita, Toru Hagiwara, Yukio Okazaki&lt;br /&gt;Roteiros: Claudio Biern Boyd, Manuel Peiró, Izumu Kobayashi, Ryuzo Nakanishi&lt;br /&gt;Dubladores: Banjou Ginga/Claudio Rodriguez (Willy Fog), Kei Tomiyama/Manuel Peiró (Rigadon), Miki Takahashi/Gloria Cámara (Romy)&lt;br /&gt;Música: Guido de Angelis, Maurizio de Angelis, Izumi Kobayashi, Shunsuki Kikuchi&lt;br /&gt;Tema de abertura: Izumu Kobayashi, Akira Ito&lt;br /&gt;Intérpretes: Mocedades, Amaya Uranga, Keiko Han&lt;br /&gt;Arranjos: Nobutaka Yasunishi&lt;br /&gt;Desenhos: Isamu Kumata, Isamu Noda&lt;br /&gt;Storyboards: Eiji Okabe, Fumio Kurokawa, Hiromitsu Morita, Katsumi Endo, Ko Suzuki, Shigeo Koshi, Shigeru Omachi, Toru Hagiwara&lt;br /&gt;Animação: Hisatoshi Motoki, Hirokazu Ishino, Kune Motoki, Takao Kanishi, Yukio Abe&lt;br /&gt;Produção: BRB Internacional S.A., Televisión Española (TVE)&lt;br /&gt;Realização: Nippon Animation, TV Asahi&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-xOkXRQtOwiA/TrIY7kZec8I/AAAAAAAAA10/f7mJOiDkMdk/s1600/dvd1l.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 530px; height: 353px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-xOkXRQtOwiA/TrIY7kZec8I/AAAAAAAAA10/f7mJOiDkMdk/s400/dvd1l.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5670622292474753986" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-5375329991949495442?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/5375329991949495442/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=5375329991949495442&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/5375329991949495442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/5375329991949495442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/11/volta-ao-mundo-em-80-dias-com-willy-fog.html' title='A Volta ao Mundo de Willy Fog'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vl2mDo8F1Uo/TrIZNywtX-I/AAAAAAAAA2A/ZSdYwDO5XoQ/s72-c/willyfog.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-1391002462743178155</id><published>2011-10-02T11:21:00.005-03:00</published><updated>2011-10-02T12:12:57.622-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Presente Imóvel'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lenor'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Lenor - Presente Imóvel</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lenor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lenor é uma poeta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma grande poeta no mundo, hoje em dia, chamada Lenor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Putz, neste exato momento, a única referência que eu tanho da poeta Lenor é que é portuguesa e que seu e-mail pra contato é lenor.nor@gmail.com. Seu blog é o &lt;a href="http://presente-imovel.blogspot.com/2011/08/dedicatoria.html"&gt;Não sei, tu é que és poeta&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Farei a divulgação de seus poemas na ordem em que foram publicados no blog.&lt;br /&gt;O título: Presente Imóvel, eu retirei da URL de seu blog, pois sei que o título atual, se eu não me engano, já vai além do segundo, o qual, infelismente, não me recordo, e nem da data durante a qual fora usado.&lt;br /&gt;Esta coleção foi publicada no sábado, 03 de março de 2007.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-9C5BUsBJHow/Toh6d92W4_I/AAAAAAAAA1I/8PvX9O5gymA/s1600/Lenor%2B-%2BPresente%2BIm%25C3%25B3vel.png"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-9C5BUsBJHow/Toh6d92W4_I/AAAAAAAAA1I/8PvX9O5gymA/s400/Lenor%2B-%2BPresente%2BIm%25C3%25B3vel.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5658907587028378610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dia um&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ando meia perdida&lt;br /&gt;Vim aqui ter, vou ficar&lt;br /&gt;Escrevendo dias nos dias.&lt;br /&gt;Quando acontecer viver&lt;br /&gt;Estou aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Água&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como que prometi que sempre que uma lágrima rolasse, a escreveria.&lt;br /&gt;Aconteceu agora quando exclamei: “Estou tão diferente!”&lt;br /&gt;Foi um reconhecimento e uma despedida do antes.&lt;br /&gt;As despedidas partem-nos em dois e metade é água a outra metade, terra.&lt;br /&gt;A terra fica. A água passa, corre, escorre, pela cara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Que fiques&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andas à procura, dizem-me.&lt;br /&gt;Ando, de mim, nem sei porquê.&lt;br /&gt;Talvez para te encontrar, ou não.&lt;br /&gt;Agora procuro, creio, ter-te perto.&lt;br /&gt;Achei-te uma vez, ainda estás.&lt;br /&gt;Que fiques, que dures, que morras comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Verdade&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verdade sobre a felicidade:&lt;br /&gt;Os dias em que somos verdadeiramente felizes&lt;br /&gt;São aqueles em que estamos sozinhos,&lt;br /&gt;Cada um com os seus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Movimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois apercebo-me&lt;br /&gt;Que te encontro&lt;br /&gt;Em dias especiais&lt;br /&gt;Como se por acaso.&lt;br /&gt;A terra era firme,&lt;br /&gt;A cegueira, a surdez,&lt;br /&gt;Não me incomodavam&lt;br /&gt;Até te ver e te ouvir.&lt;br /&gt;Vejo-te e ouço-te, agora.&lt;br /&gt;E nesta terra movediça&lt;br /&gt;atravesso o presente&lt;br /&gt;Rumo para o futuro,&lt;br /&gt;Aproximando-me de mim,&lt;br /&gt;Incomodando-me&lt;br /&gt;Por nunca pousar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Pedras&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podíamos ser como as pedras:&lt;br /&gt;Não nascer,&lt;br /&gt;Não morrer,&lt;br /&gt;Nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-1391002462743178155?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/1391002462743178155/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=1391002462743178155&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/1391002462743178155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/1391002462743178155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/10/lenor-presente-imovel.html' title='Lenor - Presente Imóvel'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-9C5BUsBJHow/Toh6d92W4_I/AAAAAAAAA1I/8PvX9O5gymA/s72-c/Lenor%2B-%2BPresente%2BIm%25C3%25B3vel.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-3421046838596937154</id><published>2011-09-27T21:15:00.004-03:00</published><updated>2011-10-01T10:20:06.527-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Imagem'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><title type='text'>Licença Poética</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre (por isso sem aspas).&lt;br /&gt;As fotos são minhas, de 2004.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Licença poética é uma incorreção de linguagem permitida na poesia.&lt;br /&gt;Em sentido mais amplo, são opiniões, afirmações, teorias e situações que não seriam aceitáveis fora do campo da literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-1c3ZFkVvpRE/ToM9DjYhYhI/AAAAAAAAA0w/kIovIpAw-q8/s1600/DSC00297.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-1c3ZFkVvpRE/ToM9DjYhYhI/AAAAAAAAA0w/kIovIpAw-q8/s400/DSC00297.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657432688154468882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A poesia pode fazer uso da chamada licença poética, que é a permissão para extrapolar o uso da norma culta da língua, tomando a liberdade necessária para utilizar recursos como o uso de palavras de baixo-calão, desvios da norma ortográfica que se aproximam mais da linguagem falada ou a utilização de figuras de estilo como a hipérbole ou outras que assumem o carácter "fingidor" da poesia, de acordo com a conhecida fórmula de Fernando Pessoa ("O poeta é um fingidor").&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rKyYs2RdqMI/ToM9D-LUJAI/AAAAAAAAA04/AXn8jScY9YY/s1600/DSC00300.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rKyYs2RdqMI/ToM9D-LUJAI/AAAAAAAAA04/AXn8jScY9YY/s400/DSC00300.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657432695346832386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A licença poetica é permitida para que o escritor tenha toda a liberdade para manipular as palavras, para que ele possa passar tudo o que pensa ao leitor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RmTUoumusz8/ToM9DwUfStI/AAAAAAAAA1A/yxt6eHHJXyk/s1600/DSC00347.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-RmTUoumusz8/ToM9DwUfStI/AAAAAAAAA1A/yxt6eHHJXyk/s400/DSC00347.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5657432691627215570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-3421046838596937154?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/3421046838596937154/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=3421046838596937154&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/3421046838596937154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/3421046838596937154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/09/licenca-poetica.html' title='Licença Poética'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-1c3ZFkVvpRE/ToM9DjYhYhI/AAAAAAAAA0w/kIovIpAw-q8/s72-c/DSC00297.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-4299132557780868068</id><published>2011-09-25T23:20:00.005-03:00</published><updated>2011-09-25T23:38:27.705-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='José Saramago'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Evangelho Segundo Jesus Cristo'/><title type='text'>José Saramago - O Evangelho Segundo Jesus Cristo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"[...] este que ainda agora louvou o Bom Ladrão e desprezou o Mau, por não compreender que não há nenhuma diferença entre um e outro, ou, se diferença há, não é essa, pois o Bem e o Mal não existem em si mesmos, cada um deles é somente a ausência do outro [...]"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-GaCfSmuMEKA/Tn_lcFJqPfI/AAAAAAAAA0o/bri2qMt7ybU/s1600/Dimas.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 308px; height: 400px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-GaCfSmuMEKA/Tn_lcFJqPfI/AAAAAAAAA0o/bri2qMt7ybU/s400/Dimas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5656491927582424562" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"[...] Lá atrás, no mesmo campo onde os cavaleiros executam um último volteio, um homem afasta-se, virando ainda a cabeça para este lado. Leva na mão esquerda um balde e uma cana na mão direita. Na extremidade da cana deve haver uma esponja, é difícil ver daqui, e o balde, quase apostaríamos, contém água com vinagre. Este homem, um dia, e depois para sempre, será vítima de uma calúnia, a de, por malícia ou escárnio, ter dado vinagre a Jesus ao pedir ele água, quando o certo foi ter-lhe dado da mistura que traz, vinagre e água, refresco dos mais soberanos para matar a sede, como ao tempo se sabia e praticava. Vai-se embora, não fica até ao fim, fez o que podia para aliviar as securas mortais dos três condenados, e não fez diferença entre Jesus e os Ladrões, pela simples razão de que tudo isto são coisas da terra, que vão ficar na terra, e delas se faz a única história possível."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-4299132557780868068?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/4299132557780868068/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=4299132557780868068&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/4299132557780868068'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/4299132557780868068'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/09/jose-saramago-o-evangelho-segundo-jesus.html' title='José Saramago - O Evangelho Segundo Jesus Cristo'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-GaCfSmuMEKA/Tn_lcFJqPfI/AAAAAAAAA0o/bri2qMt7ybU/s72-c/Dimas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-5720779299719824512</id><published>2011-09-23T10:50:00.006-03:00</published><updated>2011-09-28T08:28:58.473-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Contos de Enganar a Morte'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Ricardo Azevedo'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Quase Morte de Zé Malandro'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Ricardo Azevedo - A Quase Morte de Zé Malandro</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/-NFCQlHCdinc/TnyPjtKDAiI/AAAAAAAAA0Y/yVD3rqrV8Q8/s1600/Ricardo%2BAzevedo_Contos_de_enganar_Morte.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 264px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-NFCQlHCdinc/TnyPjtKDAiI/AAAAAAAAA0Y/yVD3rqrV8Q8/s400/Ricardo%2BAzevedo_Contos_de_enganar_Morte.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5655553075650429474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Zé Malandro era boa pessoa, mas malandro que nem ele só. Em vez de trabalhar como todo mundo, preferia passar a vida zanzando e jogando baralho. Ou então ficava deitado na rede, folgado, tocando viola de papo para o ar. Por causa disso era pobre, pobre, pobre.&lt;br /&gt;Certo dia, estava em casa preparando o jantar, um pouquinho de feijão e um pedaço de pão seco, quando bateram na porta. Era um viajante. O homem, muito velho, pedia um pouco de comida.&lt;br /&gt;- Entre aí – disse Zé Malandro. – Onde um quase come, dois quase não vão comer também.&lt;br /&gt;Os dois riram.&lt;br /&gt;Após o jantar, o viajante agradeceu muito e contou que tinha poderes mágicos.&lt;br /&gt;- Você foi muito generoso repartindo a comida comigo – disse o velho viajante. – Em retribuição pode me fazer quatro pedidos. Por exemplo – sugeriu ele -, se quiser, pode pedir para ser protegido pelo resto da vida.&lt;br /&gt;Zé Malandro pensou e disse:&lt;br /&gt;- Prefiro ter o dom de ser invencível no baralho.&lt;br /&gt;- Concedido – disse o velho. – Por exemplo, se quiser, pode pedir sua salvação.&lt;br /&gt;Zé Malandro pensou e disse:&lt;br /&gt;- Prefiro ter um saco de pano que quem entrar dentro só sai se eu mandar.&lt;br /&gt;O velho cocou a cabeça, concedeu, despediu-se e seguiu viagem.&lt;br /&gt;A partir daquele dia, Zé Malandro plantou um pé de figo ao lado de sua casa e nunca mais se preocupou com nada vezes nada. Passava o dia inteiro ou deitado na rede de papo para o ar ou jogando baralho. Como ganhava todas, sempre tinha dinheiro para comprar comida, roupa e as coisas de casa. Era tudo de que o Zé Malandro precisava.&lt;br /&gt;Mas o tempo é invencível. Passa dia e noite e ninguém vê.&lt;br /&gt;A figueira virou uma árvore frondosa e Zé Malandro acabou ficando velho. Muito velho.&lt;br /&gt;Certa noite, bateram na sua porta. Era a Morte vestida com uma capa preta.&lt;br /&gt;- Zé, pode se preparar. Sua hora chegou – disse ela segurando uma foice.&lt;br /&gt;- Mas como! – exclamou ele espantado. – Já? Deve haver algum engano! Ainda me sinto tão bem!&lt;br /&gt;A Morte não era de muita conversa.&lt;br /&gt;- Se está pronto, vamos.&lt;br /&gt;Zé Malandro baixou a cabeça.&lt;br /&gt;- Posso fazer um último pedido? – perguntou ele com lágrimas nos olhos – Quero comer um figo antes de morrer.&lt;br /&gt;- Pode ser – disse a Morte. – Mas ande logo com isso.&lt;br /&gt;- O problema – explicou Zé Malandro retorcendo o corpo de lado – é que estou meio velho e já não consigo trepar na árvore para pegar uma fruta.&lt;br /&gt;E implorou:&lt;br /&gt;- Por favor, dona Morte, faça isso por mim! É o último desejo de um pobre velho miserável raquítico esclerosado caindo aos pedaços!&lt;br /&gt;A Morte resmungou mas aceitou. Subiu na árvore, arrancou um figo e lá ficou. Não conseguiu mais descer de jeito nenhum.&lt;br /&gt;Zé Malandro deu risada, despediu-se e foi jogar baralho.&lt;br /&gt;Deixou a Morte presa lá em cima, furiosa.&lt;br /&gt;Com a Morte aprisionada no alto da figueira, a confusão na cidade onde Zé Malandro vivia foi geral. Como ninguém mais morria, os coveiros e fabricantes de caixões ficaram sem trabalho. Os médicos e hospitais perderam a clientela. E, além disso, houve desemprego, pois as pessoas não se aposentavam mais nem cediam lugar para as outras mais jovens. E o pior: a população começou a aumentar muito.&lt;br /&gt;- Isso é contra a natureza! – gritava a Morte revoltada, agarrada nos galhos da figueira. Você tem que me deixar sair daqui!&lt;br /&gt;E a Morte insistiu tanto, explicou tanto, argumentou tanto que Zé Malandro acabou cedendo.&lt;br /&gt;- Mas só deixo você descer se me der mais sete anos de vida – disse ele.&lt;br /&gt;A Morte não tinha outro jeito. Acabou concordando.&lt;br /&gt;E assim, Zé Malandro continuou sua vidinha folgada de sempre, feliz da vida, jogando baralho, cada vez mais velho, cada vez mais invencível.&lt;br /&gt;Sete anos passam depressa.&lt;br /&gt;Certa noite, bateram na sua porta. Era um homem estranho, de cara feia, chapéu e paletó escuro.&lt;br /&gt;- Zé, se prepare – disse o homem. – Sua hora chegou.&lt;br /&gt;- Quem é você? – quis saber Zé Malandro.&lt;br /&gt;- Sou o Diabo – respondeu o outro, tirando o chapéu e mostrando dois tristes chifres. – A Morte não quis vir de jeito nenhum, mas me mandou no lugar dela para buscar você.&lt;br /&gt;- Mas como! – disse o Zé espantado. – Já? Deve haver algum engano!&lt;br /&gt;O Diabo caiu na gargalhada.&lt;br /&gt;- Não venha com essa conversa mole. Já estou avisado sobre você. Vamos embora agorinha mesmo. Ou vai me pedir pra subir na figueira? Nessa eu não caio!&lt;br /&gt;Zé Malandro baixou a cabeça.&lt;br /&gt;- Posso fazer um último pedido? – perguntou ele com lágrimas nos olhos. – É muito importante. É o último deseja de um pobre velho miserável raquítico esclerosado caindo aos pedaços. Queria tomar um traguinho de cachaça antes de abotoar o paletó. Você me acompanha?&lt;br /&gt;O Diabo lambeu os beiços.&lt;br /&gt;- Até que não é má idéia!&lt;br /&gt;- Sente-se aí enquanto eu pego os copos e a pinga – disse Zé Malandro, puxando o banquinho.&lt;br /&gt;Dito e feito. O Diabo sentou-se lá e não saiu mais.&lt;br /&gt;- Me tira daqui! – gritou ele, assustado.&lt;br /&gt;Zé Malandro deu risada, despediu-se e foi jogar baralho.&lt;br /&gt;Com o Diabo preso no banquinho, acabaram-se os crimes na cidade. As cadeias ficaram vazias e os guardas, delegados, advogados e juízes preocupados em perder seus empregos. Além disso, como as pessoas agora só falavam a verdade, começou a haver muita confusão porque as verdades são muitas. Mas o pior não foi isso. Acontece que o Diabo passava o dia inteiro sentado no banquinho gritando, guinchando e falando os piores palavrões.&lt;br /&gt;- Cala a boca! – dizia Zé Malandro.&lt;br /&gt;- Minha mulher me mata! – berrava o Diabo furioso. – Saí para buscar você já faz mais de um ano e ainda não voltei pra casa! Quando eu voltar ela me arrebenta!&lt;br /&gt;- Diga a ela que você ficou preso num banquinho!&lt;br /&gt;- Ela não vai acreditar! Me solta, Zé Malandro, por favor, que a Diaba me quebra a cara!&lt;br /&gt;Cansado daquela figura resmungando dia e noite dentro de casa, Zé Malandro acabou cedendo.&lt;br /&gt;- Mas só deixo você sair se me der mais sete anos de vida – disse ele.&lt;br /&gt;O Diabo não tinha outro jeito. Acabou concordando.&lt;br /&gt;E assim, Zé Malandro continuou sua vidinha folgada de sempre, feliz da vida, jogando baralho, cada vez mais velho, cada vez mais invencível.&lt;br /&gt;O tempo passou. No dia em que se completaram sete anos, Zé Malandro fechou a casa inteira bem fechada só deixando uma janelinha destrancada. No quarto, debaixo da janela, colou seu saco de pano bem aberto.&lt;br /&gt;Naquela mesma noite, o Diabo apareceu, ele e sua mulher.&lt;br /&gt;A Diaba não tinha acreditado nem um pouco na história do banco e dessa vez quis vir junto com o marido.&lt;br /&gt;O Diabo bateu na porta. Nada. Bateu de novo. Nada.&lt;br /&gt;Acabou descobrindo a janelinha aberta e entrou com a mulher por ela.&lt;br /&gt;Os dois foram parar dentro do saco de pano e lá ficaram.&lt;br /&gt;Zé Malandro apareceu com um pedaço de pau na mão e começou a bater no saco.&lt;br /&gt;- Socorro! – berrava o Diabo.&lt;br /&gt;- Me acuda! – Berrava a Diaba.&lt;br /&gt;O casal dos infernos passou o ano inteirinho dentro do saco tomando pancada todo santo dia.&lt;br /&gt;No fim, Zé Malandro cansou. Estava velho demais e até um pouco gagá. Soltou o casal de diabos que fugiu mancando apavorado. Dias depois, o Zé fechou os olhos e entregou a rapadura.&lt;br /&gt;Foi direto para as profundezas do inferno.&lt;br /&gt;Ao chegar lá bateu na porta. Apareceu o Diabo que, ao vê-lo, recuou assustado e começou a gritar:&lt;br /&gt;- Vai embora! Aqui você não entra! Cai fora, Zé Malandro! No inferno você não fica!&lt;br /&gt;Sem saber direito o que fazer, Zé Malandro foi até o céu e bateu na porta. Apareceu São Pedro. O santo fez cara feia.&lt;br /&gt;- Você não quis ser protegido, não quis perdão para seus pecados, não quis a salvação nem vir para o céu. Agora, não tem jeito. Vai embora! No céu você não fica.&lt;br /&gt;E assim, sem ter para onde ir, Zé Malandro achou melhor voltar para a Terra. Dizem que até hoje anda por aí, invencível, jogando seu baralhinho."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:85%;" &gt;Pra baixar o texto em word ou PDF, clique &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=O2ONSSL5"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-5720779299719824512?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/5720779299719824512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=5720779299719824512&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/5720779299719824512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/5720779299719824512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/09/ricardo-azevedo-quase-morte-de-ze.html' title='Ricardo Azevedo - A Quase Morte de Zé Malandro'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-NFCQlHCdinc/TnyPjtKDAiI/AAAAAAAAA0Y/yVD3rqrV8Q8/s72-c/Ricardo%2BAzevedo_Contos_de_enganar_Morte.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-5460511889604228216</id><published>2011-09-17T14:36:00.024-03:00</published><updated>2011-09-18T23:28:31.894-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HQ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lilian Mitsunaga'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Entrevista'/><title type='text'>José Alberto Brandão Pires entrevista o ícone Lilian Mitsunaga</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-XE8rzmLo6s4/TnThSbZTJFI/AAAAAAAAAzg/lA9lhlJBcyo/s1600/Lilian%2BMitsunaga%2B01.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="65" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" unhidewhenused="false" name="Revision"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="34" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="List Paragraph"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="29" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="30" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Quote"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="66" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium List 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="67" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 1 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="68" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 2 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 1"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="63" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 1 Accent 2"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="64" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Shading 2 Accent 2"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="69" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Medium Grid 3 Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="70" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Dark List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="71" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Shading Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="72" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful List Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 4"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="60" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Shading Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="61" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light List Accent 5"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="62" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Light Grid Accent 5"&gt; 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  &lt;w:lsdexception locked="false" priority="73" semihidden="false" unhidewhenused="false" name="Colorful Grid Accent 6"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="19" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="21" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Emphasis"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="31" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Subtle Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="32" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Intense Reference"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="33" semihidden="false" unhidewhenused="false" qformat="true" name="Book Title"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="37" name="Bibliography"&gt;   &lt;w:lsdexception locked="false" priority="39" qformat="true" name="TOC Heading"&gt;  &lt;/w:LatentStyles&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable  {mso-style-name:"Tabela normal";  mso-tstyle-rowband-size:0;  mso-tstyle-colband-size:0;  mso-style-noshow:yes;  mso-style-priority:99;  mso-style-qformat:yes;  mso-style-parent:"";  mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt;  mso-para-margin-top:0cm;  mso-para-margin-right:0cm;  mso-para-margin-bottom:10.0pt;  mso-para-margin-left:0cm;  line-height:115%;  mso-pagination:widow-orphan;  font-size:11.0pt;  font-family:"Calibri","sans-serif";  mso-ascii-font-family:Calibri;  mso-ascii-theme-font:minor-latin;  mso-fareast-font-family:"Times New Roman";  mso-fareast-theme-font:minor-fareast;  mso-hansi-font-family:Calibri;  mso-hansi-theme-font:minor-latin;} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Beto Brandão - &lt;/span&gt;Quero saber um monte de coisas! Mas só tenho algumas perguntas precipitadas. Se puder responder qualquer uma que seja...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Lilian Mitsunaga - &lt;/span&gt;Olá! Vamos lá. Vou responder algumas, ok?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Seu nome completo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Lilian Toshimi Mitsunaga Farias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Alguma &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hq"&gt;HQ&lt;/a&gt; mudou a sua maneira de ver o mundo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Acho que nenhuma HQ poderia mudar a maneira de alguém ver o mundo, mas a somatória de tudo o que você ler durante a sua vida pode ajudar a compreender melhor as pessoas e as diferenças que nele existem. Cultura nunca é demais, seja ela em qualquer tipo de manifestação, inclusive os quadrinhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Que artista mais influenciou a sua carreira?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Acho que meus pais. Eles foram responsáveis pela minha educação e disciplina. Meu pai já é falecido, mas os dois pintaram quadros, aquarelas, retratos durante a vida toda e gosto de pensar que me espelhei neles. Talvez não seja a resposta que você esperava, mas nestes anos todos trabalhando com quadrinhos, não saberia apontar um quadrinista específico. Foram tantas revistas e, sinceramente, nunca parei pra pensar nisso. Não poderia esquecer minha irmã, Marli, uma arte-finalista de mão cheia e que me deu muitas dicas de quais penas usar para os trabalhos. Se alguém me influenciou, foi ela. Vivia dizendo pra eu fazer balões com peninha que ficavam mais bonitos e tal. Era verdade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Que HQ você mais lê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Sinceramente? A que eu estiver letreirando (risos). Bem, pra dizer a verdade, eu era consumista voraz de quadrinhos quando pequena. Aprendi a ler bem cedo e lia tudo o que caísse no meu colo, de fábulas dos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Irm%C3%A3os_Grimm"&gt;Irmãos Grimm&lt;/a&gt; a HQs. Desde os 5 anos, lia Disney, as histórias do Mickey detetive, as grandes aventuras dos patos de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carl_Barks"&gt;Carl Barks&lt;/a&gt; (só mais tarde fui descobrir que eram dele as &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_hist%C3%B3rias_publicadas_em_O_Melhor_da_Disney"&gt;HQs&lt;/a&gt; que eu mais gostava), A Turma da Mônica e Super-Heróis.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&amp;amp;sugexp=gsis,i18n%3Dtrue&amp;amp;cp=10&amp;amp;gs_id=f&amp;amp;xhr=t&amp;amp;q=carl+barks&amp;amp;gs_sm=&amp;amp;gs_upl=&amp;amp;bav=on.2,or.r_gc.r_pw.&amp;amp;biw=1024&amp;amp;bih=628&amp;amp;um=1&amp;amp;ie=UTF-8&amp;amp;tbm=isch&amp;amp;source=og&amp;amp;sa=N&amp;amp;tab=wi"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 176px; height: 242px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-4GSFQyE6v4k/TnV_dPKcJMI/AAAAAAAAAzo/7XfASIe6WDc/s400/barks4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653565047496778946" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Meu irmão era sócio da biblioteca da cidade e me trazia sempre livros de histórias pra ler. O namorado da minha irmã mais velha fez uma pilha de quase um metro de altura com as revistas do Super-Homen, Superboy, Batman e trouxe pra eu ler nas minhas férias escolares. Eu lia tudo. A contradição é que, quando comecei a trabalhar com isso, parei de ler, por absoluta falta de tempo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Dê um exemplo de uma HQ muito boa mas desvalorizada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Não apontaria uma HQ, mas todos os artistas nacionais que precisam se desdobrar pra sobreviver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-lgI_16NzeoY/TnalfHKVGjI/AAAAAAAAAzw/KFqAEi2GPfI/s1600/vagabond01.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 175px; height: 248px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-lgI_16NzeoY/TnalfHKVGjI/AAAAAAAAAzw/KFqAEi2GPfI/s400/vagabond01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653888336127138354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Cite uma HQ que frustrou suas melhores expectativas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;A série Vagabond. Desenho fantástico que foi abandonada pelo autor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. -&lt;/span&gt; E um HQ surpreendente, ou seja, boa e pela qual você não dava nada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Que engraçado. Nunca me deparei com questionamentos desse tipo. Por pior que fosse uma HQ, eu sempre acho que tem seu mérito. Talvez por ser de uma geração que nasceu antes dos computadores, nunca menosprezei a arte de ninguém. Ainda mais porque sabia o quanto é difícil produzir arte a partir do nada. Uma idéia e um papel em branco. Isso é fantástico. Cabe a cada um escolher o que mais lhe agradar para ler. Criticar os outros é muito fácil, arregaçar as mangas e pôr mãos à obra é bem mais difícil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;As HQ estão cheias de cenas marcantes. Cite algumas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Hmm... Vou citar alguns desenhistas que gosto: Frank Miller, Takehiko Inoue, Milo Manara, Schulz, Barks...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. -&lt;/span&gt; Que boa HQ lhe fez mal, de tão perturbadora?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Nenhuma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;E que HQ mais a fez pensar?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Todas te causam sensações. Alegria, tristeza, indignação. Mas eu gosto de HQ que me faça esquecer da realidade e embarcar num mundo de fantasia por alguns momentos, e pensar que existe solução pra qualquer problema. Se for pra ficar de baixo astral, eu dispenso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Quais artistas você leu e viu tudo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Acho que sempre fica alguma coisa que você não leu. E não dá pra comprar tudo. (risos)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Existe algum artista com o qual você nunca perderia seu tempo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Acho que todos têm seu valor. Mas eu não curto HQs baixo astral. Tem quem curta e acho válido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Cite uma HQ que foi fundamental em sua formação, mesmo que hoje você não a considere tão boa como na época que leu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Quando eu era bem pequena, adorava ler Mickey; aquelas histórias de mistérios e aventuras. Não sei se foi isso que me fez gostar de livros, mas eu sempre adorei ler. Não tenho livro, nem HQ de cabeceira. Gosto de variedade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Uma HQ difícil, mas indispensável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Maus.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Uma HQ que começa muito bem e se perde no caminho.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Vagabond... Literalmente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Uma HQ pior que o sua adaptação para as telas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Normalmente as adaptações deixam mais a desejar do que o contrário. Não acho que tenha algo melhor na tela do que nas publicações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Que HQ demolida pelos críticos você gostou?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Não gosto de críticos. Cada um deve avaliar por si mesmo se gosta ou não de alguma coisa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Cite um vício literário e/ou de desenho que você considera abominável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Usar revista de mulheres nuas como referência para desenhar. Terrível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Tem algum página pessoal na Internet?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Não. Deveria, né?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Pratica ou já praticou atividades físicas?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Gosto de caminhar. Quando era mais jovem, gostava de nadar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Gosta de livros? Está lendo algum?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Sim. Gosto de romances. Acabei de ler A Montanha e o Rio. Agora estou lendo A Escolha da Dra. Cole, do Noah Gordon.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;E música? Televisão? Cinema? Teatro?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Quem não gosta de música? &lt;span style="mso-ansi-language:EN-US" lang="EN-US"&gt;Amo Beatles, Queen, Roy Orbison, Cold Play, Titãs, Paralamas... &lt;/span&gt;Gosto de rock... E de trilhas sonoras. Trabalho com a TV ligada o dia todo. Adoro cinema e teatro. Vou menos ao cinema e teatro do que gostaria, mas adoro ver filmes em casa. Assisto pelo menos um seriado ou filme por dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-BCu5x18o8yY/TnantOmcp_I/AAAAAAAAAz4/RQaTS-0Yv_E/s1600/M%25C3%25BAsica%2B-%2BRock%2BNacional%2B-%2BOs%2BTit%25C3%25A3s.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 175px; height: 115px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-BCu5x18o8yY/TnantOmcp_I/AAAAAAAAAz4/RQaTS-0Yv_E/s400/M%25C3%25BAsica%2B-%2BRock%2BNacional%2B-%2BOs%2BTit%25C3%25A3s.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653890777665546226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Sabe cozinhar?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Olha, o pessoal aqui não reclama. Eu me viro bem na cozinha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Trabalha em casa?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Sim. Sempre. Evita o estresse de locomoção, principalmente em São Paulo, onde moro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Você coleciona HQ?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Só tenho as que letreirei e letreiro. E olha que são muitas. Não tenho mais espaço físico pra guardar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Qual a sua escolaridade?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Superior completo. Sou arquiteta formada pela FAUUSP.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;O que a levou a seguir esse caminho, se era isso que você queria; se era outra coisa, o que era?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Na verdade, na época em que eu fazia faculdade (período integral), eu queria muito trabalhar e soube que na Abril tinha emprego com esquema freelancer. Daí, comecei a treinar letras em casa e levei pro editor ver. Ele gostou e estou aqui até hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não pensava em fazer isso pra sempre. Queria me formar em arquitetura e seguir a carreira, mas acabei gostando muito deste mundo de quadrinhos e fui ficando.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Se sente realizada neste sentido?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Totalmente. São quase 30 anos fazendo o que eu gosto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Tem ou já teve trabalhos (ofícios) diferentes paralelamente com o das letras?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Trabalhei um ano e meio com arquitetura. Fiz muita colorização pro site da minha irmã e até arrisquei a fazer algumas coisas em flash. Adorei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Devido ao mercado editorial, em algum período de sua vida profissional, já passou por dificuldades?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Vira e mexe tem crises no Brasil, não? Atualmente estamos enfrentando uma. Alguns projetos são engavetados, mas não posso me queixar. Dificuldades todo mundo tem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Quando os gibis estiveram mais em alta?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Acho que na década de 80/90 até 2000, com o boom dos mangás. Hoje, acho que o mercado está mais retraído, mas existem muitas editoras. Acho que se vende o mesmo só que diluído em muitas publicações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Gostaria de nos contar alguma coisa? De acrescentar algo? De corrigir alguma coisa?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Gostaria de agradecer pelas palavras bacanas que você me dirigiu e dizer que fiquei contente com a lembrança. Minha mensagem é: leiam muito; vejam muitos filmes, seriados; vão ao teatro, ao cinema, enfim. Usem o tempo pras coisas boas e sejam felizes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Eu penso em ser escritor desde os dez anos. Sempre li revistas em quadrinhos, e só na adolescência surgiu o meu verdadeiro amor pelos livros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Por que razão você veio ao mundo?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;É isso o que eu gostaria de saber de mim, por isso pergunto aos outros...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Taí, uma boa pergunta. Acho que vim ao mundo pra trabalhar com quadrinhos e pra tentar fazer a diferença. Todos nós, não? Se conseguiu fazer uma pessoa feliz, já terá valido a pena.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Então sua missão está mais que cumprida!&lt;br /&gt;Lilian Mitsunaga, agradeço imensamente a sua atenção e educação!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Eu que agradeço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;B. B. - &lt;/span&gt;Saúde e prosperidade!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L. M. - &lt;/span&gt;Vida longa e próspera (como diria um certo orelhudo)!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Desculpe por não responder tudo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom: 0.0001pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Beijos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-bottom:0cm;margin-bottom:.0001pt"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Lilian&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-xJNInr8r51A/TnTa5MW7FSI/AAAAAAAAAyk/zveKkwnljf4/s1600/Lilian%2Bmitsunaga.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 300px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-xJNInr8r51A/TnTa5MW7FSI/AAAAAAAAAyk/zveKkwnljf4/s400/Lilian%2Bmitsunaga.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5653384108361585954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-5460511889604228216?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/5460511889604228216/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=5460511889604228216&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/5460511889604228216'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/5460511889604228216'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/09/jose-alberto-brandao-pires-entrevista-o.html' title='José Alberto Brandão Pires entrevista o ícone Lilian Mitsunaga'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-XE8rzmLo6s4/TnThSbZTJFI/AAAAAAAAAzg/lA9lhlJBcyo/s72-c/Lilian%2BMitsunaga%2B01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-6837756431315891467</id><published>2011-09-07T15:05:00.024-03:00</published><updated>2011-09-19T22:45:27.981-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='O Homem que Sabia Javanês'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Lima Barreto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><title type='text'>Lima Barreto - O Homem que Sabia Javanês</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-JnImte4lQ0M/TmfNWXEGhAI/AAAAAAAAAyQ/Xma9EFdV3Bk/s1600/%25C3%258Dndice.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 432px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-JnImte4lQ0M/TmfNWXEGhAI/AAAAAAAAAyQ/Xma9EFdV3Bk/s400/%25C3%258Dndice.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649710041591612418" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Em uma confeitaria, certa vez, ao meu amigo Castro contava eu as partidas que havia pregado às convicções e às respeitabilidades, para poder viver. Houve mesmo uma dada ocasião, quando estive em Manaus, em que fui obrigado a esconder a minha qualidade de bacharel, para mais confiança obter dos clientes, que afluíam ao meu escritório de feiticeiro e adivinho. Contava eu isso.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.unioeste.br/prppg/mestrados/letras/revistas/travessias/ed_003/cultura/O%20REALISMO%20POPULAR.pdf"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 151px; height: 212px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-Miag4unPEck/Tmez4VuYI3I/AAAAAAAAAwY/N4y8_hLMIyE/s400/bigGottlobGilBlas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649682038045287282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O meu amigo ouvia-me calado, embevecido, gostando daquele meu &lt;a href="http://www.unioeste.br/prppg/mestrados/letras/revistas/travessias/ed_003/cultura/O%20REALISMO%20POPULAR.pdf"&gt;Gil Blas&lt;/a&gt; vivido, até que, em uma pausa da conversa, ao esgotarmos os copos, observou a esmo:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Tens levado uma vida bem engraçada, Castelo!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Só assim se pode viver... Isto de uma ocupação única: sair de casa a certas horas, voltar a outras, aborrece, não achas? Não sei como me tenho agüentado lá, no consulado!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Cansa-se; mas não é isso que me admiro. O que me admira é que tenhas corrido tantas aventuras aqui, neste Brasil imbecil e burocrático.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Qual! Aqui mesmo, meu Castro, se podem arranjar belas páginas de vida. Imagina tu que eu já fui professor de javanês?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Quando? Aqui, depois que voltaste do consulado?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Não; antes. E, por sinal, fui nomeado cônsul por isso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Conta lá como foi. Bebes mais cerveja?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Bebo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mandamos buscar mais outra garrafa, enchemos os copos, e continuei:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li no Jornal do Comércio o anúncio seguinte:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-0YI-PD6QO5Y/Tme1TCagHHI/AAAAAAAAAwg/0D0IDiJ0ijU/s1600/bigGottlobGilBlas.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 151px; height: 216px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-0YI-PD6QO5Y/Tme1TCagHHI/AAAAAAAAAwg/0D0IDiJ0ijU/s400/bigGottlobGilBlas.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649683596229745778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas etc".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me. Saí do café e andei pelas ruas, sempre imaginar-me professor de javanês, ganhando dinheiro, andando de bonde e sem encontros desagradáveis com os "cadáveres". Insensivelmente dirigi-me à Biblioteca Nacional. Não sabia bem que livro iria pedir, mas entrei, entreguei o chapéu ao porteiro, recebi a senha e subi.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vY8HtfYh8-8/Tme2AwlWYTI/AAAAAAAAAwo/9RbGNilWnx4/s1600/biblioteca%2Bnacional.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 151px; height: 77px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-vY8HtfYh8-8/Tme2AwlWYTI/AAAAAAAAAwo/9RbGNilWnx4/s400/biblioteca%2Bnacional.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649684381717389618" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na escada, acudiu-me pedir a Grande Encyclopédie, letra J, a fim de consultar o artigo relativo a Java e à língua javanesa. Dito e feito. Fiquei sabendo, ao fim de alguns minutos, que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda, colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo malaio-polinésio, possuía uma literatura digna de nota e escrita em caracteres derivados do velho alfabeto hindu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-ouCg_5J1YVM/Tme4Q_7TJaI/AAAAAAAAAww/t_E2aMDuge8/s1600/grande%2Benciclopedy.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 148px; height: 94px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-ouCg_5J1YVM/Tme4Q_7TJaI/AAAAAAAAAww/t_E2aMDuge8/s400/grande%2Benciclopedy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649686859737146786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A Enciclopédia dava-me indicação de trabalhos sobre a tal língua malaia e não tive dúvidas em consultar um deles. Copiei o alfabeto, a sua pronunciação figurada e saí. Andei pelas ruas, perambulando e mastigando letras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na minha cabeça dançavam hieróglifos; de quando em quando consultava as minhas notas; entrava nos jardins e escrevia estes calungas na areia para guardá-los bem na memória e habituar a mão a escrevê-los.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;À noite, quando pude entrar em casa sem ser visto, para evitar indiscretas perguntas do encarregado, ainda continuei no quarto a engolir o meu "a-b-c" malaio, e, com tanto afinco levei o propósito que, de manhã, o sabia perfeitamente. Convenci-me de que aquela era a língua mais fácil do mundo e saí; mas não tão cedo que não me encontrasse com o encarregado dos aluguéis dos cômodos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Senhor Castelo, quando salda a sua conta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Respondi-lhe então eu, com a mais encantadora esperança:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Breve... Espere um pouco... Tenha paciência... Vou ser nomeado professor de javanês, e... Por aí o homem interrompeu-me:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Que diabo vem a ser isso, Senhor Castelo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Gostei da diversão e ataquei o patriotismo do homem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— É uma língua que se fala lá pelas bandas do Timor. Sabe onde é?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Oh! alma ingênua! O homem esqueceu-se da minha dívida e disse-me com aquele falar forte dos portugueses:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Eu cá por mim, não sei bem; mas ouvi dizer que são umas terras que temos lá para os lados de Macau. E o senhor sabe disso, Senhor Castelo?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Animado com esta saída feliz que me deu o javanês, voltei a procurar o anúncio. Lá estava ele. Resolvi animosamente propor-me ao professorado do idioma oceânico. Redigi a resposta, passei pelo Jornal e lá deixei a carta. Em seguida, voltei à biblioteca e continuei os meus estudos de javanês. Não fiz grandes progressos nesse dia, não sei se por julgar o alfabeto javanês o único saber necessário a um professor de língua malaia ou se por ter me empenhado mais na bibliografia e história literária do idioma que ia ensinar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-Jfy7JB8-Y1I/Tme6W81vW6I/AAAAAAAAAw4/rAcEQs7rbw8/s1600/grande%2Benciclopedy.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 152px; height: 99px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-Jfy7JB8-Y1I/Tme6W81vW6I/AAAAAAAAAw4/rAcEQs7rbw8/s400/grande%2Benciclopedy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649689161010994082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ao cabo de dois dias, recebia eu uma carta para ir falar ao Doutor Manuel Feliciano Soares Albernaz, Barão de Jacuecanga, à rua Conde de Bonfim, não me recordo bem que número. É preciso não te esqueceres de que entrementes continuei estudando o meu malaio, isto é, o tal javanês. Além do alfabeto, fiquei sabendo o nome de alguns autores, também perguntar responder "como está o senhor"? e duas ou três regras de gramática, lastrado todo esse saber com vinte palavras do léxico.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não imaginas as grandes dificuldades com que lutei para arranjar os quatrocentos réis da viagem! É mais fácil — pode ficar certo — aprender o javanês... Fui à pé. Cheguei suadíssimo; e, com maternal carinho, as anosas mangueiras, que se perfilavam em alameda diante da casa do titular, me receberam, me acolheram e me reconfortaram. Em toda minha vida, foi o único momento em que cheguei a sentir simpatia pela natureza...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Era uma casa enorme que parecia estar deserta; estava maltratada, mas não sei por que me veio pensar que nesse mau tratamento havia mais desleixo e cansaço de viver que mesmo pobreza. Devia haver anos que não era pintada. As paredes descascavam e os beirais do telhado, daquelas telhas vidradas de outros tempos, estavam desguarnecidos aqui e ali, como dentaduras decadentes ou malcuidadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nNnJS-xczqU/Tme8EKo2RPI/AAAAAAAAAxA/-bfL2guG1mM/s1600/grande%2Benciclopedy.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 150px; height: 205px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-nNnJS-xczqU/Tme8EKo2RPI/AAAAAAAAAxA/-bfL2guG1mM/s400/grande%2Benciclopedy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649691037320758514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Olhei um pouco o jardim e vi a pujança vingativa com que a tiririca e o carrapicho tinham expulsado os tinhorões e as begônias. Os crótons continuavam, porém, a viver com a sua folhagem de cores mortiças. Bati. Custaram-me a abrir. Veio, por fim, um antigo preto africano, cujas barbas e cabelos de algodão davam à sua fisionomia uma aguda impressão de velhice, doçura e sofrimento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Na sala, havia uma galeria de retratos: arrogantes senhores de barba em colar se perfilavam enquadrados em imensas molduras douradas, e doces perfis de senhoras, em bandós, com grandes leques, pareciam querer subir aos ares, enfunadas pelos redondos vestidos à balão; mas, daquelas velhas coisas, sobre as quais a poeira punha mais antigüidade e respeito, a que gostei mais de ver foi um belo jarrão de porcelana da China ou da Índia, como se diz. Aquela pureza da louça, a sua fragilidade, a ingenuidade do desenho e aquele fosco brilho de luar, diziam-me a mim que aquele objeto tinha sido feito por mãos de criança, a sonhar, para encanto dos olhos fatigados dos velhos desiludidos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-vrhtponmF6U/Tme94REodqI/AAAAAAAAAxI/gdq-XESBUn4/s1600/grande%2Benciclopedy.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 151px; height: 151px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-vrhtponmF6U/Tme94REodqI/AAAAAAAAAxI/gdq-XESBUn4/s400/grande%2Benciclopedy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649693031912732322" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Esperei um instante o dono da casa. Tardou um pouco. Um tanto trôpego, com o lenço de alcobaça na mão, tomando veneravelmente o &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Rap%C3%A9"&gt;simonte&lt;/a&gt; de antanho, foi cheio de respeito que o vi chegar. Tive vontade de ir-me embora. Mesmo se não fosse ele o discípulo, era sempre um crime mistificar aquele ancião, cuja velhice trazia à tona do meu pensamento alguma coisa de augusto, de sagrado. Hesitei, mas fiquei.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Eu sou — avancei — o professor de javanês, de que o senhor disse precisar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Sente-se — respondeu-me o velho. — O senhor é daqui, do Rio?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Não, sou de Canavieiras.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Como? — fez ele. — Fale um pouco alto, que sou surdo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Sou de Canavieiras, na Bahia — insisti eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Onde fez os seus estudos?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Em São Salvador.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Em onde aprendeu o javanês? — indagou ele, com aquela teimosia peculiar aos velhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dHRgSJKAYKY/TmfAROsBk8I/AAAAAAAAAxQ/uUHXnTP5PyQ/s1600/grande%2Benciclopedy.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 152px; height: 74px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-dHRgSJKAYKY/TmfAROsBk8I/AAAAAAAAAxQ/uUHXnTP5PyQ/s400/grande%2Benciclopedy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649695659792634818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não contava com essa pergunta, mas imediatamente arquitetei uma mentira. Contei-lhe que meu pai era javanês. Tripulante de uma navio mercante, viera ter à Bahia, estabelecera-se nas proximidades de Canavieiras como pescador, casara, prosperara e fora com ele que aprendi javanês.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;— E ele acreditou? E o físico? — perguntou meu amigo, que até então me ouvira calado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Não sou — objetei — lá muito diferente de um javanês. Estes meu cabelos corridos, duros e grossos e a minha pele &lt;a href="http://www.woxikon.com.br/frances/basan%E9.php"&gt;basané&lt;/a&gt; podem dar-me muito bem o aspecto de um mestiço malaio... Tu sabes bem que, entre nós, há de tudo: índios, malaios, taitianos, malgaches, guanches, até godos. É uma comparsaria de raças e tipos de fazer inveja ao mundo inteiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Bem — fez o meu amigo —, continua.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— O velho — emendei eu — ouviu-me atentamente, considerou demoradamente o meu físico, e pareceu que me julgava de fato filho de malaio, e perguntou-me com doçura:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Então está disposto a ensinar-me javanês?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— A resposta saiu-me sem querer. Pois não.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— O senhor há de ficar admirado — aduziu o Barão de Jacuecanga — que eu, nesta idade, ainda queira aprender qualquer coisa, mas...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Não tenho que admirar. Têm-se visto exemplos e exemplos muito fecundos...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— O que eu quero, meu caro senhor...?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Castelo — adiantei eu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-r3xd3ZSMAEc/TmfBk0SqaqI/AAAAAAAAAxY/kZSEmDOULRo/s1600/grande%2Benciclopedy.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 150px; height: 206px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-r3xd3ZSMAEc/TmfBk0SqaqI/AAAAAAAAAxY/kZSEmDOULRo/s400/grande%2Benciclopedy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649697095815948962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— O que eu quero, meu caro Senhor Castelo, é cumprir um juramento de família. Não sei se o senhor sabe que eu sou neto do Conselheiro Albernaz, aquele que acompanhou Pedro I, quando abdicou. Voltando de Londres, trouxe para aqui um livro em língua esquisita, a que tinha grande estimação. Fora um hindu ou siamês que lho dera em Londres, em agradecimento a não sei que serviço prestado por meu avô. Ao morrer meu avô, chamou meu pai e lhe disse: "Filho, tenho este livro aqui, escrito em javanês. Disse-me que mo deu que ele evita desgraças e traz felicidades para quem o tem. Eu não sei nada ao certo. Em todo caso, guarda-o; mas, se queres que o fado que me deitou o sábio oriental se cumpra, faze com que teu filho o entenda, para que sempre a nossa raça seja feliz." Meu pai — continuou o velho barão — não acreditou muito na história; contudo guardou o livro. Às portas da morte, ele mo deu e disse-me o que prometera ao pai. Em começo, pouco caso fiz da história do livro. Deitei-o a um canto e fabriquei minha vida. Cheguei até esquecer-me dele; mas, de uns tempos a esta parte, tenho passado por tanto desgosto, tantas desgraças têm caído sobre a minha velhice que me lembrei do talismã da família. Tenho que o ler, que o compreender, e não quero que os meus últimos dias anunciem o desastre da minha posteridade; e, para entendê-lo, é claro que preciso entender o javanês. Eis aí.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Calou-se e notei que os olhos do velho se tinham orvalhado. Enxugou discretamente os olhos e perguntou-me se queria ver o livro. Respondi-lhe que sim. Chamou o criado, deu-lhe as instruções e explicou-me que perdera todos os filhos, sobrinhos, só lhe restando uma filha casada, cuja prole, porém, estava reduzida a um filho, débil de corpo e de saúde frágil e oscilante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-YmBcd5zAjIM/TmfFnlMx7CI/AAAAAAAAAxo/hnIbVxpzkLI/s1600/%25C3%258Dndice.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 147px; height: 67px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-YmBcd5zAjIM/TmfFnlMx7CI/AAAAAAAAAxo/hnIbVxpzkLI/s400/%25C3%258Dndice.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649701541350861858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Veio o livro. Era um velho calhamaço, um &lt;a href="http://pt.wiktionary.org/wiki/in-quarto"&gt;in-quarto&lt;/a&gt; antigo, encadernado em couro, impresso em grandes letras, em um papel amarelado e grosso. Faltava a folha do rosto e por isso não se podia ler a data da impressão. Tinha ainda umas páginas de prefácio, escritas em inglês, onde li que se tratava das histórias do príncipe Kulanga, escritor javanês de muito mérito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Logo informei disso o velho barão que, não percebendo que eu tinha chegado aí pelo inglês, ficou tendo em alta consideração o meu saber malaio. Estive ainda folheando o cartapácio, à laia de quem sabe magistralmente aquela espécie de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_basca"&gt;vasconço&lt;/a&gt;, até que afinal contratamos as condições de preço e de hora, comprometendo-me a fazer com que ele lesse o tal alfarrábio antes de um ano.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dentro em pouco, dava a minha primeira lição, mas o velho não foi tão diligente quanto eu. Não conseguia aprender a distinguir e a escrever nem sequer quatro letras. Enfim, com metade do alfabeto levamos um mês e o Senhor Barão de Jacuecanga não ficou lá muito senhor da matéria: aprendia e desaprendia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A filha e o genro (penso que até aí nada sabiam da história do livro) vieram a ter notícias do estudo do velho; não se incomodaram. Acharam graça e julgaram coisa boa para distraí-lo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mas com que tu vais ficar assombrado, meu caro Castro, é com a admiração que o genro ficou tendo pelo professor de javanês. Que coisa única! Ele não se cansava de repetir: "É um assombro! Tão moço! Se eu soubesse isso, ah! onde estava!"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O marido de Dona Maria da Glória (assim se chamava a filha do barão), era desembargador, homem relacionado e poderoso; mas não se pejava em mostrar diante de todo o mundo a sua admiração pelo meu javanês. Por outro lado, o barão estava contentíssimo. Ao fim de dois meses, desistira da aprendizagem e pedira-me que lhe traduzisse, um dia sim outro não, um trecho do livro encantado. Bastava entendê-lo, disse-me ele; nada se opunha que outrem o traduzisse e ele ouvisse. Assim evitava a fadiga do estudo e cumpria o encargo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sabes bem que até hoje nada sei de javanês, mas compus umas histórias bem tolas e impingi-as ao velhote como sendo do &lt;a href="http://vondseka.blogspot.com/"&gt;crônicon&lt;/a&gt;. Como ele ouvia aquelas bobagens!... Ficava extático, como se estivesse a ouvir palavras de um anjo. E eu crescia a seus olhos! Fez-me morar em sua casa, enchia-me de presentes, aumentava-me o ordenado. Passava, enfim, uma vida regalada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Contribuiu muito para isso o fato de vir ele a receber uma herança de um seu parente esquecido que vivia em Portugal. O bom velho atribuiu a coisa ao meu javanês; e eu estive quase a crê-lo também.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Fui perdendo os remorsos; mas, em todo o caso, sempre tive medo de que me aparecesse pela frente alguém que soubesse o tal patuá malaio. E esse meu temor foi grande, quando o doce barão me mandou com uma carta ao Visconde de Caruru, para que me fizesse entrar na diplomacia. Fiz-lhe todas as objeções: a minha fealdade, a falta de elegância, o meu aspecto &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%ADngua_tagalo"&gt;tagalo&lt;/a&gt;. — "Qual! retrucava ele. Vá, menino; você sabe javanês!" Fui. Mandou-me o visconde para a Secretaria dos Estrangeiros com diversas recomendações. Foi um sucesso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O diretor chamou os chefes de seção: "Vejam só, um homem que sabe javanês — que portento!"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Os chefes da seção levaram-me aos oficiais e amanuenses e houve um destes que me olhou mais com ódio do que com inveja ou admiração. E todos diziam: "Então sabe javanês? É difícil? Não há quem o saiba aqui!"&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O tal amanuense, que me olhou com ódio, acudiu então: "É verdade, mas eu sei canaque. O senhor sabe?" Disse-lhe que não e fui à presença do ministro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;A alta autoridade levantou-se, pôs as mãos às cadeiras, consertou o pince-nez no nariz e perguntou: " Então, sabe javanês?" Respondi-lhe que sim; e, à sua pergunta onde o tinha aprendido, contei-lhe a história do tal pai javanês. "Bem, disse-me o ministro o senhor não deve ir para a diplomacia; o seu físico não se presta... O bom seria um consulado na Àsia ou Oceania. Por ora, não há vaga, mas vou fazer uma reforma e o senhor entrará. De hoje em diante, porém, fica adido ao meu ministério e quero que, para o ano, parta para Bâle, onde vai representar o Brasil no congresso de Lingüística. Estude, leia o Hove-Iacque, o &lt;a href="http://www.google.com.br/url?sa=t&amp;amp;source=web&amp;amp;cd=1&amp;amp;ved=0CCUQFjAA&amp;amp;url=http%3A%2F%2Fpt.wikipedia.org%2Fwiki%2FMax_M%25C3%25BCller&amp;amp;rct=j&amp;amp;q=Max%20M%C3%BCller&amp;amp;ei=VchnTrLkJ4jd0QH7qbj0Cw&amp;amp;usg=AFQjCNFniYIQLfn0R3YYYgKQJzuuJexy1Q&amp;amp;sig2=940p7HZsIQY3IrslQMrEdw&amp;amp;cad=rja"&gt;Max Müller&lt;/a&gt;, e outros!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-yWpWlOp7-c4/TmfISkVDxEI/AAAAAAAAAxw/PRZ3Chg4we4/s1600/%25C3%258Dndice.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 151px; height: 187px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-yWpWlOp7-c4/TmfISkVDxEI/AAAAAAAAAxw/PRZ3Chg4we4/s400/%25C3%258Dndice.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649704478874780738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Imagina tu que eu até aí nada sabia de javanês, mas estava empregado e iria representar o Brasil em um congresso de sábios.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O velho barão veio a morrer, passou o livro ao genro para que o fizesse chegar ao neto, quando tivesse a idade conveniente e fez-me uma deixa no testamento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pus-me com afã no estudo das línguas malaio-polinésias; mas não havia meio!Bem jantado, bem vestido, bem dormido, não tinha energia necessária para fazer entrar na cachola aquelas coisas esquisitas. Comprei livros, assinei revistas: &lt;a href="http://classiques.uqac.ca/classiques/jousse_marcel/Style_oral_verbo_moteurs/style_oral.html"&gt;Revue Anthropologique et Linguistique&lt;/a&gt;, Proceedings of the English-Oceanic Association, &lt;a href="http://www.archive.org/details/archivioglottol05unkngoog"&gt;Archivo Glottologico Italiano&lt;/a&gt;, o diabo, mas nada! E a minha fama crescia. Na rua, os informados apontavam-me, dizendo aos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;outros: "Lá vai o sujeito que sabe javanês." Nas livrarias, os gramáticos consultavam-me sobre a colocação dos pronomes no tal jargão das ilhas de Sonda. Recebia cartas dos eruditos do interior, os jornais citavam o meu saber e recusei aceitar uma turma de alunos sequiosos de entender o tal javanês. A convite da redação, escrevi, no Jornal do Comércio, um artigo de quatro colunas sobre a literatura javanesa antiga e moderna...&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-kcCr6e0MyGM/TmfKKvhGBMI/AAAAAAAAAx4/GBkV9-b5ijQ/s1600/%25C3%258Dndice.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 152px; height: 239px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-kcCr6e0MyGM/TmfKKvhGBMI/AAAAAAAAAx4/GBkV9-b5ijQ/s400/%25C3%258Dndice.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649706543462352066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Como, se tu nada sabias? — interrompeu-me o atento Castro.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Muito simplesmente: primeiramente, descrevi a ilha de Java, com o auxílio de dicionários e umas poucas de geografia, e depois citei a mais não poder.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— E nunca duvidaram? — perguntou-me ainda o meu amigo.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Nunca. Isto é, uma vez quase fico perdido. A polícia prendeu um sujeito, um marujo, um tipo bronzeado que só falava em língua esquisita. Chamaram diversos intérpretes, ninguém o entendia. Fui também chamado, com todos os respeitos que a minha sabedoria merecia, naturalmente. Demorei-me em ir, mas fui afinal. O homem já estava solto, graças à intervenção do cônsul holandês, a quem ele se fez compreender com meia dúzia de palavras holandesas. E o tal marujo era javanês — &lt;a href="http://www.tecmundo.com.br/tira-duvidas/5516"&gt;uf&lt;/a&gt;!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-31RNyI6q6Ys/TmfLe23iVKI/AAAAAAAAAyA/wRy1K3WSTtc/s1600/%25C3%258Dndice.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 150px; height: 94px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-31RNyI6q6Ys/TmfLe23iVKI/AAAAAAAAAyA/wRy1K3WSTtc/s400/%25C3%258Dndice.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649707988544541858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Chegou, enfim, a época do congresso, e lá fui para a Europa. Que delícia! Assisti à inauguração e às sessões preparatórias. Inscreveram-me na seção do tupi-guarani e eu abalei para Paris. Antes, porém, fiz publicar no Mensageiro de Bâle o meu retrato, notas biográficas e bibliográficas. Quando voltei, o presidente pediu-me desculpas por me ter dado aquela seção; não conhecia os meus trabalhos e julgara que, por ser eu americano-brasileiro, me estava naturalmente indicada a seção do tupi-guarani. Aceitei as explicações e até hoje ainda não pude escrever as minhas obras sobre o javanês, para lhe mandar, conforme prometi.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Acabado o congresso, fiz publicar extratos do artigo do Mensageiro de Bâle, em Berlim, em Turim e em Paris, onde os leitores de minhas obras me ofereceram um banquete, presidido &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;pelo Senador Gorot. Custou-me toda essa brincadeira, inclusive o banquete que me foi oferecido, cerca de dez mil francos, quase toda a herança do crédulo e bom Barão de Jacuecanga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--m_Gyn4ARy0/TmfMj9trLkI/AAAAAAAAAyI/Z2rvbCi4j9w/s1600/%25C3%258Dndice.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 152px; height: 126px;" src="http://4.bp.blogspot.com/--m_Gyn4ARy0/TmfMj9trLkI/AAAAAAAAAyI/Z2rvbCi4j9w/s400/%25C3%258Dndice.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649709175793200706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Não perdi meu tempo nem meu dinheiro. Passei a ser uma glória nacional e, ao saltar no &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cais_Pharoux"&gt;cais Pharoux&lt;/a&gt;, recebi uma ovação de todas as classes sociais e o presidente da República, dias depois, convidava-me para almoçar em sua companhia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Dentro de seis meses fui despachado cônsul em Havana, onde estive seis anos e para onde voltarei, a fim de aperfeiçoar os meus estudos das línguas da Malaia, Melanésia e Polinésia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— É fantástico — observou Castro, agarrando o copo de cerveja.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Olha: se não fosse estar contente, sabes que ia ser?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Quê?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Bacteriologista eminente. Vamos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;— Vamos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-6837756431315891467?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/6837756431315891467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=6837756431315891467&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/6837756431315891467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/6837756431315891467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/09/lima-barreto-o-homem-que-sabia-javanes.html' title='Lima Barreto - O Homem que Sabia Javanês'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-JnImte4lQ0M/TmfNWXEGhAI/AAAAAAAAAyQ/Xma9EFdV3Bk/s72-c/%25C3%258Dndice.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-5832237260697164234</id><published>2011-09-07T13:47:00.010-03:00</published><updated>2012-02-05T10:51:43.998-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bill Meléndez'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Desenho'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles M. Schulz'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Boy Named Charlie Brown'/><title type='text'>A Boy Named Charlie Brown</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-qoqMsAfoSlo/TmegrEuH94I/AAAAAAAAAwI/U96HeHbK8Ck/s1600/a%2Bboy%2Bnamed%2Bcharlie%2Bbrown%2B320x240.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 389px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-qoqMsAfoSlo/TmegrEuH94I/AAAAAAAAAwI/U96HeHbK8Ck/s400/a%2Bboy%2Bnamed%2Bcharlie%2Bbrown%2B320x240.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649660919421597570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://smellycat.com.br/2008/09/04/bill-melendez-1916-2008/"&gt;Bill Meléndez&lt;/a&gt; era o único animador autorizado pelo próprio &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_M._Schulz"&gt;Charles M. Schulz&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Primeira adaptação para o cinema do personagem Charlie Brown.&lt;br /&gt;Foi indicado ao Oscar de melhor canção.&lt;br /&gt;Na versão original que dublou o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Snoopy&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; foi o próprio Bill Meléndez .&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-AIf6l6A-x4M/TmegfB9OW8I/AAAAAAAAAwA/ap1pLrr2Tro/s1600/a%2Bboy%2Bnamed%2Bcharlie%2Bbrown%2B320x240.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 315px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-AIf6l6A-x4M/TmegfB9OW8I/AAAAAAAAAwA/ap1pLrr2Tro/s400/a%2Bboy%2Bnamed%2Bcharlie%2Bbrown%2B320x240.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649660712521194434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);" class="" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Link" class="gl_link" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;No site &lt;a href="http://www.cinemenu.com.br/filmes/charlie-brown-e-snoopy-1969"&gt;Cine Menu&lt;/a&gt; eu encontrei este trecho interessante: "Com a atração adicional do jazz de &lt;a href="http://www.radio.uol.com.br/#/album/vince-guaraldi/the-charlie-brown-suite-and-other-favorites/7687"&gt;Vince Gauraldi&lt;/a&gt; e as canções de &lt;a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Rod_McKuen"&gt;Rod McKuen&lt;/a&gt;, Charlie Brown e Snoopy é um filme que &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Gene_Shalit"&gt;Gene Shalit&lt;/a&gt; consideu "tão empolgante que mal de pode esperar pelo próximo!"."&lt;br /&gt;Do &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0064107/"&gt;IMDb&lt;/a&gt; o Google traduziu isso: "[...] Vince Guaraldi, o compositor da música para as seis especiais de TV anteriores, está de volta para este. Há novos arranjos das músicas antigas, além de várias novas canções.&lt;br /&gt;[...] Schroeder tem uma saudação bonita a Beethoven neste filme. Enquanto a música toca, vemos algumas cenas bonitas abstratas e cores na tela que olhar fantástico em tecnicolor. Infelizmente, tenho visto este corte seqüência de apresentações TV.&lt;br /&gt;[...] Uma coisa que eu gosto sobre este filme é quando os créditos finais estão rolando, você começa a ver imagens animadas da maioria dos principais criadores do filme. Seus nomes estão no lado direito da tela, e suas imagens aparecem à esquerda."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-FlRvKjMYOhE/TmegQJxq4wI/AAAAAAAAAv4/2af2jQ2jYaM/s1600/a%2Bboy%2Bnamed%2Bcharlie%2Bbrown%2B320x240.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-FlRvKjMYOhE/TmegQJxq4wI/AAAAAAAAAv4/2af2jQ2jYaM/s400/a%2Bboy%2Bnamed%2Bcharlie%2Bbrown%2B320x240.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649660456922178306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O &lt;a href="http://cinema.uol.com.br/resenha/charlie-brown-e-snoopy-1969.jhtm"&gt;Rubens Ewald Filho&lt;/a&gt; diz: &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Se você é como eu um fã do Peanuts (Minduim) e dos incríveis personagens de Charlie Schulz (1911-2000), certamente acha que este primeiro longa-metragem feito para cinemas é uma obra-prima no gênero. Muito bem realizado, com uma animação inventiva usando diversos formatos de tela e enquadramentos, sem medo de fantasiar (bem da época, quase psicodélico) e fugir do esquema de apenas animar, dar vida as pré-existentes tiras.&lt;br /&gt;Muito ajudado também por uma trilha musical com canções delicadas, compostas e cantadas por Rod McKuen (na versão nacional, a dublagem das canções também é de qualidade). Foi indicada ao Oscar de Trilha Musical. Mas é difícil não se apaixonar pela turma, Charlie, Lucy, Snoopy, Linus, Schroeder, Violet. Curiosamente não tem versão legendada."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-0fc0mxmF64Q/Tmes0n4VVsI/AAAAAAAAAwQ/vhUE8rjlDic/s1600/Charlie-Brown--400x290.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 290px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-0fc0mxmF64Q/Tmes0n4VVsI/AAAAAAAAAwQ/vhUE8rjlDic/s400/Charlie-Brown--400x290.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649674277618013890" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Este é o melhor site sobre o Snoopy e o Charlie Brown que eu encontrei em língua portuguesa, &lt;a href="http://www.macamp.com.br/variedades/Snoopy.htm"&gt;MaCamp&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Este site é interessante também, se chama &lt;a href="http://filmicability.blogspot.com/2011/05/forgotten-movie-songs-11-boy-named.html"&gt;Filmicability with Dean  Treadway&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-5832237260697164234?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/5832237260697164234/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=5832237260697164234&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/5832237260697164234'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/5832237260697164234'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/09/boy-named-charlie-brown.html' title='A Boy Named Charlie Brown'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-qoqMsAfoSlo/TmegrEuH94I/AAAAAAAAAwI/U96HeHbK8Ck/s72-c/a%2Bboy%2Bnamed%2Bcharlie%2Bbrown%2B320x240.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-8797297506149813730</id><published>2011-09-07T03:59:00.019-03:00</published><updated>2012-02-05T10:52:32.063-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Barfly'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Charles Bukowski'/><title type='text'>Barfly</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-jq3O-bsNP5Y/TmcczoX93dI/AAAAAAAAAvY/oNfmKNh3xhk/s1600/barfly-mickey-rourke-19871f.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 460px; height: 259px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-jq3O-bsNP5Y/TmcczoX93dI/AAAAAAAAAvY/oNfmKNh3xhk/s400/barfly-mickey-rourke-19871f.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649515930896424402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Barfly (pt: Condenados pelo Vício/ cs: Štamgast / es: El Borracho / fi: Baarikärpänen / it: Moscone da bar / pl: Ćma barowa / ru: Пьянь / tr: Bar Kelebeği) é um filme de 1987 que é uma semi-autobiografia do poeta &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Bukowski"&gt;Charles Bukowski&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;O roteiro, encomendado pelo cineasta francês &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Barbet_Schroeder"&gt;Barbet Schroeder&lt;/a&gt;, foi publicado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; ainda quando a produção cinematográfica não estava concluída&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;, com ilustrações do próprio &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Bukowski&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;.&lt;br /&gt;Há uma aparição silenciosa de Charles Bukowski numa das cenas do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-2GdEBLv0FDE/Tmcf-OoC84I/AAAAAAAAAvg/EoNBcl5dMa0/s1600/barfly3-600x392.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 400px; height: 261px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-2GdEBLv0FDE/Tmcf-OoC84I/AAAAAAAAAvg/EoNBcl5dMa0/s400/barfly3-600x392.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649519411497988994" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As informações acima são da Wikipédia, por isso sem aspas, afinal, pode ser minha ou sua, algum elemento desse artigo não expandido, seja um parágrafo ou seja uma vírgula corrigida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Separei estes dois trecho do &lt;a href="http://arsdiluvian.blogspot.com/2010/12/filmes.html"&gt;J. C. Marçal&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;"O próprio Bukowski reconhece isso quando está no set de filmagens e acompanha uma cena em que Rouke chega bêbado num quarto decrépito de hotel. Bukowski se emociona com a cena e diz que era um touro e tanto e lamenta-se: “Juventude, sua filha da puta, onde você foi parar?”.&lt;br /&gt;[...]&lt;br /&gt;Schoroeder soube alinhar o personagem às cenas escritas pelo próprio Bukowski, traduzindo um pouco a passagem cheia de estilo do velho safado pela terra. Um filme simples sobre uma alma simples que escreveu versos e romances simples: mas com muito estilo."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-U2OQNrqTd5s/TmcctWYUnXI/AAAAAAAAAvQ/uCZZEfN--GI/s1600/barfly-mickey-rourke-19871.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 267px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-U2OQNrqTd5s/TmcctWYUnXI/AAAAAAAAAvQ/uCZZEfN--GI/s400/barfly-mickey-rourke-19871.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649515822986861938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Há dois lugares que fornecem o filme, o primeiro é o &lt;a href="http://supercarvao.blogspot.com/2011/07/barfly.html?zx=4f9bda6c03186399"&gt;Supersônico à Carvão&lt;/a&gt;, lá o arquivo tá no Megaupload, porém as legendas estão separadas; a segunda opção é o &lt;a href="http://laranjapsicodelica.blogspot.com/2010/06/barfly-condenados-pelo-vicio-1987.html"&gt;Laranja Psicodélica&lt;/a&gt;, onde além das legendas serem separadas, são 4 links pra download e pra piorar mais ainda e pelo Rapidshare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;[O link do Carvão tá fodido e filadaputado, mas o blog não é disso. Continua válida a sugestão, principalmente pra quem nostalgia de dublagens antigas.]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-neVyU3ppIAc/TmccdihAFbI/AAAAAAAAAvI/WCfN3H-fPJ8/s1600/barfly-1987-07-gf.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 400px; height: 268px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-neVyU3ppIAc/TmccdihAFbI/AAAAAAAAAvI/WCfN3H-fPJ8/s400/barfly-1987-07-gf.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649515551366583730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ué, então por que forneci duas opções? É que o &lt;a href="http://supercarvao.blogspot.com/"&gt;Supersônico à Carvão&lt;/a&gt; é o do &lt;a href="http://rapaduradoeudes.blogspot.com/"&gt;Eudes Honorato&lt;/a&gt;, antigo chefão do F.A.R.R.A., mas o &lt;a href="http://laranjapsicodelica.blogspot.com/"&gt;Laranja Psicodélica&lt;/a&gt; conta com uma equipe diferenciada que dispensa mais atenção com filmes europeus e asiáticos do que com o que passava na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sess%C3%A3o_da_Tarde"&gt;Sessão da Tarde&lt;/a&gt;; além de terem um endereço apenas para &lt;a href="http://laranjapsicodelicaseries.blogspot.com/"&gt;séries&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Portanto, forneço dois dos melhores lugares da internet, mas cada um em sua especialidade.&lt;br /&gt;Como pode ser visto, há filmes em comum nos dois, mas logo que se faça uma comparação um pouco mais apurada, vê-se que são complementares, e não clones.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Py-tz90o8kw/TmeUbBacIhI/AAAAAAAAAvw/oUs93M4YX4M/s1600/aaaaaaaaaaaa.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 337px; height: 400px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-Py-tz90o8kw/TmeUbBacIhI/AAAAAAAAAvw/oUs93M4YX4M/s400/aaaaaaaaaaaa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649647449516286482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Aproveita e de uma confirida no &lt;a href="http://bistrocultural.com/4128/carta-de-charles-bukowski-sobre-barfly.html"&gt;Bistrô Cultural&lt;/a&gt;, tem uma carta crônica do Bukowski que parece ser muito interessante, da qual colarei uns trechos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"[...] o diretor Barbet Schroeder insistiu que houvesse uma cláusula no contrato informando que nenhuma parte de BARFLY que eu tivesse escrito poderia ser alterada sem a minha permissão. [...] Quando eu não estava no set, era contactado por telefone para autorizar a menor das mudanças [...]. Eu concordava com a maioria das pequenas alterações e quando eu discordava as coisas ficavam como eu queria. [...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Mickey Rourke foi fiel ao diálogo. [...] ele adicionou uma outra dimensão ao personagem, em espírito. [...] seu próprio sabor, seu entusiasmo, sua loucura, sua aposta em Henry Chinaski, sem destruir a intenção ou o sentido do personagem. [...]&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Roger_Ebert"&gt;Roger Ebert&lt;/a&gt; veio em uma noite de sexta-feira durante uma filmagem. Ele ficou várias horas. Nós assistimos a filmagem e conversamos entre as tomadas. Ele me disse: “Eu nunca tive um momento tão bom.” Estava no ar, estava em toda parte e o prazer e a magia foram capturados, eu senti no próprio filme.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;[...]"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-rPAft1gpbac/TmcgFDYXaVI/AAAAAAAAAvo/ARZrfhjfDOE/s1600/barfly-1987-07-gf.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 200px; height: 182px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-rPAft1gpbac/TmcgFDYXaVI/AAAAAAAAAvo/ARZrfhjfDOE/s400/barfly-1987-07-gf.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649519528738515282" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-8797297506149813730?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/8797297506149813730/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=8797297506149813730&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/8797297506149813730'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/8797297506149813730'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/09/barfly.html' title='Barfly'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jq3O-bsNP5Y/TmcczoX93dI/AAAAAAAAAvY/oNfmKNh3xhk/s72-c/barfly-mickey-rourke-19871f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-4394329267331912530</id><published>2011-09-06T14:49:00.010-03:00</published><updated>2011-09-06T15:12:58.773-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Bem-vindo à Tranquilidade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HQ'/><title type='text'>Bem-vindo à Tranquilidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-ZkiQ5fCJWqI/TmZgOkM_eFI/AAAAAAAAAuQ/SXF2pisIEVo/s1600/WelcomeToTranquility_00_p00cvr.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 609px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ZkiQ5fCJWqI/TmZgOkM_eFI/AAAAAAAAAuQ/SXF2pisIEVo/s400/WelcomeToTranquility_00_p00cvr.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649308585935468626" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Você já parou para pensar para onde vão os heróis quando resolvem deixar de lado (Ou quase isso) a vida de combate ao crime? Quando resolvem simplesmente se aposentar pela força da idade? E os vilões, você sabe para onde eles vão? Não?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-RM10bH2NYhY/TmZgtUqklaI/AAAAAAAAAuY/AqStnzHX-18/s1600/WelcomeToTranquility_00_p01.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 275px; height: 418px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-RM10bH2NYhY/TmZgtUqklaI/AAAAAAAAAuY/AqStnzHX-18/s400/WelcomeToTranquility_00_p01.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649309114340513186" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Pois então, eles vão para Tranquilidade, uma ótima e calma cidade da California, criada por Gail Simone e Neil Googe no Universo Wildstorm, em 2007, na série Bem Vindo a Tranquilidade que teve 12 edições, mas que nunca deus as caras (ao menos oficialmente) no Brasil."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-rurZIo21egY/TmZg3kWv2xI/AAAAAAAAAug/W9pw8QWCH9Q/s1600/WelcomeToTranquility_00_p02.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 275px; height: 419px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-rurZIo21egY/TmZg3kWv2xI/AAAAAAAAAug/W9pw8QWCH9Q/s400/WelcomeToTranquility_00_p02.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649309290351024914" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Mas enfim, o que me atraiu nesse primeiro arco foi, sem dúvida, a forma com a qual Simone e Googe contam a história em duas sequencias narrativas, uma mostrando o presente e outra retratando a glória passada dos heróis residentes de Tranquilidade, bem como pequenas intervenções que acabam ‘quebrando’ a narrativa com um ou outra piada."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/--89_dTAjkpU/TmZhKfCvJCI/AAAAAAAAAuo/ujxdRIqdfBA/s1600/WelcomeToTranquility_00_p03.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 175px; height: 266px;" src="http://1.bp.blogspot.com/--89_dTAjkpU/TmZhKfCvJCI/AAAAAAAAAuo/ujxdRIqdfBA/s400/WelcomeToTranquility_00_p03.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649309615342429218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://migre.me/5Dxeq"&gt;Bacon Frito&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Se quiser ler/ter: &lt;a href="http://migre.me/5DxdT"&gt;http://migre.me/5DxdT&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 115px; height: 176px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-7K0VQJtCJa4/TmZhZ5TBX5I/AAAAAAAAAuw/daBp0kYDTEM/s400/WelcomeToTranquility_00_p04.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5649309880088092562" border="0" /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-4394329267331912530?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/4394329267331912530/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=4394329267331912530&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/4394329267331912530'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/4394329267331912530'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/09/bem-vindo-tranquilidade.html' title='Bem-vindo à Tranquilidade'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-ZkiQ5fCJWqI/TmZgOkM_eFI/AAAAAAAAAuQ/SXF2pisIEVo/s72-c/WelcomeToTranquility_00_p00cvr.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-6710164912359224938</id><published>2011-08-27T09:55:00.002-03:00</published><updated>2011-09-05T05:22:12.644-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Mia Couto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Jorge Amado'/><title type='text'>Jorge Amado segundo Mia Couto</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-foiieU72ixE/TlWZ3AjyMMI/AAAAAAAAAs4/SO11jdq5CUM/s1600/Jorge%2BAmado.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 359px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-foiieU72ixE/TlWZ3AjyMMI/AAAAAAAAAs4/SO11jdq5CUM/s400/Jorge%2BAmado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644586878300729538" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Jorge  Amado foi, não só pra mim como toda a geração minha  [...] uma espécie  de instigador, um grande mestre. Eu acho que eu já disse isto aqui, numa  cerimônia que houve, de homanagem ao Jorge Amado: nenhum escritor marcou  tanto a literatura de Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, São  Tomé como Jorge Amado."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-vH6s3ixKEE0/TlWask46TOI/AAAAAAAAAtA/DdaDNjVRgac/s1600/Jorge%2BAmado.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 275px; height: 282px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-vH6s3ixKEE0/TlWask46TOI/AAAAAAAAAtA/DdaDNjVRgac/s400/Jorge%2BAmado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644587798586084578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Por  várias razões, umas literárias; quer dizer, as estórias, os personagens  que ele criava podiam ser personagens da nossa vida cotidiana, da nossa  rua; e por outro lado havia ali uma coisa africana muito presente, quer  dizer, os sabores, a comida,a relação humana, que estava muito marcada,  quer dizer, esta África que existe no Brasil nos era devolvida pela  escrita do Jorge Amado."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hs9rFR8SwgQ/TlWiDQs1FnI/AAAAAAAAAtI/PNSPKhvR1ik/s1600/Jorge%2BAmado.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 274px; height: 258px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-hs9rFR8SwgQ/TlWiDQs1FnI/AAAAAAAAAtI/PNSPKhvR1ik/s400/Jorge%2BAmado.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644595884885087858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"E  também por outras razões que não são exatamente literárias, como o fato  de que havia um regime que oprimia nossos paises, aos nossos povos, e  aqui também; quer dizer, havia uma condição paralela em que o Jorge  Amado nos chegava por uma via clandestina, subterrânea, e isso criava  uma empatia muito especial."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-U74lxjnqvr0/TlWi2VCzT2I/AAAAAAAAAtY/_1VflCaX6Jc/s1600/Mia%2BCouto.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 274px; height: 186px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-U74lxjnqvr0/TlWi2VCzT2I/AAAAAAAAAtY/_1VflCaX6Jc/s400/Mia%2BCouto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5644596762224316258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Minha fonte foi um vídeo da Nova Escola (&lt;a href="http://revistaescola.abril.com.br/"&gt;ne.org.br&lt;/a&gt;), mas quem quiser ler o discurso que ele fez em São Paulo em 25 de Março de 2008, em homenagem ao Jorge Amado, tem aqui &lt;a href="http://migre.me/5yw3d"&gt;http://migre.me/5yw3d&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-6710164912359224938?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/6710164912359224938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=6710164912359224938&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/6710164912359224938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/6710164912359224938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/08/jorge-amado-segundo-mia-couto_27.html' title='Jorge Amado segundo Mia Couto'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-foiieU72ixE/TlWZ3AjyMMI/AAAAAAAAAs4/SO11jdq5CUM/s72-c/Jorge%2BAmado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-4168737359865309388</id><published>2011-08-19T23:01:00.006-03:00</published><updated>2011-09-05T05:22:29.657-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Machado de Assis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Memórias Póstumas de Brás Cubas'/><title type='text'>Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-742XY5ruqIk/Tk8X8UsmIcI/AAAAAAAAAsw/ZZ94MZrqfDQ/s1600/memo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 529px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-742XY5ruqIk/Tk8X8UsmIcI/AAAAAAAAAsw/ZZ94MZrqfDQ/s400/memo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5642755183233868226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Não importa ao tempo o minuto que passa, mas o minuto que vem. O minuto que vem é forte, jucundo supõe trazer em si a eternidade, e traz a morte, e perece como o outro, mas o tempo subsiste. Egoísmo, dizes tu? Sim, egoísmo, não tenho outra lei. Egoísmo, conservação. A onça mata o novilho porque o raciocínio da onça é que ela deve viver, e se o novilho é tenro tanto melhor: eis o estatuto universal."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;O Delírio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-4168737359865309388?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/4168737359865309388/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=4168737359865309388&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/4168737359865309388'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/4168737359865309388'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/08/machado-de-assis-memorias-postumas-de.html' title='Machado de Assis - Memórias Póstumas de Brás Cubas'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-742XY5ruqIk/Tk8X8UsmIcI/AAAAAAAAAsw/ZZ94MZrqfDQ/s72-c/memo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-4016399886039374583</id><published>2011-08-02T21:29:00.015-03:00</published><updated>2011-09-05T05:23:41.260-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Miller&apos;s Crossing'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Filme'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Irmãos Coen'/><title type='text'>Irmãos Coen - Miller's Crossing</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-Z9UT3oe37uE/TjidiUL1ahI/AAAAAAAAAsA/m-SOz9dJTaQ/s1600/31.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 376px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-Z9UT3oe37uE/TjidiUL1ahI/AAAAAAAAAsA/m-SOz9dJTaQ/s400/31.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636428146513635858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Miller's Crossing (br: Ajuste Final / pt: História de Gangsters / ca: Mort entre les flors / hi: De paseo por la muerte / es: Muerte entre las flores / hr: Millerovo raskrižje / it: Crocevia della morte / pl: Ścieżka strachu / ru: Перекрёсток Миллера / sr: Милерово раскршће) é um filme estadunidense de 1990, dirigido por Joel Coen, com direção não-creditada do seu irmão &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joel_e_Ethan_Coen"&gt;Ethan Coen&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-2ECwba3VTDM/TjieeOBO-ZI/AAAAAAAAAsY/a3zoQxd55Fg/s1600/31.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 198px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-2ECwba3VTDM/TjieeOBO-ZI/AAAAAAAAAsY/a3zoQxd55Fg/s400/31.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636429175650711954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estreou no mesmo dia de Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese. Apesar do fracasso de bilheteria original, o filme foi bastante rentável.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Em sites agregadores de críticas,  como o &lt;a href="http://www.rottentomatoes.com/m/millers_crossing/"&gt;Rotten Tomatoes&lt;/a&gt;, o filme recebeu um percentual de 90% de  aprovação da crítica.&lt;br /&gt;O crítico brasileiro Pablo Villaça, do site &lt;a href="http://www.cinemaemcena.com.br/"&gt;Cinema  em Cena&lt;/a&gt; diz que este é "um dos melhores trabalhos dos Coen".&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Sobre a  atuação de John Turturro, Peter Travers, da &lt;a href="http://www.rollingstone.com/movies/reviews/millers-crossing-19900922"&gt;Rolling Stone&lt;/a&gt;, escreveu que  esta é a sua melhor atuação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-oVQPAUKzlMk/TjieEWjreoI/AAAAAAAAAsQ/P0-cOcvlUV8/s1600/31.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 275px; height: 183px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-oVQPAUKzlMk/TjieEWjreoI/AAAAAAAAAsQ/P0-cOcvlUV8/s400/31.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636428731266071170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;As filmagens foram realizadas na cidade de Nova Orleans, no estado da Louisiana. Segundo Joel Coen, o lugar era perfeito para servir de locação.&lt;br /&gt;Ele diz: "A cidade preserva muito da arquitetura de 1929. Há coisas aqui que não foram mudadas em sessenta anos. De certa forma Orleans é uma cidade depressiva".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://laranjapsicodelica.blogspot.com/2010/07/ajuste-final-1990.html"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 374px; height: 528px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-DTa2QqSjd_A/Tjiej_retiI/AAAAAAAAAsg/9gvNvoqkGhI/s400/31.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636429274880587298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Se quiser assistir, tem no &lt;a href="http://laranjapsicodelica.blogspot.com/2010/07/ajuste-final-1990.html"&gt;Laranja Psicodélica&lt;/a&gt;, é só clicar na imagen do cartaz aqui em cima.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O filme é bem mais legal que esta sinopse mostra, é que, em geral, nas várias que encontrei, há revelações inconvenientes... por isso mantive estes fragmentos da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Miller%27s_Crossing"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;, de qualquer forma, encontrei este ótimo texto no &lt;a href="http://www.memorialdafama.com/filmesAC/0052.html"&gt;Guia de Cinema Memorial da Mafalda&lt;/a&gt;:&lt;br /&gt;"Eis a mais bem-sucedida união dos talentos dos irmãos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Joel_e_Ethan_Coen"&gt;Joel e Ethan Coen&lt;/a&gt;, [...].&lt;br /&gt;[...], eles aliam estilo e originalidade à substância que caracteriza os grandes filmes.&lt;br /&gt;Ignorando os clichês do film noir, o roteiro esbanja diálogos astutos, humor cínico e lirismo cruel, em personagens ricos e uma narrativa que sabe equilibrar uma suavidade surpreendente e instantes de violência súbita e terrível.&lt;br /&gt;Quem se impressionou com Os Intocáveis (1987) na emblemática cena em que Al Capone [...] [usa] taco de beisebol, irá substituí-la em grandeza pelo trecho da brutal reação de Caspar [...]&lt;br /&gt;Fotografia de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Barry_Sonnenfeld"&gt;Barry Sonnenfeld&lt;/a&gt; (diretor de A Família Addams e MIB)."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-UyyOGW9mr-Y/TjidsMmY-sI/AAAAAAAAAsI/DT1V-82ddYs/s1600/31.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 500px; height: 275px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-UyyOGW9mr-Y/TjidsMmY-sI/AAAAAAAAAsI/DT1V-82ddYs/s400/31.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5636428316276226754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-4016399886039374583?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/4016399886039374583/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=4016399886039374583&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/4016399886039374583'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/4016399886039374583'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/08/irmaos-coen-millers-crossing.html' title='Irmãos Coen - Miller&apos;s Crossing'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-Z9UT3oe37uE/TjidiUL1ahI/AAAAAAAAAsA/m-SOz9dJTaQ/s72-c/31.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-2974097553654808335</id><published>2011-07-31T17:25:00.003-03:00</published><updated>2011-09-05T05:23:57.043-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Rua de Mim'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Poesia'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Luis Martins da Silva'/><title type='text'>Luis Martins da Silva - Rua de Mim</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=RR3WNZI0"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 593px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-zUAB_1DCDBI/TYZS-DzcWnI/AAAAAAAAAdU/3tycFyvYt6g/s400/Rua%2Bde%2BMim%2B-%2BLuiz%2BMartins%2Bda%2BSilva.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5586243613926120050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);" class=" down" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Link" class="gl_link" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-1tG80AHFDko/TYZSDOO9LqI/AAAAAAAAAdM/fnSz7NaLjlM/s1600/Rua%2Bde%2BMim%2B-%2BLuiz%2BMartins%2Bda%2BSilva.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;parquinho de lembranças&lt;br /&gt;rodam-se gigantes&lt;br /&gt;recordações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há um trem fantasma&lt;br /&gt;na minha infância&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;carroussel&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando o menino decobriu&lt;br /&gt;que não eram doces&lt;br /&gt;as gotas da chuva&lt;br /&gt;não as comparou mais&lt;br /&gt;com as lágrimas&lt;br /&gt;que desde cedo&lt;br /&gt;tinham sal&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;desencanto&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando o menino&lt;br /&gt;assobiou no escuro&lt;br /&gt;o assobio&lt;br /&gt;biou&lt;br /&gt;       biou&lt;br /&gt;                  biou&lt;br /&gt;espantando o medo&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;defesa&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o menino fazia bolhas&lt;br /&gt;de sabão&lt;br /&gt;chicletes-de-vento&lt;br /&gt;mas como todas as bolas&lt;br /&gt;se apagavam&lt;br /&gt;resolveu fazer estrelas&lt;br /&gt;que eram bolhas-constelações&lt;br /&gt;a origem do mundo&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;brincadeira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tímido medo&lt;br /&gt;animal franzino para açoite&lt;br /&gt;3º ano primário&lt;br /&gt;menino-aluno-apelidário&lt;br /&gt;cristo da turma&lt;br /&gt;precária poesia de borrador&lt;br /&gt;"pai: perdoai-lhes&lt;br /&gt;não sabem o que falam&lt;br /&gt;com quem falam não sabem&lt;br /&gt;eles nem sabem falar"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;hoje tudo passado&lt;br /&gt;tudo passado a limpo na pedra&lt;br /&gt;com a pureza do giz&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;seleção natural&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;luzanira&lt;br /&gt;é o nome de uma pessoa&lt;br /&gt;que afagou meus cabelos&lt;br /&gt;de criança&lt;br /&gt;que me ensinou&lt;br /&gt;o beabá&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi ela que um dia&lt;br /&gt;pegou o trem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi ela que um dia&lt;br /&gt;morreu queimada&lt;br /&gt;em fortaleza&lt;br /&gt;no estouro&lt;br /&gt;de um bujão de gás&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;tragédia cearense&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda hoje&lt;br /&gt;ficou-me&lt;br /&gt;do coreto&lt;br /&gt;de uma pracinha&lt;br /&gt;aquela tão pura&lt;br /&gt;cafonice&lt;br /&gt;de dedicação&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;esta música&lt;br /&gt;é que alguém&lt;br /&gt;oferece a alguém&lt;br /&gt;e este alguém&lt;br /&gt;sabe quem&lt;br /&gt;como prova de amor&lt;br /&gt;e altas considerações&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;bolero&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;foi então&lt;br /&gt;que o leite finou&lt;br /&gt;e o anjinho&lt;br /&gt;coitado&lt;br /&gt;recebeu sorrindo&lt;br /&gt;a morte mais natural&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o padre nem veio&lt;br /&gt;o sino nem dom&lt;br /&gt;o alto-falante dem deu&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;iam dar ao bichinho&lt;br /&gt;o nome de paulo césar&lt;br /&gt;ia ser jogador&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;aconteceu no cariri&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arribaram do norte&lt;br /&gt;uma mão na frente&lt;br /&gt;outra atrás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;vieram pro sul&lt;br /&gt;uma mão na frente&lt;br /&gt;outra atrás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não deu sorte&lt;br /&gt;uma mão na frente&lt;br /&gt;outra atrás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;arribaram pro norte&lt;br /&gt;uma mão atrás&lt;br /&gt;outra na frente&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;meia-volta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;***&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Estes foram os poemas que eu digitei no calor de uma pós leitura. Depois, durante muito tempo fique observando esta postagem incompleta, e por mais simples que fosse digitar as outras oitenta páginas, nunca o farei.&lt;br /&gt;Preferi escanear porque percebi que ler no tablet é, em certos aspectos, melhor que em papel, principalmente quando este papel não esta em formato de livro, mas de folhas impressas que se perdem... Enfim!&lt;br /&gt;Já que não poderia distribuir o livro para todos os interessados, mesmo que sejamos pouquíssimos os que gostamos de poesia, resolvi oferecer mais do que as poesias despregadas de um livro, mas oferecer a aparência dele.&lt;br /&gt;Acho que uma foto da página, num tablet, aproxima mais do livro do que na tela do PC ou em folhas impressas e grampeadas. Aqueles defeitos das páginas, umas orelhinhas. Só falta o que sempre foi a gr&lt;/span&gt;&lt;span style="display: block;" id="formatbar_Buttons"&gt;&lt;span onmouseover="ButtonHoverOn(this);" onmouseout="ButtonHoverOff(this);" onmouseup="" onmousedown="CheckFormatting(event);FormatbarButton('richeditorframe', this, 8);ButtonMouseDown(this);" class="" style="display: block;" id="formatbar_CreateLink" title="Link"&gt;&lt;img src="http://www.blogger.com/img/blank.gif" alt="Link" class="gl_link" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;ande lacuna das imagens gravadas, a falta de cheiro. Há quem curta cheirar entre as páginas (e não é a mesma coisa que cheirar sobre a capa do livro).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dessa forma, clique &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=RR3WNZI0"&gt;aqui&lt;/a&gt; para ser remetido ao local onde poderá obter o arquivo que eu laboriosamente gastei a madrugada de sábado e a tarde de domingo escaneando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faço isso como uma homenagem ao poeta; aos outros poetas que tem seus livros esquecidos para sempre em bibliotecas desativada pelo município. Ofereço a todos que amam poesia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este livro é muita poesia!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-2974097553654808335?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/2974097553654808335/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=2974097553654808335&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/2974097553654808335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/2974097553654808335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/05/luis-martins-da-silva-rua-de-mim.html' title='Luis Martins da Silva - Rua de Mim'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-zUAB_1DCDBI/TYZS-DzcWnI/AAAAAAAAAdU/3tycFyvYt6g/s72-c/Rua%2Bde%2BMim%2B-%2BLuiz%2BMartins%2Bda%2BSilva.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-8959060544820402418</id><published>2011-07-16T15:03:00.001-03:00</published><updated>2011-09-05T05:24:21.943-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Os Miseráveis'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Victor Hugo'/><title type='text'>Victor Hugo - Os Miseráveis</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-2oLmwpfMzUQ/TiHU5PkL4HI/AAAAAAAAArU/QvvezW4w8P8/s1600/466px-Victor_hugo.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 275px; height: 353px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-2oLmwpfMzUQ/TiHU5PkL4HI/AAAAAAAAArU/QvvezW4w8P8/s400/466px-Victor_hugo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630015089085767794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Em 1817 [...] Agitava-se no conselho de ministros a questão de saber se deveriam ser toleradas as vinhetas representando cordas-bambas nos catazes de Franconi [...]"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-7N9KJfYanxw/TiHUgixJoWI/AAAAAAAAArM/0CLqMtFCWMc/s1600/franconi.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 275px; height: 281px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-7N9KJfYanxw/TiHUgixJoWI/AAAAAAAAArM/0CLqMtFCWMc/s400/franconi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630014664743690594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"[...] os quais atraíam os garotos de rua (sem dúvida, menos pelas proezas dos acrobatas que pelas vestimentas de suas parceiras)."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;p. 133&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-PxXjCpKaMKE/TiHV0zV_2OI/AAAAAAAAArc/apvtdYzzoLA/s1600/franconi.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 374px; height: 255px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-PxXjCpKaMKE/TiHV0zV_2OI/AAAAAAAAArc/apvtdYzzoLA/s400/franconi.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5630016112302217442" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-8959060544820402418?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/8959060544820402418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=8959060544820402418&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/8959060544820402418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/8959060544820402418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/07/victor-hugo-os-miseraveis.html' title='Victor Hugo - Os Miseráveis'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-2oLmwpfMzUQ/TiHU5PkL4HI/AAAAAAAAArU/QvvezW4w8P8/s72-c/466px-Victor_hugo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-1646868695045776180</id><published>2011-07-16T04:00:00.001-03:00</published><updated>2011-09-05T05:25:22.874-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='HQ'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Subversivos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='André Diniz'/><title type='text'>André Diniz - Subversivos - A Farsa</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.universohq.com/quadrinhos/n07042001_04.cfm"&gt;Universo HQ&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-yfkk2PIL6n8/TiE3i8vmM_I/AAAAAAAAAq0/sGZaVrvpLlg/s1600/subversivzzzz.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 276px; height: 439px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-yfkk2PIL6n8/TiE3i8vmM_I/AAAAAAAAAq0/sGZaVrvpLlg/s400/subversivzzzz.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629842082750673906" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Subversivos: &lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=52JKOOFT"&gt;A Farsa&lt;/a&gt;, enfoca o tema dos desaparecidos políticos. Não é uma continuação das edições anteriores, mas sim uma nova história, com personagens inéditos, baseada no tema em comum: os crimes da ditadura militar que governou o Brasil entre 1964 e 1985."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GObAG1NTYnU/TiE5QH16jeI/AAAAAAAAAq8/CcB_N81uS0k/s1600/farsa.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 263px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-GObAG1NTYnU/TiE5QH16jeI/AAAAAAAAAq8/CcB_N81uS0k/s400/farsa.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629843958335704546" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Os argumentos também são de &lt;a href="http://www.nonaarte.com.br/"&gt;André Diniz&lt;/a&gt; e os desenhos de Marcos. [...] São 36 páginas, capa papel couché match 120g, miolo off-set 90g, com uma tiragem de 1000 exemplares."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-z-ceqTPx5C4/TiE6HoRzi8I/AAAAAAAAArE/T6KQhbMpIpc/s1600/frassss.png"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 374px; height: 326px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-z-ceqTPx5C4/TiE6HoRzi8I/AAAAAAAAArE/T6KQhbMpIpc/s400/frassss.png" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629844911935425474" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"Seguindo o estilo de narrativa já registrada de Diniz, as duas tramas têm como pano de fundo a história política do Brasil, algumas vezes verdadeiras; outras misturadas com fatos de ficção."&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.megaupload.com/?d=52JKOOFT"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 174px; height: 270px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-BwSwqtDBOm4/TiE3WoOSRwI/AAAAAAAAAqs/SCXgeqy8hXA/s400/minisub.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629841871083816706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-1646868695045776180?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/1646868695045776180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=1646868695045776180&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/1646868695045776180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/1646868695045776180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/07/andre-diniz-subversivos-farsa.html' title='André Diniz - Subversivos - A Farsa'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-yfkk2PIL6n8/TiE3i8vmM_I/AAAAAAAAAq0/sGZaVrvpLlg/s72-c/subversivzzzz.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-5196893412248256177</id><published>2011-07-15T22:47:00.001-03:00</published><updated>2011-09-05T05:26:09.818-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Novela'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Conto'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Kafka'/><title type='text'>Kafka - obra completa</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Quando eu encontrei esta preciosidade de 4,32 MB pensei em fazer um belo texto pra colocar aqui. Mas então pensei: com que direito? Eu nem li tudo ainda, nem reli; mesmo A Metamorfose, como eu poderia explicar pra mim mesmo, só finjo que entendo os conceitos que estudo. Ainda assim... Aí fui colher na Wikipédia, mas me lembrei que a finalidade aqui não é ser útil, e deixei quieto... quem quiser conhecer Kafka, baixa aqui: &lt;a href="http://migre.me/5h9sl"&gt;http://migre.me/5h9sl&lt;/a&gt;, e leia ou mande alguém ler (HE! HE! HE!), enfim: tô cumprindo a minha parte obrigatória e compartilhando a parada (parei de escrever ali atrás pra ir no &lt;a href="http://migre.me/"&gt;Migre.me&lt;/a&gt; encurtar a URL do Megaupload, onde eu arquivei o PDF, e quando voltei já tinha me esquecido o que estava escrevendo e como estou com preguiça... ...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-iQy_ZwnX43k/TiDxYtYQBLI/AAAAAAAAApQ/GzQ50aB1r90/s1600/kafka.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 274px; height: 388px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-iQy_ZwnX43k/TiDxYtYQBLI/AAAAAAAAApQ/GzQ50aB1r90/s400/kafka.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629764941013583026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;O principal é que este PDF arquiva todos os livros de Kafka, mesmo os que foram publicados postumamente.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Pra quem quiser ler um outro texto além do da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Franz_Kafka"&gt;Wikipédia&lt;/a&gt;, sugiro este aqui: &lt;a href="http://migre.me/5h9yi"&gt;http://migre.me/5h9yi&lt;/a&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-ByNoZcndIPU/TiD2CseRbiI/AAAAAAAAApg/Zr2hWx3Vn5g/s1600/kafka.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 174px; height: 125px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-ByNoZcndIPU/TiD2CseRbiI/AAAAAAAAApg/Zr2hWx3Vn5g/s400/kafka.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5629770060371422754" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-5196893412248256177?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/5196893412248256177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=5196893412248256177&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/5196893412248256177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/5196893412248256177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/07/kafka-obra-completa.html' title='Kafka - obra completa'/><author><name>Beto Brandão</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00195823047842794058</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-K_Ou1ctAlIo/TwyzymAsEII/AAAAAAAAA-Q/PzpojM17mdg/s220/QR%2Bdo%2BClube%2Bde%2BAutores.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-iQy_ZwnX43k/TiDxYtYQBLI/AAAAAAAAApQ/GzQ50aB1r90/s72-c/kafka.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4950096197566116064.post-8822167104921015127</id><published>2011-07-12T03:35:00.001-03:00</published><updated>2011-09-05T05:26:37.573-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Romance'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='A Revolução dos Bichos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='George Orwell'/><title type='text'>George Orwell - A Revolução dos Bichos</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-1DzKsb8kyK4/Thvxxmii6NI/AAAAAAAAAos/GSliWdzG5co/s1600/George%2BOrwell.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 283px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-1DzKsb8kyK4/Thvxxmii6NI/AAAAAAAAAos/GSliWdzG5co/s400/George%2BOrwell.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628357993790892242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Capítulo I&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"[...] Benjamin, o burro. Benjamin era o animal mais idoso da fazenda, e o mais moderado. Raras vezes falava e, normalmente, quando o fazia, era para emitir uma observação cínica [...]"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-JAdCtCPE62U/ThvwpO4ohlI/AAAAAAAAAok/qPFBVjuk-Gg/s1600/benjaminof-animal-farm-65.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 373px; height: 298px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-JAdCtCPE62U/ThvwpO4ohlI/AAAAAAAAAok/qPFBVjuk-Gg/s400/benjaminof-animal-farm-65.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628356750490502738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Benjamin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;by Sandra Lynn Gray on October 13, 2007&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;"[...] - para dizer, por  exemplo, que Deus lhe dera uma cauda para espantar as moscas e que, no  entanto, seria mais do seu agrado não ter nem a cauda nem as moscas. Era o único dos animais que nunca ria. Quando lhe perguntavam por que,  respondia não ver motivo para riso."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;p. 8&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Edição Ridendo Castigat Mores&lt;br /&gt;&lt;a href="http://migre.me/5hpVI"&gt;http://migre.me/5hpVI&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xW20xp4bEr0/ThvyJiynEsI/AAAAAAAAAo0/9WQWhB5r1js/s1600/George%2BOrwell.jpg"&gt; &lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-xW20xp4bEr0/ThvyJiynEsI/AAAAAAAAAo0/9WQWhB5r1js/s1600/George%2BOrwell.jpg"&gt;&lt;img style="display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center; cursor: pointer; width: 375px; height: 516px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-xW20xp4bEr0/ThvyJiynEsI/AAAAAAAAAo0/9WQWhB5r1js/s400/George%2BOrwell.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5628358405101392578" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4950096197566116064-8822167104921015127?l=alcaloideliterario.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/feeds/8822167104921015127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4950096197566116064&amp;postID=8822167104921015127&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/8822167104921015127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4950096197566116064/posts/default/8822167104921015127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://alcaloideliterario.blogspot.com/2011/07/george-orwell-revolucao-dos-bic
